Os triunviratos que governam Portugal – de Salazar a Marcelo 

(Carlos Matos Gomes, 15/09/2018)

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A nomeação do/a PGR está constitucionalmente estabelecida: proposta do governo e nomeação pelo Presidente da República, órgãos de soberania, mas a notícia do Expresso, porta-voz oficioso de Marcelo Rebelo de Sousa, de que Joana Marques Vidal vai cumprir um mandato extra como PGR, a pedido de várias famílias, trouxe-me à lembrança uma história não muito conhecida sobre as dificuldades de entendimento sobre quem efectivamente exercia o poder em Portugal.

No início de 1961, o então subsecretário de Estado norte-americano George Ball veio a Lisboa transmitir a Salazar a posição da administração Kennedy quanto à necessidade de Portugal admitir o principio da independência das colónias. Salazar terá ouvido e respondido o que bem entendeu, que os americanos não lhe mereciam grande consideração.

George Ball saiu confuso de S. Bento e terá ido pedir conselho ao velho embaixador britânico em Lisboa (um diplomata experiente em fim da carreira), relatando-lhe a lenga-lenga de Salazar, que terá terminado com a afirmação de nada poder fazer quanto às colónias. Foi esta impossibilidade de um ditador exercer o poder que mais perturbou o diplomata americano. Afinal quem mandava? O embaixador de Sua Majestade terá sorrido e explicado pacientemente: Assim era, de facto. Portugal não era governado por Salazar, mas por um triunvirato constituído pelo Infante Dom Henrique, pelo desaparecido rei Sebastião e pela aparecida Senhora de Fátima, de que Salazar era apenas um mero executante de ordens, um oficiante.

A renomeação de Joana Marques Vidal confirma a sabedoria do diplomata inglês. Na realidade ela não é proposta pelo governo e nomeada pelo presidente da República, mas sim imposta por um triunvirato constituído pelo comentador e vidente Marques Mendes, pelo Correio da Manhã, chanceler do segredo de justiça, e pelo presidente do sindicato dos procuradores, por inerência. Costa e Marcelo limitam-se a cumprir as suas orientações por dever de ofício.

Máfias Chinesas

(Dieter Dellinger, 16/09/2018)

PREDIO

Foto: Prédio de onde terá caído ou sido lançada a menina chinesa.

(Mais um tiro no pé da grande justiceira Joana Vidal.

Publico este texto porque é bom saber-se que há máfias chinesas a actuar em Portugal. E o que faz a grande justiceira Joana Vidal? Nada. Deixa-os andar à vontade. É esta senhora que a direita quer reconduzir. De facto, a direita não gosta que se incomodem os seus “amigos” chineses, a quem o Passos vendeu a EDP e outras empresas ao preço da “uva mijona”. E viva o Partido Comunista Chinês… 🙂

Estátua de Sal, 16/09/2018)


Um conhecedor da comunidade chinesa que opera em Portugal disse-me que eles funcionam ao modo de máfias investidoras.

Emprestam dinheiro para restaurantes e por cada mil querem receber 3 mil ao fim do ano por parte do ou da chamada dona.

Nas lojas é quase o mesmo. Em Vila do Conde estão os importadores que distribuem pelas lojas a quem emprestam dinheiro, mas que são em geral funcionários de magnatas chineses que têm acesso a imensos créditos a baixos juros dos banco estatais da China Comunista. E se alguém fugir aos pagamento devidos pode ser vítima de acidente, incêndio ou outro qualquer.

Diz-se por aí aquilo que a Joana Marques Vidal e a PJ e Ministério Público aparentemente não sabem. A criança que caiu de um andar muito alto no Parque das Nações, enquanto os pais chineses jogavam no casino, não teria altura nem possibilidade de subir pela varanda e cair lá de cima. Parece que varanda não tem gradeamentos horizontais que poderiam servir de escada que é algo que não se usa na arquitetura moderna. Seria uma varanda lisa. Nunca fui lá ver, pelo que não sei.

Aquilo terá sido obra dos “banqueiros mafiosos” chineses que emprestam dinheiro a jogadores e quando têm casa ficam como garantia com as chaves da casa e uma declaração de venda da mesma, pelo que os pais da criança que não pagaram o que deviam e ainda perderam mais dinheiro foram vítimas de um ensinamento da parte da máfia chinesa para que outros chineses saibam que têm de pagar na data certa aos homens de fato escuro e gravata com mala preta que lhe aparecem nas datas combinadas.

Os funcionários dos “banqueiros” teriam entrado de luvas na casa dos país e atiraram a criança pela varanda abaixo.

Pessoalmente nada sei nem posso confirmar, só me foi contado num café que até fechou recentemente.

O que é certo é que os pais da criança foram condenados a cinco anos de prisão com PENA SUSPENSA, que é o mesmo que nada, e já estavam na China e a Procuradoria não recorreu e parece que deixou que o corpo da criança fosse levado para a China. O tradutor de português para chinês até se enganou e traduziu pena suspensa por pena de morte.

Aconselho qualquer cidadão a não jogar nos casinos, nem chineses nem portugueses ou mesmo outros quaisquer.

 

Joaninha voa voa! Acho que não voltas a Lisboa!

(António Neto Brandão, 15/09/2018)

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A urdidura tecida por esse maquiavel à moda de Celorico, que alberga os ossos pr’ós lados de Belém, tendente à recondução da D. Joana – com a ajuda prestimosa de uma sua agente, não em Havana, mas mais provincianamente junto do espesso jornal, o tal pasquim semanal que sobrevive á custa do prestígio que merecidamente recolheu no passado -, por excesso de despudor vai falhar os seus objectivos.

Chega a ser confrangedora tanta ingenuidade, melhor se diria, tanta estupidez. A Direita costumava ser mais subtil, mais engenhosa nas suas maquinações. Vide caso Casa Pia ou o caso Freeport. Prescindiram do Portas e fizeram mal. Grão-mestre em velhacaria ele que se desenvencilhou com uma perna ás costas da Universidade Moderna e dos Submarinos facilmente lhes diria que ” quando a cera é muita as igrejas ardem…”

O bombardear constante do nome da Dra. Joana Marques Vidal, promovido por tudo o que de mais rasca existe ao nível da direita reaccionária, fez uma grande parte deste país interrogar-se sobre a bondade da indigitação. Tornou-se contraproducente. Porquê tanto alarido? Têm medo de quê? Que um novo PGR possa encontrar lixo nas gavetas ou esqueletos nos armários?

Todos os anteriores titulares do cargo fizeram apenas um mandato (sem contar com o meu colega e amigo Dr. José Narciso Cunha Rodrigues, o arquitecto arrependido (suponho eu) do poderio do MP) e toda a gente achou natural. Na minha opinião mesmo que o exercício do mandato de JMV tivesse sido isento de crítica – o que não ocorre -, nada justificaria a recondução pelo precedente que se abriria.

A independência do cargo só ganha com o mandato único por razões tão óbvias que me eximo de desenhar. Pena é que a Dra. Joana Marques Vidal não venha pôr termo á polémica reafirmando o que em tempos mais humildes assumiu: os mandatos dos PGR’s não devem ser renovados.  Pois é. O estupor do poder seduz…

Para mim tudo isto não passa de uma farsa montada pelo larachas de Belém. Ainda há pouco teve o desplante de dizer que sobre a questão da PGR ainda não tinha tomado uma decisão. Mas ele quer fazer de nós todos atrasados mentais? Não tomou decisão nenhuma nem tem que tomar. Tem é que estar quietinho e aguardar que o Primeiro-Ministro lhe leve a listinha dos três propostos para ele escolher um desses três!

Estou em condições de informar que é absolutamente falso que exista qualquer concertação entre Belém e S. Bento com vista à renovação do mandato da actual PGR. Digo isto com a mesma desfaçatez com que o Boateiro expressamente tenta intoxicar a opinião pública!