(Hugo Dionísio in Strategic Culture Foundation, 13/06/2024)

Para financiar o esforço de guerra, o ilegítimo Zelensky, que actualmente usurpa o lugar de presidente, prepara-se para vender o que ainda lhe resta.
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A Ucrânia de Bandera, que tem privatizado, de forma absolutamente furiosa, as propriedades estatais que ainda lhe restam e lhe foram deixadas pela Rússia e URSS, já tem grande parte das suas valiosas terras negras nas mãos da Blackrock, Monsanto e de outros interesses norte americanos. A estas se juntam interesses energéticos, mineiros, agro-industriais e imobiliários.
Agora, para financiar o esforço de guerra, o ilegítimo Zelensky, que actualmente usurpa o lugar de presidente (já percebo aquele beijo de Von der Leyen, os usurpadores reconhecem-se mutuamente), prepara-se para vender o que ainda lhe resta. As receitas do FMI, e dos acordos financeiros com a União Europeia, assim o exigem e os negócios em causa constituem, em alguns casos, importantes monopólios naturais.
Todos sabemos quem mais vai lucrar com a compra destes bens estatais. Os EUA ficam com a melhor fatia, mas o Reino Unido, Alemanha, França, por esta ordem, também ficarão com a sua parte. Se o Hotel Ucrânia é o mais famoso bem de todos os anunciados neste novo pacote, segue-se uma lista, que o próprio regime de Kiev diz ser uma “large privatization”. Empresas energéticas, Porto de Odessa, sector mineiro, destilarias, fábrica de maquinaria pesada como locomotivas…
O mais grave disto tudo, o mais trágico para todos nós, é que a venda do país aos interesses dos EUA e do ocidente não é inocente e está muito para além de um simples acto de corrupção ou entrega do país aos interesses estrangeiros. Consciente ou inconscientemente, a aquisição de grandes e lucrativas propriedades, pelas grandes corporações ocidentais, constitui um passo importantíssimo para o agravamento do conflito e que julgo passar ao lado de muito boa gente, normalmente concentrada na vertente especificamente militar. Nestes casos, a vertente militar não mais é do que o pico do Icebergue, que esconde toda a complexidade de relações económicas que, na base, constituem a razão de ser de tudo o que se passa. O recurso ao militar acontece quando as relações na base se tornam inconciliáveis.
Zelensky, certamente ciente de que a guerra só se ganha com a entrada directa dos EUA, nem que tenhamos todos nós de perdê-la (nas guerras todos perdem) para ele a ganhar, à medida que entrega o seu país às oligarquias que sustentam o aparelho político estado-unidense, saberá da importância que tem, o domínio das propriedades ucranianas, por aqueles poderosos interesses. Que melhor forma de proteger o acesso ao mar negro, se não entregando o Porto de Odessa aos interesses ocidentais?
A história diz-nos que os interesses corporativos ocidentais, em especial os estado-unidenses, protegem os seus bens, nem que, para tal, tenham de invadir países e ocupá-los. Neste sentido, Zelensky, sabe que, quanto maior o domínio das corporações americanas na Ucrânia, maior é a probabilidade de agravamento do conflito e de entrada directa dos EUA.
Intencional ou coincidentemente, está em causa um desenvolvimento que, potencialmente, pode atrair os próprios EUA para uma espécie de “armadilha”, conduzidos pela cobiça por dinheiro fácil, do estado e do povo, que caracteriza as corporações imperialistas. Diria mesmo que esta é a história norte-americana no que toca às suas intervenções militares. O seu povo é conduzido, pelos interesses económicos, para “armadilhas” montadas por, e em prol desses mesmos interesses, que envolvem e tornam o estado dependente de guerras reais e potenciais. As famosas guerras eternas.
Já as antigas Companhias das Índias, dos Países Baixos, Portugal ou Inglaterra, detinham, inclusive, exércitos privados para defenderem os seus activos nas colónias. Nos EUA, como noutras potências capitalistas, a defesa desses interesses está acometida aos respectivos complexos militar-industriais, bem como às empresas privadas de recrutamento militar (as PMC).
As potências imperialistas, ao longo da história, intervêm militarmente nos locais onde estão ameaçados os seus interesses monopolistas. O que considero descabido é que esta apropriação da propriedade ucraniana, pelo ocidente, não seja reconhecida como um dos mais importantes factores que influenciam a escalada militar. Todos olham para a parada e resposta das armas, mas poucos olham para as relações materiais subjacentes, as quais, deixam sem saída política, os líderes de ambos os países, que não seja a defesa dos interesses que, em cada momento, se manifestam, mais ou menos sub-repticiamente.
Contudo, no meio disto tudo, existem forças mais poderosas que se movem no sentido contrário aos interesses de Zelensky e do seu gangue da Galícia. Esta guerra nasceu como proxy (por procuração) e, para os EUA, em princípio assim terá de morrer. A batalha decisiva, pela manutenção da hegemonia do sistema imperialista norte americano, joga-se no pacífico. O desafio Chinês obriga a concentração exclusiva e isto leva o próprio partido democrata a exigir do seu representante no Médio-Oriente, Israel, uma atitude diferente e mais conciliadora, de forma a que o conflito não se estenda para lá do desejável. Que o consiga, tenho dúvidas, mas, pelo menos, tenta-o.
Os EUA, estando plenamente conscientes da “armadilha” montada por Zelensky, não deixam de aproveitar o ganho, mas, é aos países europeus que foi reservada a defesa dos seus interesses corporativos e militares na Ucrânia. Enquadrando tais interesses no que Blinken refere como “área de segurança transatlântica”, tal classificação, do meu ponto de vista, não arrasta os EUA para o conflito. Arrasta, isso sim, a própria OTAN e, em especial, a Europa. Como já foi sublinhado inúmeras vezes, é a europa quem tem de arcar com a maior fatia de esforço.
Este esforço será pago com mais armas, dinheiro, vindo este dos 300 mil milhões de euros congelados, os quais Biden, na próxima cúpula do G7, não deixará de entregar á Ucrânia. Estando tais reservas, sobretudo, em bancos europeus, adivinhem que moeda e que sector financeiro entrará em colapso, após este confisco? Para já a Arábia Saudita deixou caducar, no dia 9 de Junho, o acordo que mantinha com os EUA, para a venda exclusiva de petróleo em Dólares (o acordo Petrodólar). Mas, durante muito tempo ainda, os EUA usufruirão do estatuto de moeda de reserva. Já o Euro e a Libra Esterlina não se podem gabar do mesmo e quando os países do sul global acelerarem a retirada, já em marcha, das reservas depositadas em bancos europeus, é que veremos.
E destes factores resulta outro movimento que se afirma em contradição com os interesses do regime de Kiev. Esta tensão entre “interesses dos povos europeus” e “interesses corporativos” dos EUA, ameaça destruir a democracia restante de muitos países europeus e partir nações inteiras. As últimas eleições para o Parlamento Europeu são já um resultado disso mesmo. França, Alemanha, Bélgica, Países Baixos, Dinamarca, assistiram a resultados importantes, que representam sobretudo a ansiedade popular pela normalização das suas vidas. Trabalhadores, agricultores, pequenos empresários, estão fartos de instabilidade, austeridade e pessimismo. Aos povos europeus foi-lhes subtraída a esperança numa vida melhor.
Os mesmos que subtraíram e negam, todos os dias, tal esperança, são quem acusa de movimentos “populistas”, “extremistas”, “radicais”, todos os partidos que se opõem ao belicismo do designado “centro político”. A cada um que atira com a palavra “paz”, eles respondem com a acusação de “putinista”; a cada um que atira com a máxima de que “nem mais uma bala para alimentar o conflito Ucraniano”, respondem com um contundente “agente do kremlin”. Estereotipar, dividir, tribalizar, tornou-se a palavra de ordem de um suposto “centro político”, que se auto-elegia como capaz de unir o espaço entre as margens.
Desistindo deste papel de “moderação”, o próprio “centro moderado” é também atirado para uma margem. Atirado para a margem que defende a continuação da guerra, da confrontação, figuras como Macron, Sholz, Sunak ou a burocrata Von Der Leyen, acabam a conduzir as populações para as forças que, neste quadro niilista, mais organizadas e financeiramente poderosas surgem: as forças reaccionárias. Estas forças, pressentindo e vivendo do descontentamento, atraem quem se sente desagradado pela situação económica, pelo medo de uma guerra em larga escala e a falta de perspectivas de crescimento, recuperação e desenvolvimento.
Neste quadro, a única resposta dos dirigentes mais belicistas é a de contrapor ao medo da guerra, o medo da extrema direita. E este é o drama que se vive na Europa, nos EUA, no Ocidente colectivo. A sensação – aparente apenas – de que não existe uma alternativa válida, faz com que sejam acenadas apenas duas alternativas que, à superfície, mutuamente se excluem: ou existe a opção do “centro moderado”, pelo confronto, pelo belicismo, pelo sacrifício económico e social, em nome de “valores europeus” que ninguém sabe bem o que são; ou a opção “autocrática”, “autoritária”, “ditatorial”, da extrema direita, mas na qual o “centro moderado”, através de um contraditório processo de reescrita da história e paradoxal confusão filosófica, integra as soluções à esquerda.
Bifurcados entre duas alternativas terríveis, acaba-se a escolher entre Macron e Le Pen, porque se considera uma de “extrema direita” e o outro um “centrista liberal e moderado”. Contudo, dizer que Le Pen é mais de direita que Macron, é cometer um erro crasso. Macron é mais dissimulado e polido, mas não é menos destrutivo. Macron tornou-se, hoje, um dos principais incendiários da guerra nuclear. Sem utilizar o termo, todos sabemos qual a consequência do envio de tropas da OTAN para a Ucrânia. Também sabemos qual será o resultado da instalação de bases de F16 nos países bálticos. E todos sabemos onde vai acabar a autorização de utilização de mísseis SCALP lançados por aviões Mirage II, contra território Russo reconhecido.
E o que dizer de Sholz e do seu SPD? Já não basta o facto deste partido ter sido conivente com a subida do poder nazi e de Hitler, decidindo não alinhar com as forças progressistas, comunistas e democráticas que combatiam, então, o nazismo, nas ruas e nos locais de trabalho, como hoje, é outra vez o SPD que volta a atirar a Alemanha contra a Rússia, privando o seu país dos recursos que o tornaram uma potência mundial. O que diria Karl Marx se soubesse que o museu, em sua memória, situado em Trier, é gerido pela Fundação Friedrich Herbert (sim a que financiou o Partido Socialista em Portugal), organização ligada ao SPD?
É então a política “moderada” (o termo “moderado” vale como elogio por si só) que ameaça conduzir-nos para uma guerra nuclear. Eu pergunto o que é que isto tem de “moderado”! É que, por absurdo, mesmo que se reconhecesse toda a culpa à Rússia e a Putin, seria dos “moderados” quem se esperaria o maior esforço de diálogo e paz. Ao invés, é dos “moderados” que esperamos o contrário: a ultrapassagem constante de linhas vermelhas, as russas e a suas próprias. Quantas linhas vermelhas esta gente já ultrapassou, na sua escalada?
Quer Zelensky consiga o seu copo cheio – a entrada dos EUA na guerra – ou seu copo meio cheio – a entrada da Europa na guerra -, qualquer das soluções é devastadora para as nossas vidas e tal devastação é o que resulta de quando se apoia, se é cúmplice e conivente com gente que faz do ódio, da xenofobia, o seu modo de vida. O ódio que vejo nos Ucranianos da Galícia, contra a Rússia, compara-se ao ódio dos sionistas, contra os árabes palestinos. Um ódio tribal, selvagem, bárbaro e medieval. Na Ucrânia ou na Palestina, o ódio nunca venceu barreiras, só as construiu.
Como diz um amigo meu, quando nos mandarem enfiar o capacete e pegar na metralhadora, talvez nos lembremos que a paz é o maior bem que a civilização nos pode garantir. Talvez nesse dia acordem para a “armadilha” em que fomos apanhados e consigam ver, no horizonte, quem, de facto, com palavras de veludo, exaltações à “democracia” e acusações aos “extremismos” nos está a levar para a extrema destruição!
Fonte aqui.
A cegueira belicista precisa desesperadamente da mentira e da demonização do adversário. Sempre foi assim. Todos os media corporativos alimentam esta psicose colectiva todos os dias e a todas as horas. O facto de esse caminho nos conduzir a uma grave confrontação, não parece preocupar minimamente nehumas elites nem nenhuns partidos, pois o que é preciso é incendiar, escalar, enviar sempre mais armas e mais sofisticadas. Onde isso tudo vai dar, não interessa. A paz, falar de paz passou a ser crime, sacrilégio, apoiar o inimigo, trair a sacrossanta “aliança defensiva”. A distopia cognitiva que isso revela é terrível. Sim, está tudo louco, enlouquecido, cego, cérebros lavados, no melhor dos mundos. É difícil fazer pior. As consequências não se farão esperar.
Essa de quererem mesmo reeleger um presidente que já demonstrou ser a exaustão ser uma ruína, tanto em termos físicos como mentais, mostra até que ponto é que as elites que realmente nos desgovernam perderam a vergonha.
E como quem diz, é este que nos queremos, todos vocês bovinos terão de fazer de conta que é ele quem manda é ir ao beija mão.
Se escolhessemos um macaco do Jardim Zoológico do Bronx seria o mesmo.
E isso que nos dizem e a verdade é que aquela ruina física e mental serve para o que se quer. Ninguém dúvida que na pouca lucidez que lhe resta o homem odeia a Rússia e Putin como se tivesse uma coisa sexual mal resolvida com o homem.
Esta sem dúvida disposto a sacrificar nos a todos em nome do sonho molhado de sacar os recursos da Rússia.
Se calhar é por ter a certeza que este nunca abandonará a sua obsessão haja o que houver que insistem em enfiar esta ruina pela garganta do eleitor americano abaixo.
Não deixa contudo de ser simplesmente grotesco. É a prova que se estão nas tintas para nos.
Pois, insultar os restantes comentadeiros a sombra do anonimato já fez dois sujeitos ser corridos daqui.
Foi para evitar a mesma corrida em osso que mordi a língua, ou melhor os dedos, para não chamar ao nosso fiscal umas coisinhas ainda piores.
Fiscal que acabou por ser corrido quando aumentou o tom dos insultos quando o resto da malta começou a condenar o genocídio em curso em Gaza.
Quanto a nicks acho giro. Se algum dos bandalhos a quem eu chamo tudo aquilo que eles são e o que a mãe talvez não fosse quisesse mesmo saber quem eu sou e onde moro não teria problemas em saber. A tanto chegou a nossa liberdade vigiada.
Graças a vacina já não sou um projecto de baleia mas tenho esperança de lá voltar assim tenha juízo para não voltar a cair noutra.
E a outra vai chegar. Aqui ha uns tempos estavam a propor uma vacina contra uma tal de febre da Crimeia Congo que teria uma mortalidade de 30 por cento, se transmitiria por carraças, olha os desgraçados que vivem ou trabalham, este último é o meu caso, em zonas rurais, e poderia disseminar se cada vez mais graças ao tal aquecimento global.
Disse logo que a podiam ir dar a senhora mal comportada que os desovou.
Na azinheira de voltar a ser rato de laboratório de novas maravilhas da técnica tão milagrosas como a banha da cobra não volto a bater com os cornos.
Da próxima vez posso não ter tanta sorte.
Com esta canalha estamos bem se não nos roubarem.
Cada um come do que gosta, ou, do que o deixam
Provavelmente, será este o fado do corrupto senil… perdão, do ilustre e honorável camarada presidente Joseph Robinette Biden. Gone with a bang!
https://youtu.be/bJ5woH5iUZ8?si=eq_z2NsNYJhVs5gr
Amigo Whale, como achas graça às minhas parvoeiras, vou reproduzir-te aqui uma que despejei há alguns anos num blogue que nessa época tinha por interessante e inteligente, mas que, desgraçadamente, descambou para o antiputinismo primário e acéfalo e hoje é uma sombra do que foi. Um dos comentadores desse blogue era um bully cretino e hiperactivo que ladrava e rosnava a tudo o que mexia, dezenas de vezes por dia, e assinava “ignatz”.
Tenho por absolutamente legítimo o uso de nicks ou pseudónimos, como tu próprio e outros comentadores da Estátua fazem, aliás prática com centenas ou milhares de anos, até na literatura mais séria. Tanto tu como esses comentadores, porém, limitam-se a expor ideias, desenvolver raciocínios, referir factos ou o que têm como factos, não se escondem atrás do anonimato para bullyar ou ofender ninguém. No meu caso, optei, desde sempre, por usar o nome verdadeiro em vez de nicks por um motivo simples: não tendo a tua paciência e bonomia, apetece-me por vezes abrutalhar a prosa, se me parece que o alvo do meu desafecto, duradouro ou pontual, o merece, e repugna-me fazê-lo às escondidas. Atiro a pedra ou dou a paulada assinando por baixo e assumo as consequências.
Ao contrário do bully tradicional, como aqueles putos estúpidos que, nas escolas, têm necessariamente de dar a cara e arriscam, pelo menos, ficar com ela partida, o bully internético, o ciberbully, é, invariavelmente, um cobarde que não arrisca nada, um porco que esconde o focinho, o género de cobarde que se esconde num viaduto de auto-estrada, à noite, a atirar pedras aos carros que passam em baixo. O bully hiperactivo “ignatz”, cobardola que mais tarde rebaptizei “parvalhatz”, ou “porcalhatz”, não tinha qualquer objectivo construtivo e deu em marrar comigo, como marrava com toda a gente. Ignorei-o durante algumas semanas, não respondendo às provocações, mas o parvalhão não me largava a braguilha, pelo que acabei por decidir dar-lhe uma lição.
Conhecerás provavelmente o magistral “ensaio” de Alberto Pimenta “Discurso sobre o Filho-da-Puta”, exaustivo catálogo das inúmeras versões da alimária. O teu amigo Joaquim Camacho tem, porém, um problema. Será uma panca um bocado estúpida, mas a verdade é que não gosto de chamar filho-da-puta a ninguém. Eu sei que a designação nada tem a ver com a mãezinha real, biológica, do bicho, mas, mesmo assim, sabendo que todo o fdp a tem, ou teve, repugna-me, mesmo que metaforicamente, metê-la ao barulho.
Entreguei-me, então, a um atlético exercício de contorcionismo olímpico e, com a chancela do reino chalado de que sou monarca absoluto, emiti um “decreto régio” que me permitiu, julgo que com sucesso e sem entrar em contradição, dizer simultaneamente uma coisa e o seu contrário, a saber: chamar filho-da-puta ao parvalhatz, com todas as letras, enquanto jurava a pés juntos, sem mentir, que não o fazia nem faria. Não faz sentido? Pois não, mas não é suposto que o faça. Eizi-o, ao decreto:
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Decreto Real
Espíritos pouco preocupados com o rigor da ciência não hesitarão em classificar o intriguista parvalhatz como um filho da puta, na linha da exaustiva investigação e sistematização feita por Alberto Pimenta sobre essa odienta e odiosa figura. De um ponto de vista puramente científico, porém, tal classificação terá de ser considerada um erro, pois o parvalhatz, coliforme invejoso, hiperactivo e bilioso, não nasceu de ventre de mulher. O seu surgimento foi o funesto resultado da partenogénese acidental (e até então inédita) de um cagalhão vagabundo saído do cu de um cão raivoso em estertor de peido final por afogamento, depois de o dono o ter atirado de uma ponte. Tendo dado à costa não muito longe de uma saída de esgoto, o dito cagalhão foi acidentalmente pisado por um pescador desportivo que se abeirou da margem para mijar, acabando a azarada (e involuntariamente pestífera) sola do sapato do pobre homem, no regresso a casa, por espalhar pela urbe a infecção.
Não se contesta que ser um filho da puta é o propósito primeiro e último do parvalhatz, o sonho molhado da sua abjecta existência. Mas a realidade objectiva é que, reunindo embora praticamente todos os requisitos necessários à sua classificação como tal, falta-lhe um, que o rigor científico considera crucial: apenas tendo na sua génese um ventre de mulher se poderia afirmar, com propriedade, ter o parvalhatz como matriz uma meretriz. Um verdadeiro filho da puta, legítimo, da Bayer.
Uma coisa é gotejar para a existência à boleia do peido final de um “Canis lupus familiaris”, ou, como dizem os brasileiros, de carona. Outra, bem diferente, é a bênção de provir de uma cona. Do aqui exposto se infere, aliás, outra impossibilidade ditada pelo rigor científico, que é a de mandar o parvalhatz para a cona da mãe, pois nunca a teve. É uma desagradável intimação (possibilitada pelo privilégio da origem) a que todos nós, humanos, já fomos ocasionalmente sujeitos, mas também disso está livre (por manifesta impropriedade) o coliforme parvalhatz, que apenas pode ser mandado para o cu do cão.
Pelos motivos acima aduzidos, e por mais que macaqueie e papagueie o “Homo sapiens sapiens”, não ultrapassará nunca, o besuntas parvalhatz, a incómoda mas descartável condição de coisa pegajosa e malcheirosa na sola do sapato de quem percorre as ruas do mundo dos homens.
Estabelece-se, assim, por decreto régio, que o nome científico do coiso, de acordo com as regras da Nomenclatura de Lineu ampliada, será averbado nos Anais do Reino e Arredores como “Parvalhatz coliformis biliosus hiperactivus”, embora a generosidade de uma bula papal autorize, excepcionalmente, o uso da designação popular “filho da puta” para facilitar a vida ao povo martirizado pela crise, sem tempo nem paciência para a exactidão da ciência.
Devem, porém, ainda que de forma voluntária, abster-se de tal atitude facilitista os espíritos amantes do rigor, que utilizarão apenas a designação científica.
Promulgue-se.
Muito bom… 🙂
Já agora, o que é que aconteceria se o presidente mexicano instas se os negros, os vietnamitas, os chineses, os niponicos, os nativos americanos nas suas diferentes tribos, os Suécos, os noruegueses, os árabes, os judeus, os hispanicos, os italianos os irlandeses, enfim, as centenas de comunidades que compoem os Estados Unidos a revoltarem se e partirem aquilo em 100 ou 200 micro estados?
Eles podem ser uns Santanarios de merda que acham que vão para o céu se morrerem para destruir o russo infiel. Mas quem não acredita noutra vida que não esta é que não tem de levar com a gordura desse cozido.
Vão a missa da manha e a seguir vao ver se o mar dá choco.
Se lá não há azinheiras em que árvore terá o javardo batido com os cornos?
Pois, a Polonia e um estado homogéneo porque ninguém para lá quer ir. Estudantes que vão para lá fazer Erasmus voltam muito arrependidos, alguns levaram boas caldeiradas de gangues racistas.
Este devia ir ver se o mar dá enguia eléctrica. Cambada.
E não pensa um alarve desses que se os tais povos oprimidos não se revoltaram ante tantas invadoes ante a miséria negra dos anos Ieltsyn, se estão hoje unidos contra o nazismo ucraniano e porque há alguma coisa que os une?
O descaramento da sacanagem está a tornar-se assustador. Aliás, já nem se percebe se é descaramento, senilidade, loucura, wishful thinking, alcoolatria, cocainomania ou as 35 ao mesmo tempo.
https://www.swentr.site/russia/599395-nato-state-leader-calls-for/
(in RT, 17-6-24)
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NATO state’s president calls for break-up of Russia – Poland’s Andrzej Duda has suggested that different ethnic groups should revolt against the government)
Polish President Andrzej Duda has called for the “decolonization” of Russia, claiming that Russia’s many ethnic minorities should form their own states.
Russia is one of the most diverse countries in the world and comprises over 190 ethnic groups that speak more than 270 languages and dialects, according to the government.
Speaking at the so-called “Peace for Ukraine” conference in Switzerland on Sunday, Duda described Russia as a “prison of nations.” The country is “home to almost 200 ethnic groups,” which “became the residents of Russia as a result of methods used in Ukraine today,” the Polish leader claimed, referring to the conflict between Moscow and Kiev.
“Russia remains the largest colonial empire in the world, which, unlike European powers, has never undergone the process of decolonization and has never been able to deal with demons of its past,” Duda stated. “As a member of the international community, we have to finally say – there is no [space] for colonialism in the modern world.”)
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Estes demagogos são de uma incoerência atroz, se não, vejamos:
– os europeus ocidentais e centrais e agora os novos membros da EU e da NATO a leste e na Escandinávia e Bálticos devem unir-se, abdicar das suas diferenças culturais, étnicas, políticas, a bem de uma força colectiva ocidental (de carácter fascizante, financiada pelos monopólios corporativos) e isso será o bem supremo e o fim último da civilização europeia (veja-se que não se anulam as diferenças sociais, o desnível entre pobres e ricos, a discrepância na distribuição da riqueza, etc, e sim apenas as barreiras políticas, culturais, sociais que bloqueiam a tal “unificação” ou “compromisso unitário” que pretende estabelecer uma economia de guerra, com direitos cívicos e humanos cerceados – sim, que alistamentos obrigatórios, leis marciais, psyops e propaganda a rodos, censura direccionada e repressão, tudo isso apenas aumenta as diferenças entre as classes dominantes e os cidadãos comuns, por muito que alguns não o consigam compreender, e pensem ser no seguidismo à continuidade deste rumo a resposta para a mudança).
– mas os euro-asiáticos, as múltiplas etnias e línguas e culturas e sociedades que compõem a Federação Russa, a maioria das quais são mais exóticas e desconhecidas para o Ocidente (a nível mediático ou informativa) que o Pólo Sul, essas sim, devem decompor a sua Federação para o bem deles próprios e de todos os outros (nós), ou seja, para o bem da Humanidade.
Pergunto-me porque não recomenda o senhor Duda (e os outros que pensam como ele) que os EUA façam o mesmo, e se dividam em Conferências ou Confederações menores, ou mesmo os estados se tornem independentes do poder federal central.
Relembro também que foi pela desunião das nações africanas e ameríndias e asiáticas que os europeus conseguiram ocupar, explorar, escravizar, pilhar, violar e matar, e em alguns casos ocupar e tomar conta do poder fáctico em alguns continentes.
Terá o Duda sonhos molhados com um futuro semelhante a esse passado? Ou quer fazer o papel do “amigo da onça”, ou “do alheio”?
Por que é que nós, “cidadãos europeus” (leia-se dos estados membros da União Europeia) nos entendemos em inglês? O “Brexit” mostrou que o Reino Unido prefere isolar-se, mas nós por cá (que não falamos todos nem alemão nem russo nem francês nem espanhol), podíamos pelo menos voltar à anterior língua franca da Europa, o francês (até na Rússia, na Roménia, e vários países de leste o era)? Só uma pergunta para mostrar ao absurdo as duas caras e a duplicidade destes demagogos, que sugerem aos outros aquilo que não praticam eles próprios a nível “comunitário” e mesmo nacional: não valorizam as suas minorias muitas vezes, nem as suas línguas, aliás perseguem-as muitas vezes (veja-se o caso mais crítico, a Ucrânia, mas também a Polónia, e outros), e ainda querem cercear os direitos nacionais e individuais dos cidadãos dos estados membros.
Portanto, a mim não me enrolam com esse paleio. Vão ver se está a chover.
Acresce ainda que além de terem de unir-se, abdicar das suas diferenças políticas, sociais, culturais, os estados membros da UE ainda têm de submeter a vontade dos seus cidadãos de forma a que aceitem uma economia de guerra imposta, controlada pelos grandes monopólios financeiros, militares, industriais, agro-alimentares, imobiliários, por aí fora, que garante que a discrepância entre os europeus mais pobres e os mais ricos vai continuar a agravar-se, e estes têm de dizer “amén” a tudo o que os tecnocratas e burocratas ao serviço da UE e da NATO nos queiram dizer que é o caminho a seguir, sem desvios e custe o que custar…
Pois bem, quem alinha com este tipo de chantagens abdica da sua própria auto-determinação. E contra factos (as incoerências absurdas e o que revelam) não há argumentos.
Para completar as minhas observações, a referência aos povos aborígenes e todos os povos indígenas que foram colonizados pelos europeus nas várias ilhas e arquipélagos nos vários oceanos ficou por fazer, mas essas não tinham “a massa continental” das Américas, África e Ásia (nem mesmo a Austrália, com toda a sua imensidão). Neste caso estão as Filipinas, a Indonésia/Indochina, Macau, Hong Kong, Formosa, etc, o Japão a um nível diferente, como semi-excepção (conseguiu manter uma independência oficial, apesar dos conflitos internos fomentados por vezes pelos europeus, quebrada com a derrota na II Guerra Mundial), as Índias Ocidentais (Caraíbas), as Antilhas, Polinésia e demais ilhas do Índico (Madagáscar, Maldivas, etc), Atlântico (poucas ilhas povoadas que não ao largo da costa de África e Brasil) e Pacífico Sul (no hemisfério norte, nas latitudes mais elevadas, a expansão foi feita pelos nórdicos e depois nas regiões temperadas, o que levou posteriormente às Descobertas para o equador e a sul deste, semi-inexplorado ou até mesmo “virgem”, na procura dos “caminhos marítimos”, ou rotas).
Também acrescentar, quanto à manutenção do inglês como língua franca da UE (onde actualmente não contém nenhum estado membro cuja língua inglesa seja a língua oficial), há vários motivos para não se alterar a língua franca, e posse indicar alguns: dificilmente a queda em desuso do francês em relação ao inglês seria revertida em pouco tempo, e a comunicação de massas (Hollywood, MTV, canais rádio-televisivos europeus continentais com programação anglófona, internet, portais e fóruns e blogs, código), importação de anglicismos a torto e a direito por dá cá aquela palha, como se as línguas latinas (como o francês, e daí outro obstáculo) fossem línguas limitas (com toda a sua derivação própria individual, mas ainda assim com raízes no grego, no etrusco, no alfabeto fenício original convertido, e em muitas outras raízes e enxertos) não ajuda nada.
Nunca os estados anglo / saxónicos / nórdicos / bálticos / alpinos / trans-alpinos / centrais / do leste aceitariam uma língua “franca” latina, pois o centro de gravidade da Europa mudou para leste, e agora ao centro (que se desloca) está a Alemanha, com projecção para leste, até à Polónia, e voilá!, a Ucrânia)…
Portanto, quem vai nestas lenga-lengas todas destes Dudas, como um patego que acredita nas patacoada de um aldrabão, pregador, charlatão qualquer, só porque ele fala lá do fundo muito alto e ecoa em todos os altifalantes, é bem pago para aldrabar e ainda tem direito a super-produção com brilhantina, pozinhos e tudo, e sobre-exposição, uma gravatinha “nova” todos os dias para estrear, e oferecer ao primo ou ao militante que em vez de pedir camisolas na bancada do estádio pede laços e gravatas nas do comício…
Truques de ilusionismo, aponta-se com uma mão para ali, gesticula-se, e enquanto o patego esfrega o olho a outra mão do prestidigitador já fez o seu trabalho furtivo, só que estes são daqueles que te vão à carteira, e não só… vão-te ao cerebelo.
E vejam lá bem qual é o país da Commonwealth que por acaso é o dono disto tudo (dou uma pista, não é o Canadá,, mas fica por lá)… sim senhora…
Parlez-vous français? Je m’apelle Albarda-mos… mais non, en français!
Je n’ais pas le complexe au Napoleon de Sarkozy o Macron, faîte attention!
Alegoricamente, metaforicamente, a França é ou simboliza a esquerda da Europa (mesmo que não agora, nem sempre, mas agora precisamente pelo fenómeno de derivação do centro de gravidade geo-político para leste), e a Alemanha a direita (enquanto República Federal reunida, ou seja na pós-modernidade, mas também como a Alemanha herdeira mais próxima do período hitleriano, ou o que sobrou e se reconstituiu sobre ela).
A Polónia e a Ucrânia actuais, além de algumas outras nações europeias dessas longitudes, simbolizam a polaridade da extrema-direita, ante a ameaça russa que tem o fantasma da URSS (e o seu contexto histórico, político e social) sempre a pairar. A Inglaterra pende para a direita (Anglo-Saxónia), para o campo da Alemanha. A Irlanda pende para a esquerda, assim como a Itália penderia se não fosse a influência austríaca e suiça, o Vaticano, a Máfia e, claro, o futurismo e fascismo.
Portanto há uma espécie de centro magnético (de polaridades políticas), que tem mobilidade mas não oscila em demasia (um pouco como o mapa de calor de um jogador médio-centro numa equipa de futebol, projectado sobre o campo).
Os eixos dos movimentoss são de sul (Mediterrâneo) para norte da Europa (Báltico, Mar do Norte, Ártico) e de Oeste (Eire, Península Ibérica, países latinos, Península Itálica, alguns balcãs, Eire) para Leste (países centro europeus e eslavos, ficando a latina Roménia dividida, numa espécie de fronteira, (se bem que os regimes possam ser de esquerda ou de direita de um lado ou de outro, como a Espanha franquista, o Portugal do Estado Novo, os países do pacto de Varsóvia, Jugoslávia, falamos conceptualmente do pendor do centro magnético e das polaridades geopolíticas na Europa actuais e “arquetípicas”.
Portanto, neste momento a Europa Ocidental está a deslocar-se politicamente para, tal como o centro político nos países ocidentais se está a deslocar para a direita, e isso tem uma conexão supra-nacional, geo-política (já não são os povos que constroem as suas políticas, elas são pensadas, dirigidas e coordenadas de cima para baixo, os políticos não são decisores de larga escala, são apenas peões dos interesses corporativos, e isso já foi demonstrado em artigos recentes).
O que o Duda faz, e outros repetidores da cartilha actual, é puxar-nos a todos a Ocidente para o ponto de vista dele, que está ainda à direita do centro magnético político actual, que ele tenta atrair na sua direcção, até se tornar central (ou dito em linguagem matreira e obscura, “moderado” e “moderador” ao centro do discurso político vigente).
*—alguns balcãs, Grécia)
SUGESTÃO DE LEITURA:
https://www.abrilabril.pt/internacional/brics-outra-maneira-de-moldar-o-mundo
*ilegalizou 12 partidos
Que esta gente veja moderados onde nao os há não devia espantar nos.
Começou na já longínqua Guerra Civil argelina. As eleições tinham sido ganhas por um bando de fundamentalistas a antiga muito a custa de coisas como os padres lá do sitio andarem a dizer a gente analfabeta ou pouco letrada que se não votassem na tal Frente de Salvação iriam parar ao Inferno.
Claro que não foi só o governo até, então ditatorial mas que apostava em manter o pais no Século XX e garantir a metade da população que não tinha picha alguma medida de dignidade que não achou piada nenhuma entregar o poder a uma gente que advogava o regresso aos anos 1400 e começava já a matar cristaos e muçulmanos considerados não muito devotos. Foi muita gente que não achava piada nenhuma a regredir uns 600 anos.
Por isso a guerra civil estalou e houve atrocidades para todos os gostos.
A caça dos fundamentalistas a intelectuais com picha ou sem ela foi de tal ordem que a muitos não restou alternativa à não ser demandar a Europa. Como dizia uma fugitiva, “aos intelectuais os fundamentalistas so dao duas alternativas, a mala ou o caixão”.
Quem ficava falava do medo que tinha de ser capturado por aquela gente, ser supliciado, o seu corpo não ser sepultado.
Mas ainda havia bons espíritos a dizer que havia moderados entre essa gente e que o resultado das eleições devia ser respeitado.
Habissa Brumelka, atleta argelina que chegou a ter a cabeça a prémio por correr em calções dizia que a sua própria mãe, analfabeta, fora uma das muitas a votar nos fundamentalistas por ter sido ameaçada pelo íman da mesquita que iria para o Inferno se o não fizesse.
Éra este resultado que muitos defendiam que tinha de ser respeitado.
Na Líbia também uma reportagem da SIC nos tentava convencer que uma gente pouco lavada, de barbas até à cintura e túnicas até ao chão, que pouco mais fazia que disparar para o ar ao grito “Allah u Akbar” eram libertadores.
Com a nossa préstimosa ajuda que custou umas 50 mil mortes em seis meses de bombardeamentos essa gente moderada tomou o poder e o futuro de um dos países mais prósperos de África, uma verdadeira barreira entre o Sahel e a fome foi aquilo que se viu.
A Libia é hoje um cenário do Mad Max com gasolina onde até se vendem escravos a céu aberto como há séculos atrás.
Mas naquela oposição havia moderados segundo os nossos comentadeiros de serviço.
Na Síria a cantiga foi a mesma. Entre Estado Islâmico e Frente Al Nusra viesse o Diabo e escolhesse.
Mas aquilo tudo só acontecia porque o Assad era um ditador e um malandro.
Aquela gente afogava desgraçados metendo os em jaulas e enfiando os numa piscina.
Aquela gente crucificava soldados capturados e cristaos aplicando em pleno Século XXI uma das formas de execução mais cruéis já inventadas.
Aquela gente cometeu atentados que causaram centenas de mortos na Europa.
Mas o que nos interessava era derrubar o Assad para melhor controlar rotas de passagem de gás e petróleo e por isso valia tudo. Até armar aquela gente que se passeava com uma parafernália de armas e meios de combate e transporte ocidentais. É, claro, ter comentadeiros a tentar encontrar moderados no meio daquela canalha toda.
Por isso não me espanta nada que andem a procura de moderados ou até democratas na Ucrânia.
Quando entre os batalhões Azov e Herr Zelensky, que legalizou 12 partidos e criou a infame Lei dos Povos Autóctones venha o Diabo e escolha.
Quando num país as prisoes são tão letais que os corpos dos prisioneiros mortos são cremados a moda dos campos de concentração nazis só pode ser uma grotesca brincadeira de mau gosto andar a procura de moderados.
Mas numa coisa essa gente tem razão. Aquela gente defende os valores ocidentais. Os valores do saque, da pilhagem e do extermínio.
Vão ver se o mar dá choco.
Ainda agora o Isidro Morais estava a falar das frentes activas na Ucrânia, a dizer que no oblast de Lugansk os ucranianos ainda detêm 5-10% de território (a proporção de forças é de 10 000 ucranianos para 30 000 russos), e no de Donetsk cerca de 45% (aí estão mobilizados mais ucranianos e menos russos, ou seja, o desequilíbrio é menor). Que há avanços e recuos na frente a sul, nada de monta. Diz que o batalhão Azov foi reactivado, liderado pelo tenente-coronel retirado Denys Prokopenko, e que neste momento estão autorizados a utilizar todas as armas disponiblizadas (de médio alcance) pelo fornecedores ocidentais, permitindo atingir as linhas de fornecimento russas a partir da região de Belgorod, e que também o batalhão Kraken está activo.
O meu ponto é o seguinte, no dia 6 de Junho celebrava-se o dia D, a invasão da Normandia (Operação Overlord) com grande pompa e circunstância, com a presença dos chefes de estado e governantes do Ocidente, nomeadamente do EUA, França, Inglaterra, Alemanha…
Enquanto isso, andam a fornecer batalhões de índole nazi “reabilitados” com armamento pesado.
Já com a Al-Qaeda, ISIS e quejandos o modus operandi foi o mesmo… por um lado, havia a propaganda do combate ao terrorismo internacional jihadista, por outro, patrocinava-se grupos extremistas armados quando estes eram úteis para derrubar regimes, pilhar e espalhar o caos regional.
E mesmo na América Latina (o escândalo do fornecimento dos Contras da Nicarágua, etc)…
Já são muitos “casos isolados”…
Não diria melhor.
Aliás, os últimos dois artigos, este e o da Caitlin Johnstone são bastante elucidativos e pertinentes, o nível de compreensão da realidade (geo)política está muito alto.
Alguns dos aspectos já me tinham passado em mente, e até já tinha referido por aqui, como o papel de Macron face a Le Pen (e vice-versa), a tendência de ascensão da extrema-direita (excepto o micro-fenómeno português, vou chamar-lhe assim, ainda que marginalmente e tendo em conta as mesmas eleições anteriores houve ascensão), o papel do capitalismo corporativo e a relação simbiótica com a extrema-direita nazi-fascista e militarista nos cenários de macro-escala europeia – a I e a II Guerras Mundias são exemplos mais do que suficientes para retirar ilações e aprender lições de como se alimenta e funciona o motor da máquina de guerra, com as suas várias peças componentes, onde a propaganda e a manipulação da opinião publicada, inclusive com sondagens e estudos estatísticos muitas vezes manipulados ou feitos por medida, além da desinformação e omissão constantes de informação factual, são alguns dos mecanismos, e relacionam a comunicação social à oligarquia que põe em movimento a máquina de guerra, que funciona como um redemoinho ou um vácuo das mentes e almas humans, depois dos grupos e populações, gerando movimentos de massas que são (auto-)destrutivos.
Antes, na Idade Média, era o Papa que exortava a Cristandade à Guerra Santa, que se efectivou com a Reconquista e as Cruzadas com o objectivo de conquistar a Terra Santa.
Hoje, o Papa já não exorta à Guerra, a Igreja ainda é muito retrógada em muitos tópicos, mas nos dias de hoje tem uma posição vincada de apelo à paz e ao cessar-fogo e ao fim das hostilidades, abrindo vias de diálogo.
Hoje, quem faz o apelo à guerra são os monopólios corporativos e os seus apparatchiks espalhados um pouco por todo o lado, seja no sector privado, seja no estado, na comunicação social, nos governos centrais, nas ONG e Conselhos Estratégicos, no fundo, em capelinhas mil.
Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades?
Muito Bom, Hugo Dionísio, muito obrigada pela sua reflexão – sensata, inspitaradora, autêntica!
O outro dizia, ” É a economia, estúpido!” É hora de começarmos a dizer, e ja vamos tarde, “É o capitalismo, estúpido!
É um regime que já deu o que tinha a dar, teve o seu momento, mas agora , na fase terminal, estrebucha e pode ser perigoso, precipitando-nos numa guerra que não terá retorno. E mesmo que tal não aconteça, mesmo que as pessoas continuem a não perceber o que se passa e sejam sensiveis à ideologia dominante que nos diz que vivemos no melhor dos mundos possiveis e que temos de lutar para o manter, a Natureza, que não ouve o canto da sereia, nao vai aguentar e vai dar a resposta; acabará com o capitalismo, mas tambem com a humanidade tal como a conhecemos.
Logo a palavra de ordem – e as palavras são importantes porque é com elas que dizemos o mundo – é : “É O CAPITALISMO, ESTÚPIDO!
Discordo totalmente!Não podemos ser sectários a este ponto!!!
Já está montada!Estamos assistir na europa a uma guerra globalista total contra a europa e a Russia.