Sondagem. PS a três pontos da maioria absoluta

(Vítor Matos, in Expresso Diário, 13/07/2018)

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(Depois de ver hoje o debate do Estado da Nação, o resultado desta sondagem é um balde de água fria para o Negrão, a Cristas, o Magalhães, o Telmo, o Adão e companhia, os quais conseguiram pintar, sem se rirem, que o país está pior que no tempo do governo pafioso onde militaram diligentemente para levar os portugueses à indigência. 

O PS está bem onde está e não convém que suba mais para não ter tentações de desvario para a direita, seguindo os cantos da sereia do Assis e do truculento Santos Silva ou do César nos dias pares, já que nos dias ímpares é um “geringoncista” assumido.

Comentário da Estátua, 13/07/2018)


Mesmo com mais contestação nas ruas, com professores em pé de guerra e descontentamento na saúde, o PS consegue subir um ponto percentual nas intenções de voto. A pouco mais de um ano das eleições, António Costa aproxima-se aos poucos da maioria absoluta e recupera da quebra registada no último inquérito Expresso/SIC da Eurosondagem: sobe um ponto percentual para os 42%, quando o PS pode aspirar a governar sozinho se tiver um resultado próximo dos 45% (a meta atingida por Sócrates em 2005), dependendo da distribuição dos votos pelos círculos eleitorais.

Ao mesmo tempo, Costa vê os seus parceiros de esquerda — com quem tem mantido agora um nível mais alto de tensão política — com pequenas perdas de eleitorado. Tendo em conta estes resultados, nem o Bloco (com 7,9%) nem a CDU (com 7,3%) capitalizaram com a dramatização política das últimas semanas. Nem os professores parecem ter reunido as simpatias do resto do eleitorado, nem a crise nas leis laborais levou mais gente a querer dar o seu voto aos partidos de esquerda. Resumindo: os últimos episódios da “crise na geringonça” parecem afetar mais o BE e o PCP do que o PS.

Conclusão: se as eleições fossem hoje, mantinha-se como alta probabilidade a necessidade de ter pelo menos um parceiro para viabilizar um Governo.

Se à esquerda Costa ganha vantagem, o PSD perde pela segunda vez consecutiva. Rui Rio tinha começado bem neste estudo de opinião (com um impulso de 1,5 pontos percentuais em março, logo depois de chegar à liderança), mas desbaratou de forma consecutiva nos últimos quatro meses essa tendência: perdeu 0,7 pontos percentuais este bimestre (e tinha recuado 0,4 no estudo anterior).

O líder social-democrata melhora na popularidade (tem 10,9% de aprovação), mas António Costa também continua a crescer na avaliação dos inquiridos e está a milhas do social-democrata (34,2% de saldo positivo).

Ou seja, Rui Rio não descola nem ganha embalagem para o ano eleitoral que se avizinha e começa a deixar que se cristalize a ideia de que não conseguirá vencer eleições. O próprio líder do PSD, aliás, raramente tem procurado contrariar a ideia de que não vencerá as legislativas.

A quebra do PSD, no entanto, é proporcional à tendência de crescimento do CDS, que subiu meio ponto percentual no conjunto das duas últimas sondagens, para os 7,5%. Assunção Cristas lançou no seu congresso a ideia de que iria competir pela liderança da direita, mas os resultados continuam a ser insuficientes para chegar aos quase 12% das legislativas de 2011. Ainda há muito caminho a fazer, se o calendário eleitoral se mantiver estável.


FICHA TÉCNICA

ESTUDO DE OPINIÃO EFETUADO PELA EUROSONDAGEM S.A. PARA O EXPRESSO E SIC, DE 4 A 11 DE JULHO DE 2018. ENTREVISTAS TELEFÓNICAS, REALIZADAS POR ENTREVISTADORES SELECIONADOS E SUPERVISIONADOS. O UNIVERSO É A POPULAÇÃO COM 18 ANOS OU MAIS, RESIDENTE EM PORTUGAL CONTINENTAL E HABITANDO LARES COM TELEFONE DA REDE FIXA. A AMOSTRA FOI ESTRATIFICADA POR REGIÃO: NORTE (20%) — A.M. DO PORTO (13,7%); CENTRO (29,8% — A.M. DE LISBOA (26,6%) E SUL (9,9%), NUM TOTAL DE 1011 ENTREVISTAS VALIDADAS. FORAM EFETUADAS 1169 TENTATIVAS DE ENTREVISTAS E 158 (13,5%) NÃO ACEITARAM COLABORAR NESTE ESTUDO. A ESCOLHA DO LAR FOI ALEATÓRIA NAS LISTAS TELEFÓNICAS E O ENTREVISTADO, EM CADA AGREGADO FAMILIAR, O ELEMENTO QUE FEZ ANOS HÁ MENOS TEMPO, E DESTA FORMA RESULTOU, EM TERMOS DE SEXO: FEMININO — 51,5%; MASCULINO — 48,5% E, NO QUE CONCERNE À FAIXA ETÁRIA, DOS 18 AOS 30 ANOS — 16,8%; DOS 31 AOS 59 — 52,4%; COM 60 ANOS OU MAIS — 30,8%. O ERRO MÁXIMO DA AMOSTRA É DE 3,08%, PARA UM GRAU DE PROBABILIDADE DE 95%. UM EXEMPLAR DESTE ESTUDO DE OPINIÃO ESTÁ DEPOSITADO NA ENTIDADE REGULADORA PARA A COMUNICAÇÃO SOCIAL.

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