Zé Milhazes – o ingrato

Sófia Smirnov, in Facebook, 18/02/2023)


O José Milhazes, ontem não só atacou a embaixada da Rússia e o PCP pelo seu rancor conhecido a ambos – algo que a mim até me faz alguma confusão como pessoa decente que me considero -, como atacou também o jornalista Bruno de Carvalho. Aliás, eu ontem fiz imediatamente um post sobre o assunto sem ter sequer conhecimento dos verdadeiros factos agora descritos pelo Bruno de Carvalho no seu texto (Ver aqui). Limitei-me a comentar com base no que ouvi e usei o cérebro. Nem era necessária a explicação do Bruno para se perceber a anormalidade do que José Milhazes disse, o que já é normal.

Parte do que sei do José Milhazes é que em Portugal corria o risco de ser pescador ou padre mas que, pelas mãos do PCP, foi para a Rússia (na época URSS) que o sustentou e lhe deu formação como a outros. Não é vergonha ser pescador. Pelo contrário, é uma profissão que merece respeito pelo risco que aqueles homens correm diariamente e pela dureza da profissão. Se calhar até lhe tinha feito falta para aprender a dar valor ao bem que lhe fazem e a não cuspir no prato em que comeu.

José Milhazes é a imagem típica de inúmeros jovens licenciados com a mania que são espertos e só dizem disparates, sem conhecerem minimamente a rudeza da vida porque tudo lhes foi dado de mão beijada. Os jovens são imbecis queques na sua maioria (há exceções e ainda bem). O José Milhazes é um velho que se tornou imbecil e que não tem perfil de queque mas age como eles. Na verdade o Zé tem mais ar de taberna e bordel e é isso até que lhe dá piada e acaba por me fazer rir.

Mas, ó Zé, eu sei porque foi convidado a sair e ficou impedido de pisar solo russo durante 10 anos. Bem, não foi preso, enviado para a Sibéria e torturado como diz que fazem na Rússia à descarada. Se Putin já ouviu as barbaridades que tem dito, garantidamente já se arrependeu de não o ter prendido, até porque, como bem sabe, o podia ter feito, É pá, e nem desapareceu do mapa e não caiu de nenhum prédio como ele diz que o “ditador russo” manda fazer. Diz tantos disparates e tanta boçalidade que me pergunto que tipo de gente o ouve e lhe dá credibilidade: só ignorantes que nunca estiveram na Rússia, claro, que se acham informados – e alguns até exibem diplomas – mas que só têm ar naquelas cabeças. Bem, suspeito que, por esta altura, a proibição de 10 anos de pisar solo russo – e que já devia estar a terminar -, já deve ir em 110 anos. Acho que o Zé Milhazes se deve começar a esquecer de voltar a meter os pés na Rússia, até porque, há muito que o Zé Milhazes passou do imobilizado incorpóreo da Rússia para perdas e já está mais que ultrapassado. No fundo foi tratado como um equipamento que se avariou e foi despachado para a sucata. Isto é que dói ao Milhazes: é que nem a um chazinho envenenado que ele apregoa teve direito. Chiça, um ditador que mata e prende todos os que se lhe opõem! Descrição: 🤣

Para pessoas que se acham inteligentes mas não conhecem a Rússia e papam todos os discursos anormais, pergunto-me se não se questionam como ainda respira o Milhazes e vive sem medo. Uns não se questionam porque efetivamente não são inteligentes e nem pensam (alguns nem deviam votar na minha humilde opinião). Outros pensam – e até sabem que ele só se diz barbaridades -, mas são pagos para as difundirem e defenderem. E, é isto que temos por cá: uma multidão em que uns são mesmo imbecis e outros são pagos para o serem.

Quem não alinha com a manipulação e os esquemas impostos e até usa o cérebro, é logo comuna ou fascista (depende dos dias). Podem também ser nazis até porque, a maioria perdeu a completa noção do que foi e é o nazismo e até já lhe chamam democracia e apoiam a sua divulgação. Também são putinistas só porque não apoiam um regime corrupto, criminoso e com tiques nazis que, ainda por cima, arrastou o seu povo para a desgraça. Portanto, desde há um ano, apoiar a paz, não ser hipócrita e cúmplice de aberrações, ser lúcido e informado – porque o conflito começou oficialmente em 2014, mas começou a ser preparado um ano antes -, é suficiente para se ser perseguido, censurado, ofendido e maltratado.

A mim, na parte que me toca, podem chamar-me o que quiserem. Só ainda não me chamaram santa. Fui censurada um ano, cidadã portuguesa que dei lucro ao meu país desde que nasci, fui chamada de tudo mas não me ofendo. Sou democrata e tenho poder de encaixe – ao contrário de muitos que se dizem democratas mas só em palavras porque, quando são criticados, parecem bebés chorões, tão fraquinhos que são. Vem logo o bullying, o assédio e mais um par de botas. Eu, se fosse igual a eles, estavam tramados; tinha a polícia e os tribunais do país a trabalharem para mim e já nem deviam ter espaço para arquivo. Não há noção nem limite para a imbecilidade desses democratas fofinhos.

Mas há coisas graves nisto. E grave não são as críticas ou os nomes que nos chamam nas redes sociais: quem não tem perfil e estaleca para usar redes sociais ou ser figura pública preserva-se e à sua vida privada, não se expõe. Tudo tem um preço e não podem querer ser famosos e não serem criticados, não podem querer o melhor de tudo. Bem, podem querer, exigir é que não.

O grave é que neste país durante um ano existiu censura desmedida, como já não havia há 49 anos, promoveu-se a desigualdade até entre cidadãos nacionais e refugiados ucranianos, o racismo e a xenofobia. Foi permitido o crescimento de movimentos nazis e banderistas que meteram em risco até a segurança de cidadãos nacionais. Foram divulgadas identidades de cidadãos nacionais ao SBU (Serviços secretos da Ucrânia), e alguns até constam de uma lista negra para os liquidar. A sorte é que a lista já é tão grande que precisavam de mais um exército para fazerem o serviço. E quem divulgou essas identidades? Alguns que até sentam o befe como comentadores nas televisões nacionais, outros que nem sendo portugueses se movem em Portugal e nas Instituições portuguesas como peixinho na água e viajam e voltam livremente para a Ucrânia sem qualquer controlo e monotorização. E nem as atividades que tiveram cá durante 20 anos são investigadas, quanto mais agora em tempo de guerra, já que passaram a ser coitadinhos e heróis, apagando-se e ocultando-se todos os crimes e indecências …

Eu não me calo e não compactuo com anormalidades, podem lá mandar vir o SBU calar-me, até pode vir o Zelensky, sou fiel às minhas convicções e não me vendo. Nunca o fiz.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Carta aberta ao Presidente da República

(Sófia Smirnov, in Facebook, 15/02/2023)

(Publico este texto porque também eu digo que já chega de tanta anormalidade e indecência. E a autora fez bem em o publicar no site da Presidência da República. Para que, Marcelo, não venha mais tarde dizer que desconhecia os crimes de Zelensky, como hipocritamente veio agora dizer que desconhecia os crimes de reiterada pedofilia perpretada no seio da Igreja, pelos padres e bispos a quem ele beija a mão, reverente e obrigado.

Estátua de Sal, 16/02/2023)


Acabei de deixar uma mensagem na página da Presidência da República Portuguesa e aconselho a todos que comungam da minha opinião a fazê-lo, já chega de tanta anormalidade e indecência.

Aqui fica o texto na íntegra:

Exmo. Sr. Presidente da República portuguesa.

Como cidadã portuguesa e face às notícias adiantadas pela comunicação social sobre a atribuição do grande colar da Ordem da Liberdade pelo Sr. Presidente da República de Portugal a Volodymyr Zelensky, venho enviar esta mensagem e agradeço que faça uma comunicação oficial a todos os portugueses sobre este assunto. Portugueses que são manipulados por uma comunicação social parcial e tendenciosa, sem que seja cumprido o previsto na Constituição da República e sem possibilidade do contraditório, como vimos no jornal da noite da SIC e de outros canais nacionais há mais de um ano e sem que exista fiscalização e penalização por parte das entidades competentes.

Há cerca de 3 anos que os portugueses são limitados na sua liberdade mas o último ano foi abusivo na violação dos valores democráticos.

Não tenho qualquer ligação ao PCP nem nunca tive mas, o ano passado assisti a um vergonhoso ataque a um Partido Democrático com assento parlamentar e com mais de 100 anos. Defenderia qualquer outro que tivesse sido atacado vergonhosamente por um grupo de cidadãos de nacionalidade ou naturalidade ucraniana a quem foi permitido tudo, até à exibição de simbologia nazi que atenta contra os valores democráticos não só portugueses como europeus.

Condeno qualquer guerra e qualquer invasão de um país soberano mas também condeno a inexistência de decência e desigualdade de critérios porque, a Ucrânia não foi o primeiro país soberano a ser invadido e nunca se viu tal apoio a um outro qualquer país invadido, e a lista é longa.

Como eu neste momento pensam milhares de portugueses que estão revoltados com a desigualdade e a diferença de critérios impostos pelo Governo Português e pelo Senhor Presidente da República. Não será por acaso que a popularidade do Governo que até foi eleito por uma maioria dos eleitores e a popularidade do Sr. Presidente da República tenham sofrido um revés significativo e visível. O motivo é só um e só não o entende quem não quer entender. A população portuguesa costuma ser paciente e calma mas quando decide que chegou a altura de parar é inevitável e espero que as decisões incautas dos nossos líderes não arrastem o país e a sua população para cenários complicados, como começamos a ver noutros países europeus.

A atribuição de tal honra ao líder de um país em guerra, mesmo que invadido, não me parece coerente nem decente por vários motivos. Em primeiro lugar porque o líder que se pretende condecorar é o responsável por inúmeros crimes de guerra praticados contra soldados russos. Também não considero que Vladimir Putin fosse uma pessoa apta a receber tal honra.

Em segundo lugar, e o mais grave, algo que o Senhor Presidente tem a responsabilidade de saber, Volodymyr Zelensky, antes de qualquer conflito armado não só era o Presidente de um país corrupto, sendo ele próprio referenciado como tal na investigação dos Pandora Paper, como foi o responsável político de inúmeros crimes contra a Humanidade praticados desde 2019 na Ucrânia, entre os quais:

1) A transformação de clínicas de fertilidade num autêntico negócio vergonhoso de bebés on-line, onde os futuros pais podem escolher a cor de olhos e sexo da criança em troca de dezenas de milhares de euros. Suponho que seja óbvio que a Ucrânia não só se tornou na maior fábrica de bebés do Mundo para venda – sim porque se trata de um comércio de crianças -, como é evidente a existência de manipulação genética nestas clínicas de gestação de substituição. Acrescento o facto de ser completamente desconhecido o destino a dar a tais crianças, é desconhecido o seu paradeiros após o pagamento, da mesma forma que é desconhecida a forma como estas crianças são educadas e criadas. Quanto às mulheres pobres que são usadas como gestantes e como máquinas de gestação em troca de 350€ mensais e de apoio medico durante os 9 meses de gestação (era o valor que recebiam em 2020 e existem notícias e investigações disponíveis) será desnecessário dizer que, além de tudo aquilo por que passam fisicamente, têm consequências psicológicas sem qualquer acompanhamento posterior. Este exemplo que dou não só é uma violação dos direitos básicos das crianças como das mulheres ucranianas usadas para este negócio monstruoso.

2) Crimes contra os superiores direitos das 100 mil crianças despejadas em orfanatos em situação deplorável e atadas a berços, com crianças órfãs misturadas com crianças deficientes. Tal informação consta em inúmeros relatórios de várias organizações mesmo antes do conflito. Aliás a Ucrânia tem uma taxa de crianças deficientes anormal, nunca antes vista, nem mesmo após o acidente de Chernobyl, o que não deixa de ser estranho mas que provavelmente terá a ver com as manipulações genéticas das clínicas de fertilidade.

3) Crimes contra a população do Donbass ou russófonos, com cidadãos a serem atados a postes na rua e a serem humilhados e agredidos, num total desrespeito para com parte de um povo.

4) Tráfico de mulheres para redes de prostituição e de crianças para redes de pedofilia, são inúmeras as crianças ucranianas em redes de pedofilia.

5) Violação de mulheres e jovens por serem falantes de russo. Se o Sr. Presidente quiser posso enviar-lhe uns vídeos aberrantes filmados e publicados pelo Batalhão Azov e que deixam qualquer cidadão de bem chocado e petrificado, Batalhão esse integrado no exército ucraniano e alguns elementos são próximos de Volodymyr Zelesnky;

6) Tráfico e venda de armas no mercado negro e na internet. Até mísseis doados por países da NATO já são vendidos na Dark net;

7) Fabrico e tráfico de drogas químicas que invadiram os países europeus durante a pandemia e que atualmente afetam os nossos jovens porque são vendidas on-line e enviadas pelo correio. Sugiro que o Sr. Presidente se informe sobre a toxicodependência no nosso país atualmente.

8.) Censura de meios de comunicação e partidos políticos mesmo antes de qualquer conflito.

9) Apoio a batalhões e milícias ultra nacionalistas, com ideologias nazis e Banderistas que inclusive treinaram terroristas do Daesh nos seus campos de treino.

Sr. Presidente da República bastava um dos crimes que enumerei para um Chefe de Estado não ser digno de uma condecoração nem ser digno de ser aplaudido na Assembleia da República de um Estado Democrático como Portugal.

Condecorar o Sr. Presidente Zelensky é condecorar e apoiar qualquer um dos crimes que referi anteriormente e transformar Portugal e os portugueses em cúmplices de aberrações.

O Senhor Presidente já se denominou indevidamente e aos portugueses como sendo todos ucranianos, mas eu não sou ucraniana, sou portuguesa e tenho orgulho de o ser.

Sou uma defensora dos direitos humanos e sobretudo do superior interesse das crianças do Mundo, sejam elas portuguesas, ucranianas, russas, sírias ou palestinianas porque não discrimino povos, nasci em democracia e sou tolerante o que não sou também é tonta e hipócrita.

Apoio todo o tipo de ajuda humanitária ao povo ucraniano mas não apoio o financiamento de um regime corrupto que atira diariamente o povo europeu para a desgraça e muito menos o financiamento de uma guerra e de armas que só por si contraria não só o previsto na nossa Constituição da República como assassina as bases de todo o projeto europeu que sempre foi um projeto de Paz.

Senhor Presidente, solicito como cidadã, ponderação e moderação. O mundo ocidental não é inocente neste conflito, a diplomacia é o caminho.

Irei tornar esta mensagem pública até porque, os portugueses não têm sido questionados ou consultados e o povo português tem voz e não é a da nossa comunicação social ou dos deputados que supostamente nos deviam representar com decência, que neste momento têm condições para falar e decidir pelo Povo. Aliás, tudo é manipulado, não só a informação como até as sondagens. Lançam-se números de sondagens sem qualquer informação adicional, nem o universo estatístico nem sequer os responsáveis por tais sondagens, chegámos a este ponto.

Deixo ao seu critério e ponderação este meu texto e caso necessite estarei à sua inteira disposição para qualquer esclarecimento sobre o que escrevi embora tudo o que referi seja público e amplamente noticiado antes do conflito.

Pela Paz, ponderação e diplomacia mas também pela estabilidade do Estado Português que todos temos noção que atravessa uma fase difícil, e em que temos de ser ponderados e responsáveis. Mas assim é difícil.


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.

Os nossos valores e os terramotos

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 11/02/2023)

Negar auxílio a quem está em perigo é crime. Para a comunicação ao serviço do Império é um justo castigo por não se vender. O terramoto que no relatado começou por ser o terramoto da Turquia em todos os títulos. Ontem ou anteontem as vozes do dono começaram a titular: Turkey-Syria earthequake – o terramoto chegou finalmente à luz do dia! A razão para o milagre: Os Estados Unidos proibiram o fornecimento de auxílio à Síria no âmbito da guerra que ali desencadearam.

Na Síria os Estados Unidos, os nossos faróis de valores e princípios e a União Europeia, só autorizaram a entrega de ajuda humanitária cinco dias após o terramoto! É repugnante. Nós, os cidadãos, somos cúmplices deste crime.

Apenas um governo criminoso nega o auxílio a um povo que os Estados Unidos atacaram apenas porque estava no caminho da sua invasão ao Irão, a quem rouba as matérias-primas, o petróleo, contra quem armam mercenários islâmicos.

Mas foi o que aconteceu. Durante cinco dias Biden e Ursula von der Leyen (médica) não só desprezaram um povo que sofreu uma catástrofe, mas proibiram que outros o fizessem!

Agora, para disfarçar este crime repugnante os seus órgãos de propaganda titulam esta catástrofe como Turkey-Syria earthquake, mas o auxílio não foi fornecido aos dois estados. Para os Estados Unidos e para a Europa o terramoto foi apenas na Turquia, os sírios não são parte da sua Humanidade! É o que temos e quem temos a defender a “democracia” e os nossos valores!


Gosta da Estátua de Sal? Click aqui.