Sobre o Estado e os placards de bordéis

(Joseph Praetorius, 11/07/2019)

Joseph Praetorius

O facto do MP continuar a usar um conhecido placard de bordéis de Lisboa para veicular posições suas e, no caso, contra a factualidade patente e produzida à vista de todos os presentes em sessão pública, coloca o problema da responsabilidade do Estado na frustração do Direito à Informação em vários níveis;

– O Estado deve ser interpelado como responsável pela deterioração da dignidade da publicação noticiosa, ao permitir a imunidade material objectiva de pretensos jornais, que são meros pretextos para a publicação de placards pornográficos de bordéis,

-O Estado deve ser processualmente interpelado como responsável pela facilitação desta modalidade de proxenetismo pornográfico, uma vez que, ao invés da promoção penal do MP, estes editores pornógrafos recebem notas para publicação do MP que devia promover contra eles,

– O Estado deve ser processualmente interpelado como responsável pela deterioração da qualidade da informação política e judiciária, uma vez que o seu Serviço de Informações e de Segurança ousa remunerar (como agentes e informadores) pretendidos jornalistas desses universos de pornografia de indiciados lenocidas, usando-os em campanhas suas (que são as de funcionários com o freio nos dentes, insusceptíveis de controlo pelo governo, ou pelo parlamento),

– O Estado é responsável pela inoperância da ERC e pela passividade da Comissão da Carteira, que asseguram a absoluta imunidade de quaisquer campanhas ad hominem, esmagadoras, irrespondíveis, maciças – envolvendo até as famílias das vítimas, compreendendo crianças – ao mesmo tempo que os tribunais perseguem com crua ferocidade o protesto de cidadãos comuns, ao abrigo da pretensa injúria e da pretensa difamação.

– Para se ter a noção da perversão radical da liberdade de palavra, os cidadãos comuns são submetidos a perseguição menos que miserável, por pretensa injúria e difamação, a propósito do mais leve protesto, escondendo o Estado os números actuais do miserável assédio a que os cidadãos são por ele submetidos sob tais epigrafes

”enquanto os funcionários do estado (designadamente das policias, MP, e até da organização judicial) se entregam ao estimulo de campanhas de imprensa ad hominem, em violação aberrante de todos os direitos da personalidade das vítimas, mas no próprio e exclusivo interesse dos funcionários, no quadro de acordos plausívelmente delituais,

”’e o Estado esconde – também miseravelmente – os números da chacina a que os seus agentes do MP e demais estruturas judiciárias se têm entregado; assim,

””foram proferidas no ano de 2013 (último ano de que há dados publicados, que os demais estão escondidos) 1190 condenações por injúria e difamação, simples ou agravadas (com apenas nove condenações de “crimes de imprensa”)

””’não há informação do tempo de pendência destes processos e não há dados quanto às absolvições e tempos de pendência, sendo certo que estes processos são mal em si próprio, doentio instrumento de controlo político, minagem da normal vida das pessoas que ali vivem sob constrangimento indecoroso, como eu próprio declarei ao parlamento sem desmentido ate hoje (não há aliás desmentido possível)

– A liberdade de expressão está completamente anulada neste território, ou apenas subsiste graças à blogosfera e ao FB,

-Transmutou-se numa liberdade de campanha infamatória arbitrariamente decidida por funcionários e seus cúmplices nos organismos da insolvente imprensa e na indigência dos meios audio-visuais comerciais (ainda que não possam passar os públicos por isentos, porque o não são)

-Sublinho – para se ter bem a noção do nível atingido de degenerescência – que tendo formulado há dias uma reclamação, em tribunal superior, onde sublinhava a inépcia de pretendidas manobras de vigilância fora das fronteiras, feitas por pretensos policias portugueses (que fora das fronteiras não podem fazer vigilâncias), onde notara que aqueles infelizes não tinham sequer conseguido descrever um percurso completo que houvessem feito, nem fixar o nome de estabelecimentos comerciais que queriam referir (aquilo era “um café” que ali havia, como se não houvesse vários, a caminho do qual seguiram o alvo “por várias ruas”, sendo que em algum lugar terá havido uma inversão de marcha, sem que se possa saber em qual das ruas de entre as diversas) recebi para meu espanto a resposta da policia num jornal (o tribunal preferiu discutir outras coisas) e vinham dizer que tinham descrito um percurso, sim, repetindo o relatório com os mesmos problemas (que não reproduziram em depoimentos verbais);

e portanto os funcionários seguem a evolução dos seus interesses em processo (com evidente colaboração do tribunal) e respondem ou retaliam pela imprensa onde haverá sempre um avençado que “escreve muito bem” a servir-lhes as versões a um público que felizmente já não há.

– Depois dos indecorosos casos de José Sócrates, Frederico Carvalhão e Bruno de Carvalho, o Estado não pode deixar de ser interpelado na óptica dos interesses difusos do Direito à informação pelo facto dos cidadãos estarem sob assédio constante de uma lumpen-imprensa, materializada na propaganda de funcionários e bordéis, parecendo restringir-se a seriedade ao quase único jornal relevante em Língua Portuguesa, o El País (também havendo a edição em Língua Portuguesa do Pravda)

– A conduta reiterada dos funcionários no abuso e manipulação das liberdades da imprensa, das quais também abusam proxenetas e pornógrafos sob a indesmentível protecção funcional daqueles, assume, objectiva e materialmente, o alcance de uma conspiração contra o núcleo fundamental dos valores e instrumentos da Democracia Parlamentar, conduzida por gente que tem do Estado uma concepção onde se assinalam todas as linhas do esboço de Hauriou: o Estado de Petain, Franco e Salazar.

Aos vossos postos, se não se importam.

Vamos tratar disto.

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14 pensamentos sobre “Sobre o Estado e os placards de bordéis

  1. Ui?

    Adivinha. Qual é o advogado, qual é ele, que preza bastante em ser considerado um taralhouco nas redes sociais (e delira com as palermices do blogue Aspirina B e correlativos comentários, seguramente), que, entretanto, terá sido escolhido pelo bronco Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho para o salvar do pelourinho no Sporting após o curto consulado no Sporting Clube de Portugal, que será o Salvador do Estado de Direito lusitano e que escreve regularmente estas coisas?

    a. Sobre o Estado e os placards de bordéis?

    b. https://cdn4.sabado.pt/images/2019-07/img_797x448$2019_07_02_16_50_35_593418.jpg

    c. https://cdn2.sabado.pt/images/2019-07/img_797x448$2019_07_02_15_47_30_593401.jpg

    Nota. Sejam criativos, senhores/as, o prémio constituirá num pergaminho em que constará o relato circunstanciado do casamento, sim enlacearam-se mesmo!, entre o Sancho do blogue do Jumento, o Burro e o Joaquim/José Madeira… Inclui uma dedicatória especial. Depois combinar-se-á a melhor forma de envio, devidamente embrulhado pelos serviços d’A Estátua de Sal.

    • Nota. Manuel G., pá, já disseste ao Sancho que n’A Estátua de Sal se vai desvendar finalmente alguns pormenores de um dos matrimónios mais badalados da blogosfera? A dondoca d’Um Jeito Manso foi uma das madrinhas, ofereceu para a boda a adega, perdão!, o salão de festas lá na aldeia onde nasceu, uma espécie de Merdaleja do Herman…, até se casar com um industrial que era filho de um gajo que contrabandeara Volfrâmio, boches bué de papel!, e que lhe deixou em testamento o T65 em Lisboa. Proposta do Arthur até agora, hum, e não há mais ninguém?* Que fizes?

      Asterisco. A troupe do Aspirina B espera o quê, sabendo-se pouco dada a pergaminhos e a outras merdas, preferiam antes, como prémio, uma litrosa frequinha da Sagres, umas sardinholas e um chouriço assado? Um pipo de vinho tinto, rosé? Uma garrafinha de Aldeia Velha, José Neves?

        • Nota. Epá, vou passar-te o que sei: a photographia ainda não apanhei, nem sei se há. O José Neves foi, ele tem a mania de registar esses momentos (lembra-te da do Valupi abraçado à dondoca d’Um Jeto Manso que tanto sucesso obteve). Mas aquilo, lá na aldeia da espécie da Merdaleja, foi uma cegada: a dondoca d’Um Jeito Manso armada em moderna organizou um baile, pois a cerimónia foi privada. Ora, foram chegando os noivos, pensava-se!, padrinhos, madrinhas e demais convidados e, também, os desconvidados claro (vulgo, os penetras,,,). Bailarico e mais bailarico, rodinhas para aqui e para ali, e, quando já estava tudo bem bebido, quem é que apareceu? Nem te conto, pá, só te digo daqui a bocado… só visto!

          Chama o Sancho, isto de partir a rir…

          • Leitura paleográfica (primeira parte).

            No sábado passado, no lugar de Enxofães, concelho de Cantanhede, houve um casamento ricamente festejado. Para nada lhe faltar, até se organizou o baile que é o habitual remate ao Himeneu. Noivos, convidados e intrometidos -, porque apesar do ditado «a boda e a baptizado não vás sem ser convidado», aparecem sempre bailarinos e mirones, abelhudos, [noivos e convidados, lembre-se!], estavam no melhor da festa, rodopiando ao som de música estridente, quando um novo intrometido fez a sua solene e brilhante entrada na sala. O espanto estarreceu todos os foliões, os noivos empalideceram e os padrinhos sem pinga de sangue, não de medo mas de estupeacção, recuaram indignados…

            [continua]

            Nota. Isto passou-se no sábado anterior ao dia 21 de Abril, o que deve coincidir com o período do desaparecimento misterioso do Sancho que deixou a senhora Lídia em pânico, lembras-te que andou desaparadamente à procura do tipo do blogue do Jumento. Ou seja: até aqui bate tudo certo, houve pela certa casório na adega, perdão, no salão de festas da casa da dondoca d’Um Jeito Manso, como vês…🙂 Agora quem é que achas que era o novo folião que estava lá em Enxofães, ó Manuel G.?!

            _______

            Joaquim/José Madeira ou Sancho, pás, têm alguma coisa a dizer?

          • Leitura paleográfica (segunda parte, e última).

            [continuação]

            O novo folião era um burro, um pacífico jumento, que certos folgazões empurraram para a sala.

            O pior foi que os protestos começaram, e, se não fora a prudência de alguns convidados, os homens da famílua dos noivos, que encavacaram com a partida, tinham dado uma ensinadela aos autores daquela burrice.

            A única vantagem que se obteve foi haver assunto para se conversar uma semana em Enxofães.

            ______

            Nota. Ora, nem mais! Aqui está: eis a misteriosa boda do Sancho do blogue do Jumento, do Madeira e do Burro na adega, perdão!, no salão de festas da dondoca d’Um Jeito Manso! Foi assunto de conversa em Enxofães, diz-se, e merecidamente é-o também n’A Estátua de Sal… Não é divertido isto, ó Joaquim/José Madeira?

            LOL

              • Nota. Ah, os pormenores dessas intimidades não sei (quer dizer, na prática)… Se o macho era o burro, só te digo, coitados do Sancho do blogue do Jumento e do Madeira. Nem quero entrar no campo da Fátima Bonifácio, da Cristandade e dos africanos com o pau de Cabinda… Se era o Madeira que, sabe-se, sempre teve um linguajar suspeito e muito delicadinho para o Jumento, Caro Jumento, vírgula, muda de linha, então é o bestialismo avant la tese descabelada do Daniel Oliveira no Expresso e da do camarada Jerónimo de Sousa sobre o PAN. Não vêem um palácio, caso para dizer. Mas vou tentar saber, que não quero ser acusado de inventar… prometo.

  2. Magnífico artigo que agradeço. Diz tudo sobre o estado lastimável da “komuniKação” social actual. Eu já só lia os títulos da Lusa, mas até aí percebi que são muito parciais e manipuladores.Quando quero saber notícias sérias, até a agência chinesa XINHUA em português dá notícias mais imparciais e de qualidade do que a fascistada tuga que tomaram de assalto toda a comunicação social, em especial a estatal. E leio alguns dos magníficos blogs como a Estátua, o Aspirina, o Ventos Semedos e mais uns quantos.

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