O 03 de janeiro e a racionalidade imperial contra a Venezuela

(Lady Bhārani, in SakerLatam.org, 14/01/2026)

Imagem do incêndio em Fuerte Tiuna, o maior complexo militar da Venezuela, após o bombardeamento dos Estados Unidos em Caracas no último dia 03 de janeiro 

Porque, com toda a evidência, os EUA enfrentam uma crise de legitimidade civilizacional. O capitalismo americano prometeu democracia, progresso e bem-estar, mas gerou desigualdade extrema, racismo sistêmico, destruição ecológica e uma cultura de individualismo predatório. A classe média está a desintegrar-se; a expectativa de vida diminui; a saúde mental entra em colapso. O modelo não seduz mais ninguém, nem mesmo no seu próprio território.


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Os acontecimentos do sábado, 03 de janeiro, são amplamente conhecidos; portanto, não faremos uma resenha dos eventos. Em vez disso, apontaremos as razões fundamentais do ataque dos Estados Unidos em solo venezuelano e do sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Além da condenação ética, persiste uma pergunta necessária: por que os EUA chegaram ao extremo de tomar uma decisão dessa magnitude em pleno século XXI, claramente prejudicial, considerando os resultados políticos tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela?

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A batalha contra a colónia petrolífera de Trump

(Claudio Katz, in Resistir, 10/01/2026)


O confronto na Venezuela está apenas a começar e decorreu apenas o primeiro ato de um cenário aberto.


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Com o sequestro de Maduro, Trump incorporou duas novidades à brutalidade imperial. Ele explicitou seu propósito de roubar o petróleo e sua pretensão de instaurar um domínio colonial.

O seu argumento absurdo para roubar o petróleo é que esse recurso pertence aos Estados Unidos devido a algum investimento feito no passado. Com esse critério, o Texas, a Califórnia e o Arizona deveriam ser imediatamente devolvidos ao México, mas o magnata é um valentão que não raciocina. Ele proclama uma apropriação que começou com sanções, bloqueios e a confiscação da filial externa Citgo.

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A barbárie ataca novamente

(Pepe Escobar, in Resistir, 06/01/2026)


Ainda assim, o neo-Calígula não vai parar – imitando a sua verborragia. O Império do Caos sob a Doutrina Donroe é acerca da dominância estratégica, a todo o custo, sobre energia e corredores comerciais.


Não culpe César, culpe o povo de Roma que o aclamou e adorou com tanto entusiasmo, que se alegrou com a perda da sua liberdade, que dançou no seu caminho e lhe deu procissões triunfais. Culpe o povo que o aclama quando ele fala no Fórum da “nova e maravilhosa boa sociedade” que agora será Roma, interpretada como significando “mais dinheiro, mais facilidade, mais segurança, mais vida tranquila à custa dos que labutam”.

Marcus Tullius Cicero


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Os Raging Twenties (Raivosos anos vinte) começaram com um assassinato: Gen. Soleimani, Bagdade, 3 de janeiro de 2020. Ordenado por Trump 1.0.

A segunda parte dos Raging Twenties começa com um bombardeio/sequestro. Mini Pavor e choque em Caracas, ataque da Delta Force. 3 de janeiro de 2026. Ordenado por Trump 2.0.

O raivoso Donald Trump disse que vai governar a Venezuela.

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