AMORES

(Virgínia da Silva Veiga, 27/09/2018)

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Ver Cavaco, apoplético, a cuspir perdigotos sobre Marcelo, e Passos, ressuscitado, tiraria qualquer dúvida sobre Joana Marques Vidal dever ou não ser substituída.

Nunca ninguém deu tantas certezas de haver em Portugal uma política na PGR como estes dois.

Não conheço Joana Marques Vidal e, se repararam bem, o que me fez pronunciar contra a renovação do mandato, para lá da concordância com a limitação a seis anos, foi o que fui dizendo e o mais que hoje acrescento: envergonhou a Justiça.

Não apenas na Procuradoria como na Magistratura Judicial ao fazer crer a muitos portugueses que ninguém tem bom senso, não cumpre prazos, e persegue mais do que julga. 

Joana transformou as caras do Correio da Manhã e da SIC na face da nossa Justiça. Sobrepôs órgãos de comunicação social aos Juízes, pior que isso, a torto e a … torto, fez emitir comunicados da PGR, ora inoportunos e persecutórios, ora sem qualificação possível como o que emitiu sobre o caso da Procuradora cujas senhas permitiram centenas de acesso ao Citius. 

Joana não serve a Justiça, acicata ódios, muda regras. Só por isso não gosto dela. 

Nunca alinhei nessa hipótese de ser uma escolha política pró PSD ou CDS como muitos escreveram nas redes sociais. Nunca me viram um “gosto” em tais publicações, menos me viram defender tais ideias.

Achei sempre tratar-se de – vou falar francamente – ligeireza, por vezes a raiar a imbecilidade. Dela, evidentemente.

Têm razão. Tinham razão. Ainda bem que foi substituída.

Cavaco e Passos vieram a lume odres de ódio e é bom que se pergunte porquê, porque têm tanto medo de que outra pessoa ocupe aquele lugar.

Depois de ler Coelho e ouvir Cavaco, vendo-os num agradecimento público que só fortes ligações e profundas paixões alimentam, sou obrigada a dar razão a quem assim entendia: Joana não se limitou a fomentar ódios, também cultivou amores.

Os meus? Só um. A Justiça. Sempre.

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