(João Ferreira, in Facebook, 06/09/2026, Revisão da Estátua)

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Há qualquer coisa de extraordinariamente irritante na paciência de Vladimir Putin. Sobretudo para quem passou quatro anos a anunciar, com a solenidade habitual dos grandes funerais políticos europeus, que a Rússia estava prestes a cair.
Era amanhã. Depois para a semana. Depois no próximo pacote de sanções. Depois quando faltassem microchips. Depois quando faltassem munições. Depois quando o rublo colapsasse. Depois quando a economia russa implodisse. Depois quando o povo russo se revoltasse. Depois quando Putin ficasse internacionalmente isolado.
O problema é que Putin nunca pareceu ter consultado o calendário de Bruxelas. Esperou. E continua a esperar. Talvez porque tenha percebido desde o início uma coisa muito simples: a guerra não se travava apenas nas trincheiras da Ucrânia. Travava-se também dentro das economias, das sociedades e, sobretudo, das urnas europeias.
E é precisamente aí que chegamos à Alemanha. Enquanto Moscovo joga com o relógio, alguns dirigentes alemães parecem jogar contra ele. Têm pressa. Pressa em rearmar. Pressa em escalar. Pressa em transformar cada incidente numa nova confirmação da ameaça russa. Pressa em encontrar a próxima prova de que a Europa precisa exatamente de continuar pelo caminho que está a seguir. E, aparentemente, cada vez menos paciência para esperar que as investigações terminem antes de apresentar conclusões políticas.
O Nord Stream deveria ter ensinado alguma prudência. A destruição dos gasodutos que transportavam gás russo para a Alemanha foi durante demasiado tempo envolvida num ambiente político em que apontar para Moscovo parecia quase intuitivo. Hoje sabemos que a investigação alemã tomou um rumo bastante diferente daquele que muitos sugeriam inicialmente.Talvez por isso seja saudável recordar uma regra elementar: primeiro investigam-se os factos. Depois escolhem-se os culpados. Não o contrário.
Agora temos novamente acusações alemãs relativas a operações russas em território alemão. Podem revelar-se verdadeiras. Podem revelar-se falsas. Podem revelar-se parcialmente verdadeiras. Mas depois do Nord Stream há uma pergunta que deixou de ser inconveniente para passar a ser obrigatória: onde estão as provas?
E é justamente aqui que a impaciência de Berlim começa a contrastar de forma quase cómica com a paciência de Putin. Porque Putin parece ter percebido, desde 2022, que não precisava necessariamente de convencer os europeus de que a Rússia tinha razão. Precisava apenas de esperar que os europeus começassem a desconfiar de que os seus próprios dirigentes poderiam estar errados.
E esperou. Esperou pelas consequências económicas. Esperou pelas faturas energéticas. Esperou pelo desgaste social. Esperou pela desindustrialização e pelas dificuldades da economia alemã. Esperou pela fadiga de uma guerra apresentada sucessivamente como decisiva, urgente e próxima do desfecho.Esperou pela distância crescente entre o discurso político e aquilo que muitos cidadãos sentem na sua vida quotidiana.
E, sobretudo, esperou pelas urnas. Hoje, 6 de Setembro de 2026, chegaram as urnas da Saxónia-Anhalt. E fizeram bastante barulho. A AfD passou dos 20,8% em 2021 para cerca de 44,4%, segundo as projeções desta noite. Mais do dobro. A CDU, que tinha 37,1%, caiu para cerca de 18,3%. E isto aconteceu com uma participação eleitoral superior a 80%.
Portanto, não estamos perante uma sondagem. Não estamos perante bots russos. Não estamos perante comentários nas redes sociais. Não estamos perante um editorial do Kremlin. Estamos perante alemães, dentro da Alemanha, colocando votos dentro de urnas alemãs. E escolheram esmagadoramente uma força política que defende algumas das ruturas mais profundas com a orientação seguida por Berlim durante os últimos anos: restabelecer relações com Moscovo, abandonar o euro e devolver soberania dos organismos supranacionais ao Estado alemão.
A AfD considera mesmo necessária a saída da Alemanha da atual União Europeia caso esta não possa ser profundamente transformada, propondo em sua substituição uma nova comunidade europeia de Estados soberanos. É aqui que talvez devamos começar a pronunciar uma expressão que, há poucos anos, provocaria gargalhadas nos corredores de Bruxelas: o princípio do fim?
Não necessariamente o fim da Europa. Muito pelo contrário. Talvez o princípio do fim desta União Europeia. Da UE centralizadora. Da UE progressivamente federal. Da UE que transfere competências dos Estados para instituições supranacionais e depois se surpreende quando os cidadãos começam a exigir essas competências de volta. E também o princípio de uma discussão que inevitavelmente chegará à arquitetura militar europeia e à própria NATO.
Convém ser rigoroso: a AfD não propõe simplesmente abandonar amanhã a NATO. Defende que a pertença alemã corresponde aos interesses do país enquanto a NATO permanecer uma verdadeira aliança defensiva. Defende simultaneamente a retirada das tropas estrangeiras estacionadas na Alemanha, incluindo armas nucleares, rejeita um exército europeu e reclama uma aproximação estratégica à Rússia. Por outras palavras: o que ontem era considerado absolutamente impensável começa hoje a entrar no debate político alemão através de milhões de votos.
E talvez seja isso que Putin tenha previsto melhor do que muitos dos seus adversários. As instituições não começam a morrer quando alguém assina o documento que as extingue. Começam muito antes. Começam quando aquilo que era impensável passa a ser discutível. Depois torna-se admissível. Depois popular. Depois eleitoralmente rentável. E um dia pode tornar-se maioritário.
Putin não precisava, portanto, de destruir a União Europeia. Bastava-lhe esperar para descobrir se os próprios europeus começariam a querer transformá-la radicalmente. Também não precisava de derrotar militarmente a NATO. Bastava esperar para perceber se os cidadãos dos países que sustentam a Aliança começariam a perguntar para que serve, quais devem ser os seus limites e se a confrontação permanente com Moscovo corresponde verdadeiramente aos seus interesses nacionais.
É uma estratégia desesperantemente simples. Esperar. Porque há uma diferença fundamental entre os relógios políticos de Moscovo e de Bruxelas. Um governo pode controlar uma narrativa durante semanas. Pode dominar manchetes durante meses. Pode repetir uma mensagem durante anos.
Mas nas democracias existe um inconveniente periódico chamado eleições. E as eleições têm péssimos hábitos. As eleições transformam faturas de eletricidade, salários, impostos, imigração, indústria, segurança, guerra, medo e descontentamento numa coisa extraordinariamente simples: um voto.
E talvez seja precisamente isso que torna a paciência de Putin tão irritante. Enquanto os dirigentes alemães procuram demonstrar incessantemente que Putin constitui a ameaça que justifica as suas políticas, Putin pode limitar-se a esperar que sejam os próprios alemães a julgar essas políticas. Não através da televisão russa. Não através da RT. Não através de discursos do Kremlin. Através das urnas.
E hoje essas urnas disseram qualquer coisa que Bruxelas faria muito mal em fingir que não ouviu. Quase metade dos eleitores da Saxónia-Anhalt votou numa força política que pretende alterar profundamente a relação da Alemanha com a Rússia, com o euro, com a União Europeia e com a arquitetura política construída nas últimas décadas.
Isso não significa que amanhã termine a União Europeia. Não significa que depois de amanhã desapareça a NATO. Não significa sequer que a AfD consiga governar a Saxónia-Anhalt. Significa algo politicamente mais interessante: aquilo que ontem era marginal tornou-se eleitoralmente gigantesco.
E a História ensina-nos uma coisa curiosa. Os grandes sistemas raramente percebem o momento exato em que começam a enfraquecer. Continuam as reuniões. Continuam as cimeiras. Continuam as fotografias. Continuam os comunicados. Continuam as bandeiras. Continuam os dirigentes a garantir solenemente que tudo está mais unido do que nunca. Até ao dia em que descobrem que os cidadãos já começaram a sair mentalmente do edifício.
Talvez seja por isso que Putin continua sentado. Talvez seja por isso que espera. Talvez desde o início tenha percebido que o seu maior aliado não seria uma arma secreta russa. Seria simplesmente o tempo.
Os dirigentes alemães tiveram uma enorme pressa em derrotar Putin. Putin teve a irritante paciência de esperar pelos alemães.
E esta noite, na Saxónia-Anhalt, ouviu-se um pequeno estalido. Pode não ser nada. Pode ser apenas mais uma eleição regional. Ou pode ser aquilo que tantas vezes só conseguimos identificar quando já passaram muitos anos: o princípio do fim de uma época.
Fonte aqui.
Saddam não e um bom exemplo. Na verdade começou por se vender aos estadounidenses aceitando, tal como agora Herr Zelensky, fazer uma sangrenta guerra proxy contra o vizinho Irão.
Oito anos volvidos o país estava “de tanga”, a revolução islâmica iraniana fortalecida pelo que o objectivo de quem o mandou fazer a guerra simplesmente não foi atingido.
O que tornou Saddam um estorvo.
Tal como os nazis, os estadounidenses não perdoam o fracasso.
Dai o lançamento da casca de banana dando a entender que, com mais ou menos conversa, poderia recuperar a parte do seu território que tinha sido amputada pela Declaração Balfour.
O resultado foi que o pais foi transformado numa ameaça letal e corria desinformação par todos gostos. No limite iríamos ser todos bombardeados com armas químicas e morrer secos.
O país foi impiedosamente bombardeado, ensaiou se uma ofensiva terrestre total, boa parte das tropas iraquianas no Kuwait foram simplesmente assassinadas e a Norte os curdos foram alugados para um levantamento que lhes correu o pior possível e deu o mote para diabolizar Saddam com tudo.
Daí até ao fatídico ano de 2003 foram sanções homicidas, bombardeamentos esporádicos, tudo o que fosse possível para levar a revolta do povo iraquiano.
Sabendo este, porque Saddam podia ser o diabo do Inferno mas, tal como o Irão, pelo menos mandou o povo a escola, que a substituição de Saddam pela oposição corrupta apoiada pelos estadounidenses não lhes traria nada de bom, a revolta nunca aconteceu.
Foi portanto preciso inventar uma treta de armas químicas capazes de atingir o Ocidente em 15 minutos, sendo que o cientista britânico David Kelly, que deu a entender que era tudo uma grande treta apareceu dessangrado num bosque, num suicídio que muita gente reportou impossível até dada a formação católica do homem.
Mas o assassinato e a grande arma desta canalha.
Saddam acabou detido, humilhado de todas as formas possíveis com fotos divulgadas por tabloides britânicos, do homem a ter de lavar a própria roupa e esperar praticamente nu que secassem nas grades da cela. Porra, devia estar “fresquinho” para assim se consegue secar relativamente rápido roupa lavada sem a bendita centrifugação de uma máquina de lavar.
Porrada também não lhe faltou, coisa confirmada por quem teve de amortalhar o cadáver. Chegaram a equacionar incinerar o homem mas perceberam rapidamente a revolta que isso traria até da parte de quem não apoiava Saddam. A incineração e proibida no Islao e quem incinera um cadáver merece igual destino.
Depois de três anos disto talvez não seja de admirar a coragem com que o homem subiu ao patibulo. Três anos tratado pior que um cão.
O enforcamento foi exibido até a nausea para que todos soubessem o que acontecia a quem não se submetia aos ditames do Império ou a quem, se tendo uma vez submetido, tinha falhado o objectivo.
Nesse ano a coisa até lhes estava a correr bem, na Primavera desse ano tinha morrido nas masmorras de Haia Slobodan Milosevic.
Era tudo simples, quem não se submetia ou falhava acabava morto na prisão ou na execução.
No caso de Saddam a coisa não lhes correu assim tão bem. A exibição da execução gerou revolta em muitos que até não simpatizavam com Saddam.
A coragem do homem também ajudou. Os estadounidenses teem a experiência dos seus próprios executados. Que acabam ou a pedir perdão ou a borrar se todos.
Com Saddam não aconteceu nada disso.
Mas mesmo assim os animais avançaram com a exibição sem perceber que isso só levaria dirigentes como por exemplo Vladimir Putin a por se em guarda, armar os seus países e esperar para combater a agressão que inevitavelmente viria.
Saddam foi o exemplo perfeito de que para esta gente “se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Pelo que tendo o nosso país alguns coisa para roubar, com tinha o Iraque e como tem a Rússia, toca a armar se até aos dentes.
E assim chegamos onde estamos.
Uma nota de apreço pelo Governo sérvio que se cagou nas ameaças da União Europeia e enterrou com dignidade de Estado Radko Mladic, morto apos quase 30 anos a apodrecer nas masmorras de Haia.
O multitudionario funeral do homem também mostrou que a Leste os povos teem cada vez menos paciência para esta gente.
Que continua a ameaçar tudo e todos em vez de se reduzir a sua insignificância.
Alguém devia explicar a esta gente o que quer dizer realmente o ditado português “não e com vinagre que se apanham moscas”. Mas a Von der Pfizer, e uma corrupta garrafa de vinagre.
E nós a pagar isto tudo.
Valha lhes um cardume de tubarões brancos cheios de larica.
Tenho sérias dúvidas de que a AFD, mesmo que chegue ao poder na Alemanha com ou sem maioria absoluta, consiga implementar o programa acima exposto. Primeiro, porque suspeito fortemente de que a AFD vai ser mais um caso de “a montanha pariu um rato”, à semelhança de Meloni na Itália. Em segundo lugar, porque, mesmo que a AFD tenha genuinamente intenções de quebrar o “sistema” de vez, esta vai-se ver confrontada de imediato com a tremenda rede internacional de inteligência, desinformação, espionagem e chantagem, que o Deep State e o complexo militar-industrial americano, montaram na Europa nas últimas décadas. Esta rede, acrescente-se, está já interligada com a Mossad e os restantes serviços de espionagem e inteligência de Israel, um Estado pária e genocida, que de “democrata” não tem rigorosamente nada e que, no limite, é capaz de partir para o assassinato e as tentativas de golpe de Estado, sendo que já o fez inúmeras vezes no passado e certamente, vai voltar a fazê-lo no futuro.
Se a AFD quiser realmente reformar a NATO e a UE nos moldes que afirma e forçar a retirada das tropas americanas, que estão estacionadas na Alemanha desde 1945, então a AFD vai ter de necessariamente se preparar para enfrentar todo o poder e jogo sujo, que as forças combinadas do Império Anglo-Sionista são capazes de reunir.
Tudo isto significa, logo para começar, enfrentar difamação em massa em todos os media do “sistema” e ter de combater uma brutal campanha de desinformação e contra-propaganda 24/7. Certamente, os anglo-sionistas irão recorrer ao velho truque do suborno e vão tentar comprar a AFD, como provavelmente fizeram com Meloni em Itália e até mesmo, com Delcy Rodriguez na Venezuela. Se os líderes da AFD não se renderem ao suborno, serão numa primeira fase discretamente ameaçados e posteriormente, perseguidos a todos os níveis, desde o judicial ao financeiro. Por fim, se mesmo assim continuarem sem vergar, há uma elevada possibilidade de lhes acontecer o mesmo que aconteceu a John F. Kennedy ou a Francisco Sá Carneiro…
Recordo que houve um certo líder de um País do Médio Oriente, chamado Saddam Hussein, que aqui há cerca de duas décadas recusou render-se aos ditames de Washington. Os americanos tentaram comprá-lo várias vezes e de várias formas, porém, Saddam recusou sempre as ofertas americanas e ignorou as ameaças. No fim, o ditador iraquiano acabou enforcado na ponta de uma corda, depois de ver o seu País completamente invadido pelos EUA… convém ter estas coisas em conta, se querem fazer frente aos interesses de Washington e Israel…
Acredito que os russos vão discretamente tentar fazer tudo o que puderem para proteger “os flancos” à AFD, isto se a AFD for realmente oposição genuína ao “sistema” e não oposição controlada. Moscovo tem muitas ferramentas ao seu dispor e acima de tudo, tem muitos aliados e amigos dentro da UE, que estão um pouco por todo o lado e que estão completamente fartos de ter os americanos a mandar na Europa. Todavia, se os líderes da AFD não forem extremamente cuidadosos e hábeis e gente de carácter com um elevado grau de ética e espartanismo, podem ter a certeza de que estarão condenados a fracassar e a ser moralmente esfrangalhados, pelas forças combinadas do Império Anglo-Sionista, isto é, todo o aparelho mediático, judicial, financeiro, policial, militar e de inteligência, da UE, NATO, EUA e Israel combinados.
Alice Weidel e os seus compagnons de route, se forem realmente gente de bem, vão ser obrigados a comer nos próximos meses e anos “o pão que o diabo amassou”… Ganhar eleições é a parte mais fácil em tudo isto, o pior é o que vem depois…
https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/sera-que-afd-tem-nocao-de-onde-se-vai.html
Eu penso de que o camarada Zé Oliveira Vidal é a reencarnação tardia do Otelo de Carvalho, disposto a realizar o que ainda não foi feito no Campo Pequeno, enquanto que o marialva João J.H. Nobre é provavelmente a 2.ª vinda do Remexido, fiel seguidor de D. Miguel, o absolutista, criador de touros que um dia serão cabeças de cartaz na Praça de Touros.
Agora entendam-se qual programa de festas merece as luzes da ribalta, da arena e do palco.
Estas estatutárias (contra-)revolucionárias não páram…
Todo o texto é factualmente correcto e intelectualmente honesto e, no entanto falha mesmo assim na conclusão.
Não é Putin quem esperava uma vitória da AfD Eurocética.
Era o império dos EUA que, durante o desavergonhado reinado de terror do imperador Trump, até foi ao ponto de ter o Pentágono a publicar o enfraquecimento das instituições Europeias como seu objectivo, e de enviar os seus capangas e redes sociais apoiar descaradamente a AfD e companhia, por oposição aos partidos ditos tradicionais.
A AfD não mudará nada de estrutural, apenas serve exatamente o mesmo regime e os mesmos intersses económicos, atuando como escape INTRA-sistema para o voto descontente.
Vamos ter a prova dos 9 em breve, exatamente tal como tivémos em Itália com a Meloni e os seus Fratelli d’Italia.
Tão “eurocética” que ela era, e agora as bandeiras da NATO, do Atlantismo, da UE, do Euro, do Globalismo, de Davos, de Bilderberg, do Grande Capital, estão lá todas na lapela dela.
Dos tempos de oposição, apenas permanece a xenofobia e o aproveitamento populista do paleio anti-imigração.
A mesma coisa acontecerá com a AfD na Alemanha, com a Marine Le Pen em França, com o VOX em Espanha, com o Chega em Portugal, etc.
E a mesma coisa acontece nos candidatos da “esquerda-radical progressista” ou woke.
Ontem era críticos da UE e do Euro e ds NATO. Hoje dão o cu à Úrsula, ao Rutte, e ao Zelensky.
O exemplo mais óbvio de todos é o BE que, e muito bem, já perdeu 90% do seu eleitorado.
Tal como diz Brian Berletic, mais útil do que ser ciclicamente enganado por estas performances teatrais de “oposição” num regime ocidental NÃO representativo, e cujo pilar central é a desinformação e manipulação em massa, o mais útil é seguir o fluxo do dinheiro, identificar as lealdades, ver quem dá tempo de antena a quem, e observar o que cada um fax na prática, ignorando quase completamente o que cada um diz.
Para além de falhar na conclusão, talvez por exagerar no wishful thinking, o texto do João Ferreira falha ainda numa premissa: a de que Putin alegadamente vê com bons olhos a chegada ao poder da AfD e companhia (Meloni, Le Pen, etc).
Não.
Isso é uma falha de análise que só pode vir de quem já foi vítima da propaganda ocidental orientada para o público de Esquerda, que demoniza Putin como o “apoiando da extrema-direita na Europa” e “gajo que interfere nas eleições no Ocidente” e ainda “o aliado número um de Trump, quiçá mesmo o homem que controla o seu agente Trump”.
Putin é um anti-fascista.
Putin tem na China Comunista o seu maior aliado.
Putin é garante da preservação da história de sucesso da União Soviética.
Putin celebra o Dia da Vitória contra o Nazismo como nem sequer a “esquerda” Europeia o faz.
Putin não tolera nazis, faz guerra contra eles.
Putin governa com enorme popularidade um povo que tem entre um quarto a um terço de eleitores mesmo de esquerda, que ainda votam no Partido Comunista Russo, ou no Partido Socialista Russo.
Putin quer paz e segurança, e quer ter isso negociando com quem ainda governa a Europa.
Portanto, o que Putin esperava era que os Alemães se vissem livres dos vassalos dos EUA que são amigos dos nazis ucranianos, e que votassem antes em verdadeiros patriotas anti-fascistas e anti-imperialistas, que se apercebessem do erro que foi hostilizar e demonizar e ameaçar a Rússia, e voltassem a uma posição decente e à mesa das negociações a sério.
Putin não esperava o oposto, ou seja, que continuassem a votar em vassalos dos EUA que simplesmente querem lucrar com a venda de armas aos nazis ucranianos (uma “mudança” essencial no regime ocidental para acalmar o descontentamento, mas sem mudar em nada o fluxo do dinheiro e das armas, geopoliticamente falando), que apesar dos discursos “céticos” acabam todos como a Meloni a manter a NATO e até a aprofundar a militarização da UE e a relação Atlantista, que são tão ou mais pró-sionismo genocida, e cuja única “diferença” é cosmética (populista): fazem dos imigrantes o seu grande inimigo.
Então e o discurso de “aproximação” à Rússia, e de “negociação” de paz?
Abram os olhos, é exatamente o mesmo do Trump e do Netanyahu e do Erdogan.
Uma PsyOp para enganar os tolos e ingénuos.
Na prática, o Trump “amigo da Rússia” foi quem ordenou e deu meios e intelligentsia aos nazis ucranianos para bombardear a Rússia profunda e atacar alvos civis.
E as “negociações” do Ocidente já vimos todos (e quem não viu, é porque é cego), são apenas para distrair, sem qualquer real vontade de fazer paz, e apenas para ganhar tempo para rearmar, ou fazer o inimigo baixar a guarda e permitir o nosso ataque surpresa.
Caro João Ferreira, se não percebes que a chegada desta escumalha ao poder é igualmente má para a Rússia, e é na realidade do interesse só dos EUA e “israel” e do nojento Grande Capital doa costume (ex: oligarcas do petróleo e do complexo militar industrial), então, apesar de todas as tuas boas intenções e desejos, não percebeste absolutamente nada!
E, se por milagre, os eleitores ocidentais realmente conseguissem votar numa mudança real, também já devias saber que isso seria combatido ferozmente e o povo que a tal se atrevesse sofreria imensamente até aprender a votar “certo” outra vez.
Estamos numa DITADURA!
Nas ditaduras o povo não manda nada!!
Ou o BCE fecha a torneira, ou os “mercados” especulam com a dívida soberana, ou a UE impõe medidas de castigo, ou se suspendem acordos (como a extrema-direita fez com Schengen só para castigar a Espanha), ou há investimentos que vão daqui para ali, ou há mais tarifas aplicadas pela própria capital do império contra os seus vassalos menos obedientes, ou as PRESStitutas atacam a alternativa como cães raivosos, ou há golpes palacianos, ou há cancelamentos políticos e até sanções contra cidadãos do próprio ocidente, ou as redes sociais e seus bots tratam de colar os rótulos “extremista” ou “putinista” ou “anti-semita” ou “irresponsável”, ou se ilegalizam partidos, ou se prendem opositores e jornalistas sob falsas acusações, etc.
O voto não muda nada numa ditadura.
E a Extrema-Direita da qual a AfD faz parte, não dá qualquer tipo de esperança para a Rússia, pois é um cavalo de tróia ainda pior dos EUA. Ainda pior e mais vassalo do que os actuais vassalos.
E, já falei nisto antes e volto a falar, pois é extraordinariamente pertinente neste texto: calha mesmo bem que os extremistas anti-imigração estejam todos a chegar ao poder quando já não é útil manter “refugiados” ucranianos, e seria mais útil impedi-los de obter cidadania já em 2027 (e para tal fazem-se leis de nacionalidade para esta cidadania só poder ser obtida lá para 2032), e implementar mecanismos de repatriação, principalmente para homens em idade de serem mobilizados à força, algo que calharia tão bem à ditadura nazi (e proxy dos EUA) num momento em que se agrava a falta de homens (carne para canhão) disponíveis para serem raptados nas ruas ucranianas.
Já para não falar também da questão dos refugiados Sírios, que já serviram o seu propósito propagandístico, e que agora devem ser recambiados para o estado islâmico governado por terroristas da al-Qaeda de que a NATO, a UE, e a ONU, tanto gostam…
É que para a narrativa anti-Assad (indirectamente também anti-Putin) funcionar ainda melhor, nada como manipular desta forma as estatísticas da migração, e por conseguinte do PIB, para apresentar al-Sharaa e o seu regime como um exemplo de “sucesso”.
E por último, quando se fala em AfD, fala-se em neo-nazismo e saudosismo hitleriano.
Ora, quem é que são os inimigos mortais da Rússia em Kiev?
E como é que isto difere de umas forças políticas “tradicionais” e instituições Europeias? A quem já só falta usar a suástica, pois o tridente neonazi ucraniano já elas usam!
Pois…
Portanto, ao João Ferreira e companhia, o apelo que vos faço é que se deixem de cegar a vós próprios com wishful thinking, e abram os olhos!
Prestem mais atenção à leitura de ducumentos chatos publicados em Washington DC, do que ao teatro que vos é posto à frente dos olhos para vos distrair e manipular a percepção sem vocês sequer se aperceberem disso.
Se dá muito trabalho, então ao menos vejam os resumos sistematizados pelo Brian Berletic e pelos seus convidados igualmente especialistas em geopolítica e em ‘vacinação’ anti-propaganda e anti-manipulação.
A Alemanha um país seguro? Nunca foi tal coisa e que o digam os imigrantes turcos que nos anos 90 foram queimados vivos por neo nazis.
Se não fossem os imigrantes a economia alemã colapsava mais depressa ainda.
Porque sao eles que asseguram tudo em que os alemães não querem sujar as unhas, dos campos, aos matadouros, ou até aos armazéns da Amazon.
Quanto a violência nas escolas todo o passaro come o milho e paga o muçulmano.
Pessoalmente conheci um desgraçado miúdo paquistanês que era o bombo da festa de alunos portugueses por ter o queixo demasiado saliente e um problema de diccao.
Em resumo,enchiam lhe a marmita a ponto de quatro colegas parrudos, um português e tres alemães, se revezaram como uma espécie de guardas costas.
O desgracado não ia a lado nenhum sem duas daquelas baleias atrás.
Se andasse sozinho já sabia que as mamava.
Porque como era filho de imigrantes muçulmanos está se bem a ver que as autoridades escolares de estavam nas tintas para se o moço apanhava uma sova de filhos daquela classe de emigrantes que se ufanam de se aculturar tão bem. A pontos de não ensinarem aos filhos a língua materna.
Quanto a violações o padrão da Alemanha segue o geral. Em 90 por cento dos casos violador e vítima são da mesma raça.
Mas cada um acredita no que quer.
Como a treta da imigração descontrolada mais fácil de engolir após a quinta caneca de cerveja.
A juntar a festa a AFD acena a quem esta farto de pagar a Herr Zelensky.
Claro que se ganhar eleições a lésbica vai acordar convertida a ameaça russa como fez a Meloni.
Porque essa gente sabe ver para que lado sopra o vento.
Se depois levarem com a receita do Milei e perderem o resto dos apoios sociais para engordar grandes empresários e continuar a pagar a Herr Zelensky vão se queixar ao Papa.
A Alemanha nunca foi desnazificada por isso nada mais normal que se vote em gente desta.
A Alemanha e um país onde se pode ir de cana por usar um Kefieh, onde gente foi impedida de trabalhar por não se querer envenenar. Se a AFD for um perigo para o sistema já tinha sido ilegalizada.
O resto e conversa para boi dormir.
O homem mais perigoso da Alemanha
https://youtube.com/shorts/o9JpuXy1XkU?is=IvvTWx3wijiaKbAs
Não embarco na conversa do “pavor da extrema-direita”, que é usada abusivamente pelo “sistema” e os seus serviçais, em relação a qualquer partido conservador, que seja anti-sistema. Este velho truque de colar o rótulo de “extremo” em tudo o que é inconveniente para o “sistema” e não alinha nas narrativas impostas, já não cola.
Também não há qualquer fundamento em acusar a AFD de ser um partido “neonazi”. A líder do partido, Alice Weidel, é lésbica assumida e tem uma postura bastante liberal perante a sociedade. Não há aqui qualquer “nazismo” ou “neonazismo”.
A AFD em termos económicos tem um programa adepto do Liberalismo, que defende inteiramente o mercado livre e que em determinados aspetos, vai até buscar influência ao Libertarianismo e Paleoconservadorismo americano. Curiosamente, a AFD defende a criação de «zonas económicas especiais», à semelhança daquilo que Deng Xiaoping fez na China nos anos 1980, com resultados espetaculares em termos de crescimento económico.
É inegável, que a vitória da AFD ontem ficou a dever-se, principalmente, aos temas da imigração, da segurança e da economia. As pessoas estão fartas. Os partidos do “sistema” recusam-se a ouvir o povo e andam há anos, a ignorar as queixas de muita gente sobre aquilo que já passou há muito dos limites. A imigração está completamente fora de controlo. A Alemanha, que foi em tempos um dos países mais seguros da Europa, está hoje a ser assolada por crimes e gangues, a ponto de estar a registar-se uma média de 80 ataques à faca por dia. Isto não existia na Alemanha dos anos 1970, 1980 e 1990. A imigração em massa é a grande responsável por isto, como é também a grande responsável pela vaga de violência nas escolas alemãs, praticada por alunos muçulmanos ou árabes e a vaga de violações em grupo, que aumentou de forma exponencial.
Em termos económicos, os alemães também já perceberam que quem os governa hoje na Alemanha, não está a defender os interesses do povo alemão. Friedrich Merz é um completo lacaio de Washington e desde o início da Guerra Russo-Ucraniana, a classe política que tem governado a Alemanha, tem prosseguido políticas que são inteiramente contrárias aos interesses da Alemanha. Em termos energéticos, a título de exemplo, os alemães só têm a perder em deixar de comprar gás à Rússia, sendo que era precisamente o gás russo, que tornou a economia alemã competitiva durante décadas. Agora, os alemães compram gás que é 4 a 5 vezes mais caro do que o russo, com as consequências para a economia que já são visíveis. O motor económico da Europa, que é a Alemanha, sem gás russo está condenado, pois o acesso a energia barata é essencial, para se ter competitividade económica no sistema internacional. Este foi, de resto, um dos principais objectivos dos EUA, quando provocaram a guerra na Ucrânia, ou seja, forçar a cessação de todas as ligações económicas da Alemanha com a Rússia e colocar os europeus na dependência exclusiva dos EUA.
A carga fiscal na Alemanha está também a um nível incomportável, sendo que muitos alemães estão revoltados e com razão, por terem de andar a pagar tantos impostos, que estão a ser canalizados para serem depois dados a subsidiodependentes, que não querem fazer nada e que se aproveitam do sistema instituído.
Não há um consenso total na AFD sobre Israel, porém, em linhas gerais, a AFD tem sido pró-Israel. Tendo em conta o passado da Alemanha, não é perceptível se estas posições pró-Israel são uma forma de a AFD se proteger de acusações de anti-semitismo, ou se, pelo contrário, devem-se ao facto de a AFD realmente ser um partido pró-sionista. O tempo dirá em que plano estamos… Também não há qualquer evidência de que a AFD seja, necessariamente, pró-russa e anti-ucraniana como alguns afirmam. O que parece ser certo é que a AFD é fortemente eurocéptica e defende os interesses da Alemanha. Em termos de geopolítica e geoestratégia pura, o programa da AFD é perfeitamente racional e pragmático. O que não é racional, nem normal, é a política externa completamente submissa a Washington, que os governos alemães têm seguido nos últimos anos, principalmente, desde que a Sra. Merkel saiu do poder.
Em conclusão, depois do fiasco que foi Bolsonaro no Brasil, Trump nos EUA e Meloni na Itália, torna-se difícil voltar a acreditar em qualquer outro partido que, à partida, vem de fora do “sistema”. Já é mais do que evidente, que é o próprio “sistema” que está a criar estes partidos da dita “extrema-direita”, que mais não são do que oposição controlada, que é usada pelo próprio “sistema” e pela elite globalista, para granjear mais tempo ao “sistema”, no sentido de se reorganizar.
Esta oposição controlada, tem em comum o facto de ser sempre pró-sionista, pró-americana, anti-russa e anti-chinesa. Para além disto é também ferozmente islamofóbica a um ponto extremo e usa o discurso anti-imigração, para radicalizar as massas contra o Mundo Islâmico e em consequência, servir os interesses do Sionismo a nível internacional. Há toda uma teia internacional que liga Telavive a Bolsonaro, Trump, Meloni e até mesmo André Ventura em Portugal. Só não vê isto, quem não quer…
No caso particular da AFD, eu não posso afirmar ainda que se trata de oposição controlada. Pode ser. Provavelmente é. Porém, há também a hipótese de ser um partido que genuinamente quer mudar as coisas e isso deve ser respeitado. Não sei. O tempo dirá se a AFD é realmente uma força com a qual podemos contar a sério, ou se, pelo contrário, é mais outra marioneta do “sistema”, completamente ao serviço de agendas ocultas e da elite globalista/sionista.
https://joaojhnobre.blogspot.com/2026/09/alternative-fur-deutschland.html
Bom comentário.
A AfD já esteve envolvida em várias polémicas devido a membros seus, até mesmo candidatos, a fazerem discursos obviamente neonazis e saudosistas hitlerianos.
Isto não está sequer aberto para debate.
É factual.
Informa-te!
E o facto de isto ser verdade, não impede que a outra parte do que disseste seja também verdade: realmente o sistema gosta muito de demonizar toda a oposição, quer com nomes falsos, quer com adjectivação exagerada.
Ao mesmo tempo que chamam “centro moderado” ou “arco da governação” ou “partidos responsáveis” ou “democratas liberais” a si próprios, por mais que isso seja mentira, e por mais crimea contra a humanidade que eles cometam.
Ou seja, temo neste momento na Alemanha um Linke, SPD, CDU/CSU, e FDP que são descaradoa aliados de nazis na Alemanha e terroristas na Síria (e não só) e cúmplices dos sionistas/”israelitas” genocidas.
E do outro lado temos uma AfD que faz de conta que não gosta dos nazis de Kiev, mas acarinha os nazis de Berlim…
É exatamente como o que se passa em Portugal com a demonização dos Salazaristas do Chega, feita pelos fascistas e colaboradores de nazis do BE, Livre, PS, PAN, PSD, CDS, e IL.
Basicamente a Europa tornou-se um grande circo dos rotos que apontam o dedo aos nus.
Só assim, com tal circo e teatro, é que um regime destes se consegue manter à tona.
Devem ter-se inspirado nos EUA, onde fascistas imperialistas genocidas azuis dizem que os Republicanos são perigosos nazis, e onde os fascistas imperialistas genocidas vermelhos dizem que os “Democratas” são perigosos estalinistas.
E no entanto estamos a falar de duas facções quase iguais num sistema bipartidário não representativo que na prática é de partido único.
Pode-me dar alguma prova ou evidência concreta, de que a AFD é nacional-socialista e seguidora do ideário de Hitler?
Diz que a AFD já teve membros seus e candidatos a fazer discursos neonazis e saudosistas do Hitlerismo. Pode então indicar-me, por favor, quem são esses candidatos e quais os discursos em causa?…
Diz que a AFD já teve membros seus e candidatos a fazer discursos neonazis e saudosistas do Hitlerismo. Pode então indicar-me, por favor, quem são esses candidatos e quais os discursos em causa?…