BPN, 10 anos depois: ainda custa dinheiro ao Estado e ninguém foi preso

(In Diário de Notícias, 02/11/2018)

(Bem podem as vozes da direita louvar a Joana pelos seus sucessos na luta contra a corrupção. Foram milhões e milhões roubados no BPN pela quadrilha do PSD comandada pelo Oliveira e Costa e ninguém foi preso. Que esforçada e eficaz é a nossa Justiça! Mesmo que Sócrates seja culpado dos crimes de que o acusa o MP, o que terá ganho – ganhos que, a terem existido,  não saíram dos cofres públicos -, são uns trocos ao lado do rombo colossal do BPN, onde até o Cavaco se aboletou. 

Este é o país que temos, esta é a Justiça que nos envergonha, onde a direita manda,  protegendo sempre os seus.

Comentário da Estátua, 02/11/2018)


A falência do banco liderado por Oliveira Costa custou aos contribuintes 3,7 mil milhões de euros só até ao final 2016. É o equivalente a 1,9% do PIB, a preços atuais.


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Roubo em preparação pelo Novo Banco

(Dieter Dellinger, 13/10/2018)

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O Novo Banco vai vender – diz o Expresso – 8726 imóveis com valor contabilístico de 716,7 milhões de euros por apenas 388,9 milhões ao fundo Norte Americano Anchorage.

Depois vai pedir ao Fundo de Resolução (Estado) mais dinheiro para capitalizar.

Esta venda pode ser um ROUBO. O Banco de Portugal e o Fundo de Resolução têm de analisar o negócio e verificar se a venda dos imóveis através da Remax e outras empresas do género um a um não vai ser mais rentável, tanto mais que o preço dos imóveis ainda estão em alta considerável. Ambas as organizações serão responsabilizadas pelo ROUBO.

O Banco de Portugal tem o dever de verificar os grandes negócios dos bancos e o Fundo de Resolução meteu muitos milhões no Novo Banco, pelo que tem o direito de verificar e dar a sua aprovação ou reprovação.

A recapitalização do Novo Banco custou aos contribuintes este ano a módica quantia de 792 milhões de euros, pelo que o dinheiro da venda pelo valor contabilístico do património imobiliário deveria reverter para o Estado. Os lesados do BES já nos levaram este ano 121,4 milhões, podendo este valor subir para 145 milhões de euros.

A concretizar-se a venda, o Ministério Público deve investigar se não houve dinheiro debaixo da mesa e se os administradores do Novo Banco, Banco de Portugal e Fundo de Resolução não vão encaixar uns milhões a título particular e colocado numa offshore qualquer.

Nós, os contribuintes, já fomos muito ROUBADOS pelo Novo Banco. Depopis desta venda, o Fundo de Resolução maioritariamente do Estado não deve meter mais um cêntimo no Novo Banco.

Parece que o Fundo Anchorage quer vender a uma grande empresa americana por ações que aluga casas e pretende procurar compradores de ações, estando já a enviar formulários a perguntar a opinião de pessoas acerca desse tipo de investimento.

O HOMEM DOS BANQUEIROS

(In Blog O Jumento, 26/06/2018)

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Apesar de todas as consequências económicas, sociais e humanas de uma crise financeira que em grande parte foi responsabilidade dos banqueiros ninguém neste país ouviu a mais ligeira crítica por parte do Banco de Portugal e do seu governador à gestão criminosa dos bancos. Mesmo perante a queda de vários bancos o governador não ousou fazer qualquer reparo e se foi chamado a pronunciar-se a sua posição foi sempre em defesa dos bancos.

A escolha de Carlos Costa para governador do Banco de Portugal foi uma das melhores escolhas de Passos Coelho na perspectiva da sua agenda política, económica e social. O governador do BdP usou do seu poder institucional para dar cobertura total ás políticas brutais do traste de Massamá.

Passos Coelho e Carlos Costa parecem ter combinado enganar os portugueses, pondo-os a pagar por uma crise provocada pelos banqueiros, assumindo não só os desequilíbrios das contas do Estado, mas também o refinanciamento dos bancos.

Em troca Passos Coelho não só promoveu uma personagem desconhecida do BdP a secretário de Estado da Administração Pública, como permitiu que o Banco de Portugal fosse uma off shore no meio da austeridade. Concluído o trabalho sacana, o rapazola do BdP voltou ao banco, onde foi promovido a administrador.

Sempre que a banca é de alguma forma incomodada o comportamento é o mesmo, os banqueiros ficam em silêncio, a sua associação manobra nos corredores governamentais e políticos, mas quem assume as despesas da festa e aparece a assanhado a criticar tudo e todos é o governador Carlos Costa, uma espécie de líder do sindicato dos banqueiros.

Desta vez veio condenar a divulgação junto dos portugueses dos nomes dos que afundaram a CGD e os argumentos são sempre os mesmos, que o BCE não deixa, que é inconstitucional e que viola diretivas europeias. (Ver notícia aqui). Será que é desta que este representante dos banqueiros vai ser chamado a provar tudo o que diz?


Fonte aqui