Feliz Ano Novo

(Estátua de Sal, 30/12/2025)


Para todos os que me lêem e seguem aqui ficam também os meus votos de Bom Ano Novo. E, se não for pedir muito às divindades, melhor um pouco do que 2025. Pelo menos, tenhamos essa luz e essa esperança.

Deixo-vos abaixo um notável texto de Carlos Drummond de Andrade, sobre o Ano Novo, escrito há alguns anos mas que, hoje, com a guerra na Europa à nossa porta e o massacre em curso em Gaza, tem uma redobrada acuidade.

(Estátua de Sal, 30/12/2025)


Carlos Drummond de Andrade, “Receita de Ano Novo”. Editora Record. 2008


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Marcelo já começou a estragar um ano novinho em folha

(Por José Gabriel, in Facebook, 01/01/2025)


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Ainda agora começou o ano e já estão a estragá-lo. Marcelo botou discurso. Estava numa tribuna, mas falou como se estivesse num café com amigalhaços.

Falou da política externa como se estivesse a dirigir-se a idiotas – não faltou a conversa da treta da Europa trespassar responsabilidades de conflitos provocados por outros e a insinuação de reforço das despesas da defesa.

Fez votos cuja concretização só seria possível com políticas opostas às que defende. O que torna as referências aos pobres e à pobreza, um exercício de pura hipocrisia. Aliás, as preocupações de Marcelo com a pobreza nunca incluem a sua erradicação. Que bonitos são os pobrezinhos! Não fossem eles, como poderia Marcelo simular qualquer preocupação gratuita com os outros?

Um detalhe particularmente sórdido, tributário da tese da “peste grisalha”, atacada em tempos pela ala fascista da JSD, é o da distinção entre os “jovens que avançam” e os velhos – 50, 60,75, especificou – que se “fecham em becos”. Estas palavras querem mesmo dizer o que nelas se explicita, não são um lapso. Aliás, é um mantra da direita esta mania de substituir o verdadeiro conflito social por ficções que lhe convêm. As variações sobre este suposto conflito entre novos e velhos são muitas e igualmente rascas e enganosas. Mas é sobre estes terrenos que os Marcelos desta vida prosperam.

Com a ajuda de muitos – muitos mesmo – portugueses, quantos deles agora arrependidos.  Marcelo: cada vez menos convincente quanto às suas preocupações caridosas, cada vez mais óbvio quanto à sua falta de qualidade(s) para exercer as funções que lhe foram confiadas e jurou cumprir.

Feliz Ano Novo

(Estátua de Sal, 30/12/2024)

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Para todos os que me lêem e seguem aqui ficam também os meus votos de Bom Ano Novo. E, se não for pedir muito às divindades, melhor um pouco do que 2024. Pelo menos, tenhamos essa luz e essa esperança.

Deixo-vos abaixo um notável texto de Carlos Drummond de Andrade, sobre o Ano Novo, escrito há alguns anos mas que, hoje, com a guerra na Europa à nossa porta e o massacre em curso em Gaza, tem uma redobrada acuidade.

(Estátua de Sal, 30/12/2024)


Carlos Drummond de Andrade, “Receita de Ano Novo”. Editora Record. 2008