Trump: “revolução” e ajuste de contas – Parte I

(Daniel Vaz de Carvalho, in Resistir, 19/02/2025)

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Falamos em “revolução” porque Trump pretende representar uma alteração qualitativa do poder nos EUA: não são representantes da oligarquia que governam, são os próprios oligarcas que assumem a condução do poder e suas decisões. Esta mudança resulta de contradições que se geraram na própria oligarquia em que um certo sector pretende limitar o facto incontornável da multipolaridade e o declínio económico, social e do poder militar do país.

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7 pensamentos sobre “Trump: “revolução” e ajuste de contas – Parte I

  1. Parece que sou só eu a pensar que este palhaços “oligarcas” são, apenas, mais do mesmo com moscas diferentes.
    Acham mesmo que quem dirige a estratégia são estes idiotas a quem foi permitido ter alguns milhões (se é que são mesmo deles) no bolso?
    Na minha modesta opinião, são só manobras, de quem manda de verdade, para cativar as mentes dos descontentes e aproveitar estes malucos para assustar o pessoal com a baralhação do sistema mas, no final, ficar tudo na mesma. É estar dos dois lados da guerra: Ganha-se sempre. Basta estudar a história (a fundo, incluindo as “teorias da conspiração”, sem vergonha) e descobrem-se inúmeros exemplos daquilo que estou a falar.
    Já agora, dou-vos um muito recente:
    Lembram-se do Khodorkovsky, o grande magnata (oligarca) dos hidrocarbonetos russo, endeusado pelo ocidente como opositor de Putin e que esteve preso por fraude fiscal? Vejam a quem é que “doou” (ou devolveu) as ações da empresa.
    Como diz o Whale: Vão ver se o mar dá…qualquer coisa que não sejam surfistas com acne.

  2. «A coordenadora do BE, Mariana Mortágua, afirmou esta terça-feira que encara “com naturalidade” a saída do partido de mais de 70 militantes do distrito de Portalegre, associando-as a divergências relacionadas com a posição bloquista sobre o conflito na Ucrânia».
    Naturalmente, o BE ainda acabará por se fragmentar!

  3. O declínio económico interno, os diversos sinais de desorganização social, alguma subversão e destruição das instituições, a acumulação e concentração extrema do capital, o desenvolvimento do capital financeiro e declínio do capital e trabalho produtivos, a concentração do poder, a participação directa de um grupo de grandes burgueses na execução do poder de estado, o reforço do poder militar e da sua importância, tudo isto junto parece-me o aumento dos indícios da crescente acumulação das condições objectivas para o fim do capitalismo. Talvez apareçam e cresçam também as condições subjectivas ainda antes de eu morrer.

    • Com filas a darem as volta aos estádios de futebol em tempo de eleições para os respetivos corpos dirigentes, que não para uma AR, dirigentes estes, não raro, a contas com a justiça por «cambalachos» vários, receia-se que o capitalismo, mesmo moribundo, se aguente, ainda, durante muito tempo!

  4. Porra, pá! A mania que algumas pessoas têm de pôr a realidade a estragar uma boa treta! É preciso descaramento para estragar as digestões das boas pensâncias que pensam por nós (pensam eles de que)! Não há direito! O senhor Daniel Vaz de Carvalho para Guantánamo, já!

  5. Magnífico artigo que muito agradeço a Estátua ter aqui colocado. É esta a realidade do infeliz povo estadounidente entregue a políticos corruptos, sociopatas neoliberais. É isto que o jornalixo neoliberal e os servos políticos portugueses e europeus da Gringolândia querem para Portugal e para a União Europeia. Nas últimas décadas têm trabalhado afincadamente para tornar os europeus iguais aos norteamericanos na miséria e na desgraça. Basta ver o que estão a fazer ao Serviço Nacional de Saúde que era excelente! E cada vez estão mais perto de nos destruirem, por isso ainda bem que Trump e a sua trupe os estão a afastar. São capitalistas na mesma, não vão criar um mundo mais justo e digno para todos, mas pelo menos rebentam com estes neoliberais tarados e monstruosos que roubavam absolutamente tudo e estavam a escravizar e assassinar a maioria da Humanidade. Pelo menos, parece-me que estes novos oligarcas não são tão desequilibrados e deixam margem para os povos respirarem um pouco e terem uma vida mais ou menos normal como existia antes do assalto ao poder por estes demónios neoliberais. Enquanto a união europeia actual não for destruída, não nos livramos deste monstruoso neoliberalismo que está também a destruir Portugal.

    • Já alguém dizia que, por vezes, é necessário engolir «sapos vivos», que o mesmo será dizer, optar por males menores. Ora, talvez os novos oligárquicas no poder nos EUA, sejam , apesar de tudo, melhores dos que os psicopatas anteriores, sempre apostarão no fim duma guerra na Ucrânia e em menos censura , a par de denunciarem a hipocrisia, a incompetência e a conivência subserviente das «lideranças» europeias com aqueles primeiros!

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