Efeito de verdade ilusório e invasão “não provocada”

(Por Caitlin Johnstone, in a Viagem dos Argonautas, 11/08/2023)

A repetida afirmação dos meios de comunicação social dominantes de que a invasão da Ucrânia pela Rússia foi “não provocada” desafia os factos e os padrões jornalísticos, mas conseguiu permear a consciência coletiva do Ocidente.


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A Viagem dos ArgonautasA Guerra na Ucrânia — “Efeito de verdade ilusório e invasão “não provocada” da Ucrânia”, por Caitlin Johnstone


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18 pensamentos sobre “Efeito de verdade ilusório e invasão “não provocada”

  1. Há que retirar dos textos publicados pelos grandes mrios de comunicação todos os adjectivos (qualificadores de substantivos) e todos os advérbios (qualificadores de verbos, de adjectivos e mesmo de outros advérbios), antes de tentar perceber do que os articulistas pretendem comunicar. É uma norma de higiene nos dias que correm.

    • É uma boa dica mas tenho uma melhor: deixar de ler/ver o que quer que seja na MainStreamMerdia do império genocida ocidental. Custa no início, mas sabe muito bem quando nos habituamos.

      Como habitual nesta autora, é mais um excelente artigo, corajoso e intelectualmente honesto.

      Para mim, a guerra foi não só provocada, como aliás a intervenção Russa na guerra que já estava a decorrer é totalmente justificada.

      A alternativa à Z, seriam os nazis a marchar sem oposição sobre os corpos dos civis, até então Ucranianos, do Donbass e da Crimeia que não se conseguissem refugiar atempadamente na Rússia.

      Em Kiev está uma ditadura que glorifica nazis. Em Bruxelas e arredores está outra que branquela nazis. E em Washington está a ditadura suprema que provoca guerras e dá armas a nazis.
      Todo este regime tem de ser derrotado.
      Um golpe no império genocida ocidental é neste momento mais que provocado e justificado.

      Se gente como Nuland, Blinken, Boris, Sinal, Stoltenberg, Leyen, Duda, Meloni, Scholz, Macron, etc, chegarem vivos ao final desta década, isso será sinal de que a huma idade falhou, e o ocidente só irá de mal a pior.

      Imaginem Salazar, Franco, Pinochte, Mussolini, e Hitler, todos juntos, na era da internet. Já não é preciso imaginar.

      Como foi possível o povo deixar-se levar por esses tiranos? Para saber, e experienciar isso, basta abril um jornal ou ligar num canal da máquina de propaganda Goebbelsiana do império genocida ocidental.

      Está gente a morrer aqui e ali, neste e naquele canto do Mundo, por causa desta gente. E nós aqui, inpávidos e serenos, sem levantar um dedo contra tal regime. E agora a ameaça de invadir o Níger só porque se atreveu a fazer o seu 25-Abril… O ser humano é um monte de m*rda. O “homo-ocidentalis” apoiante do seu regime é a m*rda que está no fundo desse monte.

      P*ta que pariu isto tudo! Venham as guilhotinas!!

  2. A primeira data que oferecem para denuncia da provocação é 2015!
    A provocação começa com a Crimeia e o Donbass ocupados por forças russas?
    A provocação russa é que é clara:
    – Reconhece a independência de Estados para os quais exportou nacionais russos ao longo do seu longo período imperial e colonizador.
    – No caso da Ucrânia, associa-se aos EUA e Gra-Bretanha na garantia das suas fronteiras.
    – Inicia uma campanha de apoio aos seus colonos nesses países como se fossem seus nacionais.
    – Essa campanha envolve criar agentes seus e corromper nacionais desses novos países.
    – Falar russo é tomado como penhor de cidadania russa.
    Tudo é claramente definido como correcção ao grande desastre estratégico – i fim da URSS e seus satélites ocupados sob um pacto militar.

    • Não, a provocação começou com a interferência nas eleições depois da queda da URSS (incomparavelmente maior que a das recentes no ocidente, que, já agora, já reconhece?), seguida imediatamente da expansão infinita da zona de influência americana à revelia dos avisos dos estrategas da guerra fria e outros diplomatas de que seria consensualmente visto como uma ameaça vital.
      Agora é lidar com o resto do mundo se borrifar para o que o ocidente quer.

  3. Quando a Rússia reconheceu a independência das regiões chamadas separatistas já os ucronazis estavam a bombardear aquilo forte e feio há pelo menos quatro dias. Houve jornalistas que logo trataram de justificar as explosões alegando que eram as populações a festejar com fogo de artifício a Rússia ter finalmente respondido a inúmeros apelos de reconhecimento da independência do jugo dos nazis.um fogo de artifício bem rijo, sem dúvida. Pena nenhum ter caído nos cornos dos presstifutos que regurgitaram tal atrocidade.
    Naquelas regiões viviam russos e falantes de russo antes de haver Ucrânia. Como haviam nos territórios do Báltico antes dos suecos terem vendido aquilo a Rússia cagando se em quem lá vivia. Mais tarde os russos também se viriam a cagar em quem vivia no Alasca.
    Os ucranianos, ou melhor, quem manda nos ucranianos, são uns troca tintas a querer reivindicar território com base em decisões tomada pela união soviética quando afirmam odiar a união soviética e apostam na destruição de todos os seus símbolos substituindo os por símbolos nazistas.
    O Zé cocado, no domingo antes da invasão prometeu conquistar mitarmente a Crimeia e ter armas nucleares em Junho. O que aconteceria ao México se Lopez Obrador dissesse coisa semelhante?
    Slava o raio que parta quem disser que somos todos ucranianos porque eu levanto me todos os dias para trabalhar e não tenho alma nem de racista, nem de aldrabão nem de ladrão como tem a clique que manda na Ucrânia. Não quero ter nada, mas mesmo nada, a ver com tal gente a não ser os poucos que tiveram tomates para dizer que o Zé cocado é um ladrão, um assassino e um corrupto. Alguns pagaram com a vida por isso. Mas para alguns iluminados quem acabar morto, preso e torturado só tem o que merece porque é um traidor. Agora não digam que somos todos ucranianos porque eu não sou nazi. Vai ver se o mar dá choco.

  4. Não ligues. Pela pinta da alimária, aposto que se fartou de bolçar indignações contra a sorte de milhares de “retornados” resultantes da independência das ex-colónias, para as quais haviam sido exportados pela Tugalândia “ao longo do seu longo período imperial e colonizador”. Independência essa, ainda por cima, desde sempre apoiada pela Moscóvia. Como é por de mais sabido, todos os longos períodos imperiais e colonizadores são iguais, mas é claro que alguns são bem mais iguais do que outros.

  5. É claro que ele não faz a mínima ideia dos motivos que fazem dos russos a maioria no Donbass e na Crimeia, nem é coisa que lhe interesse. Por isso inventa, ou melhor, aldraba. “A verdade é uma cena que a mim não me assiste” é o lema deste género de criaturas. E quanto mais corda se lhes dá mais mentem.

  6. Entre tótós e agentes soviéticos tudo vem bolsar a sua servidão ao putin.
    Um dia destes vai-se apurar que o tadinho, que só queria fazer exercícios militares em casa do vizinho, foi num repente que se viu obrigado a invadir a Ucrânia!
    Agora leva com a Nato na Suécia e na Finlândia e vá pregar grandezas para o lado da Ásia., que a Índia e a China acertam-lhe o passo.

    • Só treino? Percebe-se então que o vizinho preferiu treino acompanhado de equipamento e financiamento, um quanto do qual desaparecido em corrupção do bem. Como as armas, aliás.

  7. Toto e quem engole toda a propaganda da nato e dos novos nazis. Senhor Menos já todos sabemos que vossa excelência engole tudo com anzol, linha e chumbada por isso va ver se o mar dá choco. A Suécia na Nato deve ser mesmo aquilo que mais preocupa os russos que sabem muito bem a cambada de fascistas e racistas que os nórdicos sempre foram. A Suécia sempre esteve na nato e provou o bem quando foram eles que começaram a fazer a cana de faquir ao desgracado do Assange. O homem precisava mesmo de violar alguém com o que aqueles coiroes nórdicos que se pelam por uma picha de terra fervida. É na terra daquele, nas vagas de calor, até o peixe morre cozido nos lagos.
    Andamos aqui, pela Europa toda, milhões de Menos a servir um velho senil que nem dá terra dele toma conta na ansia de proteger os seus interesses na Ucrânia.
    É enquanto os Meno bolsam a sua servidão gente atira se ao mar para não morrer queimada.
    Esta gente cospe na campa dos milhões em toda a Europa e Estados Unidos morreram a combater a besta nazi, porque não foi só na União Soviética que morreram a combater nazis. Os nórdicos são uns pulhas que na crise se 2008 a 2014 disseram de nós o que o Maomé não disse do toucinho. De nós e dos gregos. Despejaram sobre nós verdadeiras sanções que fizeram muita gente perder familiares para suicídios e infecoes hospitalares. Na Segunda Guerra Mundial a neutra Suécia não deixou de enviar soldados que integraram brigadas nazis.
    Quanto aos nazis ucranianos deviam ter sido invadidos em 2015 quando queimaram pessoas vivas, bombardearam areas civis e organizaram safaris onde estrangeiros iam matar “ruskies”. Mas a Rússia pensou ate muito tarde que podia passar ao lago da guerra. Só acordou quando viu que estava a meses de poder cair uma batata quente nuclear na sopa dos moscovitas. Acordou tarde e agora ninguém arrisca prognósticos para o fim deste jogo de morte. Agora pelo menos, o Menos podia ir de uma vez ver se o mar dá choco e deixar de insultar quem nunca engolira o discurso de fascistas, racistas e nazistas, de gente que nos devastou e disse de nós o que o Maomé não disse do toucinho.
    A Rússia nunca nos fez mal, ja finlandeses e suecos só faltou dizerem que nos é a Grécia devíamos ser destruídos com armas nucleares e não foram eles que nos ajudaram a apagar fogos florestais. Se não te lembras quem, alem de Marrocos e Espanha o fez, vai ver se o mar dá choco a ver se te lembras.

    • «a cambada de fascistas e racistas que os nórdicos sempre foram»
      Interessante!
      Então os Rus, tão nórdicos quanto se pode ser, tão viking quanto os que nos visitaram, invocados como a raiz do que seria o império russo, justificam o imperialismo, a brutalidade e a nazienta herança da raça russa?

    • Se os nórdicos eram nazis, aqui os fascistas eram o quê? E hoje, onde não há contraditório, somos o quê?
      As realidades são complexas, é má ideia generalizar demasiado para não se ficar sempre no mesmo atirar de culpas. A superestrutura continua porque é eficaz na propaganda, não é intrínseco à pureza da raça ou o raio.

  8. A questão que se coloca é a seguinte: Será que a Ucrânia tem armas suficientes para alterar o equilíbrio da guerra e levar a melhor? E a resposta é provavelmente não. Provavelmente não dispõe de armas suficientes. E sabemos isso pelo facto de não serem atualmente capazes de levar a cabo uma contraofensiva muito decisiva contra os militares russos. Para resumir a história, precisam de mais ajuda.
    Mark, está a entrevistar Duda… não teria sido sensato perguntar-lhe PORQUE é que a Ucrânia não está a receber esse tipo de assistência?

    Quais são os problemas em termos de obtenção dessa assistência à Ucrânia, Mark? Estão relacionados com a produção? Estão também relacionados com os custos? Querem travar uma guerra a baixo custo? Estão a jogar ao jogo do galo?

    O que eu sei é o seguinte. Este ano, estamos a produzir apenas 500 mísseis de precisão de longo alcance e nenhum deles vai para o nosso inventário e nenhum vai para a Ucrânia. Estão a ser vendidos em todo o lado.

    A Ucrânia está a travar uma guerra ativa, mas não beneficiaria com estes mísseis? Eles têm tudo o que precisam?

    Duda deve saber alguma coisa sobre este assunto. Ele está a dizer-vos que precisam de mais. Porque é que não estão a receber?

    (https://www.washingtonpost.com/opinions/2023/08/10/poland-president-duda-ukraine-interview/)

  9. «A Rússia, apesar da guerra e dos embargos da Europa a Moscovo, assim como a Ucrânia continuam a comprar vinho a Portugal e mantêm os seus lugares no ranking dos 20 maiores clientes do sector. Estão até a comprar mais vinho e destacam-se como os dois mercados com maior crescimento nas exportações dos vinhos nacionais, revelam os números do primeiro semestre divulgados pela Viniportugal. Entre janeiro e junho, as exportações para a Rússia (16º do ranking) aumentaram 183,4%, face o período homólogo, para os 6,08 milhões; no caso da Ucrânia (20º) a subida é de 138,67%, para 1,9 milhões de euros.»
    Afinal, os inimigos sempre terão alguma coisa em comum!

  10. Quando Marx escreveu que a religião era o ópio do povo, não terá previsto o surgimento da televisão (ou de certa dela)…

  11. Se os ucranianos nos compram o vinho é porque podem ser fascistas, racistas, mas não são burros de todo porque o nosso vinho é bom. Por mim estou-me nas tintas quanto ao que o racismo nórdico justifica ou não justifica, sei dos insultos lançados sobre nós pela escumalha bêbeda finlandesa, holandesa e o raio que os parta. São uma cambada de racistas, sim, fizeram-nos mal, destruíram aqui vidas e por isso não tenho nada contra os russos que nunca nos disseram que tínhamos de viver a alpiste nem acusaram quem ganhava o nosso chorudo ordenado mínimo de 485 euros e ganhava um terço em média dos salários deles de viver acima das suas possibilidades. Por isso quem defende os fascistas, racistas, porcos que nem as aranhas nórdicos pode ir ver se o mar dá choco. Ou fala como os ucranianos, beba um bom vinho do nosso para ver se deixa de ser um azedo defensor de racistas e nazistas.

  12. Os fascistas eram o mesmo tipo de canalha. Portugal jogou com pau de dois bicos na Segunda guerra Mundial mas toda a gente sabia para onde pendia o coração do velho ditador e associados. Portugal chegou a declarar três dias de luto nacional pela morte de Hitler. É a malta nos anos 30 e 40 gostava muito de arejar o sovaco direito.Nazis, claro, o que era sem dúvida ridículo porque no Sul da Europa somos e mais para o escuro e pouca gente corresponde aos padrões da raça ariana.
    Quanto a generalizações e isso mesmo que a claque da Ucrânia faz em relação aos russos por isso todos temos direito a fazê-las. O que não há direito é que num serviço público se recusarem a fazer o trabalho a pessoas russas que vivem aqui há anos e não são propriamente oligarcas nem amiguinhas do Governo do pais ou não estavam aqui a apanhar calor de porco pelos cornos abaixo e gente que se recusa a entrar no esquema acabe a sofrer represálias que lhe viram a vida do avesso. Tudo na santa paz do senhor.
    Posso ter atravessados os nórdicos que disseram de nós o que Maomé não disse do toucinho mas não maltrato nem discrimino ninguém. Outros não podem dizer o mesmo nem em relação as vítimas da discriminação nem em relação a quem se recusa a entrar no esquema.
    As generalizações só são más quando são contra os nossos amigos. E toda a gente gosta de dizer bojardas e mostrar se livre de influencia maligna russa, nem que seja dizendo atrocidades. Como o Paulo Fonseca que querendo limpar o passado de treinador numa equipa do Leste da Ucrânia vem dizer que quem fizer negócio com a Rússia vem com dinheiro a pingar do sangue das crianças. Isto num jornal de grande tiragem o que mostra o estado a que isto chegou. Porque a Arábia Saudita não tem certamente dinheiro a pingar do sangue de crianças do Iémen, nem os Estados Unidos o têm a pingar de crianças da antiga Jugoslávia, a Líbia, Iraque, Síria e sabe Deus quanto. Se estivermos a espera de só fazer negócio com santos não negociamos com ninguém. É toda a gente sabe que a Ucrânia já matou crianças e se não matou mais foi porque até agora não pode. Porque alvejar alvos civis foi sempre um dos grandes objectivos dos nazis desde que lhes demos os Himars e aqueles 20 drones derrubados a caminho da Crimeia certamente levavam brinquedos e flores. Temos todos o direito de nos mostrar impolutos defensores dos valores europeus mas há mínimos. Não podemos dizer bojardas e ser tudo levado a estampa para os grunhos se sentirem mais a vontade para não fazerem o trabalho que lhes compete e lixarem a vida a quem não entra no esquema até porque segue a deontologia do serviço pelo livro.
    Já agora sou contra que se vendam jogadores, por muito que eles até concordem por não saberem bem onde se vão meter, a um país onde um desgracado pode ser preso por se benzer em público.

  13. EUA e os seus aliados ocidentais sabotaram um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia nas primeiras semanas da guerra, a fim de manter esse conflito o maior tempo possível para prejudicar os interesses russos e salvaguardar interesses imperialistas.

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