Poderá a Europa sobreviver aos seus próprios líderes?

(Michael Hudson entrevistado por Glenn Diese, in Resistir, 04/04/2025)


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GLENN DIESEN: Olá a todos e bem-vindos. Hoje é dia 26 de março de 2025 e a mim junta-se Michael Hudson, um nome conhecido no mundo da economia.

O mundo está a mudar muito rapidamente, como vemos. Os EUA parecem estar a adaptar-se à multipolaridade. Precisa de ter uma nova prioridade. A Europa parece ser menos prioritária, enquanto parece haver uma necessidade de fazer as pazes com a Rússia. E vemos que, do lado europeu, em vez de recuarem da guerra por procuração contra a Rússia, os europeus insistem agora em que vão continuar a guerra sem os Estados Unidos, o que é um pouco duvidoso, mas também é pior. [Estarão a usar dinheiro que não têm para construir armas que só serão produzidas daqui a muitos anos. E o objetivo de derrotar a Rússia não está claramente definido como é que isso vai funcionar. Portanto, muito disto não faz sentido e muitas pessoas têm tentado perceber o que se passa.

Como vê as narrativas económicas e políticas que conduziram a Europa a este caminho?

Pode ler a resposta e a entrevista completa aqui.

Mas pode ver a mesma entrevista no vídeo abaixo dobrado em português, vídeo que devia passar em horário nobre em todas as televisões para muitos dos mais ingénuos e/ou desinformados cidadãos acordarem de vez, concluindo que os líderes europeus nos estão a levar para o abismo.

3 pensamentos sobre “Poderá a Europa sobreviver aos seus próprios líderes?

  1. Já somos dois. Pena não haver muitos mais. Os nossos líderes não são os únicos culpados. Fomos nos que os elegemos.
    Muitas vezes vemo nos como vitimas de gente não eleita como a Comissão Europeia.
    Mas o certo e que esses comissários são nomeados por gente que elegemos.
    Foram as populações que elegeram os políticos manhosos que por sua vez elegeram a senhora Van der Pfizer achando que tal diabo que veste Prada devia ser novamente presidente da Comissão Europeia.
    Por isso ela foi eleita. Eleita pela estupidez de populações que acham muito normal que um primeiro ministro faça uns biscates.
    Quem elegeu estes líderes foram populações anestesiadas pela propaganda e a censura.
    Não podemos culpar essa gente pelo que corre mal quando quem os elege somos nós.
    Quem não vota nesses trastes pode. E o meu caso, não voto em gente desta nem em saudosistas do Botas.
    E como dizia Victor Hugo, “se apenas um se levantar, esse serei eu”.

  2. Os europeus gostam de “grandes líderes” manhosos, ou pelo menos grande parte deles. Quem elege os Sarkozy e Macron, o Boris Johnson (com respectivos sucessores atrelados) e o Starmer, a Merkel e o Scholz, e agora o “Blackrock” Merz, com AfD a crescer. Já nem vou aos italianos, polacos, austríacos, holandeses, belgas, etc. Mesmo Órban é manhoso, apesar de estar mais virado para a paz do que a guerra, para bem do equilíbrio e desenvolvimento da Europa de leste e da sua Hungria. Todos os políticos eleitos já vêm pré-determinados à submissão à burocracia supranacional da UE e da NATO, no que de pior e mais nocivo têm para os povos, fazendo tábua rasa dos direitos humanos, das constituições, das regras basilares ambientais, de protecção dos ecossistemas, ordenamento do território, higiene urbana, qualidade da água e do ar, quando interesses mais altos se levantam. No caso português temos o Montenegro dos casinos Solverde, que fazia biscates e acumulou centenas de milhares de euros sendo já Primeiro-Ministro em funções, como se fosse um hobby ter de ir prestar vassalagem a Bruxelas ou Washington em representação dos portugueses, de quando em vez, dizendo que sim a tudo o que lhe é imposto.
    As pessoas (aparentemente) continuam a eleger estas figuras, e quando querem mudar escolhem o primeiro e mais tonitruante energúmeno de extrema-direita que aparece a culpabilizar os imigrantes e os wokes pelas políticas dos governantes que servem os neoliberais do capitalismo corporativo e totalitário, com o seu marketing de propaganda a rolar em todos os espaços da comunicação social que se auto-intitula como livre e guardiã dos nossos valores e da democracia, mas cada vez tem menos tempo e lugar para o contraditório e assume claramente quem persegue e implica, e quem favorece e facilita.
    Da minha parte, vou continuar a não eleger “grandes líderes” manhosos, e “penetras de arribação” saudosistas. E a expor as mentiras da propaganda e da desinformação da comunicação social de massas e desses políticos amestrados ou alienados sempre que me deparar com elas.

  3. O problema não são só os líderes.
    E a maior parte da população achar isto normal, merce de toneladas de propaganda.
    Não que abrir o olho sirva de alguma coisa.
    Estás líderes sao autistas, surdos e mudos a qualquer protesto.
    Vejamos o caso da Grécia. Nos últimos dias tem havido protestos massivos e uma greve geral.
    O motivo? O não a austeridade perpétua em nome agora do rearmamento.
    Num pais onde os trabalhadores não teem direito a subsídio de férias nem de Natal e que e considerado o pior lugar da Europa para trabalhar o Governo já garantiu que vai “torrar” em armas 27 mil milhões de euros.
    Custa a roer e por isso muita gente tem protestado. Ganham o mesmo.
    Mas a verdade e que a maior parte das pessoas acha isto normal e até que isto pode estimular a economia.
    Como bem lembra Michael Hudson, armas não sao máquinas de lavar, são para serem destruídas numa guerra.
    E este rearmamento visa mesmo que se faça uma guerra. Gente como Kallas já disse com as letras todas que o objectivo e dividir a Rússia.
    O mesmo economista lembra que se houver uma terceira guerra mundial, como os nossos líderes podem provocar se iniciarem uma guerra directa contra a Rússia, ninguém escrevera a sua história.
    Mas os nossos líderes estão se nas tintas para isso e as populações anestesiadas também.
    Por isso podemos muito bem não sobreviver aos nossos líderes.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

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