A guerra – Crónica (nem demasiado fútil nem excessivamente sisuda)

(Carlos Esperança, in Facebook, 15/09/2026, revisão da Estátua)

Frase retirada de um artigo de Miguel Sousa Tavares publicado em 20/09/2025. Ver aqui

Há eleitores indignados com os gastos em Defesa, que se opõem ao empréstimo contraído de 5,8 mil milhões de euros, que nem conta para o défice, na perspetiva de Bruxelas, com o mero argumento de que mais tarde terá de ser pago, capital e juros.

Como é possível não sentirem orgulho em três fragatas topo de gama, já encomendadas a Itália, e nos modernos caças, 25 a 30, que irão substituir a frota dos F-16?

Que se acautelem os pescadores furtivos de meixão no estuário do Guadiana, os barcos de droga que demandam Portugal, e os russos. Estes, a muitos anos de ocuparem todo o Donbass, na Ucrânia, segundo disse o general Isidro Morais Pereira, demorariam mais de três séculos a chegar a Vilar Formoso, mas o melhor é estarmos prevenidos e armados.

Como acredito muito no general Isidro, na D. Helena Ferro Gouveia, no Sr. coronel José Carmo e no Dr. Irineu Teixeira, respeitados estrategas e pensadores que diariamente nos elucidam sobre a bondade da invasão do Irão pelos EUA e a iminência da derrota russa na Ucrânia, sinto-me sábio sobre as guerras em curso. Abençoados pedagogos!

Mas voltemos aos russos. As pessoas esqueceram-se do que a Senhora de Fátima disse à Lúcia quando aterrou no Mariódromo da Cova da Iria para lhe prescrever o terço como demonífugo e enviar recados sobre a necessidade de consagrar a Rússia ao seu, dela Senhora de Fátima, imaculado coração? Do cimo de uma azinheira, disse-lhe que «todo o mal vem da Rússia», opinião coincidente com a do Sr. cónego Formigão, que Deus há.

Não é por os russos demorarem séculos a chegar ao Algarve que devemos descurar a nossa defesa. Até pode suceder que nessa altura Putin tenha morrido e o Dr. Montenegro já não seja primeiro-ministro, e o mal virá da Rússia como outrora vinha de Castela.

Foi para defender o estuário do Tejo que o Dr. Portas comprou dois submarinos à Alemanha, enquanto ordenava a uma corveta da Marinha que demandasse a Figueira da Foz para defender a cidade da iminente invasão de pílulas abortivas por um navio holandês.

Graças ao defunto CDS – os caminhos do Senhor são insondáveis -, as pílulas regressaram à Holanda. Bendito seja o ministro, o Senhor seja louvado: poupou as mulheres à pílula abortiva e ajudou Durão Barroso a destruir armas químicas no Iraque!

E para que precisamos da Segurança Social, da Saúde e da Educação se estivermos mortos? Venham os caças e as fragatas, e livremo-nos dos imigrantes.

Não queremos imigrantes. Deixem-nos ser felizes.

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ATIVOS TÓXICOS, GASES TÓXICOS E COBARDES TÓXICOS

(In Blog O Jumento, 29/03/2018)

caveira

Esta direita de galos-da-Índia que são algumas personagens do CDS e do PSD só têm coragem quando americanos e ingleses lhes pedem para ladrarem contra gente perigosa com armas químicas. Cá por dentro só aparecem para tentar colher frutos das desgraças nacionais, sejam assaltos a paióis ou grandes incêndios. Quando lhes convém deixam de estar esganiçados, metem o rabinho entre as pernas e calam-se, não se vá reparar neles.

Onde estão Paulo Portas, Maria Luís Albuquerque, Carlos Costa, Passos Coelho, Teodora Cardoso e todos os que durante quatro anos executaram, apoiaram ou deram cobertura à política económica de um governo que fez uma coleta nacional junto dos pobres para refinanciar a banca? Onde estão os bandalhos que não se cansavam de repetir que a intervenção no BES não teria custos para os contribuintes? Até garantiam que os investimentos na banca iriam dar lucros.

Onde estão os senhores banqueiros que não se cansavam de dar lições de moral ao país, que andavam muito preocupados com saída dos centros de decisão e até se juntaram para forçarem o governo a pedir a intervenção externa? Deixaram o agora presidente do Novo Banco a falar sozinho, não apareceu uma única personalidade a dar a cara.

Agora já não se queixam de que o governo está condicionado pela Geringonça para tapar os buracos que deixaram em vários bancos. Agora não aparecem como fizeram em várias ocasiões em que mal saíam boas notícias eram os primeiros a dizer que os louros eram deles. Não aparecem para assumir o buraco no Novo banco, como não apareceram no caso Banif e só aparecem no Montepio mas não para dizerem que esconderam o problema para agora tentarem colher frutos.

Nem Marcelo Rebelo de Sousa, que disse que tinha sido Passos que tinha aberto o trilho, pelo qual este governo caminhou tranquilamente, aparece agora a comentar; poderia dizer que foi o Passos Coelho que abriu os buracos em que este governo e o país se poderiam ter enterrado.

Não deixa de ter alguma graça o fato de políticos tão corajosos contra os russos, como já o foram contra Sadam, se revelem tão cobardolas quando o assunto é o BES, o BANIF ou o BPN. Parece que estão mais preocupados com os gases tóxicos produzidos pelos russos do que com os ativos tóxicos resultantes dos roubos promovidos pelos seus amigos corruptores da banca portuguesa, que terão de ser pagos pelos contribuintes.

Resta saber o que será mais tóxico, se os gases que acusam os russos de ter usado, os ativos tóxicos dos nossos banqueiros corruptos ou a as intervenções dos cobardes que andam por aí escondidos quando lhes convém.


Fonte aqui