O q u e n ã o s e p o d e d i z e r n e m e s c r e v e r

(Clara Ferreira Alves, in Expresso, 04/10/2024)

(Em tempos idos a Dona Clara era visita assídua da Estátua de Sal. Depois foi perdendo gaz e brilho, vieram as guerras, veio ao de cima o seu “americanismo” meio blasé, pelo que o último texto que dela publicámos (ver aqui) é de 22/06/2022. Só que, a Dona Clara sempre foi grande escriba e, confesso, este texto surpreendeu-me pela positiva. É quase caso para dizer que duma pequena toca pode sair um grande coelho, tal a atualidade, a coragem mesmo de ir contra a corrente dos prosélitos comentadores, a qualidade acutilante da escrita.

Pelo que só me resta publicar a Dona Clara e dar-lhe os parabéns por esta pedrada no charco do conformismo opinativo que grassa na comunicação social. Quanto mais não seja, ela demonstra ter os “textículos” que muitos não tem.

Só mais uma nota. Sabem a razão pela qual publiquei o título deste artigo com espaços entre as letras? Porque sem espaços o Facebook recusava-se a aceitar a partilha do texto! Censura, sofisticada, sim. Náo querem que esta opinião iconoclasta seja muito divulgada. Com espaços driblou-se o algoritmo… 🙂

Estátua de Sal, 05/10/2024)


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Existe uma pressão contemporânea nos media liberais para dizer sempre duas coisas, no mais perfeito exemplo de maniqueísmo moral que caracteriza a disponibilidade permanente das boas intenções em detrimento da realidade e da verdade.

O primeiro postulado, que nunca pode ser desmentido pelos factos, é o da vitória da Ucrânia. Não interessa que nada, mesmo nada, aponte para a vitória numa guerra que não é ganha com armamento sofisticado e sim nas trincheiras, palmo a palmo, disputando terreno à custa de cadáveres dos soldados. E a Rússia não se importa de sacrificar homens e de continuar a avançar, embora se possa concluir que a superioridade tecnológica e eletrónica da Rússia não tenha sido prejudicada pela enxurrada de armamento americano, mísseis e drones europeus. Sem a América, a NATO é um fantasma e os propulsores desta guerra insana que devia e podia ter sido evitada declarando ab initio a neutralidade da Ucrânia e deixando a diplomacia fazer o seu trabalho, são muitas vezes, mesmo ingenuamente, agentes dos lóbis das armas. E terão à sua espera empregos, think tanks, bolsas, viagens e outras benesses quando deixarem os lugares políticos e de poder que ocupam. Espiem o futuro de Stoltenberg. Se querem um lóbi mais poderoso que o das petrolíferas, da petroquímica, das farmacêuticas e das drogas, é este. Armas e quem as fabrica e vende, quem as exporta, quem enriquece à custa e às costas da miséria alheia.

A Ucrânia foi o terreno ideal para experimentar novos armamentos sem arriscar um soldado, sob o halo sagrado das boas intenções e da liberdade. Nos Estados Unidos, a Boeing ganhou e ganha tanto dinheiro com o negócio do armamento que se preparava para deixar o negócio da aviação, sendo forçada pelo Governo a recuar. Entretanto, a Boeing descurou toda a parte da aeronáutica civil e os aviões saíram da fábrica sem condições de segurança, descurados os procedimentos habituais. Centenas de mortos em dois desastres aéreos, com o 737 MAX, denúncias, embustes. E, mais grave ainda, os dois whistleblowers que denunciaram as falhas de segurança dentro da Boeing morreram um a seguir ao outro, em misteriosas e súbitas circunstâncias. Eliminados.

Saiba mais aqui

 

Quando está em jogo a segurança militar americana e o mundo secreto que jaz por baixo de tanta generosidade na venda e distribuição de armas para guerras alheias, vale tudo. Nenhum jornalismo se dedicou a investigar estas mortes, ou acabaria a intenção numa valeta. No que respeita a armas, nada, ninguém, mexe uma palha para fazer perguntas e saber mais. Demasiado perigoso, secreto e impublicável. O tráfico de armas na guerra da Ucrânia, com atores como a Sérvia servindo a dois amos, com os gangues do costume, é um segredo bem guardado. E bem pago.

Por sua vez, Zelensky, um comediante com uma frase bem escrita, por outrem, precisou de armas e não de uma boleia (para fugir), foi erigido numa figura tutelar do século XXI, construído pela propaganda ocidental com a argamassa das estátuas. Zelensky goes to Hollywood. Um Churchill, nem mais, segundo as piedades gerais bolçadas nos múltiplos ecrãs das televisões. Alguns americanos não toldados, sobretudo da CIA, que nunca confiaram em Zelensky nem na bravura pessoal protegida pelo bunker e a entourage de oportunistas, incluindo a senhora que tinha 12 Range Rovers, provavelmente já purgada nas sucessivas purgas de Kiev, sabem que vai ser difícil livrarem-se dele. O grande jornalista de investigação Seymour Hersh tem relatado algumas destas dúvidas impronunciáveis nos media e foi logo acusado de ser um agente de Moscovo. Nada mais grotesco.

A Europa sabe, mas persiste nos erros do costume, enfronhada numa decadência civilizacional. A União Europeia atravessa a crise mais grave desde a criação e finge que está tudo bem, enquanto a extrema-direita galopa na vitória.

Os europeus, com a sua qualidade de vida diminuída, a sua capacidade financeira diminuída, legando ao futuro e aos jovens uma dívida impagável, que é o que Bruxelas tem feito, enquanto a demografia se aproxima da extinção, começam a ter uma certeza. A imigração não é a salvação, e a imigração descontrolada fará dos países europeus e do seu cimento social, político, religioso e económico, uma irrelevância. Outras etnias, credos, fundamentalismos e convicções, mais sólidos pela religião ou os costumes mesmo quando primitivos e tribais, acabariam por comandar a Europa num futuro não longínquo, e o que restaria seria um depósito de velhos sem terem para onde ir. A distopia europeia, que Michel Houellebecq pintou com negras cores. Com esta retórica, não custa perceber a extrema-direita a ganhar eleições.

Se os jovens não têm direito a uma casa e a constituírem uma família, sendo a habitação a mais grave crise da Europa, e se estrangeiros milionários têm direito a regimes fiscais de benefício, do Reino Unido e da Itália à Grécia, Espanha e Portugal, enquanto se pede aos autóctones que paguem o futuro e a doença e o envelhecimento da população, juntamente com os imigrantes, que esperança é oferecida pelos chefes políticos e suas perorações? E se, ainda por cima, pedem aos europeus que paguem uma guerra perdida em nome da supremacia ocidental, não espanta que os resultados sejam o que são. E nem vale a pena falar da emergência climática, posta de lado.

Ouvir militares bolçarem as vantagens de um serviço militar para “os jovens”, para os fortificar e endurecer, é um escândalo. Em Portugal, país de brandos costumes sem autoridade, ouvir o chefe militar da Marinha, o novo almirante das nossas fantasias musculadas, perorar sobre política interna, candidaturas a Belém, e bons usos do militarismo compulsivo, só poderia ter um resultado. Despedir imediatamente o almirante do posto que ocupa, por transgressão das regras dos militares, manter o bico calado em questões civilistas e políticas. Agora ninguém segura o almirante, e os jornalistas entretêm-se com sondagens para a presidência que o dão como favorito ou intrigam que o atual Presidente o odeia. É o grau zero da autoridade num país ingovernável por esta razão, ninguém manda, mandam todos ao sabor do dia e dos dichotes políticos do dia. Numa fantasia em que eu, moi, exatamente, fosse primeira-ministra, o almirante tinha 24 horas para se demitir ou ser demitido. Na imortal frase de Durão Barroso a um dos seus ministros, se a memória não me falha. E obrigada pelas vacinas, já teve a Grã-Cruz.

É claríssimo que a Europa não pode simultaneamente armar a Ucrânia e manter um módico de Estado social, ou nem uma coisa nem outra. E Zelensky, nas andanças pelo mundo, agora patéticas em vez de triunfais, está disposto a dizer tudo e o seu contrário para se manter à tona.

Não quero Putin na mesa das negociações de paz, a Ucrânia vai recuperar a Crimeia, quero Putin nas negociações de paz, a Ucrânia invadiu a Rússia (em meia dúzia de metros quadrados enquanto no Donbass perdia quilómetros), quero mais armas, mais dinheiro, mais isto e aquilo, e quero um encontro com Trump. No encontro com Trump, vimos claramente o oportunismo e a falta de convicções geradas no desespero. Não no desespero da derrota ucraniana, sacrificadas as vidas ucranianas para nada, no desespero da derrota pessoal de um chefe forjado na ilusão da potestade visionária.

Quantas purgas antidemocráticas em Kiev serão necessárias para o Ocidente se livrar de Zelensky e assinar um armistício, mesmo do tipo do das Coreias? E, sim, a Crimeia e o Donbass estão perdidos, e a Rússia reganhará um território onde se fala russo. Para salvar a Ucrânia, o que resta da Ucrânia, Zelensky e a sua coutada terão de sair ou sair da frente. Ou a região tornar-se-á um sorvedouro de dinheiro, e trará a morte da democracia europeia.

Nada atesta mais o viés das notícias do que o recrutamento de condenados nas prisões para a soldadesca. Quando Putin o fez, acolitado por Prigozhin, um bandido que a certa altura passava por “herói” na marcha de Moscovo e nas opiniões da treta, foi considerado o símbolo do “mal”. Quando Zelensky fez o mesmo, nem um pio se ouviu.

Esta guerra não pode ser ganha por nenhuma das partes. A vitória da Ucrânia foi preservar Kiev e o regime, a de Putin foi tomar o Donbass. Putin só pode ser derrubado pelos russos, e a paz certamente teria essa consequência, enquanto a guerra o engorda. Quanto a Biden, a política externa foi o maior desastre das últimas décadas. A fantasia de derrotar a Rússia é um velho sonho americano, com consequências que o mundo paga desde a Segunda Guerra Mundial.

A fantasia antiamericana, simétrica e igualmente perigosa e enviesada, é a da destruição de Israel 
para dar lugar a um Estado palestiniano do Jordão até ao mar. Sobre isto, o segundo postulado, escreverei na semana que vem, um ano depois de 7 de outubro de 2023.

19 pensamentos sobre “O q u e n ã o s e p o d e d i z e r n e m e s c r e v e r

  1. Ainda assim sem deixar de vilipendiar o Putin e de reduzir a anti americanismo todas as condenações dos crimes sionistas bem como da sua instalação em terra alheia.
    Mas pelo menos também nas ruas e nos cafés não há tantos camelos a pedir o nosso envio para a
    Rússia sendo obrigados a pagar o bilhete.
    Sim, ouvi disso. Todo o que não estivesse disposto a tudo pelo “Ocidente” devia ser deportado para a
    Rússia “para viver como os russos vivem” e ser obrigado a pagar o bilhete.
    Valha lhes um burro aos coices.

  2. Agora já se pode criticar militarismo e o belicismo europeu, por arrasto do Grande Irmão norte-americano, e até chamar comediante ao ditador de facto da Ucrânia, que suga recursos e a prosperidade dos povos europeus com as cartas que escreve todos os dias ao Pai Natal a pedir armas, pacotes de sanções, tanques e bazucas, aviões de guerra e mísseis para alimentar o seu esquema de corrupção e morte que deseja interminável, muito agradando à indústria do armamento dos EUA, sem se ser chamado putinista?
    Foi preciso chegar a este ponto para estes comentadores situacionistas perceberem as alarvidades e as barbaridades que andaram a defender até aqui, acusando quem contrariava a retórica armamentista e de escalada do conflito como velhos do Restelo e de ser a cassete do PCP, por exemplo, que tão vilipendiadio foi, não só nas redes sociais mas também nos principais órgãos de comunicação social, pelas Claras Ferreiras e Ferra Aveias e Rogeiros e Milhazes desta vida?
    Para agora vir defender uma posição que alguns poucos sempre tiveram, não andando aos ziguezagues conforme sopra o vento, como é o seu hábito?
    Falta a honestidade de reconhecer que chegou tarde a estas conclusões, porque andava entretida em diminuir (ou ignorar) quem sempre o disse.

  3. “eles vão entrar em default”, enfim tratava se de um senhor que adorava anglicanismo pelo que não sabia dizer “incumprimento”.

  4. “0 Putin vai acabar como o Czar, vão ser os dele que o vão matar”, ” eles vão entrar em detalhes”, “eles não teem armas e estão desejando que aquilo acabe”, “os ucranianos estão a pagar soldados a peso de ouro e vão vencer”.
    Putin tem cancro e quer destruir o mundo porque sabe que vai morrer, aquela mesa de 30 metros e para esconder um inchaço na barriga”.
    “Temos de aguentar esta inflação porque tudo isto e para enfraquecer a Rússia”, ladrava um, “e haja saúde” respondia beatificamente outra”.
    Tudo isto e muito mais ouvi entre Fevereiro e Maio de 2022 num serviço onde tínhamos todos muito mais que fazer mas havia tempo para isso tudo.
    Eu até me dava a volta as tripas mas quando somos ultrapassados na proporção de um para 14 que remédio se não ficar calado.
    Mas sim, a ideia era que com as nossas armas e o peso das nossas sanções os russos morreriam de fome e matariam Putin isso se não fossem os ucranianos a entrar triunfantes em Moscovo.
    Acabei por conseguir uma transferência para mais longe em boa hora no Outono desse ano porque já deitava aquela gente pelos olhos.
    E sim, gostaria de saber se há agora tanta pena das crianças palestinianas como havia das lindas crianças de olhos azuis.
    Mas claro que com a Palestina não há esta solidariedade porque o que nos garante a nossa rapinagem dos recursos do Médio Oriente e um Israel forte, medonho e assassino.
    Já a pilhagem dos recursos da Rússia só seria garantida pela vitória ucraniana.
    Daí as romarias a Ucrânia e agora os insultos as vítimas de genocídio bíblico consideradas culpadas por não se deixarem degolar tão pacificamente como carneiros.
    Daí que as romarias foram a Tel Aviv quando as bombas já caiam sobre tudo o que mexia em Gaza, o que me deu positivamente nojo.
    Isto não é só porque os ucranianos são louros e os palestinianos castanhos. E uma questão da situação que nos garante mais farta pilhagem.
    E o que espera os vizinhos de Israel e mais destruição pois que se não podemos salvar o nazismo ucraniano ou ele vai deixar de poder cumprir os objectivos que lhes propomos há que pelo menos salvar a nossa grande base no Médio Oriente.
    E talvez um certo respeitinho aos assassinos do kidom também esteja aqui a falar.
    O resto e conversa mas pelo menos já há gente a acordar e a perceber que entramos numa gelada, como se diz do outro lado do mar.
    E sim, no caso português talvez também haja aqui um bocadinho de russofobia salazarenta como na Alemanha há o sonho do espaço vital nazista, nos nórdicos e bálticos a mesma coisa.
    E, no caso polaco, divergências religiosas.
    Não há mais remédio que aguentar porque esta gente não acorda.

  5. A Dona Clara recuperou do seu estado catatónico…tanto tempo porra! Bem vinda ao mundo real! Desejo uma recuperação rápida desse negativismo profundo!

  6. Somos todos ucranianos, há que mostrar a nossa solidariedade para com eles, condenar-se a Rússia pela invasão, em desrespeito pelo direito internacional, dum país soberano, assim como pela morte nele de civis inocentes! Lia-se, ouvia-se e gritava-se, em particular, por cá, com lusitanas «personalidades» a fazerem «peregrinações» a Kiev em nome dessa solidariedade, com um beber de cerveja pelo meio em artérias da dita cidade, como quem diz que a Ucrãnia (NATO) tinha a vitória garantida contra a Rússia em meia-dúzia de dias!
    Onde está, contudo, a mesma solidariedade para com um povo Palestiniano, a denúncia de todo um genocídio de que tem vindo a ser vítima por parte dum país,Israel, que, sistematicamente, do direito internacional, das resoluções das Nações Unidas, faz simples tapetes de limpar os pés, mata milhares de civis, nomeadamente, crianças, mulheres e velhos? Onde estão iguais «peregrinações» de solidariedade a uma Gaza ou Cisjordânia?
    Que hipócrisia! Que «valores» os do mundo ocidental, dos «perfumados jardins»!
    Ou nos enganamos ou muita da dita solidariedade para com os ucranianos, mais do que ser genuína, se terá revelado e continua a ser, apenas, um oportuno meio para se exteriorizar sentimentos de russofobia herdados dum tempo em que os comunistas, numa ex- URSS, eram tidos como «comedores de criancinhas ao pequeno-almoço»!
    Quanto à D. CLara Alves, que se pretende erudita, «estranha-se» que, só agora, comece a vislumbrar aquilo que outros há muito têm vindo a denunciar! Em boa verdade, nada como fazer-se prognósticos depois do jogo!

  7. A Dona Clara, distinta soarista de tempos quase idos, como (quase) toda gente, diz algumas coisas certas, outras menos e outras erradas, sempre com o mesmo ar de arrogância.
    Nesta crónica que seleccionaram, lá estão algumas referências patetas ao Putin (como outras) e à Rússia, terra vasta que muitos que sobre ela falam não conhecem nem de lerem, mesmo mal, o fundamental.
    Não encontraram mais nada para citar ?
    Mais uma vez, o meu obrigado pela existência de Argonautas.
    Maximiano Gonçalves

    • Bem vindo caro Maximiano Gonçalves!
      Sempre conciso e acertado nos textos que elabora, desde os saudosos tempos do programa da manhã na Antena 2.

  8. … quanto ao ‘da marinha’, cheio de pretensões como é próprio de gente dessa vão, s.f.f., ao google e procurem ‘em “henrique gouveia melo | the delagoa bay world”, o que de um tal colonialista de ‘5ª’ ‘escorreu’, clikando num dos item com o seu( dele…) nome, atingindo(…) ‘delícias’ como os portugueses são ‘analisados'(?) por um tal ABM, um dos muitos fugitivos da que foi Colónia de Moçambique. E há quem queira( principalmente ele!…) tal sumidade para futuro p.r.!… . Que o vosso deus nos acuda a todos, se é que terei lugar dentro desse grupo de privilegiados… C.F., 06/Out./2024(dom.), 09.18h..

  9. Sim, também não sei em que a azinheira e que a senhora bateu com os cornos para escrever isso.
    Um povo continua a apoiar o seu dirigente apesar das perdas humanas que a guerra causa mas iria derruba lo se essas mesmas perdas terminassem graças ao fim da guerra.
    Realmente faz um sentido doido mas não me espantou vindo de quem vem.
    Deixei de ver O Último apaga a luz” porque o discurso pro nazi e russofobico da senhora era um delírio que me dava vômitos.
    Agora deve estar mais na onda pro sionismo dado que já reconheceu que o nazismo ucraniano está a dar as últimas.
    Valha lhe um burro aos coices já que nenhum tubarão branco faminto lhe pegaria.

  10. esta “lucidez” tardia nāo vai ressuscitar as centenas de milhares de mortos e feridos desta estupidíssima guerra que, muito provavelmente, vai mas é acabar com a UE…

    Embora talvez haja quem diga “vale mais tarde do que nunca”, enfim, Dona Clara, vai mas é dar banho ao cão!

  11. A madama lá teve um “ataque de lucidez” (ou um semi-ataque), como por outras palavras diz o Paulo Marques, mas o vírus da trampa continua a infectar-lhe a nevróglia. Apenas uns pikenos exêmplikos:

    “são muitas vezes, mesmo INGENUAMENTE, agentes dos lóbis das armas”

    “INGENUAMENTE”? A sério?

    “Putin só pode ser derrubado pelos russos, E A PAZ TERIA CERTAMENTE ESSA CONSEQUÊNCIA, enquanto a guerra o engorda.”

    “E A PAZ TERIA CERTAMENTE ESSA CONSEQUÊNCIA”? Vraiment?

    Clarinha! Querida! Vou organizar um crowdfunding para te oferecer uma latinha de Baygon, depois do obrigatório “vai-te encher de moscas”.

  12. Esta guerra não pode ser ganha por nenhuma das partes? Incompreensivel.
    Putin só pode ser derrubado pelos russos? Claro, tal qual o Joe Biden. Perdão, o Joe Biden e qualquer outro fantoche, só pode ser derrubado pelo lobby sionista.
    Enfim, mais do mesmo. Na realidade, os factos falam mais alto que a russofobia ocidental.

  13. Para essa senhora, que durante mais de dois anos destilou todo o ódio e mais algum contra a Rússia em geral e Putin em particular estar com esta conversa e porque sabe que a guerra está mesmo perdida para os ucronazis e a Europa entrou em mais uma camisa de onze varas.
    Nada que não soubéssemos desde que isto tudo começou. Correu mal para todos quantos tentaram invadir a Rússia porque raio e que metemos nos cornos que neste tempo nuclear ia ser diferente.
    De resto, poupem me ao que a criatura vai escrever depois de 7 de Outubro.
    Realmente e mesmo só por anti americanismo que queremos que um estado genocida, supremacista, que há 80 anos comete crimes hediondos e que no ultimo ano matou mais de 50 mil pessoas e sabe Deus quantas mais ira matar seja destruido ou pelo menos corrido dos territórios que ocupa e impedido de continuar a matar.
    A senhora que vá ver se o mar da tubarão branco a morrer de fome. Porque só a morrer de fome o pobre bicho ferraria tão depauperada carcaça.

  14. É sinal que não dura muito, se quem só comenta à segunda-feira depois do jogo já palra por aí. Mas não perece ter entendido o que diz, e não chama vitória a conseguir os objectivos. Deve-se consolar para a semana com outras mentiras que ainda pegam nos círculos onde anda, sem aprender nada.

    • Dizes bem, “com outras mentiras”, pois este texto, mesmo roçando na fronteira da honestidade intelectual, está mesmo assim cheio de aldrabices. Ou não fosse esse o requisito para se ser publicado na máquina de propaganda do colectivo de Goebbels do ocidente…

      Com que então “a Rússia não se importa de sacrificar homens e de continuar a avançar”?!

      Onde é wue a Clara foi buscar a informação? Toda esta frase é propaganda dos nazi-fascistas de Kiev e dos porcos imperialistas de Washington e Londres.

      Como é que se avança na linha da frente sacrificando-se homens? Quem é que depois solidifica esses ganhos territoriais e prepara os seguintes?
      É mesmo estúpida e vendida esta Clara.

      Lá pelo meio, mais umas mentiras, como a “democracia” EU-ropeia que precisa de ser salva. Eu bem sei aquilo a que esta NeoLiberal (fascista no eixo económico) chama de “democracia”.
      Para esta presstituta, salvar o SNS de acordo com o livro deixado por Semedo (BE) e Arnaut (o “pai do SNS” segundo a propaganda do PS para enganar os tolos que nessa corja ainda votam) é “extremismo de esquerda”.
      E eu bem sei também as vezes que a ouvi elogiar as ordens dasas por não eleitos em Bruxelas e Frankfurt contra a vontade da “perigosa e irresponsável” Geringonça.
      Estamos concersados sobre a “democracia” que ela defende…

      Por fim, esta свинья (se não sabem, usem o tradutor) tem a real lata, descaramento, falta de vergonha naquele focinho, de dizer:

      “fantasia antiamericana, simétrica e igualmente perigosa e enviesada”

      É exatamente o mesmo discurso preparado pelos chefes dela que o Daniel Oliveira repetiu na última vez na minha vida que liguei a TV na SIC Notícias.
      Exatamante o mesmo talking point, sem tirar nem pôr.

      Apoiar porcos imperialistas, nazi-fascistas, um regime oligárquico na prática de partido único, criminosos de guerra, violadores de direitos humanos, golpistas assassinos (os tais “não toldados da CIA”…), colonizadores ilegais, invasores de meio mundo, e exterminadores genocidas, tudo bem.
      Mas ai de quem seja anti-imperialista, anti-genocida, anti-nazi, anti-fascista, ou anti-colonialista. Isso é que não pode ser É “fantasia antiamericana”, e é “IGUALMENTE PERIGOSA”.

      Imaginem só, um Mundo sem invasão do Iraque e da Síria (ambas ainda a decorrer), ou sem a destruição da Líbia e da Sérvia, sem o napalm a cair em. cma das crianças do Vietname, Laos, e Cambodja, sem as sanções causadoras de pobreza em Cuba e Venezuela, sem as RSF a espalhar a destruição no Sudão, sem a Al-Qaeda e ISIS a aterrotizarem a Síria e o Sahel (agora com colaboração dos Nazis ucranianos), sem genocídio dos Palestinianos invadidos, sem uma Europa em guerra contra uma potência nuclear. Que posição “enviesada”…

      Mais palavras para quê? Escreva esta свинья (se não pesquisaram, deixo ao menos a transliteração: svínia) o que escrever, seja com que qualidade for, nada se aproveita. Até mesmo os raros ensaios onde roça num esboço de honestidade intelectual, mesmo aí a víbora espalha o veneno, a mentira, a propaganda, e o seu totalmente corrupto americanismo, não no sentido positivo de admirar coisas boas da cultura e sociedade USAmericana, mas no sentido pior de todos, de tolerância e até admiração pelo regime imperial. Já só se deixa morder e envenar quem quer.

      Viva a Rússia e os heróis que libertam o Donbass!
      Viva o eixo da resistência anti-naZionista! Hamas, Hezbollah, Houtis, Irão!
      Viva a China, Venezuela, Cuba!
      Viva a África do Sul e todos os que a ela se juntaram no julgamento dos genocidas “israelitas”!
      Vivam os BRICS+ e todo o Sul Global.
      E vivam os raros e excepcionais anti-imperialistas que resistem à lavagem cerebral no Ocidente!

      Tudo o resto é um desperdício de oxigénio e um travão à evolução da humanidade. O verdadeiro eixo do mal.

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