O financiamento dos partidos e os políticos

(Carlos Esperança, in Facebook, 04/01/2018)

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Admito que os 13 anos de intervenção política, que precederam o 25 de Abril, deixaram em mim tiques frentistas que perduram. Mesmo quando são sérias as divergências que me separam de qualquer dos partidos cujo passado foi antifascista, exprimo-as com uma benevolência que não tenho para com os que vieram dos destroços da União Nacional.

É por isso que a pusilanimidade e dissimulação da Dr.ª Assunção Cristas, relativamente ao financiamento partidário, em quem, talvez injustamente, vislumbro o perfil adequado a distribuir, com braçadeira do Movimento Nacional Feminino, aerogramas e maços de tabaco a soldados de uma qualquer guerra colonial ou cruzada para libertar um santuário católico ocupado pela IURD, me provoca náuseas.

Com a falência fraudulenta do BPN, o banco do cavaquismo, e do BES, o banco do arco do poder, na designação antidemocrática de Passos Coelho, Paulo Portas, Cavaco Silva e Assunção Cristas, o financiamento partidário está à mercê de luvas de veículos militares de alta gama, de eventuais subornos para abate de sobreiros ou dos desvios de dinheiros da UE para cursos de apertadores de parafusos em aeronaves, na presunção da perda de documentos e/ou prescrição dos processos judiciais.

Para quem a ditadura não constitui problema, o financiamento dos partidos pelo Estado é sempre um crime, ao contrário do que acontece com as IPSS, bombeiros, fundações e comissões fabriqueiras paroquiais. Permite-se destinar 0,5% a instituições de interesse duvidoso e impossibilidade de escrutínio, mas não se permite aos partidos beneficiar do mesmo privilégio. A Fundação Sousa Cintra, por exemplo, é de interesse público, mas os partidos políticos são a lepra que corrói a União Nacional, de saudosa memória.

Combater os partidos e os políticos é uma obrigação nacional, tão ingénua ou crapulosa como admitir que todas as IPSS são sempre beneméritas, todos os sacerdotes incapazes de fazerem mão baixa da arte sacra e todos os bombeiros incapazes de atearem fogos. Mas há partidos beneficiados!

No financiamento partidário, independentemente da solução que vier a ser encontrada, o pior que pode suceder é deixá-lo a mercê do poder económico e financeiro.

Sempre me assustaram os seráficos líderes partidários que se indignam com a isenção de impostos à Festa do Avante e reivindicam apoios governamentais aos colégios privados.

Ideias para Combater os INCENDIÁRIOS no próximo verão

(Por Dieter Dillinger, in Facebook, 03/01/2017)

 

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Sabendo que o INCENDIÁRIO é a figura principal do drama dos incêndios, as populações locais devem seguir um plano de proteção em conformidade com a zona topográfica em que habitam e a possibilidade de incêndio.

1) Como foi visto nas televisões, as ignições tiveram lugar em regiões isoladas com alguma proximidade a pequenos aglomerados habitacionais, aldeias, vilas e pequenas cidades.

Por isso, é natural que as pessoas conheçam os carros dos vizinhos e detectem com alguma facilidade a presença de viaturas estranhas, motas ou outros meios de comunicação. Se os habitantes de uma casa junto à floresta virem um carro suspeito deverão fotografar a matrícula no telemóvel e, eventualmente, as pessoas que estão no seu interior e se a viatura se dirigir para uma zona interior da floresta através de uma estrada corta-fogo deverá ser perseguida para saber o que vai fazer.

2) Seguir a mesma regra se vir pessoas a pé ou de bicicleta ou moto a rondar a floresta, principalmente à noite.
3) Os proprietários de cafés ou restaurantes deverão igualmente tentar detectar os carros de clientes desconhecidos, e até fotografá-los com o telemóvel.

3) Observar tudo o que se passa em redor da sua casa ou aglomeração, principalmente todos os comportamentos estranhos.

4) Para além disso, desmatar o máximo de floresta em torno da sua casa ou aglomerado de casas, eventualmente para além dos 50 metros de distância e limpar o mato com herbicida ou gradar tudo de modo a ficar uma espaço térreo grande.

5) Quem for proprietário de floresta deverá vender a maior quantidade possível de madeira, permitindo o abate de todo o tipo de árvores nos topos de montes e nas ribanceiras e zonas ingremes e à beira das estradas. Tanto faz, desmatar várias zonas do país ou deixar queimá-las pelos INCENDIÁRIOS.

6) O glisofosfato pode ser utilizado como herbicida por conjunto de vizinhos de modo a criar uma zona máxima desmatada e insusceptível de sofrer ignições por parte dos INCENDIÁRIOS.

7) Se possível abrir poços e adquirir bombas que possam molhar vastas zonas à sua volta, apesar de que pode acontecer que este ano muitos poços venham a estar secos ou quase se a seca continuar, mesmo que molhada por pingos de chuva.

Enfim, todo o cuidado é pouco porque o INIMIGO aparece onde mesmos se espera que apareça.

Para o presidente Marcelo uma nova grande época de incêndios pode ser mais um passo no sentido de se transformar num Erdogan, eliminando a AR, dado que não se espera do Ministério Público e Tribunais qualquer reacção pronta para tal impedir. Mas, na medida em que estas coisas venham descritas com frequência nas redes sociais, as autoridade e o próprio PR sentem-se vigiados e impedidos de actuar.

Nunca esquecer que é no inverno e primavera que se evitam os incêndios em termos físicos e no verão detetam-se os INCENDIÁRIOS.

Para partilharem se estiverem de acordo.

É preciso reinventar Portugal

(Por Carlos Esperança, in Facebook, 03/01/2018)

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Começo este texto com um título de fino recorte literário, totalmente vazio de conteúdo, para analisar o ambiente esquizofrénico que esta direita se esforçou a criar e manter.

Parece que voltámos ao tempo da ditadura fascista, então com enormes riscos de sermos deportados, presos, torturados e perseguidos, por dizer mal do Governo, agora sujeitos a bullying por dizer bem.

Hoje é preciso alguma coragem para defender o governo apoiado por mais de 60% dos portugueses através do PS, BE, PCP e PEV, com uma comunicação social nas mãos de grupos económicos que decidiam as políticas da direita ou do bloco central.

Talvez seja a aflição com os sucessos do Governo que transforma a direita urbana nesta direita trauliteira e miguelista, que vê os simpatizantes desta fórmula de governo como pessoas perigosas, aptas a fazerem às liberdades aquilo de que as suas eram capazes.

Com este governo, o País terminou o ano de 2017 com o menor défice da democracia, o desemprego mais baixo da década e o mais robusto crescimento económico do século. O sistema financeiro que Maria Luís deixou de rastos, com a ministra Assunção Cristas a votar a resolução do BES por sms, sem saber do que se tratava, está em vias de cura e a modernização dos setores económicos acompanham a digitalização dos serviços.

O ministro das Finanças, que a bancada do PSD recebeu com riso alvar, acabou por ser eleito presidente do Eurogrupo, enquanto a sua ministra trocou a ética pelos interesses e pôs o que apreendeu no seu ministério ao serviço de um fundo abutre estrangeiro onde os segredos valem mais do que o saber.

Sem ideologia, sem quadros, que, por pudor, abandonaram Passos Coelho, sem Cavaco, capaz de todos os fretes, sem outros trunfos para além de Rui Rio e Santana Lopes, esta direita vive das tragédias que morbidamente explora e dos incidentes que amplia.

Precisa de enlamear o Governo para fazer esquecer o seu, de enxovalhar os adversários para que o país esqueça a imensa podridão onde se atolaram as estrelas do cavaquismo e os banqueiros que patrocinavam esta direita e a franja da esquerda que a enfeitava.

Termino com uma banalidade. É preciso reinventar uma direita que não envergonhe.