Ucrânia: os EUA iniciam o conflito e encarregam a Europa de o alimentar

(Hugo Dionísio in Strategic Culture Foundation, 29/06/2024)

Ainda pagaremos para assistir à nossa própria morte. É este o fardo que os EUA fizeram impender sobre toda a Europa. Cabe aos Europeus afastá-lo o quanto antes.


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Os EUA, na Europa, comportaram-se como verdadeiros incendiários. Como qualquer incendiário, estudaram o terreno, identificando os principais pontos propícios à propagação e combustão, por fim, provocaram a ignição e, como um pintor, na perspectiva e segurança que só a distância pode proporcionar, apreciam hoje a sua obra destrutiva. Saciados da sua sede incendiária, voltam costas e deixam as vítimas encarregues de alimentar o incêndio que tão calculadamente criaram.

O último processo de aprovação dos 61 mil milhões de dólares, com as suas dificuldades, avanços e recuos, foi já resultado desta tensão interior. A ansiedade de explorar um foco de tensão no pacífico que “contenha a China”, bem como a necessidade de acorrer a Israel e ao seu pirómano de serviço, Netanyahu, levou a uma luta interior que foi responsável por uma queda acentuada nos fornecimentos a Kiev.

Se entre Abril de 2022 e Setembro de 2023, a cada trimestre, os EUA enviavam, pelo menos, 7.8 mil milhões de dólares em “ajuda”, chegando mesmo aos 14.7 mil milhões entre Julho e Setembro de 2022, já no período Outubro de 2023 a Março de 2024, Kiev só recebeu 1.7 mil milhões de dólares. Dados do Kiel Institute, Ukraine Support Tracker.

Se bem que os montantes tenham, entretanto, voltado a subir, pelo menos até ver, a verdade é que, ao contrário do que tanto se falou na comunicação social mainstream, é sobre a União Europeia e os seus estados membros que impende a maior fatia de “ajuda”. Até Abril de 2024, a União Europeia, e os seus estados membros, comprometeu-se com 177.8 mil milhões de Euros, ao passo que os EUA, apenas entram com 98.7 mil milhões de euros.

Mas se este número, por si só, já nos diz muito sobre quem está realmente a pagar o custo com o alimento do incêndio propagado pelos EUA. Enquanto os EUA e os estados-membros da EU, bilateralmente, entram, essencialmente, com armamento, equipamento esse que há-de ser pago, no caso das instituições da EU, o que se envia é essencialmente dinheiro. Quer a fundo perdido, quer sob a forma de empréstimos em que a Ucrânia recebe o dinheiro e a comissão europeia assume o pagamento dos juros e presta as garantias de que os pagamentos futuros são realizados. O caminho que levam as coisas, bem nos diz sobre quem vai suportar esse pagamento.

Acresce que, nestes números, não constam as despesas com refugiados que, só entre Alemanha e Polónia, ultrapassam os 50 mil milhões de euros com subsídios, habitações e outro tipo de apoios. Mesmo em matéria de armamento, embora os EUA, no que toca a algumas tipologias (howitzers e MLRS) assumam a maior fatia, quando vamos para os tanques, defesa aérea e Veículos de infantaria, são os Europeus quem mais envia, muitos desses sistemas fornecidos apesar do desguarnecimento das suas próprias defesas, o que não sucede, como se sabe, com os EUA. A Europa ajuda a defender a Ucrânia, prescindindo da sua própria defesa. Eis o nível de compromisso a que se chegou.

Se estes dados, por si só, já nos mostram quem está a ficar com o fardo Ucraniano às costas, às inúmeras declarações de responsáveis governamentais de Washington, que exortam a Europa (leia-se a União Europeia) a assumir uma maior responsabilidade na questão Ucraniana, existem outros indícios que apontam para o facto de os EUA estarem prestes a assumir, apenas, uma postura de comando, entrando quando necessário e apenas se, estrategicamente, tal se justificar.

A Heritage Foundation, importantíssimo Think Thank conservador, responsável por 64% das medidas que Trump aplicou no seu primeiro ano de mandato, enquanto presidente, já preparou o seu Mandate for Leadership (Mandato para a Liderança), neste caso para 2025, em que elenca toda uma vasta estratégia governativa, a iniciar em 2025, sob Trump. Se bem que, como se sabe, em matéria de defesa e política externa, pouco difere entre democratas e republicanos, entre Biden e Trump. Se Trump diz que acaba com a guerra da Ucrânia, Biden, entre promessas de apoio incondicional, na prática e nos actos, não acabando com ela, vai deixando o encargo aos europeus.

Mandate for Leadership 2025 aponta para as seguintes premissas, com impacto na guerra que ocorre em solo Ucraniano:

  • “De longe, o mais significativo perigo para a segurança, liberdade e prosperidade dos Americanos, é a China”, sendo a Rússia uma ameaça real, mas não decisiva;
  • “Priorizar a construção do planeamento da força convencional dos EUA para derrotar uma invasão chinesa de Taiwan antes de alocar recursos para outras missões, como combater simultaneamente outro conflito”;
  • “Os aliados dos EUA devem assumir uma responsabilidade muito maior pela sua defesa convencional”;
  • “Fazer da partilha de encargos uma parte central da estratégia de defesa dos EUA, não apenas ajudando os aliados a avançarem, mas encorajando-os fortemente a fazê-lo”.

E agora o grand finale:

  • Transformar a OTAN para que os aliados dos EUA sejam capazes de mobilizar a grande maioria das forças convencionais necessárias para dissuadir a Rússia, ao mesmo tempo que dependem dos Estados Unidos principalmente para a nossa dissuasão nuclear, e seleccionar outras capacidades, reduzindo ao mesmo tempo a postura de força dos EUA na Europa.

Com Trump, certamente, mas tudo aponta para que também com Biden, esta será com certeza a estratégia militar dos EUA para os próximos anos. Os EUA vêem-se sobretudo a tratar da componente dissuasora, suportada principalmente na tríade nuclear. É também uma questão económica. À distância de um Comandante Supremo, os EUA pretendem entregar o combate de atrito, mais caro, custoso de vidas e desgastante, ao que designam como “aliados”, reservando para si o fillet mignon.

Os submarinos nucleares, porta aviões, bombardeiros e outros meios estratégicos, de maior valor e maior retorno para o PIB americano, mas também de maior significado estratégico, o que vale para assustar inimigos e conter aliados. Todas essas valências ficam a cargo da sede imperial. Os aliados ficam com a artilharia, os meios de médio e curto alcance e tudo o que for de dimensão táctica e operacional.

Mas não se pense que os EUA não tenham uma palavra a dizer nessas dimensões. Uma vez mais, voltemos ao Mandate for Leadership:

  • “Priorizar os EUA e aliados de acordo com os requisitos de “produto final doméstico” e “componentes domésticos” da Lei Build America, Buy America”;
  • A fabricação de componentes e produtos finais internamente e com aliados estimula o desenvolvimento fabril, aumenta os empregos americanos e cria resiliência na base industrial de defesa da América.

Ou seja, se a isto adicionarmos o aprofundamento da “interoperabilidade”, bem como o “onshoring” da produção, eis que os EUA se vêem também a produzir para vender aos “aliados”, ou a colocar os “aliados” a produzir sob licença ou em apertada cooperação e supervisão (friendshoring). A prazo e a ter sucesso, os europeus deixarão de ter armas próprias ou, as que tiverem, serão produzidas sob licença norte-americana, porquanto incorporarem componentes cuja propriedade industrial lhes pertence.

Importa aqui dizer que, o que muitos falham em identificar, quando criticam as dificuldades de interoperabilidade e estandardização no seio do armamento da OTAN. É que esta realidade, constituiu, ao longo dos anos, uma linha de defesa, por parte dos países europeus, contra a tomada, pelos EUA, dos sectores de maior valor acrescentado da sua indústria militar.

Quando esta última barreira for transposta, nada obstará à plena aplicação da estratégia americana, para a Europa. A Europa compra, eles vendem, a europa produz, eles autorizam, a europa combate, onde eles mandam. Os países “aliados” serão transformados em meras forças expedicionárias que funcionam segundo os desígnios estratégicos de Washington.

Mas não é só destes ganhos que se fez a estratégia Norte Americana para a Ucrânia. A Ucrânia serviu de pólo dinamizador de grupos como o grupo Centuria, neonazi, que hoje conta já com mais de 25.000 membros nos diversos países da OTAN, na europa ocidental. Este tipo de grupos garante que, saídos do terreno mais operacional, os EUA conseguirão manter o forte cariz russófobo das forças militares ocidentais, garantindo a continuidade do atrito com a Federação Russa.

Por outro lado, depois de garantirem os melhores activos ucranianos, esgotado a fonte, os EUA entregam à Europa uma luta intestina, a qual, não apenas enfraquece ou, pelo menos, mantém a Rússia ocupada, como impede a Europa de ter acesso ao cimento que torna as economias competitivas: a energia e matérias primas baratas. Ao promoverem a confusão entre OTAN e União Europeia, garantem também que se acabam os sonhos do exército europeu e da autonomia estratégica. Garantem que toda e qualquer decisão de interesse defensivo ou ofensivo, que importa à União Europeia, passa também a importar à OTAN e, por arrasto, fica sob domínio dos EUA.

Por fim, uma União Europeia que coincide com a OTAN e entrega o plano estratégico da sua defesa aos EUA, garante aos EUA que o almejado projecto Europeu, de Lisboa a Vladivostok, que garantiria uma europa auto-suficiente do ponto de vista energético, alimentar, mineral e tecnológico fica adiado sine die e capturado pelo atlanticismo divisionista.

Desta forma, os EUA ficam livres para se concentrarem na “contenção da China”. E para aqueles que acreditam que, tradicionalmente, que a Washington não interessa a união Sino-Russa, é fundamental apreciar esta premissa à luz da realidade actual. O facto é que, não conseguindo separar os dois, neste momento, para os EUA, a união Sino-Russa pode vir a ter as suas vantagens. Fazendo jus ao princípio de que numa crise existe uma oportunidade, os EUA sabem que, a melhor forma de garantirem o afastamento da Europa em relação à China, reside na colagem desta à Rússia. Quanto mais próximas e quanto mais envolvida no conflito Ucraniano estiver a Europa, maior rejeição sentirá em relação à China. Ou seja, uma Europa mais antagonizada com a Rússia, tal como interessa aos EUA, será também uma Europa que, crescentemente, olhará com maior desconfiança para a China e a sua União ao seu inimigo.

Desta forma os EUA estarão seguros que podem deixar à Europa o fardo de alimentar o conflito Ucraniano, ao mesmo tempo que desacopla da China e permite aos EUA a construção de um mundo em dois blocos, de uma nova guerra fria. Assim, podemos dizer que, pelo menos tacticamente e no curto-médio prazos, a união sino-russa pode vir a dar jeito à Casa Branca.

E assim vistas as coisas, será muito simples a qualquer um poder ter uma perspectiva do orgulho Norte-Americano, quando olha ao longe para a sua obra e antevê nela o pilar fundamental da manutenção da sua hegemonia mundial. E mais ainda quanto, tudo isto, é pago e bem pago pela União Europeia, pelos estados membros e pelos povos europeus, os quais, com maior ou menor resistência, ainda se alegram em alimentar uma fogueira na qual todos arderemos.

Esperemos que as nuvens que se adivinham com a vitória da CDU na Alemanha e as palavras do seu líder Friedrich Merz, ao referir que “chegou o tempo de colocar um fim ao conflito”, se traduzam numa inversão estratégica e sejam capazes de conter toda a destruição desejada por Washington.

Caso contrário, ainda pagaremos para assistir à nossa própria morte. É este o fardo que os EUA fizeram impender sobre toda a Europa. Cabe aos Europeus afastá-lo o quanto antes.

Fonte aqui.


12 pensamentos sobre “Ucrânia: os EUA iniciam o conflito e encarregam a Europa de o alimentar

  1. O Costa é um joguete nas mãos do estado profundo, que tão depressa é posto em causa pelo Ministério Público, sem que seja constituído arguido ou acusado seja do que for, como logo a seguir, saindo pelo seu próprio pé e o empurrãozinho do Presidente da República, é reprovado e promovido a Presidente do Conselho Europeu.
    Agora até o Luís Montenegro o elogia e lambe as botas, e o Marcelo baba-se. Eles sempre foram muito submissos à estrangeirada, agora para não parecerem ressabiados têm de ser tão ou mais lambe-botas, ou iam fazer figura de André Ventura, ou seja, corno manso aziado.
    Se o Costa tem discos externos e livros sem folhas mas cheios de notas, não precisava de ir buscar o salário e a reforma destas novas funções. Fazia como o Dias Loureiro e outros membros da quadrilha cavaquista ou da jardinista que rebentaram com o BPN, BANIF, etc e criaram fortunas que alocaram em offshores, retirava-se do foco dos holofotes por tempo indeterminado…
    Mas como não se chama Adalberto nem Aníbal, é um mero António, não muito respeitado pelo Ministério Público que vá-se lá saber por quê nunca se meteu com a camarilha cavaquista, e quando se meteu agora com a herdeira jardinista na Madeira logo teve de dar o dito por não dito, lá teve que ir “alombar” para o Conselho Europeu e aturar como porteiro ou mordomo as mademoiselles e monsieurs, as frau e os ubermensch, etc e tal…

  2. Que texto tão lúcido e a maioria dos comentários também. Obrigado Estátua de Sal por ser um oásis no deserto da mediocridade e ignorância que alastra neste país e na (ds)união europeia. Oh, mas nós temos o Cócó (vulgo Costa) que vai revolucionar a europa toda! Pega num tridente (ucro) e corre com os russos à “tridentada” para que não se aproximem do gabinete dele e das víboras que o acompanham. Gabinete onde tem resmas e resmas de livros (de fundo falso) cheios de notas de 500 dólares e euros e também discos e discos externos de bitcoins que está amealhar para a reforma. No final ele e os seus pares fogem todos para as Seicheles e nós ficámos aqui a arder. Mas, tudo por amor aos povos que tem de ser salvos dos russos e chineses, que são muito “maus, corruptos e incompetentes”. São os papões do nosso tempo…os “papões” que irão derrotar esta cambada de sociopatas e corruptos que nos desgoverna e ameaça já o futuro da Humanidade.

  3. E no meio disto tudo o que terá o Ventura a dizer sobre o fantástico baile que os turcos deram ontem aos austríacos?
    Poderão não ser o povo mais trabalhador do mundo mas de certeza sabem jogar futebol.
    Por mim deu me gozo ver os austríacos morder o pó pois que não me esqueço que tal como os alemães esses trastes contaram se entre os mais ferozes vacineiros chegando a tentar impor pesadas multas a quem não se fosse vacinar.
    Contam se também entre os mais ferozes defensores da continuação da guerra na Ucrânia como se quisessem vingar um certo compatriota que há 79 anos teve de dar o competente tiro nos cornos para nao cairem nas unhas dos russos que não deixariam de lhe dar a morte cruel que merecia.
    Por isso e sempre bom que gente dessa sofra algum desaire nem que seja no futebol onde os russos foram proibidos de ir.
    Já a Ucrânia não houve pozinhos de pirlimpimpim que a fizessem cumprir os mínimos para lá estar.
    Nisto da Ucrânia e no ódio ao russo há entre os europeus muita coisa mal resolvida.
    Nomeadamente a muita porrada de que apanhamos sempre que os tentamos invadir.
    Por isso pensamos conseguir agora com a ajuda do grande irmão americano.
    E por isso que continuamos a enterrar lá o nosso dinheiro estando nos nas tintas para se no processo o gado perde todos os poucos direitos que ainda tem.
    E isso também alimenta o crescimento da extrema direita mesmo que,como no caso da Meloni,após as eleições esta acorde convertida aos dotes falicos de Herr Zelensky.
    Quem não quer pode contar com uns tiros no bestunto como aconteceu ao Robert Fico com os prestitutos a dizer que o homem estava a pedi las.
    A verdade e que na Europa se contava com uma vitória rápida porque os russos não tinham armas e as nossas sanções iam destrui los. Mas mais de dois volvidos o conflito não anda nem desanda, a economia russa cresce e a nossa definha.
    Muita gente já deita a Ucrânia pelo olhos mas agora e lidar.
    E a propósito de perda de direitos a Grecia instituiu desde 1 de Julho a semana de trabalho de 48 horas e seis dias.
    A redentora austeridade troikana fez com que toda a gente que ainda tinha pernas para fugir fugisse.
    E agora e com esta ideia peregrina que ja fora proposta pelo trio malfeitor em 2012 que a Grécia pensa obviar a falta de mão de obra qualificada.
    E claro que a coisa só fará aumentar o exodo agravado pelo facto de que sendo já a Grécia o pior pais de toda a Europa para trabalhar nem o Diabo para lá quer ir. Como acontecia aqui no tempo da Outra Senhora. E eles nem teem colónias de onde possam arrebanhar meio a força alguns pobres diabos que assegurem pelo menos os trabalhinhos de corno.
    Enfim,ideias de jerico.

  4. Será a Stormy Daniels “a grande prostituta descrita” na Revelação?

    Ou será uma “Warmonga”, daquelas que cozinha panelinhas com os vários vizinhos, enquanto recorre a pozinhos e mezinhas para enfeitiçá-los, espalha boatos e revela segredos, ou usa-os para chantagear as comadres e os compadres, e forçá-los a segui-la cegamente como guru das pratadas e dos tachos, e apoiá-la a candidatar-se à cozinha do Inferno ou ao Master Chef das “damas de ferro”, e assim poder usar as mesmas velhas e ocultas técnicas culinárias para espalhar o caos, sabotar os concorrentes adversários e ganhar os favores dos chefes do júri?

    Não percam as próximas profecias pescadas nas águas mais profundas e nunca refogadas em wok. E as baboseiras também não! Ou poderá haver uma explosão!

    Apocalipse 17
    A grande prostituta
    17 Um dos sete anjos que tinham as sete taças se aproximou de mim e me disse:

    —Venha! Eu vou lhe mostrar como a grande prostituta que está sentada junto a muitos rios vai ser castigada. 2 Os reis da terra cometeram adultérios com ela e os habitantes da terra embriagaram-se com o vinho do seu adultério.

    3 Então, o Espírito tomou conta de mim e o anjo me levou para o deserto, onde vi uma mulher sentada num monstro vermelho. O monstro estava cheio de nomes que eram ofensivos a Deus e tinha sete cabeças e dez chifres. 4 A mulher estava vestida com roupas vermelhas e roxas e enfeitada com ouro, joias e pérolas. Na mão ela tinha uma taça de ouro cheia das abomináveis impurezas da sua infidelidade. 5 Na sua testa estava escrito um nome que tem um significado

    • …secreto:

      A grande Babilônia,
      A mãe das prostitutas
      E de todas as abominações da terra.
      6 Então vi que a mulher estava embriagada com o sangue do povo de Deus e com o sangue daqueles que tinham sido mortos testemunhando a respeito de Jesus.

      Quando eu a vi, fiquei muito espantado. 7 O anjo, porém, me perguntou:

      —Por que você está espantado? Eu vou lhe explicar o que significam a mulher e o monstro que a carrega, o qual tem as sete cabeças e os dez chifres. 8 O monstro que você viu estava vivo, mas agora já não vive mais. Contudo, ele está prestes a subir do abismo e a seguir para a destruição. E aqueles que habitam na terra, cujos nomes não foram escritos no livro da vida desde a criação do mundo, vão se admirar ao ver o monstro. Eles vão se admirar pois o monstro que estava vivo já não vive mais mas, mesmo assim, ele aparecerá.

      9 —Isto exige sabedoria e entendimento: as sete cabeças são os sete montes nos quais a mulher está sentada. Elas também são sete reis. 10 Cinco desses reis já caíram, um está reinando e o outro ainda não veio mas, quando ele vier, não ficará por muito tempo. 11 Um oitavo rei, o qual também é um dos sete, é o próprio monstro que antes estava vivo mas que agora já não vive mais. Ele está seguindo para a destruição. 12 Os dez chifres que você viu são dez reis que ainda não começaram a reinar, mas que receberão autoridade para reinar com o monstro por uma hora. 13 Estes dez reis têm o mesmo propósito e oferecerão o poder e a autoridade que possuem ao monstro. 14 Eles lutarão contra o Cordeiro e ele os vencerá, pois é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis. Ele os vencerá juntamente com os seus fiéis discípulos, os quais foram chamados e escolhidos por Deus.

      15 O anjo ainda me disse:

      —Os rios que você viu, junto aos quais a prostituta está sentada, são povos, multidões, nações e línguas. 16 Os dez chifres e o monstro que você viu vão odiar a prostituta. Eles tirarão tudo o que ela tem e a deixarão nua; comerão a sua carne e a queimarão com fogo.

      17 Isto vai acontecer porque Deus colocou em seus corações o desejo de fazerem o que ele quer, concordando em dar o poder que possuem ao monstro até que as palavras de Deus se cumpram. 18 A mulher que você viu é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.

      • Repentina, chocante, devastadora,assim será a extinção da Grande Babilônia! Será um dos mais catastróficos acontecimentos de toda a história.

        A queda da antiga Babilônia, em 539 AC, no Iraque foi o começo dum longo declínio, que terminou com a desolação dela.

        Quem simboliza a Grande Babilônia?

        A Bíblia diz que os governantes do mundo fornicaram com ela e que os comerciantes negociaram com ela. (Apocalipse 18:3) Assim, ela não pode representar a política e tampouco o alto comércio. Isso, coloca o terceiro componente do mundo na condição de candidato único ao título de “mãe de meretrizes”.

        O monstro tem dez chifres nas suas sete cabeças. Talvez quatro cabeças tivessem um chifre cada uma e três cabeças tivessem dois cada uma. Além disso, ela tem dez diademas nos seus chifres. O livro de Daniel descreve animais terríveis, e o número de seus chifres deve ser interpretado literalmente.

        Por exemplo, os dois chifres num carneiro representavam um império mundial composto de dois associados, a Média e a Pérsia, ao passo que os quatro chifres num bode representavam os quatro impérios coexistentes que surgiram do império grego de Alexandre Magno. Daniel 8:3, 8, 20-22

        Entretanto, o monstro visto por João, serem os chifres dez em número parece ser simbólico. Vejam Daniel 7:24; Revelação 17:12. Eles representam a totalidade dos estados soberanos que constituem a inteira organização política . Todos esses chifres são violentos e agressivos, mas, conforme indicado pelas sete cabeças, a chefia cabe apenas a uma só potência mundial por vez. De modo similar, os dez diademas indicam que todos os estados soberanos exerceriam poder governante simultaneamente com o estado dominante, ou potência mundial, da época.

        Também teremos a cavalgada dos quatro cavaleiros do apocalipse que é de uma importância mundial, porque constitui parte dum “sinal” que indica onde humanos se encontram na corrente do tempo. Indica que estamos no que Jesus chamou de “terminação do sistema de coisas”.

  5. Diz uma cantiga, e não é “cantiga”, que a cantiga é uma arma. Mas o humor também, e frequentemente ainda mais eficaz. Os minivídeos deste jornalista libanês, sem matar ninguém, são mais eficazes do que uma bomba de 500 quilos, como as que a aviação nazionista usa para assassinar palestinianos, libaneses, sírios e tudo o que lhes dá na gana, em completa e abençoada impunidade. Por isso não descansarão enquanto não o matarem, o que aliás já tentaram, só não o conseguindo porque a bomba não explodiu, como ele mostra no primeiro vídeo. Aposto até que têm uma enorme “equipa” de civilizadíssimos e ocidentalíssimos “homicidas democráticos”, das mais variadas especialidades e com um orçamento ilimitado, a trabalhar 25 horas por dia para o localizar e matar. É assim que eles trabalham, não há volta a dar, e no ofício de assassinar, há que reconhecê-lo, não há quem os bata. Se a coisa se tornar modalidade olímpica, não há mesmo medalha de ouro que lhes escape e a América terá de se contentar com as de prata e bronze. Qual é o “problema”? O problema é que o candidato a assassinado sabe disso, está mentalizado para isso e está-se nas tintas para isso. Como ele próprio explica num dos vídeos, podem continuar a matá-los, é o que sempre fizeram, é nisso que são bons, mas de nada lhes servirá. Uma inevitável derrota espera por eles no fim do jogo, demore o tempo que demorar.

    https://youtu.be/k2XWTXpn1ug?si=KI6faVm23mIw5A05 (Ali Mortada. Middle East Eye. “Hello my enemies, may you have a very very very bad day. I’m getting married. So, please run, run away. If you don’t run away now, you will run away from our children. Take care, habibi.”)

    https://youtu.be/BulDJFPEc3c?si=_IgCdl1e_opIO0k6 (Ali Mortada. Middle East Eye. “Hello my enemies, may you have a very very very bad day.” Agradecimento aos que, no Ocidente, apoiam a luta da Palestina. História da entrega de terras árabes a sionistas e outros pelos impérios coloniais.)

    https://youtu.be/NmYNmZthx-M?si=D2ZuNmgZ6ZagNd2r (Ali Mortada. “Hello my enemies, may you have a very very very bad day. Please don’t threat the Lebanese people. They don’t react very well to threats.”)

    https://youtu.be/nAI7jE4gDn4?si=9n9YVdCJfe_OPgVV (Ali Mortada. “Hello my enemies, may you have a very very very bad day. Let me give you a little information about Shiaa in Lebanon. Listen. The most important information that you must keep in your mind: the Lebanese Shiaa don’t give a fuck about anything.”)

    https://youtu.be/hg_KfzDUJlI?si=fBa5CY8NYa4qWfMi (Ali Mortada. “Hello my enemies, may you have a very very very bad day. Guys, you are being stupid. It’s a very wrong move to attack the American students in America.”)

  6. Com um líder do mundo livre dispondo de tão explosivo e letal “armamento”, não há motivo para nos preocup(eid)armos com uma guerra contra a Moscóvia. Deixamos a (preocu)peidação para ele e as hordas putinistas caem como tordos. Tiro e queda, queridos e queridas compatriotas! Inch’Allah!

    https://youtube.com/shorts/TRwVrQtTMkA?si=oCQEn1Zbvwoc6VMN

    E quem disser que estamos entregues aos bichos (em americano erudito: “Estamos fodidos!”) é putinista e traidor à pátria!

  7. A europa já está morta!

    Chegou um momento em que os europeus fariam bem em compreender que manter as imagens epinais dos EUA é uma receita para a nossa queda colectiva, com a sua UE totalitária, da qual 1984 é quase uma cópia a papel químico, e cuja próxima etapa será um Ministério do Amor… Não tenho nada contra o povo americano, que é tão vítima como nós da propaganda feita por uma elite globalista anti-democrática que tem a sua sessão anual de terapia de grupo em Davos. Mas não há futuro em colaborar activamente com loucos que nos matarão à primeira oportunidade!

    Na Rússia e nos EUA, há extremistas que não hesitariam em fazer uma guerra total.
    Imaginem que Dombas está a ser bombardeado desde 2014, e que a Rússia esperou todos estes anos para assinar um acordo com as repúblicas independentistas, e finalmente intervir contra esta guerra que estava a matar populações civis.
    Entretanto, o Ocidente assinou acordos que não tinha intenção de honrar, e armou a Ucrânia porque sabia que ia haver guerra, porque sabia que a ia provocar.
    Os americanos são muito bons a fazer guerras contra Estados que não lhes podem tocar no seu território, mas não é esse o caso da Rússia.

    Penso que depois da Ucrânia, o confronto direto com a Nato é inevitável.

    Aquilo a que assistimos hoje é o que as gerações futuras lerão nos livros de história, se é que foram escritos e se houve quem os lesse, como o fim do Império Anglo-Saxónico que dominou mais ou menos o mundo durante todo o século XX até que a demência dos seus últimos dirigentes lhe pôs fim com a sua megalomania no início do século XXI.

    Não conseguindo impor o seu poderio militar à Federação Russa, a oligarquia financeira anglo-americana e globalista vai perder o controlo do território económico que tinha conseguido colocar sob uma ordem regida pelas suas regras, o que marca também o fim da ilusão de uma extensão infinita de um sistema de extorsão que utiliza uma bomba monetária cujo desempenho é diretamente proporcional à força de ataque do Pentágono, tanto mais quando falta o crédito de confiança.

    O que muda o jogo são as armas hipersónicas da Rússia… A América poderia recuperar o atraso estratégico se tivesse tempo. Em breve, não terá nem tempo nem meios para o fazer. A perda de rentabilidade do dólar, que é um processo contínuo e irreversível, terá um impacto considerável no desempenho do Tio Sam em todos os domínios. A queda começou, e só a força da inércia dá a impressão de lentidão. Há quem ainda nem se aperceba do movimento.

    Pelo que parece, Putin fez uma proposta de paz que me parece ser uma última hipótese para a Ucrânia e para as multinacionais americanas como a Blackrock ou a Carghill
    Ele propôs que as 4 províncias tomados pela Rússia permaneçam russos. Mais a neutralização do potencial militar da Ucrânia, mais alguns pormenores.
    Esta proposta é de saltar à vista porque não inclui Karkhov e, melhor ainda… Odessa.
    O que significa que Putin estaria a dar à Ucrânia e aos seus senhores acesso ao Mar Negro.

    Mas, não aceitaram!

    Não se apercebem que a ocupação de terras ucranianas por lobbies norte-americanos e que, portanto, venderão a sua produção como bem entenderem enquanto a UE, ontem, abriu o início das negociações para a entrada da Ucrânia e da Moldávia na UE coloca um sério problema de legitimidade para a presença dos interesses norte-americanos na UE…

    A entrada da Ucrânia na UE é uma piada ….. a UE não tem dinheiro para isso e é uma aposta segura que a UE entrará em colapso antes que a Ucrânia possa realmente entrar na UE!

    A Turquia esteve à espera à 24 anos e desistiu… a adesão da Ucrânia à UE é para quando as galinhas tiverem dentes, é para morrer a rir…. Vamos esperar para ver o que acontece a seguir. Esta história vai dar origem a alguns sketches memoráveis.

    A Turquia vai para os Brics …Ucrânia e Moldávia é um retorno de dez anos atrás em opiniões econômicas de especialistas econômicos… A Europa vai desaparecer ou explodir !

    • “imagens epinais” ??????

      Pôcera, pá, devias ter mais cuidado na tradução do copianço! Já devias saber que à letra, ou letra por letra, geralmente não dá nada que faça sentido. Não tens mesmo um pingo de vergonha na cara, pois não?

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