O Ocidente é um deserto distópico de degenerescência moral

(Caitlin Johnstone, 13/09/2024, Trad. Estátua de Sal)

(É claro que a Estátua, em algum grau, gosta dos textos que publica. Uns mais que outros, pois. Uns parcialmente, pois. Uns para gerar o debate também, pois. Mas confesso: o texto que segue atinge os píncaros da minha aprovação pois ele é a chave explicativa – uma espécie de Pedra Roseta -, para muitos dos textos que por aqui se publicam sobre as guerras, a política, a economia e por aí fora, Ele vai à “causa das coisas” e por isso os meus encómios e os meus parabéns à autora-

E quem me segue, se é da mesma opinião, que leia e divulgue, partilhe por aí na blogosfera e nas redes sociais. Saber a “causa das coisas” é meio caminho andado para as poder mudar.

Estátua de Sal, 13/09/2024


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Geralmente, quando se ouve uma pessoa branca a falar sobre degenerescência moral, trata-se de algum maluco denunciando os direitos LGBTQ, ou os direitos reprodutivos das mulheres, ou o que quer que seja, mas não é isso a que eu me quero referir. Neste caso, estou a falar de coisas reais.

A verdadeira decadência moral da nossa sociedade é ilustrada pela forma como todos os candidatos políticos tradicionais podem apoiar abertamente, na atualidade, crimes de guerra infligidos a pessoas do Sul Global, sem serem imediatamente removidos do poder. Pela forma como monstruosos criminosos de guerra de administrações anteriores (Dick Cheney),  podem apoiar um candidato liberal sem que os autoproclamados progressistas se afastem desse candidato com horror. Pela forma como os dois candidatos viáveis e elegíveis para o cargo mais poderoso do mundo, podem prometer continuar um genocídio ativo sem desencadear instantaneamente uma revolução.

A degenerescência moral da nossa civilização manifesta-se também quando vivemos vidas de relativo conforto, construídas à custa dos trabalhadores do Sul Global, cuja mão-de-obra e recursos são extraídos das suas nações por métodos profundamente exploradores, enquanto chovem explosivos militares sobre as populações empobrecidas que se atrevem a desobedecer aos ditames do nosso governo, dia após dia, ano após ano, década após década, e agimos como se tudo isso fosse bom e normal.

Nascer na civilização ocidental é como acordar no meio de uma multidão de linchamento. Algo terrível está a acontecer, mas toda a gente alinha e diz que está tudo bem e que é normal, e mesmo que consigas perceber que o que eles estão a fazer é errado, no meio de todo o caos e confusão, dás por ti impotente para os impedir, porque a coisa toda já tem muito ímpeto e, há demasiadas pessoas cegamente apanhadas no frenesim da sede de sangue, para que consigas fazer com que eles mudem de rumo. Continuar a viver no meio deles torna-te cúmplice das suas acções em muitos aspetos, mas não tens para onde ir, para além da cidade de linchamento em que nasceste. Por isso, mudas-te para as franjas da multidão e partilhas as tuas objeções com as poucas pessoas que te ouvem.

A nossa civilização é cruel e selvagem, mas nós afastamo-nos da sua crueldade e selvajaria, rindo-nos das nossas comédias e dos nossos comediantes insípidos e fazendo de conta que as piores coisas que acontecem politicamente na nossa sociedade são as questões da guerra cultural (LGBT e afins) que os especialistas e os políticos preferem que continuemos a discutir.

Vivemos as nossas vidas sedados pelo entretenimento, pelas redes sociais, pela comida e pelos produtos farmacêuticos, enquanto o genocídio, a guerra nuclear e o ecocídio se desenrolam à nossa volta, achando que somos bons e virtuosos se formos carinhosos com os nossos animais de estimação e se tivermos as opiniões corretas sobre a justiça racial e as vacinas.

Se nós, enquanto sociedade, fôssemos realmente bons, nada disto estaria a acontecer. A lucidez moral consideraria tudo isto intolerável e rejeitá-lo-ia e anulá-lo-ia por todos os meios necessários. É por isso que os poderosos gastam tanta energia a manter-nos sedados e confusos. Muito poder e riqueza dependem da nossa falta de clareza moral.

Há muita riqueza que está a ganhar com a exploração do trabalho e com a extração de recursos em todo o mundo. Há muito poder que está a ser assegurado assassinando, matando à fome e aterrorizando as populações que se recusem a curvar-se aos interesses do Império ocidental. É por isso que o Império ocidental tem a máquina de propaganda mais sofisticada alguma vez concebida: porque tanta riqueza e poder dependem da garantia de que o Ocidente se mantém num estado de degenerescência moral e de que os ocidentais não consideram os cidadãos do Sul Global como plenamente humanos.

Pessoalmente, rejeito a religião, não porque seja uma idiota que usa chapéu de feltro e goza com as pessoas por acreditarem em Deus, mas porque rejeito todos os aspetos da cultura, profundamente doentia em que nasci. Como não me identifico com a religião, sinto-me muitas vezes afastada do jargão religioso que qualifica as acções do Império ocidental como “demoníacas” – ou chama aos EUA “o grande Satã” – mas, ao mesmo tempo, compreendo-o perfeitamente.

Quando vejo em imagens de vídeo, pela centésima vez, o interior do crânio de uma criança, ao lado de soldados das IDF vestidos com as roupas de mulheres palestinianas mortas ou deslocadas e brincando com os brinquedos das crianças mortas ou deslocadas – enquanto os pontífices ocidentais fingem acreditar que o exército que estão a armar não fez nada de errado -, tenho dificuldade em encontrar adjetivos suficientemente fortes para descrever o que estou a ver. Talvez “demoníaco” seja o mais adequado, mesmo que eu não acredite em demónios bíblicos reais.

É disso que estou a falar quando digo que o Ocidente é um deserto de degenerescência moral. O tipo de civilização que permite que o seu governo faça coisas destas tem, necessariamente, uma consciência coletiva que foi tão deformada e distorcida pela propaganda e pelo interesse próprio que é o mesmo que não ter consciência nenhuma.

Se não se pode considerar a grande maioria da população deste planeta como totalmente humana e igual a nós próprios, então, moralmente falando, não somos melhores do que os praticantes da escravatura e do genocídio, que nos ensinaram a julgar negativamente nas aulas de História.

E essa é a norma aqui, no Ocidente. É aquilo em que nascemos. É o que passamos toda a nossa vida a ser treinados para aceitar como normal.

Fonte aqui.


13 pensamentos sobre “O Ocidente é um deserto distópico de degenerescência moral

  1. Não é a esquerda ‘iluminada’ que temos – parece que ainda a candeeiros de petróleo – que vai dar conta do recado. Vocifera, esbraceja, mas falha nitidamente o alvo. O alvo não são as mulheres, às quais dirige insultos soezes de feição sexual, expressos em linguagem chula – que tinha obrigação de evitar – quando discorda das posições que assumem; nem são os negros ou os homo e transsexuais. O alvo é o sistema capitalista, dominado, tanto quanto dá para perceber, por homens brancos e heterossexuais. Para o atingir seria preciso refletir sobre as estratégias que temos de ‘inventar’ a fim de nos vermos livres dele, de o superarmos e encontrar novos caminhos. Mas, como nos perdemos em desvios bacocos, em intolerâncias fáceis, porque somos intolerantes com os fracos, parece que teremos de nos contentar com o determinismo e uma vez mais reconhecer a inexistência do tão propalado livre arbítrio: vai acontecer o que tem de acontecer, o problema, para o bem ou para o mal, vai ser resolvido e, porventura, seremos meros espectadores dessa resolução. É triste, mas a evidência empírica aponta nesse sentido.

  2. O problema nao é falar se de direitos para mulheres e trans. O problema e prostitutos aproveitam se disso para dizer alarvidades como a de que temos de apoiar os genocidas israelitas porque alegadamente eles não perseguem gente dessa e as suas vítimas sim.
    Não tenho nada contra aquilo a que chamam wokismo lá porque uma porca como Ocasio Cortez vomitou uma alarvidades.
    Ou porque aqueles bandalhos do Bloco de Esquerda insistem em descortinar socialistas a viver em liberdade e paz na Ucrânia nazi.
    Temos mesmo de falar em direitos quando temos países como o Brasil em que a polícia racista abate como cães uns 30 mil negros e mesticos por ano.
    Temos mesmo de falar disso quando milhares de pessoas continuam a ser mortas todos os anos por causa da sua orientação sexual.
    Não e o falar mos disso que e o problema. O problema e apoiantes de nazis e genocidas falarem disso para mostrarem uma bondade que não teem.
    Os democratas americanos falam efectivamente muito disso mas nos seus consolados nem por isso a vida das mulheres e pessoas Trans muda para melhor.
    Ate devido ao sistema federal do país que impede intervenções em estados onde mandam bestas republicanas com muito de medieval.
    Temos de continuar a falar do extermínio de homens, mulheres e crianças na Palestina por parte de um estado genocida por muito que esses bandalhos se digam muito amigos de mulheres e trans.
    Temos de denunciar o apoio de praticamente todos os partidos a Ocidente aos genocidas israelitas e aos nazis ucranianos.
    Mas não podemos calar a luta pelos direitos das mulheres a não ser espancadas na sua própria casa, a luta pelo direito dos negros a andar na rua sem correr o risco de um polícia o “confundir com bandido” e o matar a tiro, a luta pelo direito do homossexual a não ser morto ou até levado para uma zona arborizada e ser sodomizado com uma espinha de charro do alto. Esta última aconteceu há uns anos a um na terra onde vivo.
    Não podemos deixar que apropriações por parte de quem quer que seja calem a luta de quem apenas quer o direito a viver em paz e com dignidade.
    Quanto ao resto, concordo, se Ocasio Cortez e outros bandalhos que acabam por atrair a hostilidade pela luta de tanta gente a ocidente por uma vida decente, livre e sem olhar por cima do ombro levassem pelo menos o pateio do porco o mundo seria um lugar melhor.

  3. Por mim não quero novo mundo surgido de um Apocalipse.
    Quero um mundo melhor, onde todos tenhamos para comer e não haja nojentos que digam que a sua raça e escolhida por Deus e os vizinhos são animais humanos e por isso devem morrer porque assim decidiu o seu Deus sanguinário.
    Um mundo onde nenhuma nação se diga imprescindível e excepcional e de arrogue o direito de destruir e pilhar as outras e de lhes impor o que teem de fazer.
    Um mundo onde sejamos respeitados como seres humanos livres, autónomos e capazes de escolher por nós próprios.
    Um mundo onde não sejamos maus uma vez pressionados para testar medicamentos experimentais que nos matem amigos e conhecidos que estimavamos e que nos deixam com sequelas.
    Sei que nas actuais circunstâncias isso não é possível mas nada disso me fará desejar nunca um Apocalipse que fará a maior parte dos que sobreviverem arrastarem se não doença, na fome e na miséria ate a morte.
    Continuo a espera que deixemos de ser bovinos e a acreditar em tudo o que nos dizem porque esse e o único caminho para ainda termos esperança de mudar alguma coisa.
    Mas não sonho com o Apocalipse que fará os deserdados deste mundo ficar muito pior do que poderiam sonhar nos seus piores pesadelos.

  4. Caitlin Johnstone, adoro esta miúda! Grande mulher, grande ser humano! Também não tenho religião, mas, se o Deus da Bíblia existisse, seriam pessoas como ela que o impediriam de dar a este Ocidente degenerado o tratamento aplicado a Sodoma e Gomorra.

    • Obrigado por mais uma brilhante análise da nossa sociedade (fiquei com os olhos brilhantes, mas os seres humanos são engenhosos!

      É um prazer ler uma não-propaganda que é a antítese do que nos é transmitido todos os dias nos telejornais. É incrível constatar que a organização globalista que nos é imposta… é totalmente oposta ao nosso modelo histórico… que nos permite ser mais autónomos… e que o nosso modelo está literalmente a ser destruído pelos nossos governantes a mando dos seus patrocinadores.

      Desde então, parece que carregámos no acelerador o mais depressa possível, e estou chocado por ver agora que esta catástrofe está a chegar muito mais depressa do que eu imaginava na altura….igualmente chocado e enojado com este sistema mortificante e obsoleto para o qual continuamos a correr, criando assim os elementos para o desaparecimento da vida na terra, através do nosso individualismo e estupidez grosseira.

      Cada novo dia começa com uma noite. Estamos a viver no crepúsculo e a noite está prestes a começar. Ela forjará os corpos e as almas dos mais valentes e levará consigo os cobardes, os idiotas úteis e os excitados (igualmente úteis). Que assim seja.
      A sociedade desmoronar-se-á sob o peso do nada. O sistema assenta em opostos, em oposições para existir. Se não houvesse mais pobres, não haveria mais ricos.

      Nesta altura, é difícil dizer o que emergirá do caos futuro: “Os Sioux, os Cheyennes, os Maias, os aborígenes australianos já tinham visto tudo antes e depois!!!!!! nada mais. Nada mais. Não é de todo improvável que, das ruínas ainda incandescentes de um Ocidente balcanizado, libanizado, brasilizado e terceiro-mundista, surja um mundo pós-moderno tribalizado e feudalizado. Um caos potencial para séculos e séculos. Quanto aos homens fortes ou fracos, para tempos difíceis ou prósperos, parece-me perfeitamente possível que também possamos ter uma conjunção do pior: homens fortes a criar tempos difíceis. Senhores da guerra, plutocracias mafiosas…

      Sim, estamos a dirigir-nos contra o muro a grande velocidade, e vai ser difícil para muitos.

      Quem quer o colapso? Dependendo da resposta a esta pergunta, podemos provavelmente pensar em responder : O que é que podemos esperar?

      Mas a “História”, está repleta de Civilizações que foram dizimadas por grupos de oportunistas mortíferos, que não tiveram qualquer piedade para com os cidadãos dessas Civilizações que eliminaram do mapa.
      É por isso que temos de planear o “Pior”… Aproveitem este inverno que poderá ser o último que viveremos na “Normalidade”… Ninguém sabe como será o inverno 2025, sobretudo se os fantoches desarticulados que nos governam nos arrastarem para a “Guerra”, como muitos dos videntes actuais estão a sugerir..

      Não se mantém uma economia a funcionar com fórmulas como “trabalhar menos e ganhar mais” . Mas, na verdade, este colapso só vai incomodar aqueles que o instauraram e os seus apoiantes, porque essas pessoas não sabem adaptar-se. Serão as piores vítimas do seu sistema defeituoso desde o início… tal como o seu instigador: os EUA democráticos.

      O realismo e o humanismo fazem-nos bem, porque há muita gente que confunde realismo com fatalismo. E com disse Jesus Cristo,”Há mais felicidade em dar do que receber”…

      “É demasiado tarde, mas nem tudo está perdido”. Tornou-se uma espécie de mantra para mim. Visualizando para que já exista nas nossas mentes, e como um milagre, este novo mundo existirá porque um punhado de pessoas terá acreditado nele e terá feito tudo para salvar a mobília do fogo e preservar as nossas pepitas.

      • “Não se mantém uma economia a funcionar com fórmulas como “trabalhar menos e ganhar mais” .”

        Tanto “trabalho”, tanta treta “emprestada”, tanto armar ao pingarelho, tanto e tão patético desejo de ser (indevidamente) “admirado”, para num descuido chegares à fórmula reaccionária que te destapa a careca, geostrategista! Que enjoo, caraças!

        • Eu sei o que escrevi,ou queres que faça um projecto?Mas paradoxalmente que se tem nojo não se lê,não interessa,não sei porque lês os meus textos,tenho alguma pistola apontada a ti para tu leres…Pessoalmente não leio os teus textos,não me interessa,não aprendo nada contigo,nem fomento discussões,não é esse o meu objectivo…Os meus pensamentos não são os teus,e Estátua do Sal ainda me dá liberdade de escrever aquilo que penso dentro dos parâmetros do Blogue,esteja-se de acordo ou não!!!Agora podias-me fazer um grande favor….deixar de ler aquilo que escrevo,quando se tem “nojo”,não custa nada,é só passar ao lado…A não ser que tens grandes problemas na cabeça,isso é muito complicado,conheço muitos que não foram muito longe…Conheci outros que gostavam de mostrar trabalho para o partido a fim de terem um cargo melhor no partido…Pode ser o teu caso,mostrar alguma coisa,seja como for não vai longe…Esta foi a minha ultima resposta,porque está visto qual é o teu objectivo,em relação um cidadão comum,anti-sistema, teórico da conspiração com muito orgulho,e que tem uma certa ousadia…

        • Leio as quilométricas umbiguices vaidosas que escreves com óbvio sacrifício e o mesmo “espírito de missão” que me leva a ver quase religiosamente (e a desmontar o melhor que posso) as aldrabices do caga-mísseis Rogeiro, do recauchutado Milhazes ou do salta-pocinhas Paulo Portas. Claro que te falta a sofisticação e o palco destes habilidosos malabaristas, és muito mais básico, mas fazes parte da mesma máquina de enganar e és, por isso, demasiado pernicioso para o meu paladar.

          Quando num blogue tendencialmente de esquerda, que frequentemente insinuas ser também a tua trincheira, despejas isto:

          “Não se mantém uma economia a funcionar com fórmulas como “trabalhar menos e ganhar mais” .”

          cospes num desejo e numa reivindicação básica dos trabalhadores do mundo inteiro e de qualquer esquerda digna desse nome. Ladras, aliás, a uma tendência que se deseja irreversível: mais tempo livre (ou seja, “trabalhar menos”) e melhor salário (“ganhar mais”). Mostras, estupidamente, a tua verdadeira face de direitola, ou, melhor dizendo, direitolo, e, por isso, só podes queixar-te de ti próprio Se tivesses copiado de alguém, podias safar-te dizendo “Não fui eu, foi aquele menino”, mas se garantes que tudo o que escreves é parido pelo teu genial bestunto geostrategista, tens de assumir a bosta parida. Não é crime ser de direita, pá, tenho bons amigos que o são, não fingem é ser outra coisa. A Estátua de Sal dá-te, e muito bem, a liberdade de escreveres aquilo que pensas. Quando escreves direitolices, porém, não deves esperar aplausos e palmadinhas nas costas, porque quem não gosta da tua agenda tem direito igual ao teu de o escrever também.

  5. Sim, normamlizamos todas as atrocidades.
    Hillary Clinton riu que nem uma maluca ante o linchamento barbaro de Kadhafi e mesmo assim achávamos que tal criatura era uma boa candidata a presidência do país militarmente mais poderoso do mundo.
    Também normalizamos esse linchamento barbaro porque o morto “era um terrorista e um malandro”.
    Hoje temos gente a normalizar o genocídio em curso em Gaza porque os palestinianos são todos ” uns terroristas que gostam de fazer explodir coisas”.
    A sério que há quem diga isto.
    Ninguém se indignou grandemente por o nosso Presidente ter tido a pouca vergonha de se dirigir ao representante em Portugal de um povo que estava a ser cruelmente massacrado com um “desta vez foram vocês que começaram”.
    Por mim se tivesse estado no local só lamentaria não ter um buraco para me enfiar pelo chão abaixo. Mas muita gente achou normal.
    Os nossos bombardeamentos mataram durante seis meses mais de 50 mil pessoas na Libia mas durante todo esse tempo ninguém se indignou.
    E sim, também me pergunto porque e que não saímos todos, em todo o lado para a rua, para dizer, nem mais uma bala, nem mais um bago de arroz, nem mais uma aspirina para Israel. Bloqueio total do estado genocida.
    Não bloqueamos Israel e ainda chamamos antissemita a quem proponha tal coisa mas achamos normal que se bloqueie Cuba que não ataca ninguém e ainda manda médicos para onde quer que eles sejam precisos.
    Achamos normal que se apoie nazis na Ucrânia e um sujeito que e neste momento o ditador de facto do país mesmo que boa parte da população já esteja tão farta que vota em forças anti democráticas porque estás prometem acabar com o apoio ao grotesco palhaço.
    Achamos normal que um presidente se recuse a nomear um primeiro ministro de entre as forças políticas mais votadas, optando pelo seu próprio partido apesar deste ter sido derrotado.
    Só não achamos normal que se defendam os direitos de minorias étnicas ou sexuais e os direitos das mulheres. Ai levasse logo com o carimbo de wokista e e se acusado de promover o crescimento da extrema direita.
    Normalizamos todas as atrocidades desde que sejamos nós a comete las.
    Não admira que outra gente nos ache o diabo em figura de gente.
    Não tendo religião alguma também não me espanta que no Irão chamem aos Estados Unidos “Grande Sata”. Se virmos a coisa do ponto de vista religioso há algo de diabólico na ação dessa nação desde a sua criação.
    Desde o extermínio das populações nativas ao roubo de metade do território do México, a crueldade sem lei como sempre agiram nos países que consideram o seu quintal.
    Mas sempre normalizamos as ações cruéis dessa nação e idolatramos o american way.
    Sim, moral efectivamente nunca tivemos nenhuma.
    E se normalizamos hoje as atrocidades e porque sempre as cometemos.
    O colonialismo foi um sem fim de crimes. Populações exterminadas nuns lados, escravizadas noutros.
    Sempre cometemos atrocidades por isso elas são tão normais.

    • Por favor, não usem o X ou qualquer outra rede social ocidental. São tudo ferramentas controladas por bilionários fascistas amigos/apoiantes do regime/oligarquia descrita pela Caitlin: um império genocida.
      Usem redes/tecnologias não baseadas no império genocida ocidental e, na pior das hipóteses, redes/tecnologia baseada na Suíça, como os emails e VPN da Proton.
      Eu já só uso Telegram, e vamos a ver como a coisa fica após a prisão política de Pavel Durov na ditadura capitalista NeoLiberal Europeísta Atlantista Francesa.
      Portanto, acedam ao link do site dela, não dêem cliques ao instrumento nazi-fascista genocida imperialista do porco Elon Musk, um porco que um dia disse que a Bolívia (a propósito do golpe de estado feito pela oposição fascista apoiada pela CIA) é para eles (porcos capitalistas imperialistas EUA) golpearem, invadirem, e usarem/roubarem como muito bem entenderem.
      É esta m*rda que estã a financiar de cada vez que abrem o X ou o Facebook, ou usam a Netflix ou a Prime, ou compram Coca Cola ou usam iPhones e Windows, etc.

      Adiante, ao ler o texto dela, e ao pensar nos tais “maluquinhos” que chamam degenerescência também à propaganda woke/LGBT+, lembrei-me que há um exemplo vivo que prova que a Caitlin está parcialmente errada nesse ponto em particular: a Alexandra Ocasio Cortez.

      Numa entrevista recente, perguntaram a essa prostituta do império de c*na aberta ao sionismo genocida, se era boa ideia apoiar um(a) candidato(a) dos “Democratas” que defende a continuação do genocídio sionista contra as mulheres e crianças da Palestina.
      A prostituta Alexandra Ocasio Cortez respondeu algo assim, para justificar o voto nos imperialistas genocidas azuis em vez de nos imperialistas genocidas vermelhos, e passo a prafrasear pois não tenho estômago para pesquisar novamente as palavras exactas:

      “o que eu sei é que um voto nos “Democratas” evita que ao sofrimento de certas pessoas no Mundo se junte também o sofrimento de pessoas trans e mulheres no ocidente”

      Se, naquele momento em que a prostituta AOC acabou de dizer aquela alarvidade woke justificativa do imperialismo genocida sionista, tivesse levado com uma bala na cabeça, o Mundo seria hoje um lugar melhor.

      Então, em que é que a Caitlin está parcialmente errada? Como é óbvio, para mim, a Caitlin falhou na análise à forma como o Progressismo hipócrita ocidental (wokes, LGBT+, Black Lives Matter, Feminismo, etc) é de facto uma prova real da degenerescência ocidental, pois como se viu nas palavras da prostituta AOC, é usado para apelar aos eleitores “progressistas” para votarem e apoirem a continuação deste mesmo império genocida sionista, apresentando-lhes a tal garantia de “humanidade” nos ocidentais como uma coisa inerentemente boa, e não como uma simetria da desumanidade/sub-humanidade com que este mesmo império ocidental genocida sionista trata os seres do Sul Global.

      E não só no Sul Global, mas também em qualquer pais geograficamente dentro do Ocidente que tenha um regime ou uma maioria popular contra o império genocida ocidental, como aconteceu na Sérvia nos anos 90, e como acontece desde 2014 no Donbads da “Ucrânia”, ou como se prepara (a NATO/EUA/UE preparam) para fazer na Transnístria e Gagaúzia, regiões anti-imperialistas que se recusam subjugar ao regime fantoche e vassalo de Washington/Londres/Bruxelas que foi instalado em Chisinau.

      Portanto sim, de cada vez que uma tolinha woke, por exemplo do BE para dar um exemplo do regime vassalo de Washington/Bruxelas em Portugal) fala em m*rdas woke, e depois acaba a defender armas para nazis ucranianos, e a apoiar o grupo terrorista chamado NATO, sim, esse exemplo de progressismo é um sinal real da degenerescência ocidental.
      Eu antes, em adolescente e jovem adulto, pensava que este progressismo fazia do BE uma coisa melhor que o PCP.
      Hoje sei com 100% certeza que estava errado.
      Só faltou a Isabel Pires do BE, uma das prostitutas nacionais equivalentes à AOC no servicinho que presta aos car*lhos dr Washington/Bruxelas, levar uma bandeira arco-íris quando foi a Kiev apoiar o imperialismo genocida ocidental e o nazi-fascismo ucraniano.

      De resto, tirando este lapso que representa 1% ou menos do seu texto, a Caitlin está absolutamente correcta, como é seu costume.

      O paleio por mim utilizado, de chamar prostitutas a estes monstros ocidentais que se vendem para fazer a propaganda woke em nome do império genocida sionista ocidental, não são falta de educação nem insultos. São descrições que ficam aliás aquém do que essas mostrengas mereciam que lhes chamasse.
      Aliás, peço desculpa às prostitutas de beira da estrada por as ter comparado com estes montes de m*rda como a Alexandra Ocasio Cortez e a Isabel Pires e companhia. Quem vende o corpo só tenta sobreviver no Capitalismo e não faz mal a ninguém. Já as propagandistas woke têm as patas encharcadas de sangue. Sangue dos homens, crianças e mulheres do Donbass, da Palestina, e de tantas outras regiões do planeta vítimas do imperialismo genocida ocidental.

      Vítimas essas que não são aleijadas nem assassinadas apenas com armas, pois o império genocida ocidental também faz a agressão permanente com sanções e bloqueios económicos, como quem tem olhos na cara sabe por exemplo que se passa na Venezuela, um país com o qual os EUA/Ocidente estão em guerra de agressão híbrida desde que o povo teve coragem para dizer NÃO ao império há 25 anos, e que John Bolton (porco imperialista na Casa Branca nas administrações dos fantoches Bush e Trump) disse querer ver a passar fome graças às sanções aka terrorismo económico. Uma política nojenta que se manteve 100% imutável com os fantoches Obama e Biden.

      É exatamente assim que uma ditadura funciona, a ditadura chamasa de “democracia liberal”. O povo vota (após ter o cérebro lavado por carradas de propaganda do regime imperialista/vassalo do império, mas 99% da política já estava previamente decidida por quem realmente manda, a oligarquia e os agentes por si corrompidos que fazem a máquina do regime (o tal de “deep state”) continuar imutável. O 1% que muda é, lá está, medidas simbólicas ora mais Conservadores ora mais Wokes, mas como tentei explicar, isso faz parte da ilusão. Na prática, acima de tudo para a humanidade fora do Ocidente, uma AOC e um Trump, ou uma Kamala e um Bush, ou uma Mortágua e um Ventura, ou um Costa e uma Cristas, ou um Boris e um Starmer, ou um Draghi e uma Meloni, ou uma Leyen e um Hitler, são 99% iguais.
      Que acabem todos como Mussolini!

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