(In Resistir, 06/11/2024)

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A vitória de Trump representa uma verdadeira bofetada nos seus vassalos europeus. Os atlantistas da UE – gente como a Úrsula, Macron ou Scholz – estão agora aterrorizados. Com a mentalidade subserviente que os caracteriza, eles gostariam apenas de terem um patrão gentil (o que não é o caso do sr. Trump). Mas nem lhes passa pela cabeça defenderem a soberania nacional, o fim do apoio às guerras sujas no Médio Oriente e na Ucrânia, o desenvolvimento nacional, o restabelecimento de relações normais na Eurásia, ou o combate à ditadura do capital financeiro que estrangula os povos europeus. Continuarão a ser vassalos, mas agora tratados como tais pelo sr. Trump.
A WikiLeaks lançou publicamente as seguintes perguntas a Trump, numa antecipação do seu possível regresso à Casa Branca:

1. Como vai lidar com os chamados “lobos com chapéus MAGA” [1] do estado profundo que rondam a sua equipa de transição, fazendo-se passar por MAGA a fim de obter posições poderosas numa futura administração Trump? Afinal de contas, a questão do pessoal é política.
2. Na sua anterior administração, nomeou figuras como Mike Pompeo, John Bolton, William Barr (ex-CIA), Robert O’Brien, Nikki Haley e Elliott Abrams, que muitas vezes se opuseram à sua retórica “America First”, especialmente em matéria de política externa e liberdade de expressão. Se for novamente eleito, pode garantir que estes indivíduos, ou outros como Tom Cotton e Marco Rubio – ambos financiados por empresas de armamento – não ocuparão cargos na sua administração?
3. Muitos destes indivíduos não só se opuseram às suas políticas como trabalharam ativamente contra si, chegando mesmo a apoiar a sua acusação. Por exemplo, Mike Pompeo acusou-o de guardar documentos confidenciais, sugerindo que isso colocava em perigo os soldados americanos. Também ordenou à CIA que elaborasse planos para assassinar Julian Assange, suprimiu a divulgação dos ficheiros JFK a pedido da CIA e afirmou que “não existe um estado profundo na CIA”. Qual é a sua posição em relação àqueles que apenas fingem apoiar o MAGA?
4. Muitos desses antigos responsáveis agora ganharam dinheiro e têm lucros substanciais fazendo lobby para empresas de armas, bancos e corporações estrangeiras. Por exemplo, Pompeo fundou a American Global Strategies, que aconselha empresas de armamento, juntou-se à empresa israelense de desinformação e censura Cyabra e assumiu posições na empresa siderúrgica japonesa Nippon Steel (fazendo lobby para aumentar as importações de aço estrangeiro para os EUA) e na empresa de armamento DYNE Maritime (procurando contratos relacionados com a AUKUS). Chegou mesmo a criar o seu próprio banco de investimento militar-industrial, Impact Investments e, tal como Hunter Biden, entrou para o conselho de administração de uma empresa ucraniana, a Kievstar, apesar de não ter experiência relevante. Embora o caso de Pompeo possa ser extremo, outros têm funções igualmente lucrativas. Será que Irá proibir nomeações daqueles que têm incentivos financeiros para iniciar guerras ou aumentar a vigilância e a censura em massa?
5. Uma facção crescente no seio do Partido Republicano e entre os independentes defende uma política externa menos orientada pela influência da CIA e pelos lucros da indústria de armamento. Figuras como Robert F. Kennedy Jr. e Tulsi Gabbard apelaram a um maior controlo da CIA e à redução das intervenções no estrangeiro.
No entanto, a escolha de pessoal é política. Será que os infiltrados do “pântano” conseguirão bajulá-lo a fim de ocuparem cargos de influência e assumirem o controlo da sua administração, reduzindo o MAGA a uma mera retórica?
[1] MAGA: Make American Great Again, slogan da campanha de Trump.
Fonte aqui
Sobre este tema, as eleições do líder político menos representativas do mundo ocidental, onde as 2 faces da mesma moeda se insultam durante algumas semanas chamando-se de tudo (desde “escroque” a “baixo QI”, passando por toda uma panóplia de adjectivos que se aprendem na escola primária antes de como escapar a um tiroteio, e nas séries e filmes de acção para maiores de 6 anos, e outros mais “sofisticados” divulgados na casa dos representantes ou no congresso), para gáudio dos apaniguados e vergonha mal disfarçada dos papagaios de serviço um pouco por todo o mundo “livre”, pouco tenho a dizer.
As gralhas e outras aves imitadoras que exultam com a “demo-cracia maior do mundo”, “farol do mundo livre”, onde a Casa Branca é um mundo encantado onde há princesas e heróis, confundindo o hiPOpoTamUS com a Popota para fins de propaganda e marketing comercial, já muito disseram e mais não têm feito nos últimos largos meses que falar do assunto, fazer projecções e leituras pré-cognitivas, analisar sondagens e intenções de voto, colocar cenários sobre a situação e a postura dos subalternos da União Europeia e menos subalternos do Reino Unido, ou de como o Eixo do Mal vai reagir perante as convulsões dos Polícias do Mundo, esses benévolos agentes da “Ordem baseada em Regras” (arbitrárias e adaptáveis consoante estamos em Guantanamo ou Abu-Ghraib ou num campo de prisioneiros israelita), acima de qualquer dúvida ou mácula moral, defensores dos bons costumes da civilização “judaico-cristã” (como se houvesse outra, para estes iluminados é a única).
Só vou constatar o seguinte: o mandato do Jão Bindinho e da Kamela foi tão bom, mas tão positivo e construtivo, que os eleitores norte-americanas foram a correr votar no Trampas para lhe dar novo mandato, depois de tudo o que aconteceu quando perdeu para eles. Parabéns, conseguiram reabilitar um dos maiores poltrões chauvinistas que o mundo já conheceu, mais ignorante que um patego americanizado até na maneira de pensar. Isso diz tudo do que fizeram nestes últimos 4 anos, conseguiram pôr os EUA e os seus vassalos europeus a andar para trás (ainda mais rápido). Tanta propaganda, tanta distorção para este resultado “inesperado”. Veremos se as promessas trampistas de acabar com as guerras se verificam e pelo menos nisso andamos para a frente, já terá valido a pena. Mas não acredito que o sionista fascista que há em Trampas dê um grande contributo para a pacificação do Médio Oriente.
Claro que havia mesmo entre os democratas quem estivesse interessado na vitória de Trump.
Dele toda a gente espera o pior pelo que se ele ajudar o estado genocida de Israel a simplesmente terraplanar os vizinhos ninguém vão achar estranho.
E não continuar a ver os Estados Unidos como o farol da humanidade em que por uma vez os seus habitantes tiveram um momento de loucura. Se bem que com Trump já são dois momentos de loucura.
Alguém acreditava mesmo que a sociedade machista e racista que e a americana ia dar a vitória acima mulher e ainda por cima preta?
Devem achar que somos ainda mais burros do que somos.
Se ela ainda conseguiu quase metade dos votos e mesmo porque Trump assusta, e muito.
Qualquer outro teria vencido por uns 80 por cento.
Os ucronazis até andam a “fuzilar” efígies de apoiantes de Trump com medo que ele cumpra o que prometeu.
Podem dormir descansados se uma bomba russa não lhes cair nos cornos.
Quem tem boas razões para dormir ainda menos sao os vizinhos do estado genocida de Israel.
Mas foi por isso que os democratas fizeram tudo para perder.
E agora muita gente se finge surpreendida.
Vao ver se o mar da um cardume de tubarões brancos famintos.
São de facto as perguntas mais pertinentes que podiam ser feitas do ponto de vista da geopolítica.
Mesmo que ninguém lhes responda diretamente, as ações/escolhas de Trump vão dar-nos as respostas: se mantiver esta corja à sua volta, então não mudou nada. Se fizer uma limpeza (pelo menos ao esterco publicamente conhecido) então, mesmo não sendo isso prova de mudança, há pelo menos uma esperança de que a facção dos warmongers tenha sido temporariamente colocada um bocadinho mais de lado naquele regime de podridão total
Já no campo da economia, pela qual infelizmente muita Europa se guia, todos, desde os “progressistas” da falsa “esquerda”, até aos nacionalistas, passando pelos do centro/centro-direita “moderado”, ou numa só definição para eles todos: os fascistas de faro e gravata da extremista “democracia” NeoLiberal, como dizia, todos eles se alinham com os defensores da desregulação de e economia de casino de Wall Street e com a corja absolutamente anti- democrática dos bilionários/oligarquia que adoram a desigualdade e compram eleições/políticos para garantir que essa desigualdade é cada vez mais pornográfica.
Trump, sabemos já com 100% certeza, não muda nada neste aspecto. Os bilionários/fascistas compraram estas eleições com cerca de 15 mil milhões de $, e Trump andou até a fazer campanha em nome de Musk, um bilionário agora confirmado oligarca, fascista dos pés a cabeça, porco imperialista, e já com vários contratos lucrativos no campo militar.
Assim sendo, tiro desde já a minha conclusão sobre a primeira parte (as 5 perguntas da Wikileaks): não mudou nada no essencial, só na aparência. A escolha é uma ilusão, e as eleições são uma farsa.
Aliás, é esta a definição de “democracia” no Ocidente, no império nazi-sionista genocida ocidental.
Se o DeepState estivesse mesmo preocupado com Trump, a bala não teria falhado. Só ingénuos podem acreditar no contrário.
Aliás, apesar do atirador “lone wolf” (eles actu sempre “sozinhos”…) ser apoiante da Ucrânia Nazi e eleitor dos Republicanos, ele foi usado em ambas as campainhas de desinformação, nas quais Trump alinhou a 100%:
— a que visava pintar Trump como homem do povo vítima do DeepState, um segundo JFK que tinha de morrer para evitar ir “mudar” demasiada coisa;
— a que visava pintar o atirador como sendo um agente do Irão, justificando assim todo o discurso de Trump patrocinado pelo lobby nazi-sionista genocida: que é preciso uma “israel” maior, que “não” há genocídio na Palestina pois nós (a “civilização” judaico-cristã) é que nos estamos a “defender”, e que temos de estar preparadoa para uma guerra “preemptiva” (i.e. “justificada” numa “defesa” dentro do território do país alvo antes que esse “agressor” o faça) contra o Irão. Há discursos de Trump que podiam ter sido dados por Netanyahu, e vice-versa.
Conclusão: deixem:se de ingenuidade. Nada mudou. Trump não é contra o establishment, nem contra o Deep State, não quer saber da classe trabalhadora, nem da paz.
Se a Casa (da Supremacia) Branca e o Congresso e Wall Street e o Pentágono e Langley e as mansões da oligarquia dos média (sejam os MainStream, sejam as grandes redes sociais) continuam todos de pé, se nada disso está a arder, então isso significa com 100% certeza que o império anglo-americano nazi-sionista genocida da guerra permanente continua sem mudança nenhuma no essencial.
Trocam as bandeiras arco-íris por bonés vermelhos, e é só.
Nota: faz aqui mais falta análises sérias de gente como no MoonOfAlabama e o Brian Berletic, que falam desta realidade e desta continuidade e usam provas factuais para alicerçar os seus argumentos, do que alguns textinhos que parabaí andam com teorias da conspiração (os da narrariva “anjo Trump contra o Deep State”) que nada mais são do que propaganda da ala Conservadora (pró-Trump) do império, direccionada a gente (dentro e fora da fronteira oficial do império) que anda desiludida com a ala “Democrata”/Progressista.