Estamos feitos ao bife!

(Carlos Matos Gomes, in Medium.com, 03/03/2025)

A pérfida Albion a dar as cartas que não tem e os pacóvios seguem-na

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O primeiro-ministro britânico ofereceu a 2 de março um «party» na sua residência oficial — «party» parece-me a melhor definição — a um heteróclito conjunto de personalidades por ele escolhidas, segundo o seu critério e com o pretexto da guerra na Ucrânia.

A primeira conclusão do «party» em Londres é que os ingleses tomaram conta do negócio da Ucrânia em nome da “Europa”, da União Europeia, de onde saíram, e da NATO, onde se mantêm. Os funcionários políticos do topo da União Europeia foram a Londres para serem entronizados como súbitos da Inglaterra. A personagem a quem devem essa distinção, Zelenski, teve direito a audiência pessoal com o soberano inglês, uma personagem com grande relevo na definição dos destinos do mundo, como os ingleses garantem ser.

Do «party» do domingo gordo saíram conclusões para todos os gostos, exceto as da imprescindibilidade de serem necessários dois para dançar o tango e os distintos convidados não explicaram como se estabelece um cessar-fogo, ou uma paz sem falar com a outra parte, com a Rússia, no caso. Nada que o historicamente comprovado génio inglês para transformar vulgares situações de conflitos limitados em caos generalizados não consiga alcançar.

Portugal tem, como sabemos, uma longa relação com a Inglaterra e os ingleses. A lista de negócios ruinosos com os ingleses inclui o saque de Lisboa, o domínio após a batalha de Aljubarrota, os tratados de Windsor e de Methuen, o direito à exploração dos portos do Brasil, como paga da intervenção contra as invasões francesas, as concessões de caminhos de ferro, de telecomunicações o domínio dos portos de Moçambique… A lista é longa. Curta será a lista de quem ganhou alguma coisa com uma aliança com a Inglaterra. Mas há sempre crentes, como se comprova com a fotografia.

A expressão de “estar feito ao bife” tem origem desconhecida, mas existem duas explicações mais consensuais, estar feito ao bife queria significar para os operários portugueses das fábricas e das obras dos ingleses que estavam sujeitos aos castigos dos patrões ingleses e dos seus capatazes, a outra possível origem situa-se no período após as invasões francesas, quando os ingleses chefiados por Beresford tomaram de facto conta de Portugal: “estamos feitos ao bife”, sujeitos aos ingleses, logo, em apuros.

O «party» de domingo revelou que a Europa, ou boa parte dela, a dos seus dirigentes mais vocais e excitados, as «warmongers» Von Der Leyen e a «va t’en guerre» Kallas, o secretário da NATO, está feita ao bife e com os bifes.

Estar feito ao bife tem sido uma constante na política mundial desde o século XVIII, quando a Inglaterra iniciou a sua expansão, que teria o apogeu no século XIX, o século associado à supremacia britânica, o período entre a derrota de Napoleão e a Primeira Guerra Mundial, designado como «Pax Britannica».

«Pax Britannica» é um termo para inchar o orgulho inglês, que ignora as violências exercidas em todo o planeta. Na realidade, o século XIX é o século que revela a prática política da Inglaterra, iniciada com a expansão das Companhias das Índias Ocidentais e Orientais e que deixou um rasto que é designado por “british mistery”, o mistério inglês que leva as outras nações a considerarem a Inglaterra uma entidade política regida por outros princípios que não o do uso da força e da perfídia para impor os seus interesses.

Durante p século XIX a Inglaterra foi a causadora ou a principal promotora de conflitos em todo o planeta, realizando campanhas de expansão oportunistas, sobre a China, a Índia, o Pacífico, o Médio Oriente e a África.

O sistema imperial inglês estruturou-se na expansão territorial das áreas já conquistadas e na formação de redes locais de comércio. No século XIX a Grã-Bretanha aproveitou a oportunidade geopolítica que lhe foi aberta com a decadência simultânea dos impérios Otomano e Chinês. Quanto à rápida expansão britânica sobre a imensa área denominada “Índia”, compreendida do atual Mianmar à costa africana do Índico e o Afeganistão ao norte, ocorreu no vácuo de competidores europeus e baseada no enfraquecimento político e militar dos indianos e dos chineses.

No Médio Oriente, que continua a sangrar, os planos para uma divisão pós-primeira grande guerra do império Otomano, aliado da Alemanha, foram secretamente elaborados pela Grã-Bretanha e pela França sob o acordo de 1916, conhecido por Sykes-Picot. Este acordo não foi divulgado ao Xerife de Meca, que os britânicos encorajaram a lançar uma revolta árabe contra os seus governantes otomanos, dando a impressão de que Grã-Bretanha apoiava a criação de um Estado árabe independente. Entretanto os ingleses firmaram dois outros compromissos repartindo as províncias otomanas em áreas de influência, a britânica, que englobava a Palestina, incluía os territórios da atual Jordânia e de Israel, a Mesopotâmia, que correspondia aproximadamente ao Iraque de hoje, e a Península Arábica. O naco francês compreendia a Síria, que na época abrangia o Líbano e a Cilícia, parte da atual Turquia. Desconhecedor do que se tramava nas suas costas, Thomas Edward Lawrence, Lawrence da Arábia, fornecia orientação militar e armamentos ao príncipe Hussein, emir de Meca, e liderava a revolta árabe contra o domínio turco. Em correspondência secreta enviada a Hussein, Henry McMahon, alto comissário britânico no Egito, prometeu-lhe, em troca da rebelião, a criação de um grande reino árabe independente. Ao mesmo tempo, Lord Arthur of Balfour, ministro dos negócios estrangeiros britânico, enviava uma carta ao poderoso banqueiro Rothschild, vice-presidente do Comitê de Deputados Judeus, tornando público o apoio do “Governo de Sua Majestade” ao “estabelecimento na Palestina de um lar nacional para o povo judeu”. Além de granjear para a Inglaterra a simpatia da comunidade judaica internacional, a criação do que viria a ser o Estado de Israel oferecia aos ingleses uma vantagem adicional: privava os franceses do controle do Porto de Haifa, afastando-os, portanto, do Canal de Suez. A “razão e o direito à existência de Israel” resulta deste acordo entre a Inglaterra e a família Rothschild e o ludibrio da França!

Esse tríplice conluio, com franceses, árabes e judeus, por meio do qual os ingleses pretendiam tomar para si a maior parte do bolo do Oriente Médio, não poderia resultar noutra coisa que não fosse uma inesgotável fonte de antagonismos. O conflito israelo-palestiniano, que até hoje dilacera a região, é um produto dessa política de “arrasto e razia” da Inglaterra que está agora a liderar a Europa no conflito com a Rússia e os Estados Unidos.

O elemento mais simbólico do modo de proceder inglês de um punhal em cada mão nas suas relações com os outros atores políticos será, porventura, o de Lawrence da Arábia, oficial do exército britânico durante a Revolta Árabe de 1916–1918, que a Inglaterra começou por apoiar contra o império otomano. No final da Grande Guerra, em 1919, Lawrence tornou-se conselheiro da delegação árabe na Conferência de Paz de Paris, onde viu as antigas promessas da “sua Inglaterra” de reconhecimento da soberania da nação árabe serem traídas. Traído em nome da política de realismo e dos negócios do seu governo.

A China constituiu outro dos grandes imbróglios em que os ingleses se envolveram e envolveram os europeus. Durante o século XIX a China foi invadida pelos contrabandistas ingleses e americanos apoiados pelos seus governos que impuseram que o chá era comprado na China em troca do ópio cultivado na Índia. Esse negócio imposto pelos ingleses conduziu às guerras do ópio, criando o pretexto para a intervenção britânica. A Inglaterra criava mais um inimigo para a Europa. Seria apenas mais um.

A Grã Bretanha, ao contrário do que a encenação dos seus cerimoniais quer fazer crer, não se rege por outros princípios que não sejam o lucro, o negócio antes de tudo e por todos os meios. A Grã-Bretanha rege-se por encenações de etiqueta, pelo estabelecimento de distâncias entre nobres e plebeus, pelos graus com que cada súbdito deve vergar a espinha.

Lealdade e palavra de honra são conceitos desconhecidos dos ingleses nas suas relações com os outros povos. Não é por acaso que os ingleses impõem que o julgamento das disputas resultantes dos grandes contratos comerciais seja feita por tribunais arbitrais ingleses, onde estão em posição de vantagem! É a sua lei que impera!

Quatro dias antes das eleições nos Estados Unidos, o primeiro ministro inglês Keir Starmer estabeleceu um contrato comercial com Zelenski para uma concessão por cem anos da exploração das matérias-primas da Ucrânia e dos portos do país. Depois incentivou Trump a receber Zelenski e este a ir a Washington assinar um acordo de minerais! Mas o que teria Zelenski a negociar com Trump se já vendera à Inglaterra o que tinha valor na Ucrânia? Starmer, o grande amigo da Ucrânia, atirou Zelenski de mãos nuas, ou de bolsos vazios ao dono da banca e esperava que Trump ficasse muito satisfeito com a situação em que surgia como o otário!

O «party» de Downing Street teve como finalidade obter a cumplicidade daqueles convivas para este golpe à moda inglesa. Numa imagem: Keir Starmer, fez de Zelenski uma minhoca no bico de um corvo e pretendeu que os seus convidados o aplaudissem e Trump recebesse a minhoca e fizesse um afago na cabeça do corvo.

O que se pode concluir destes exemplos de prática política da Inglaterra no mundo? Que, quem confia na Inglaterra está feito ao bife, isto é, está à mercê dos interesses do momento.

16 pensamentos sobre “Estamos feitos ao bife!

  1. Sim, não listei todos os que viram o Inferno nestes anos todos.
    E sim, a prática de atar gente a postes, sob frio cortante ou sol escaldante, o que houvesse e uma prática medieval que, neste caso, ainda teve a “modernice” do verde Schelle.
    Era com essa tinta que pintavam a cara dos desgraçados. A coisa, inventada pelo químico sueco do mesmo nome, e altamente cancerígena e até gente que pintava a casa com aquilo acabou por apanhar cancro.
    Resta saber por isso como anda a saúde de quem teve a cara pintada com aquilo.
    E o estado em que saiam os libertados de masmorras ucranianas mostra bem a crueldade extrema com que eram tratados.
    Dimitri Medvechuck, também designado Medvedev, foi um deles. Ao fim de tres meses de cativeiro foi exibido vestido de fato camuflado e algemado, em estado de magreza extrema e ar alheado do mundo.
    Diziam alguns que ele tinha forçosamente de ter sido preso há mais tempo para estar assim depauperado.
    Os vizinhos confirmavam que tinha sido há cerca de três meses que tinham deixado de ver o homem na rua.
    Ponham um tipo que já não e gordo a pouco pão e pouca água ou qualquer coisa podre e vão ver se não depaupera depressa.
    Tudo por dizer o óbvio, que a Ucrânia não ganharia uma guerra.
    Acabou despachado para a Rússia. Outros perderam lá a vida.
    Os 50 desgraçados queimados vivos por nazis em Odessa tiveram o seu Inferno na terra.
    Sim, foram muitos os que viram o Inferno pelas unhas de Herr Zelensky e os seus esbirros.
    Um bandido que enganou a sua gente, que prometeu a paz e fez a guerra.
    Não sei se foi só por ser ameaçado pelos nazis que virou o bico ao prego.
    O ódio que manifestou contra a Rússia estes anos pareceu me bem real e difícil de fingir por um actor canastrão.
    Ele estava nas sete quintas no seu papel de senhor da guerra, não me vou deitar a adivinhar se a cocaina ajudou ou não.
    Acho sim que ele mentiu ao povo para ser eleito e a primeira oportunidade traiu porque o objectivo sempre foi esse.
    Os nazis não hesitam quando se trata de matar, se não vissem que na realidade tinham ali um amigo e não alguém que simplesmente fingiria lealdade para não ser morto ele teria mesmo sido morto.
    Um traste que fez muita gente ver o Inferno.

    • E resta dizer que estas práticas eram filmadas e depois divulgadas pelos próprios torturadores para fins de propaganda e intimidação, muitas vezes por milícias ou brigadas neo-nazis ou militares, mas também a população civil que se agrupava para assistir e participar nelas. Claro que não interessava na comunicação social de massas promover essas práticas, que causariam repúdio e choque em muita gente e estragariam a narrativa da “defesa dos nossos valores e da demo-cracia”. Daí terem ocultado essas e muitas outras realidades ‘tortuosas”, e todos os crimes de guerra cometidos pelos ucranianos eram tabu, para fins de desinformação e propaganda.

  2. Quem viu o Inferno foi de certeza gente como o Dugin, o que quer que pensemos do que ele pensa, que viu a filha morrer a sua frente com a bomba que era para ele.
    Quem viu o Inferno foi a família de Gonzalo Lira que teve o seu corpo torturado devolvido em cinzas, se é que é verdade que eram as cinzas dele. Ele certamente também o viu mas não lhe sobreviveu.
    Quem viu o Inferno foram os desgraçados arrebanhados na rua e metidos a força em carrinhas para serem levados para a frente sem praticamente treino nenhum, resta saber quantos lhes sobreviveram.
    Quem viu o Inferno foram as famílias dos civis e soldados mortos numa guerra de ódio e visando cumprir objectivos de pilhagem, tanto ucranianos como russos.
    Quem viu o Inferno foram os desgraçados que no último Domingo de Pentecostes estavam muito descansados numa praia e foram alvejados com cinco misseis ATACM de fabrico ocidental. Só um atingiu o alvo porque a defesa anti aérea lá instalada era boa, só cinco pessoas não sobreviveram a essa visão do inferno mas houve dezenas de feridos e se todos os mísseis tivessem lá caído serial centenas de mortos.
    Inferno viram de 2014 até hoje os habitantes russofonos da Ucrânia, bombardeados com tudo o que foi possível e que teriam sido todos mortos ou expulsos se não fosse a tal invasão russa não provocada.
    Inferno viu o jornalista que esteve dois anos preso na Polónia sem culpa formada de onde saiu não por ter sido pedido pelo país onde vivia desde os nove anos e onde pagou impostos uma vida inteira mas pela Rússia e foi para lá que foi mandado.
    Inferno viram os sobreviventes do ataque terrorista ao Crocus City Hall em Moscovo. Inferno vivem as famílias dos que aí morreram.
    Inferno viram os habitantes de Bucha que viram dezenas dos seus habitantes serem mortos por nazis e ainda tiveram de dizer que foram os russos que fizeram aquilo para não terem o mesmo destino. Alguns dos desgraçados ainda tinham nos braços as braçadeiras que os identificavam como pro russos. Nem ao trabalho de as tirar os seus assassinos se deram.
    Inferno vivem as famílias de todos os mortos e estropiados nesta guerra.
    Inferno viveram os russos que se viram novamente a combater uma guerra existencial pela sua sobrevivência como povo e contra o nazismo.
    Esqueci me de certeza de muitos os que viveram o Inferno nos últimos três anos mas entre esses não se contou de certeza Herr Zelensky que agora terá de ver como foge aos fanáticos nazis se verdade e que vai mesmo assinar um acordo de paz.
    Tenho tanta pena do bandalho como do gato que não tenho.

    • E para acrescentar, Inferno viram os que foram manietados e agredidos, quase linchados, pintados e atados a postes na rua, seminus, só por delito de opinião ou nem isso, só por serem russófilos ou meros bodes expiatórios, e passaram gélidas noites ao relento expostos a tudo e a todos. E não foram poucos, se bem que na sacrossanta comunicação social ocidental, para branquear essas práticas medievais, nem um caso desses foi mostrado. Tiveram de ser as redes sociais a noticiar essa realidade, as malvadas e perversas.

  3. Continuação…

    A reunião não chega a ser reunião, porque Trump não gosta de ser contrariado, porque acha que a Casa Branca é a sua sala de estar e o mundo inteiro uma audiência do seu reality show, porque não entende o silêncio de Zelensky, o peso daquele silêncio, porque um homem que viu o inferno não tem paciência para joguinhos políticos de terceira categoria. Levanta-se, vai-se embora, leva consigo a mesma guerra que trouxe, volta ao seu país onde as cidades caem, onde as mães dormem com retratos nas mãos e os soldados aprendem que, no fim, só há dois tipos de pessoas: os que fogem e os que ficam. E ele ficou. Porque sempre soube que não havia alternativa.

    Março 2025
    Nuno Morna

    PS: escrevi este texto com uma enorme irritação a me apertar o coração. É um texto dolorido. Hoje assisti, com os meus olhos, à maior indignidade que vi na minha vida. Estou muito revoltado. Como é possível aqueles dois trambolhos terem tanto poder e serem tão burros?

    • “o silêncio de Zelensky”?!?!?!?!
      Eh pá! Há aí qualquer coisa que não está a funcionar! O pirilau pianista passou o tempo a guinchar, a interromper malcriadamente os anfitriões ou a falar em cima deles e tu falas em silêncio?

      E essa de “um homem que viu o inferno” também é treta. Os seus compatriotas andam há anos a ver o Inferno e a morrer, é verdade, mas por culpa dele, da cobardia dele. Quanto ao falopianista, está sempre bem abrigado, bem protegido, e o inferno dos outros é o lado para onde dorme melhor.

      Quanto a “joguinhos políticos de terceira categoria”, bom, essa é a especialidade dele, que pratica quando não está a tocar piano com o pirilau. Mas lamento informar-te de que o seu campeonato é o da sétima categoria.

      Também joga categoria porno, como podes confirmar aqui:

      https://youtu.be/6Up6HoEvqls?si=tdvdvDR0nyOqKqz9

    • Realmente, é preciso ter engolido muita propaganda para se acreditar no mito zelérias/churchill. Vamos por partes. Quando o conflito escalou em fevereiro de 2022 ele enfiou-se num bunquer e só deste saiu quando recebeu (via Erdogan e States) garantias de que os Russos não atentariam contra a sua vida.
      Estava cheio de medo e, por isso, nessa altura, a maior parte dos vídeos em que alegadamente se encontrava no exterior foram feitos com recurso àquilo que se designa por green screen (facto), não esqueçamos que o homem foi actor e que grande parte da sua equipa veio das televisões e do cinema.
      Depois, só quando viu que os Russos não o queriam morto (para quê, fazer de um palhaço um mártir?), é que começou a fazer périplos pelo ocidente, com aquela fardazeca ridícula. Atentemos que o hábito não faz o monge.
      Zelérias, quando, muito antes, não passava de um atorzeco de segunda categoria e se viu na eminência de ser recrutado para as forças armadas da Ucrânia o que fez? Pois muito bem, fugiu para a Rússia, FUGIU PARA A RÚSSIA. Onde aliás foi bem acolhido e protagonizou algumas comédias românticas de grande sucesso, quer na Rússia, quer na Ucrânia. Só mais tarde regressou à Ucrânia. Zelérias nunca pegou numa arma e nunca esteve na frente de batalha. Quando muito esteve na retaguarda da mesma,
      Então, após a fantochada da série televisiva Servidor do Povo, fez-se eleger numa plataforma de Paz e de reaproximação à Rússia. No entanto, mais uma vez, teve medo, desta feita dos neo-nazis lá do sítio que lhe fizeram ver que ou arrepiava caminho ou lhe limpavam o sebo e prontamente renegou tudo aquilo que prometera.
      Mais, se tivesse “coragem” demitia-se. O ditadorzeco, há cerca de uma semana, quis ver aprovada na Rada uma lei de acordo com a qual só haveria eleições se e quando ele assim o desejasse. Até os partidos que o suportam, que são todos, pois entretanto mandou ilegalizar, prender e assassinar os representantes dos outros, recusaram.
      Ele não se demite porque é um cobarde, como sempre foi. Por isso também prefere continuar uma guerra perdida com o seu cortejo de morte e destruição. Só por um motivo: é a sua pele que está em jogo.
      Espero ter sido claro, todos os factos acima podem ser comprovados, ainda que perdendo-se algumas horas de pesquisa. Portanto, amigo Nuno Morna, com todo o respeito, vá bardamerda.

  4. Espero que o Camacho tenha razão e toda esta bravata europeia seja só o quererem dizer a Putin que ainda podem dizer alguma coisa e não se limitam a abanar o rabo ao que os seus amos e senhores do outro lado do mar decidirem.
    Porque a alternativa e que serão mesmo loucos o suficiente para mandar homens para a porta de entrada de todas as nossas invasões, entrando assim em guerra aberta com a Rússia.
    A alternativa pode significar o fim da vida tal como a conhecemos, talvez o fim das nossas vidas.
    E arrepiante pensar que aquilo de que acusaram Putin pode estar a acontecer com o Rei Carlos III.
    Um homem com cancro terminal a não se importar com a destruição do mundo porque ele sabe que o deixará em breve.
    E os outros, não se sabe o que vai naqueles cornos mas coisa boa não e.
    Espero que seja o Camacho a ter razão. Há ainda muita chouriça assada para comer.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  5. Já viram o perigo que são para a democracia as redes sociais, com «Estátuas de Sal» como esta, a darem publicidade a textos como o presente, repleto de falsidades, distorções históricas e outras coisas mais, capazes de embrutecer as pessoas, em vez de as fazer possuídas duma mente sã?
    Abolição das mesmas já!

  6. A Inglaterra já não é a potência marítima e militar que foi, desde que começou a apostar em corsários como Sir Francis Drake para desviar para si o produto do saque dos conquistadores espanhóis e dos pioneiros portugueses das Américas e das Índias Orientais, e em exploradores ao serviço de sua Majestade, seguindo as pisadas, ou melhor, as braçadas, dos ibéricos.
    Mas, por falar em serviço a sua Majestade, tendo como referência pivotal John Dee, o físico, mago e conselheiro real, ainda possui uma rede de influência e de contactos, com inúmeras ligações e tentáculos, que se estende por todo o lado, com os serviços secretos (MI5, MI6, etc) ao nível dos mais eficientes do mundo, e em estreita colaboração com a CIA e a Mossad, os yankees e os israelitas.
    De John Dee até ao 007 e mais recentemente ao Johny English vai uma longa tradição de espionagem, redes ocultas e operações secretas, e ainda hoje têm bastante influência, sobretudo num mundo que comunica quase todo na língua inglesa entre si, que paulatinamente substituiu o francês como língua franca, no século XX, muito graças também à influência militar e cultural americana, de que Hollywood é um dos expoentes máximos (com as cerimónias dos Óscares, cuja última, anteontem, foi transmitida pela RTP e sem legenda ou tradução, por exemplo), mas também as redes de canais, sejam noticiosos ou de entretenimento (ou ambos), com visões parciais e manipuladas do mundo e da realidade, por vezes maniqueistas e apologéticas, que moldam a psique de muitas centenas de milhões de pessoas, procurando até ser totalitárias e incontestáveis. E isto é inseparável da acção psicológica das centrais de informação e espionagem que referi, faz parte da sua actividade. Escusado será dizer que possuem grandes laços e influência no actual regime ucraniano, encabeçado por Zelensky.

  7. Cá para mim, que sou maluco, o fervor, entusiasmo e carinho dos abracinhos com que o pirilau pianista de Kiev foi recebido em Londres estão na razão directa do tamanho do facalhão que os abraçantes se preparam para lhe espetar nas costas. Isto enquanto, espreitando pelo canto do olho, abanam freneticamente a cauda para o outro lado do mar, na esperança angustiada de que o dono cruel que os atirou da ponte lhes volte a pôr a coleira e a trela. Mas, repito, isto sou eu a divagar porque sou maluco.

  8. Nem mais. A Inglaterra sempre quis mandar mesmo quando não podia e daí um seu responsável de cujo nome não me lembro ter dito, ao ver a ascenção dos Estados Unidos, que já que não podiam ser eles a mandar poderiam pelo menos ser o “sócio menor” de quem manda.
    E assim fizeram, participando com algumas armas e homens nas guerras americanas.
    A sua participação na guerra e na ocupação do Iraque foi desastrosa e prova da sua crueldade e racismo.
    Deu especial comoção a de uma menina de nove anos morta por um soldado com um tiro no estômago só porque sim. Mas as mortes de civis desarmados de todas as idades e sexos, mesmo estando eles estacionados numa zona onde supostamente não haveria tanta hostilidade a ocupação, o Sul Xiita as alturas de Bassora, foram mais que muitas e as torturas cruéis também.
    Os soldados ingleses distinguiram se como assassinados e torturadores cruéis. De heroismo nada.
    Depois desta repolhada toda os americanos nem sequer nos venderao armas em especial se souberem que vão parar aos esbirros de Herr Zelensky.
    Acordem porra, Trump foi alvo de duas tentativas de homicídio, a primeira das quais esteve a centímetros de lhe por a mioleira aí Sol e sabe que quem o fez foram os mesmos que enfiaram quatro tiros no bestunto do primeiro ministro eslovaco.
    A Ucrânia e perita em terrorismo e morte, temos de reconhecer que teve sucesso em muitos casos, mas essas coisas quando falham podem ter consequências.
    Não leio mainstream pelo que no dia em que acedi aqui e vi a tal imagem de Trump com sangue no focinho e pose beligerante nem queria acreditar que a burrice desta gente os tinha mesmo levado a tentar matar o homem.
    Agora temos antigos dirigentes europeus que se gabaram de ter enganado Putin, como o traste do Hollande a apelar directamente a morte de Trump, e não me venham com tretas a dizer que “fazer mal, muito mal” não quer dizer isso mesmo e outros que abririam certamente champanhe se desta vez alguém conseguisse.
    Para partir de vez as pontes com os Estados Unidos e termos o ódio de toda uma nação que se veria como vítima de uma atitude colonialista europeia.
    No início do conflito um articulista de cujo nome não me lembro, ou dos poucos como cabeça que dizia, “quanto a Putin, em vez de lhe passarem atestados em psiquiatria e lhe colecionarem cancros, deviam falar com o homem.
    Ninguem o ouviu e continuam a não ouvir as vozes lucidas.
    Neste momento a percepção de realidade desta gente parece ser a de Hitler nos últimos meses da guerra.
    E como a percepção da realidade desta gente e a mesma que a de boa parte da população alemã nesse tempo, ainda acreditando numa vitória via armada milagrosas ou outra coisa qualquer isto tem tudo para correr mal.
    Estamos lixados com f muito grande.

  9. A resenha histórica está um mimo. No entanto, olvida um facto crucial: hoje, o Reino Unido não passa de uma potência menor, crivada de contradições internas e de enormes problemas, como é por exemplo o caso da massiva comunidade de origem paquistanesa ou o das aspirações independentistas da Escócia. Aliás, o último estertor imperial britânico digno de relevo foi o da guerra das Malvinas, em 1982. Guerra essa que venceram à tangente – repito, à tangente.
    Depois disso, game over. A Royal Navy nem sequer é uma sombra do que foi no século XIX, é um fantasma. A Royal Air Force idem e o exército tem mais cavalos do que tanques (verídico).
    O que lhes falta em poder sobra-lhes em bravata. Bem pode o palhaço do starmer arvorar aquele sotaque de “queen english”, que só não lhe vê o cu quem não quer.
    Ainda há pouco tempo, um ministro da defesa resolveu participar num exércio de lançamento de um míssil com capacidade nuclear a partir de um dos quatro submarinos obsoletos que podem lançar tais mísseis e de que a navy ainda dispõe. Foi um problema e uma humilhação, porque o míssil “backfired” e a sorte do ministro foi a de que não carregava ogivas.
    “Boots on the ground, planes in the air”. Quais “boots” e quais “planes”? São malucos com manias de grandeza.
    Ainda ontem os EUA cancelaram as entregas militares à Ucrânia. Sempre quero ver se os súbditos de sua magestade carlitos vão tirar dos museus os poucos siptfires que lhes restam. Contra os jatos de quinta geração russos seria lindo de se ver.
    Como dizia um praça no filme Aliens, “we’re fucked, game over man, game over”. Também estes inglese de pacotilha vão amochar e é assim que terá de ser. Já haviam perdido o pouco crédito que tinham após o brexit, agora é pior um pouco.
    Que desgraça, para eles, e que desgraça para a Europa no seu todo. Como diria um famoso general alemão em 1944, quando lhe perguntaram do quartel general de Hitler o que fazer, a resposta que ele lhes deu foi curta e grossa: “Façam a Paz, cambada de idiotas!” Não o quiseram ouvir, deu no que deu.

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