Acabará em lágrimas

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 21/02/2025)

(Em tempos idos a Dona Clara era visita assídua da Estátua de Sal. Depois foi perdendo gaz e brilho, vieram as guerras, veio ao de cima o seu “americanismo” meio blasé. Ainda assim, ela tem que fazer uma cambalhota muito menor do que muitos dos opinadores da nossa praça, relativamente à guerra na Ucrânia.

Publico, pois, a Dona Clara neste seu manifesto que podia ter o seguinte título: “Uma no cravo, uma na ferradura ou, uma no Trump, duas no Putin!” 🙂

Estátua de Sal, 22/02/2025)


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Inaceitável. A palavra passou a significar, no léxico dos chefes europeus, pode ser inaceitável, mas aceito tudo porque não tenho alternativa. Depois de J. D. Vance cuspir nas gravatas dos ditos chefes, o ministro alemão da Defesa Boris Pistorius levantou-se e berrou que era inaceitável. A seguir, na vez de falar, disse que os europeus tinham de “trabalhar com os americanos” para a NATO poder assegurar a defesa da Ucrânia. Como diz que disse?

A seguir, os americanos disseram que iriam trabalhar com os russos para acabar com a guerra da Ucrânia, e os europeus estavam excluídos. E, para já, os ucranianos também. Os americanos ou, subentenda-se, os amigos americanos da NATO, insinuava o discurso pistoriano, esquecendo que os americanos não parecem comportar-se como um país aliado e muito menos como um país amigo e não mencionam a NATO.

A seguir, veio o prosódico Rutte, abanando a cauda e falando a voz do dono, ralhar ainda mais com os europeus por quererem sentar-se à mesa sem avançarem planos, projetos, táticas e estratégias, e sobretudo dinheiro para armas, muitas armas. Americanas. Rutte está há pouco tempo no posto e tem medo de perder o emprego. Pode não ter a sorte de Stoltenberg, que regressou ao Governo da Noruega como ministro das Finanças, por ser um “Trump whisperer”. Ótima recomendação. Até agora, não piou.

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O mundo mudou e os líderes da Europa rejeitam qualquer visão do mundo que não a sua, e qualquer mudança terá de ser incorporada na sua visão do mundo, mesmo que torcida, manipulada ou desfigurada. A recusa obstinada do pragmatismo e a clara avaliação do que significa a eleição de Trump e dos seus ideólogos do Projeto 2025, e a aliança entre a alta tecnologia, o capital e a política, acabará, tal como se previa que a guerra da Ucrânia acabasse, em lágrimas. As lágrimas servirão para consolar uma Europa que se tornou sentimental e se arroga todos os exclusivos da bondade e da justiça no mundo, enquanto as impopulares proposições desmentem as ações.

A Europa, cuja diplomacia sempre assentou na hipocrisia, ou o que chamamos União Europeia, não passa de uma coleção de Estados que em nada concordam na execução. Mesmo Costa, que teve uma opinião certeira sobre o desfecho da Ucrânia, acabou silenciado e a concordar com “os países principais” da Europa, na gíria da cimeira de Paris. Tivemos o naufrágio do “Costa Concordia”, agora temos o ‘Costa Concorda’ com este naufrágio.

Recusando uma leitura do mundo real e recusando agir em conformidade, a liderança da Europa tornou-se um motivo de embaraço para os povos europeus, convidados a pagarem e a sacrificarem-se em nome de “ideais” que Bruxelas e os partidos liberais impõem às gerações futuras. Os jovens são convidados por líderes no ocaso, de Scholz a Macron, a pagar a dívida europeia, a defesa e a reconstrução da Ucrânia e a totalidade da defesa europeia no futuro. São ainda convidados a alistarem-se nas forças armadas que os seus impostos pagarão, embora não seja claro se com um único exército europeu, se com dezenas deles, se com armas europeias, se com armas americanas, e em que mapas, fronteiras e trincheiras.

Terão também de pagar, porque o dinheiro não dá para tudo, a saúde e a educação, as pensões e segurança social (do futuro), e ajudar a pagar a monstruosa dívida europeia (do passado) que vem da covid. Só a conta da pandemia oscila entre €20 e €30 mil milhões e ainda não começou a ser paga. E esqueçam as alterações climáticas, depois logo se vê. A emissão de dívida comum é olhada com entusiasmo pelos italianos que têm uma das dívidas mais altas da UE e sabem aldrabar as contas a seu favor, sabendo também que são a ponte com Musk e Trump e que a multinacional Leonardo, armas e tecnologia aeroespacial de sede italiana, pode vir a ganhar contratos rentáveis de defesa. Em Portugal, o génio Seguro, o Tó Zé, é adepto desta solução, ele que se revelou um poderoso estratego de guerras e disputas políticas. A dívida comum, dissolvida entre países pobres e ricos, acabaria no que já conhecemos. A Alemanha paga.

Com um pormenor, a Alemanha não só não quer pagar como não pode pagar. A guerra da Ucrânia e a interrupção dos fluxos de energia barata a par do declínio industrial atiraram o país para os braços da extrema-direita da AfD, os novos amigos de Musk e J. D. Vance, e da extrema-esquerda que é contra a guerra e contra a imigração e tem bons resultados com isso, Die Linke, de Sahra Wagenknecht. Esqueçam a dívida comum, porque nas próximas eleições o SPD será, como dizem os americanos, toast. E a CDU não poderá agir ao contrário da vontade popular, que não quer a guerra e quer que os fluxos de energia sejam restabelecidos. A metade leste da Alemanha, a mais extremista e descontente, é justamente a metade que foi soviética e que a metade ocidental, a mais confortável e liberal, insiste em proteger da Rússia de Putin.

É neste quadro caótico e calamitoso que os últimos liberais europeus querem fingir que mandam enquanto nos cobrem de vergonha. Era claríssimo que Trump iria agir deste modo apesar das honras e dos convites para Notre-Dame. Quando Macron, o pequeno Napoleão sem exércitos, sem batalhas e sem vitórias, montou uma aproximação e lhe atirou Zelensky para cima na fotografia, era claríssimo que Trump estava incomodado com o espetáculo. E furioso, desdenhado pelos líderes que agora rastejam aos pés.

Esta aproximação macroniana e desajeitada também não deu resultado com Putin, que colocou uma mesa de cem metros no meio da conversa. Putin foi ridicularizado, mas era uma formidável manifestação de poder imperial e de distância litúrgica, reduzindo o tamanho do francês. As redes riram-se, os memes são uma nova expressão política, e não viram os sinais. Como, na guerra da Ucrânia, não viram os sinais. E como, na senescência de Biden e companhia, e sobretudo dos incompetentes Antony Blinken e Jake Sullivan, não viram os sinais. A sombra de Trump crescia sobre a Europa, e a Europa tapou os olhos, enquanto proclamava a derrota da Rússia.

Putin é muito mais inteligente e perigoso do que todos estes tigres de papel encostados ao amigo americano que se tornou o inimigo americano. Quem for um leitor atento da História, sabe que não se ganham guerras contra a Rússia. Muito menos se ganham guerras por interposto corpo armado. A diplomacia nunca teve hipótese nesta refrega que dura desde o alargamento político da Europa, o interesse alemão, e o expansionismo da NATO a leste, o interesse americano.

Quem avisou que acabaria mal e que o fim seria trágico foi acusado de pactuar com Moscovo e ser amigo de Putin. Acabou em lágrimas, com a Ucrânia numa impossível situação, humilhada e ignorada por Washington. Ao enviar J. D. Vance para Munique, depois de recusar receber Zelensky, Trump sinalizava a repugnância pelo Presidente ucraniano. Vance é o homem que disse, com clareza, a Ucrânia não me interessa. Trump vê em Zelensky alguém que serviu Biden, um inimigo. Putin recusa sentar-se com Zelensky, e Trump, de facto, também.

Desde os anos 90, quando os russos dominavam Londres, a lavandaria do dinheiro, e começaram a dominar a política inglesa e a comprar os políticos, do tory Boris Johnson ao reform Farage e ao labour Peter Mandelson, nomeado embaixador do Reino Unido em Washington com esperança de que seja outro “Trump whisperer”, que Putin interfere ativa e passivamente nas políticas da Europa. Durante décadas, a Europa não se importou de aceitar o dinheiro russo e de fechar os olhos às colónias e ações russas no continente.

França, Itália, Inglaterra, em particular, aceitaram o estabelecimento de teias económicas, financeiras e políticas que desaguavam em Moscovo. Em Londres, onde os russos dominavam a cena social, murmurava-se que o dinheiro era sujo e a vida continuava. Importante era não ficar a dever dinheiros aos russos, à máfia russa, e não deixar que os russos dissidentes estabelecessem bases operacionais que incomodassem Putin. A máfia russa era pior do que a Mossad, o assassínio do banqueiro Safra em Monte Carlo, protegido por dezenas de agentes da Mossad, demonstrava o alcance letal da longa manus russa. Putin nunca perdoava uma traição. Quando Putin mandou assassinar em solo inglês, o Governo de Boris Johnson camuflou o relatório. Por essa altura, os russos, incluindo Prigozhin, mandavam. A seguir, veio o ‘Brexit’, onde Putin teve dedo, a primeira grande brecha na Europa unida. A Europa e a Grã-Bretanha não se recompuseram. Na América, em 2016, sabemos que houve interferência.

É com um inimigo deste calibre, com esta inteligência e sentado em cima do maior arsenal nuclear do mundo, mentor de um novo bloco estratégico com a China, a Índia e o Sul Global, mais os árabes, que uma Europa em oclusão mandibular se defronta.

Acabará em lágrimas!

12 pensamentos sobre “Acabará em lágrimas

  1. E já falam numa nova pandemia porque uns chineses terão descoberto um novo coronavirus num morcego.
    Por mim está decidido. Vacinas nunca mais.
    E chamem me os nomes que quiserem.
    Quanto a guerra na Ucrânia vai continuar pois que agora o Tiranossauro quer as terras raras da Ucrânia e a Europa vai continuar a financiar o processo para impedir a vinda do Putin montado num urso.

  2. Lágrimas de crocodilo, que as Ursas e os Zés dos Skys vão continuar a ir para a neve no Inverno e para as ilhas paradisíacas no Verão, sobre a pilha de cadáveres e sobre as montanhas de pobres e miseráveis que este processo belicista gerou e vai continuar a gerar. Alguns acordaram foi tarde para a realidade.

  3. Eu já nem fui por aí. Realmente culpar Putin pelo Brexit e insistir que foi por causa dele que a Clinton perdeu as eleições em 2016, a senhora deve mesmo ter batido com os cornos nunca azinheira.
    Esta gente não percebe mesmo que o Diabo está aqui, não em qualquer outro lado.
    Por exemplo, no caso do Brexit, o isolacionismo inglês contribui em muito para isso.
    Há uns anos deu que rir a manchete de um jornal inglês.
    Estava a haver uma tempestade das antigas, os transportes de e para a Gra Bretanha estavam cortados e o diário titulava “o Continente esta isolado”.
    Não era a pequena ilha que estava isolada, era o Continente.
    Ora, con mentalidades destas, não era preciso Putin nenhum.
    E todas as ameaças que foram feitas aos britânicos também acabaram por levar muita gente a votar Brexit. “Nunca nos submeteremos aos alemães”, garantia um velho inglês. Não e preciso ir a Rússia para saber em quem este votou.
    No caso da derrota da Killary, numa sociedade machista e racista toda a gente sabia que era muito difícil eleger uma mulher mas seguiram em frente.
    Depois sabem ou fazem de conta que não sabem que boa parte da população dos Estados Unidos e ignorante e capaz de papar um discurso como o de Trump.
    E já nem vou falar num sistema anti democrático de eleição que permite que alguém seja eleito tendo menos três milhões de votos expressos.
    Também foi de certeza o mafarrico do Putin que arranjou aquele sistema de Grandes Eleitores e o raio que os parta.
    Sim, a senhora e capaz de estar afectada por BSE mas olha que as vacinas também dão cabo do miolo.
    Mas aposto mais em que queria que continuemos a achar normal que continuemos a desfraldar nos para pagar Herr Zelensky, quando já sabemos que as terras raras da Ucrânia irão todas para os Estados Unidos e não levaremos nem um tostão porque e preciso continuar a combater o Diabo até que consigamos matar a besta.
    Ora, se o homem é isso tudo, não vale a pena perdermos tudo para comprar armas porque o homem vai destruir nos como o Stalin destruiu Hitler ou o Czar de cujo nome não me lembro destruir o Grande Exército de Napoleão.
    Se não fosse isso hoje falávamos todos francês.
    A senhora não está parva, espera e até continuemos a estar todos mais parvos ainda, a continuar a financiar uma guerra onde o Tiranossauro já disse que vai comer a carcaça da Ucrânia inteira porque Putin nos mete medo.
    Mas se queremos realmente voltar a ter alguma medida de prosperidade e até de vida sem medo era melhor deixar de passar atestados de psiquiatria e psicopatia ao Putin e ter uma boa conversa com o homem.
    Alias, este era o conselho que um que imediatamente foi acusado de Putinista dava “em vez de lhe passarem atestados em psiquiatria e lhe colecionarem cancros, era melhor falarem com o homem”.
    Se o homem fosse isso tudo, Kiev já tinha visto um cogumelo cor de laranja.
    O que nos tem valido é justamente a paciência de cabrao de Putin pois que o que também não falta na Rússia são falcões. Quanto tempo e que os continuará consegue segura los se insistirmos com isto e que não arrisco previsões.
    Putin matou aulas de história o que o levou a não perceber o nosso racismo e ate a manifestar interesse na adesão do seu país a NATO, naquela linha de, não podes vencer o inimigo junta te a ele.
    Acabou a pedir perdão ao seu povo por não ter reconhecido o racismo.
    Porque e mesmo de racismo que se trata quando temos objectivos confessos de destruir um país ou por lá um regime titere que nos de os recursos do país a custa da miséria negra do seu povo como fez Ieltsin.
    Mas mesmo assim não chegou pois que foi contra a Rússia de Ieltsin que armamos o terrorismo checheno na esperança que o seu exemplo alastrasse a outras regiões muçulmanas da Rússia.
    O que queríamos mesmo era a destruição do país e continuamos a querer o mesmo e daí a continua diabolizacao do Putin.
    E se não fosse ele era qualquer outro que nos batesse o pé.
    Já dizer que um genocida como Netanyahu e um assassino cruel que vive há quatro mil anos atrás e antissemitismo e devemos continuar a apoiar Israel.
    Estamos conversados.
    Não mando a senhora ir ver se o mar da tubarão branco faminto porque nem faminto o pobre bicho pegava naquela carga de ossos. E se pegasse era capaz de morrer com qualquer coisa perfurada por qualquer osso mais pontiagudo.
    Mas uma tremelga também era capaz de ser de valor.

  4. “A seguir, veio o ‘Brexit’, ONDE PUTIN TEVE DEDO (…). Na América, em 2016, SABEMOS QUE HOUVE INTERFERÊNCIA. É com um INIMIGO deste calibre, (…) mentor de um novo bloco estratégico com a China, a Índia e o Sul Global, mais os árabes, que uma Europa em oclusão mandibular se defronta.
    Acabará em lágrimas!” [destaques meus]

    Camaradas! Amigos! Companheiros! Palhaços! Em verdade vos digo que eles andem aí! Eles os priões, digo eu ainda. Eles andem, voarem, correrem e nadarem aí! Eles terem invadido e carcomido, sem remissão possível, a intrépida e inexpugnável nevróglia da boa pensância do jardim! Não me falem mais em vacinas nem em COVID, por favor, o verdadeiro problema é a BSE!

    E mais vos digo (em verdade, obviamente) que é com pérolas deste calibre, mentoras de uma intelligentsia órfã e a mijar na fralda, que os indígenas europeus se defrontam. Acabará em prisão de ventre, seguida de diarreia!

  5. Pelo menos evitou comparar Putin a Hitler como fez um qualquer articulista que garantia que o homem era como Hitler por ter baixa estatura, não beber e gostar de cães.
    Obrigado pela parte que toca a boa parte dos homens portugueses.
    Mas não deixou de pintar um ente diabólico e de instintos assassinos e cruéis.
    Acabara em lágrimas, diz a criatura.
    Não foi Putin que nos mandou meter no corpo uma porcaria experimental sem do nem piedade.
    Não foi Putin que me fez chorar pelo menos três pessoas boas, honestas, que acreditavam que o que lhes estavam a impingir era ciência e não uma experiência científica, essa sim diabólica.
    Não tenho medo de Putin mas de quem já me ameaça que se calhar não terei reforma porque e preciso protegermo nos dele e da sua terra.
    Ninguém derrotou a Rússia de forma definitiva. Olha que novidade.
    A Rússia e um país imenso, com um povo disposto a tudo para defender a sua terra de invasões sucessivas.
    Quando foi preciso incendiar a própria capital para não dar abrigo a invasores foi isso mesmo que se fez.
    Quanto a Rússia ter negócios na Europa, teve a Rússia como teem os ianques, os asiáticos e quem calha. O dinheiro russo tem a mesma cor de qualquer outro.
    E a Clarinha também sabe bem que muitos dos que foram assassinados na Inglaterra não o teriam sido se os ingleses não tivessem, em nome da defesa dos direitos humanos, recusado a entrega de gente que era acusada de ser mentora de crimes hediondos na Rússia. Como a cúpula dirigente chechena.
    Mas o terrorismo checheno era para esta gente um terrorismo bom.
    Acabara em lágrimas, diz a Clarinha.
    Se fosse cuidadora de alguém sequelado da vacina, se tivesse visto alguem inteligente e cheio de vida transformar se num farrapo humano talvez soubesse o que era isso de lágrimas.
    O diabo está no meio de nós, não na Rússia.
    Por isso arrepiem caminho em vez de continuarem a diabolizar outros para nos convencer a desperdiçar dinheiro que muita falta nos faz com armas e soldadesca.
    Vão ver se o mar da choco.

  6. CFA abria a boca e notava-se de imediato o seu anti-comunismo. E depois a ignorância sobre o movimento dos trabalhadores para se libertarem dos patrões. CFA vivia dos trocos e chegava a dar lástima porque discorria sobre erros de análise e conhecimentos selecionados todos à volta dum capitalismo que NÃO combatia mas fazia de conta que sim. Sempre a cair da corda bamba, chegada aos ps’s-ppd’s e muito, mesmo muito intelectual de sovaco. Na verdade não se aguentava o seu discurso pedante e elitista. Estarei eu errado ?

  7. O povo ucraniano não vai acordar porque não quer. O racismo que os leva a classificar os vizinhos como “pretos da neve”, a glorificar monstros em forma de gente como Stepan Bandera, com alguns a fazer do corpo um tapete persa de símbolos nazis não tem cura e não se cura.
    O racismo não morre e o nazismo e por isso um cancro impossível de extirpar.
    Como não foi extirpado na Alemanha.
    A forma perfeitamente desumana como foram tratados os que não se queriam vacinar contra a COVID mostrou que a Alemanha nunca foi desnazificada.
    Foram tratados exactamente como os judeus. Os donos da cadeia de Supermercados Lidl pagaram uma multa gigantesca por não se recusarem a vender a gente não vacinada.
    Não podiam ir a uma bomba de gasolina abastecer o carro, não podiam ir trabalhar.
    Alguns salvaram se subornando os enfermeiros para que fossem dados como vacinados no sistema.
    Por lá e tudo privado com o Estado a pagar a conta. Por isso os privados tiveram possibilidade de dar vacinas sem que fossem mesmo a um centro tudo ao molho.
    Mas quanto vieram os reforços e dois ou três desses subornados foram apanhados instalaram had hoc centros de vacinação e aí houve o desespero das corona parties.
    Porque gente havia que, tal como eu, sabia que se metesse mais uma dose no bucho ficava sem conserto nenhum.
    Nessas festas, dezenas de pessoas se juntavam com gente infectada. Punham a vida em risco por uma doença para não a voltarem a arriscar com uma vacina.
    Os outros aguardavam horas a chuva e a neve para muitas vezes quando chegava a vez deles já não havia vacinas.
    E lá iam a outro lado onde diziam que estavam a vacinar porque se não fossem no outro dia não iam trabalhar.
    Houve gente que esteve dois anos sem trabalhar e a viver sabe Deus como, muitas vezes da solidariedade de familiares e amigos.
    Gente que não se vacinou foi acusado de contagiar e matar outros e continua presa, a cumprir pensa de mais de 10 anos de cadeia.
    Essa atitude de crueldade extrema mostra que o espírito do nazismo continua lá bem vivo.
    Tal como vive na Ucrânia. O povo ucraniano não quer a paz e se paga o preço da guerra e porque assim o quer.
    Herr Zelensky não é ditador sozinho tal como Hitler não foi.
    Simplesmente acham se uma raça superior e uma raça superior não pode ser derrotada.
    Por isso isto está para durar.

  8. Para mim , que sempre foi contra a NATO entrar em Portugal! Foi um gonzo do caraças!
    Quanto, à entrada da UE na Ucrania , é outro gozo!
    Lá ficaram os ianques e oligarcas russos mais ricos, com o que resta da Ucrania!
    Espero que o Povo ucraniano abra os olhos, o mais rápido possível e não acredite no actor, que traiu o Povo Ucraniana!
    Como diria o saudoso jurista Arnaldo Matos; “isto é tudo um pudendo”!

  9. Já vos cumprimentei, grato pelo vosso papel neste país coitado, divulgando textos notáveis e lembrando gente que marcou de modo significativo a vida nacional.
    Mas, por vezes, publicam uns textos de autores cujo modo de escrever sem graça, para dizer de modo leve, não serve as boas razões expressas.
    Agora, outra vez a prolixa Ferreira Alves ! Mas porquê ?
    À Estátua de Sal, de qualquer modo, as minhas gratas saudações.
    Maximiano Gonçalves

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