O mistério dos soldados russos alienígenas

(João Ferreira, in Facebook, 14/08/2026, Revisão da Estátua)


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Segundo a narrativa que diariamente nos chega através de alguns canais televisivos europeus — ou, talvez mais correctamente, da Igreja Universal do Reino dos Mírdia — o Exército russo consegue a extraordinária proeza de perder dezenas de milhares de militares todos os meses e, ainda assim, continuar a aparecer no campo de batalha como se tivesse descoberto uma fonte inesgotável de soldados.

Mas é nas trocas de cadáveres que o fenómeno entra definitivamente no domínio da ficção científica.

Por cada 1000 cadáveres de militares ucranianos entregues, são apenas trocados pouco mais de 30 cadáveres de militares russos.

Quando chega o momento de trocar corpos, aparecem números que parecem pertencer a uma guerra diferente daquela que vemos explicada diariamente nos ecrãs. Por cada grande quantidade de cadáveres ucranianos devolvidos, o número de russos entregues pode ser muitíssimo inferior. E aqui nasce uma questão científica que merece urgentemente financiamento de Bruxelas: onde estão os restantes russos?

Se acreditarmos simultaneamente em todas as contagens televisivas e interpretarmos as trocas de cadáveres como se fossem um retrato directo das baixas totais de cada lado, resta uma hipótese fascinante: 90% do Exército russo é constituído por alienígenas.

Não há outra explicação. Morrem aos milhares perante as câmaras dos comentadores, mas, chegada a hora de entregar os corpos, evaporam-se. Talvez sejam recolhidos durante a noite por uma nave-mãe estacionada algures sobre os Urais. Talvez se desintegrem automaticamente ao som da palavra «troca». Ou talvez Putin tenha finalmente desenvolvido aquilo que a NATO ainda não conseguiu: infantaria biodegradável.

O mais extraordinário é a persistência do fenómeno. Ano após ano, os mesmos mapas, os mesmos especialistas, as mesmas estimativas categóricas e, naturalmente, a mesma certeza absoluta. Porque na moderna liturgia televisiva existe uma regra simples: os números anunciados ontem podem ser esquecidos amanhã, desde que o gráfico de hoje tenha muitas setas.

Naturalmente, há uma explicação muito menos divertida: estatísticas de baixas, mortos confirmados e cadáveres recuperados ou trocados não são grandezas directamente comparáveis. Uma troca de corpos não constitui, por si só, um balanço estatístico da guerra. Mas essa pequena chatice metodológica estraga completamente a teoria dos alienígenas.

E seria uma pena.

Porque entre acreditar que, numa guerra, ambos os lados fazem propaganda, apresentam números incompletos e seleccionam aquilo que lhes convém divulgar, ou acreditar que dezenas de milhares de soldados russos mortos são discretamente teletransportados para outra galáxia, começo a achar que a segunda hipótese daria um excelente debate televisivo.

Só falta convidarem um especialista em OVNIs.

7 pensamentos sobre “O mistério dos soldados russos alienígenas

  1. E esta canalha a fazer propaganda aos sucessos ucranianos já mete nojo.
    O Expresso, propriedade da família de um traste que era um dos mais porcos pro estadounidenses que conheci, regozija porque o terrorismo ucraniano decidiu focar holofotes na empresa de distribuição que e uma espécie de Amazon russa e teria desactivado sete dos 10 maiores centros de distribuição da empresa.
    Mesmo que tal seja verdade o que e que isso poe o nazismo ucraniano mais próximo de uma vitória?
    Pode haver alguns constrangimentos mas as instalações danificadas podem ser reparadas, a defesa reforçada e o negócio continuar.
    Porque é isso que a Rússia faz há quase cinco anos apesar do terrorismo ucraniano contra tudo e contra todos.
    E pergunto qual era o país que sofria essa tipo de crimes tendo armas nucleares e já não teria despejado uma em cima do bunker onde se esconde aquela ratazana chamada Herr Zelensky.
    Já sabemos que vamos ter de pagar a essa canalha nazi o que temos e o que não temos mas escusamos de ser alimentados com esta palha e de ter gente que se diz jornalista a celebrar terrorismo puro e duro.
    Conseguem imaginar o que aconteceria a um jornalista que celebrasse um ataque destes contra o estado genocida de Israel?
    Vao ver se o mar da Kraken. Raios partam a Ucrânia.

  2. Os tovarish zeta-reticulianos da brigada cósmica vão passando entre os pingos da chuva… daí o mistério sideral e a inabilidade dos yankee-nautas em inibir ou conter os russes… muito quer Zelensky que os nórdicos o levem para a Hiperbórea nevada, onde a brancura é fresca e a neve aditivada…

  3. Camarada Estátua, o texto, muito bem esgalhado, está em duplicado, repetido a partir da frase a seguir copy pastada, no 11° parágrafo:

    “Segundo a narrativa que diariamente nos chega através de alguns canais televisivos europeus”

  4. A diferenca de baixas pode não se assim tanta tendo em conta que os nazis ucranianos abandonam os seus mortos no campo de batalha enquanto os russos não cometem tal atrocidade.
    Mas a diferença terá de se significativa tendo em conta que é na Ucrânia que os cemitérios mais crescem mesmo com aquela gente a abandonar tantos quantos podem.
    Muitas vezes depois de lhes sacarem órgãos.
    E isto tem uma razão de ser mais do que tentar convencer nos de que ainda podem ganhar a guerra.
    Enquanto o corpo não aparece, o soldado não e dado como morto e não há obrigação de compensar a família.
    Por isso pelo menos uma vez Herr Zelensky teve um verdadeiro ataque de fúria quando os russos devolveram uns milhares de corpos.
    Os nazis ucranianos são efectivamente uma gente sinistra e pior ainda e quem continua a apoia los para fazer sofrer a Rússia e não por acreditar que podem vencer uma guerra contra uma potência nuclear.
    Valha lhes um burro aos coices. Raios partam a Ucrânia.

    • “A diferenca de baixas pode não se assim tanta tendo em conta que os nazis ucranianos abandonam os seus mortos no campo de batalha enquanto os russos não cometem tal atrocidade.”

      Exacto, ia comentar isso.mesmo.

      A decente democracia da Rússia faz tudo para não deixar soldados para trás, vivos ou mortos.
      As famílias merecem saber onde estão os seus entes queridos.

      Já a ditadura nazi da Ucrânia tem dois problemas extra: corrupção a torto e a direito num Estado falido, e toda uma narrativa baseasa num castelo de cartas mentirosas.
      Por cada morto que fica para trás, é menos um cheque a ser passado pelo Estado falido, ou mais um extra colocado ao bolso pelo comandante/general que diz que o morto continua “vivo”…
      E assim a narrativa das “poucas baixas Ucranianas” aguenta mais uns meses/anos.

      Por outro lado, é normal que o.exército que avança fique na posse dos corpos do exercito derrotado, onde os que recuam têm mais com que se preocupar, como por exemplo fugirem da linha da frente sem levarem com drone em cima.
      E a Rússia faz a sua propaganda com isto, como é óbvio.
      O rácio de apenas umas dezenas de corpos Russos para cada mil corpos ucranianos visa manipular a percepção de quem lê estas notícias, para levantar a moral na Rússia, e a fazer cair na Ucrânia.

      Mas o rácio real de mortos e feridos graves, i.e. de baixas irrecuperáveis, anda bem mais abaixo, em torno dos 5 para 1, a favor da Rússia, segundo o Ministério da Defesa Russo e segundo o próprio Presidente Putin.

      Números que OSINT independentes não têm maneira de confirmar, mas cujas medições indirectas (via informações das famílias dos defuntos nas redes sociais, por exemplo) não se desviam muito.

      Caminha-se para 1.5 milhões de baixas irrecuperáveis no exército ucraniano, e para 300 mil no Russo.
      Isto inclui mortos, feridos graves (irrecuperáveis, i.e. que não voltam ao combate) e AWOL (i.e. desaparecidos e desertores).
      Destes, o rácio de KIA (mortos) para WIA (feridos graves), será diferente para os dois exércitos e para os diferentes momentos/táticas nesta guerra. Ora uns arriscam mais, ora outroa são mais conservadores, ora uns usam artilharia, ora outros apostam nos drones, ora uns desenvolvem bombas planadoras, ora outros colocam redes anti-drone em todas as linhas logísticas, etc.

      Mas imaginemos que o rácio anda num valor teórico muito repetido, de 3 WIA para cada 1 KIA.
      Isso dá 375 mil soldados ucranianos mortos, e 1 milhão e 125 mil feridos irrecuperáveis.
      E dá 75 mil soldados russos mortos, e 225 mil feridos irrecuperáveis.

      Se considerarmos também os desertores num número bem mais alto para a Ucrânia, a ditadura que rapta civis no meio das ruas em frente às suas famílias, então os totais de KIA e WIA serão diferentes, mas penso que já me fiz entender.

      É já quase meio milhão de covas a mais, devido ao maquiavelismo imperial dos EUA.
      Se a puta Madeleine Albright fosse viva, diria o mesmo que disse sobre o meio milhão de crianças iraquianas mortas devido às sanções e agressão dos EUA: “valeu a pena”…

      Os EUA só podem, portanto, ser admirados e olhados como exemplo a seguir, ou glorificados enquanto poder que merece a nossa vassalagem ou sequer a nossa aliança/lealdade, por gentinha que também não vale nada!
      É assim que olho para TODOS os fans dos EUA e da sua NATO (organização terrorista, e esquema mafioso de extorsão do Godfather em Washington DC) e da casa vez mais sua UE, já praticamente só relegada a ditadura para obrigar os europeus a pagar o tributo imperial, como por exemplo o NGL (em vez do Nordstream) ou o imosto Microsoft/Google/Apple/Nvidia (em vez de alternativas Europeias) ou os cheques para prolongar guerra proxy na Ucrânia com muitas compras ao Complexo Militar Industrial que é dono do “parlamento” da “democracia” nos EUA.

      Outra coisa interessante é como a decente democracia da Rússia aumenta o total de soldados do exército só com contratos assinados voluntariamente por gente na idade militar ideal e sem ter de fazer mais nenhuma mobilização, enquanto que a ditadura nazi da Ucrânia tem de raptar 30 mil homens nas ruas todos os meses, dos 25 aos 65 anos, só para tentar manter os números nas linhas da frente, numa situação tão má que já falam em contratar maiores de 65 anos, baixar o mínimo abaixo dos 25 anos, e condenar também mulheres solteiras e sem filhos à mobilização forçada. Isto enquanto nos países “amigos” da Ucrânia se fala em ajudar a ditadura nazi através da devolução forçada dos refugiados ucranianos, homens em idade militar, para o seu país de origem.

      É porque está a correr às mil maravilhas…
      E de facto, do ponto de vista de quem (EUA) planeou e provocou e iniciou e prolongou esta guerra proxy contra o multipolarismo (apenas uma de várias agressões), isto está (mais.bomba, menos bomba) a correr como planeado.
      O objectivo nunca foi derrotar a Rússia, mas sim fazer-lhe mal, manter a Europa em baixo, e preparar terreno contra a China.

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