Retrospectiva de 2025 com o General Agostinho Costa

(Agostinho Costa, in canal do YouTube Geopolítica e História Militar, 30/12/2025)


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(Continuamos na alucinação e a brincar com o fogo. Queremos mesmo uma guerra que destrua o mundo. Estamos nas mãos de loucos. Na sequência dos últimos acontecimentos relativos ao conflito na Europa entre a Ucrânia e a Rússia, o especialista em segurança e defesa Major-General Agostinho Costa analisa os factos mais marcantes de 2025, além dos principais detalhes dos mais recentes acontecimentos, nomeadamente o ataque de drones contra a residência de Putin, supostamente com a conivência de Trump.

• Assim, o processo de paz – por muito tímido que fosse -, está morto.

• A guerra vai escalar, não se sabe até onde e quando.

• Sim, 2026 promete vir a ser o “ano de todos os perigos”.

É ver o vídeo abaixo.)


Feliz Ano Novo

(Estátua de Sal, 30/12/2025)


Para todos os que me lêem e seguem aqui ficam também os meus votos de Bom Ano Novo. E, se não for pedir muito às divindades, melhor um pouco do que 2025. Pelo menos, tenhamos essa luz e essa esperança.

Deixo-vos abaixo um notável texto de Carlos Drummond de Andrade, sobre o Ano Novo, escrito há alguns anos mas que, hoje, com a guerra na Europa à nossa porta e o massacre em curso em Gaza, tem uma redobrada acuidade.

(Estátua de Sal, 30/12/2025)


Carlos Drummond de Andrade, “Receita de Ano Novo”. Editora Record. 2008


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Feliz Natal

(Por Estátua de Sal, 25/12/2025


Natal. Seja lá o que isso for. Não é por fazermos votos de bom Natal que passaremos a ter um Mundo melhor. Nem que a vida passe a ser melhor para milhões de deserdados e sofredores da iniquidade e de um sistema económico que prospera cada vez mais para poucos em detrimento da grande maioria.

Mas as comunidades também vivem de rituais e da partilha de comportamentos. As tradições são isso mesmo. Uma herança da memória de outros tempos, por vezes atavismos fora de época.
E essa partilha pode gerar uma resultante social, positiva ou não, construtiva ou não. Dinâmica para a esperança ou dinâmica para coisa nenhuma.

E neste Natal, em particular, dinâmica também para o perigo da escalada dessas guerras insanas que estão a povoar o Mundo e a ameaçar as nossas vidas. Sim, porque os morticínios não são “lá longe”, entram-nos casa adentro, todos os dias em doses cavalares, servidos pela nudez crua das imagens das televisões. E que nos lembremos que não são marionettes mas sim seres humanos que estão a ser espezinhados por outros seres humanos. A barbárie a que urge pôr cobro, assim a paz se impusesse, ao menos, porque é Natal…

Natal. Seja lá o que isso for, é pelo menos uma pausa na rotina de muitos de nós. Algumas liturgias tomam conta do quotidiano. As prendas, as crianças, as ceias, os encontros e reencontros familiares, os presépios e outros símbolos para os crentes e até para os menos crentes.

E por isso mesmo, quer queiramos quer não, o Natal é sempre uma singularidade, no percurso do calendário anual. Quer para os que o vivem em esperança, em fervor e em otimismo, quer para os que amargamente sofrem o desânimo de nada ter para vivenciar, e para os quais o Natal é apenas mais um dia no caminho de um calvário repetido e constante. Lembremo-nos desses, reflitamos porque são as coisas assim e questionemos porque terão que ser assim.

E para que se mantenha a tradição, para todos os meus amigos e para todos os que me lêem. aqui ficam os meus votos de Feliz Natal. Seja lá o que isso for. Seja lá o que cada um queira que seja, e que possa ser, nestes tempos sombrios de guerra e de barbárie.