Sobre alguns textos recentes publicados na Estátua de Sal

(Joseph Praetorius, 26/09/2018)

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Joseph Praetorius

Estive a ver a Estátua de Sal e – realmente – é um trabalho militante e meritório esta selecção do que conta entre as opiniões publicadas.

Acreditando na selecção das últimas crónicas o regime está por um fio. O esvasiamento ideológico não podia ser mais radical.

O coiso acha que devíamos ler o 1984, o outro coiso acha que se um juiz fosse penetrado contra vontade diria que tinha sido violado, Sócrates aparece a dizer coisas sensatas e um coronel vem explicar que a prisão do coronel comandante da PJ militar é um absurdo e uma indecência (o que já toda a gente timha visto).

É tudo o que têm a dizer-nos…

Acho que a pretendida não-violação merecia que alguém com olhos na cara tivesse notado o papel indecorosamente instrumental reservado ali à mulher.

Porque quando dois homens tratam assim uma mulher, eles não estão a relacionar-se com ela (que de resto estava inconsciente ou quase, se bem percebi) mas a relacionar-se entre eles a pretexto dela. É bastante pior do que tudo o que foi dito. Ou escrito.

Houve violação, isso parece-me evidente. Em contexto especialmente alarmante, aliás. Não é preciso imaginar um juiz sodomizado contra vontade para fundar tal ponto de vista. Isso é estricto sadismo de cronista.

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