O EXPRESSO e os seus EDITORES

(Joaquim Vassalo Abreu, 17/01/2017)

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Antes de mais, e por amor à verdade, quero deixar bem vincado que já há bastante tempo deixei de comprar e ler o Expresso, jornal que religiosamente lia e comprava semanalmente desde que nasceu: em 1973!

Mas o Expresso, ou a sua proprietária Impresa, andou tempos e tempos a tentar-me para assinar o seu Digital até que, numa proposta deveras tentadora, que eles diziam ser por três meses, eu acedi. Aceder à senha é que foi complicado! E quando acedi à tal senha disseram-me que não, que a promoção era só por um mês. Não quis mais conversa e, sabendo já o número de cor, nunca mais atendi.

Mas há uma coisa que eles nunca deixaram de fazer (só pode ser por desorganização interna, ou então, para mim que sou um ser complacente e ingénuo, pelo elevado e simples dever de informar) que foi o de mandarem, diariamente para o meu Mail, o Expresso Curto e o Expresso Diário. Um ao princípio e outro ao fim do dia!

Mails que eu guardei durante dois anos, até ao Iphone e ao Ipad me dizerem: pá, liberta espaço porque senão nem fotografias podes tirar!

E, assustado, eu disse: agora tem que ser! E que é que eu fiz? Desatei a tomar notas, a cronologicamente tomar notas ( já vai em mais de dez páginas manuscritas), para depois ganhar espaço na memória. Na memória deles que não na minha que, felizmente, ainda não preciso! E dou comigo a ver coisas lindas, coisas de uma coerência sem fim, verdadeiros tratados de futurologia e opiniões definitivas tais, que se esboroavam no dia seguinte. A memória escrita tem destas coisas! Mas eu, prometo-vos, vou partilhar a síntese deste trabalho, que só um recente reformado, pese as suas obrigações domiciliárias, poderá fazer. Com calma e sem precipitações, pois eu sou um puco dado a impulsos…

Aquilo, no fundo, o que eles fazem é aquilo que eu, quase diariamente, nos meus “Pensamentos Onlaine” vou observando e dizendo, assim telegraficamente, mas de que eles fazem teorias antecipando a “pós-verdade”, essa coisa que, jornalisticamente, tudo desculpa. Podem dizer o que lhes apetecer, podem noticiar o que entenderem, o mais absurdo que for mesmo que ofenda a inteligência de quem lê, mas, amanhã haverá sempre mais…

É tudo mais ou menos risível, muitas vezes grotesco mesmo, outras vezes hilariante e a grande conclusão é de que eles, ao invés de se perguntarem, o que seria até pedagógico, afirmam! E eu, há pouco tempo, li uma observação de um leitor que eu achei tão propositada que até vou reproduzir e na qual, de resto, me revejo, da mesma maneira que a muitas vezes digo a Amigos que passam a vida a citar: “Não citem, citem-se!”, dizia ele, para os tais jornalistas: “ Ok.! Deem as notícias, mas não as interpretem…deixem isso ao meu cuidado”! Logo subscrevi!

Mas essa minha análise, um pouco exaustiva pois tem dois anos desse Expressos Diários e Curtos e até, para contraponto, quatro anos do meu Blog, que atravessa as mais diversas áreas, vai ter que ficar para mais tarde porque, muito embora se diga que a memória na política dura um mês, a minha dura um pouco mais…A ver se sou capaz e tenho paciência! Mas, se conseguir, irão ver que é bonito e elucidatório!

Mas o que, assim de imediato, me leva a escrever este texto, não fugindo do tema que lhe dá título, é um artigo de opinião de Bernardo Ferrão, Editor do Expresso, que este mesmo fez o favor de me mandar para o meu Facebook, vejam lá, a quem eu não nego a liberdade de escrever o que entenda, claro, e que se intitula: “Passos começou a fazer oposição”.

Eu, ainda antes de ler o texto, fiquei assim a meias que inquieto e perguntei-me: Mas haverá alguma coisa nova, alguma coisa que eu não saiba, que por muito que tente lembrar-me não tenha ouvido e lido? Que se passa, afinal?

Então comecei a ler o texto! “O PSD está a fazer o que lhe compete, diz ele, oposição!”. “ Que Costa estava a negociar com os Parceiros Sociais o que não poderia cumprir”. E fala depois em “negociatas” que as esquerdas se recusam a aceitar. E segue dizendo, com aquela certeza própria de quem sabe do que está a falar, sem conhecer sequer o acordo, que “No fundo, o Governo está a pôr o Orçamento de Estado, os Contribuintes, a pagar um aumento de Salário Mínimo que devia ficar a cargo dos Patrões”. É isto que está lá escrito, eu juro!

Parei de ler e concluí: com jornalismo destes para que preciso eu de jornalismo?

Conclusão: ele está convencido (e transmite esse seu convencimento como Editor) que Passos está a pôr a nu as fragilidades do acordo das Esquerdas (já disse que não falo mais em Geringonça), quer mostrar que está vivo e quer irritar Marcelo! E, achando que Costa vai ficar isolado, passará a ter um Governo em minoria…. Disse ele! O Editor do Expresso! Daí eu, assim a modos que apalermado, disse: que novidade!

E, assim de repente, mesmo sem pensar, apeteceu-me perguntar-lhe: Porque não publica este texto no jornal do PSD ( o Portugal Livre), se é que ainda existe?

De um comentador, colunista ou afim, responsável pela sua opinião, eu até perceberia, até porque sou pelo pluralismo mas, de um Editor?

Dispenso caro Editor. Dispenso mesmo. Mas vá escrevendo, vá escrevendo sempre que, pelo menos enquanto houver memória nos cujos e eu não me fartar, eu vou guardando, quer dizer, registando.Se me continuarem a mandar, claro!

Nota final: Nos comentários ao texto foi uma festa! Que, afinal, não tinha ido ao congresso dos Jornalistas; que não tinha aprendido nada; que tão novo e já tão causticado …quando eu escrevi isto já eram “cerca de”, como eles dizem, 176 comentários! Nem queiram saber…

Até dá a impressão de que me leram antes de eu sequer escrever…

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