Rui Tavares e o seu amigo nazi, corrupto, toxicómano e proxeneta

(João Carlos Pereira, in Facebook, 25/08/2026, Revisão da Estátua)


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Rui Tavares (RT, daqui em diante) diz que é de esquerda. E do Livre. Mas foi ao grotesco cortejo de beija-mão ao Zelensky. Começarei por justificar o título deste artigo.

1 – O nazi? Sim, o homem é mesmo nazi

Talvez por se sentir livre, RT tomou a liberdade de ser amigo de um nazi, que  outra coisa não é alguém que recupera os ícones gráficos dos nazis, erige memoriais a nazis famosos por terem massacrado milhares de ucranianos e judeus às ordens de Hitler, e que – todos o sabem – vive desde que foi eleito, em comunhão de bens com organizações civis e militares confessamente nazis, que operam pela Ucrânia a tentar imitar as SS e a Gestapo.                  

E que – veja lá, RT! – até se deu ao luxo de transladar os restos mortais de dois reconhecidos e adorados nazis, desde o Luxemburgo e dos Países Baixos, onde jaziam, para serem inumados, em solo ucraniano, com honras de Estado – e com a sua (dele, de Zelensky) comovente e comovida presença.

2 – A corrupção

Zelensky também é corrupto – e basta ouvir aqueles que já abandonaram o barco de Kiev  e exigem agora o seu julgamento por isso mesmo.               

Aliás, o próprio Ocidente, com o descaramento que lhe é peculiar, é balcão de muitas vozes onde essa realidade é tema de conversa. Sem quaisquer cuidados. Como dizia o outro: «O homem é um filho da puta, mas é o nosso filho da puta!».

E uma das coisas que consta é que metade do dinheiro que se diz que a Europa manda para a Ucrânia, nem à Ucrânia chega e, da metade que chega, sai metade dessa metade para se comprar mais uns meses de Zelensky à mesa do orçamento.       

Sabe-se, de resto, que a «folha de pagamentos» do antigo palhaço é enorme. E rechonchuda. E, Madame Zelensky – é público e tem sido publicado em conhecidas revistas ocidentais – também tem gostos pessoais que não saem nada baratos.          

Para além de que é fundamental ter preparada a Operação «Espera aí que eu já venho», isto no caso de os naziz, perdida de vez a esperança de conquistar a Rússia, não decidam calar o Zé, uns dias antes desse «Volto já».

3 – O pó

A toxicomania, enfim, é como os chapéus do Vasco Santana. Há muitos a tê-la. Um mal menor, face ao resto. E ajuda muito a combater o stress. O pior – dizem alguns – são as ressacas. Mas se o material for do bom… e o dinheiro não faltar, está-se bem. E a coisa vai…

4 – Proxenetismo

Vem de proxeneta. Vulgo, chulo. Então, o que se haverá de chamar a quem vive de sacar dinheiro a outrem? Mas será a Europa uma prostituta? Claro que sim.

 Direi que é mesmo, nos tempos que correm, a chamada «puta velha». De corpo, que não de ratice. É puta velha e estúpida. Tão estúpida que até um ex-palhaço estúpido lhe come as «papas na cabeça».

Compreende-se. Esta prostituta teve tempos áureos quando viajava pelo mundo fora e era forte, bela, e de sangue na guelra e pelo na venta. Teve a Índia aos pés dos seus amantes, também as Américas, as Áfricas, quase tudo. O Mundo pertencia-lhe, especialmente a partir da meia-idade!. Encheram-na de ouro, joias, especiarias, sedas, iguarias sem igual.                  

Mas tudo tem – lá está! – um fim. Já no século passado (meados dos anos 40) o amante das Américas desencantou-se e, em vez de a mimar, passou a explorá-la.   Agora, porém, também ele já sente o peso dos anos e pressente que o Outono já está a dar lugar ao Inverno («do seu descontentamento»). Não há bem que sempre dure e, para mal dos seus muitos pecados, em breve o mundo será outro. Os segundos, os minutos, as horas, os dias, os meses e os anos já não são os séculos que foram – e os milénios que alguns sonharam. É a vida.

Voltando ao RT

Você foi a Kiev, integrando um repugnante coletivo de opacas criaturas em significativo estado de decomposição mental, moral e física, para lamber o trágico ex-palhaço ucraniano que, aqui há meio século, seria general e chamar-se-ia Pinochet.        

Até dou de barato que você, RT, não tivesse percebido o que se passou na Ucrânia entre 2014 e 2022, por estar obviamente ausente do planeta Terra nesse lapso de tempo. Mas olhe que esse tempo até meteu golpes de Estado made in EUA e UE, e 15 mil pessoas mortas à bomba no Donbass, pelo novo regime de Kiev, mais o seu batalhão Azov, de nazis prontos a dar início a uma renovada Operação Barbarossa.

Por isso, não me venha dizer que ao fim de quatro anos de guerra da NATO contra a Rússia, via Ucrânia – esta a servir de porta-aviões e os ucranianos de carne para canhão -, desconhece que interesses se moviam – e que se movem – no Ocidente em relação à Rússia e à China – e agora contra o Irão.

Meu caro RT: Quem, ao fim de quatro anos de guerra não percebeu nada do que se passou, então digo-lhe que você não deveria estar na política.

Olhe que, até o Papa Francisco disse, em 2022, que «a NATO não deveria ter ido ladrar para as portas da Rússia», coisa que você, criaturazinha de esquerda, aparenta ignorar! Quero eu dizer que até um Papa percebe – e diz sem papas na língua – aquilo que você, pelo que vejo, não consegue ver.  

A menos – é claro – que o RT também faça parte do gangue e o que gosta é de se armar em parvo, assim como quem está ali por acaso, mas é um gajo de esquerda, embora da esquerdo caviar, já gasta e regasta, mas que ainda dá algum jeito, servindo, pelo menos, como objeto decorativo.

Se assim é, ao juntar-se ao bando de Trump, Netanyahu, Ursula von der Leyen, Metz, Macron, Kallas, Costa, Andy Burnham, Montenegro e quejandos, que são todos excrementos do mesmo esgoto, você – o homem do Livre – manifesta ter aderido, de alma e coração, àquilo que de pior a nossa sociedade pratica.

A desumanização do outro em seu próprio proveito

Ou seja: o Ocidente precisa – sempre precisou – de explorar o resto do Mundo, não só para viver no «bem-bom», mas até para encher a barriga. Paciência, RT. O resto do mundo abriu os olhos. Queres batatas? Deixa de roubá-las. Aprende a prepará-las, a semeá-las, a tratá-las, a colhê-las, a cozê-las, a comê-las e, se sobrarem algumas, até podes começar a vendê-las. Com – ou sem – as sanções do Trump.                

Conclusão: Morreste (como Homem Livre) em Kiev! Assume-te como um vegetal.

Vegeta!

TAREFAS URGENTES PARA RUI TAVARES

(Ricardo M. Santos, in Manifesto dos 74, 20/06/2018)

RTAVARES

Rui Tavares acordou estremunhado, banhado em suores frios e percebeu que, afinal, está hora de pegarmos em armas e combater o fascismo em todas assuas formas. Bem, não todas. Porque temos de escolher bem e combater o fascismomas defender a UE. Já lá iremos. Um historiador estremunhado e assustado, nas manhãs de calor como as que temos vivido, pode ser um caso alarmante. Ao ponto de ser o próprio a referir que nunca pensou que “a versão atualizada [do fascismo] do século XXI viesse a ser tão caricaturalmente parecida com o original”. Um historiador como Rui Tavares, devia saber que a “História repete-se, pelo menos, duas vezes”, dizia Hegel, “a primeira como tragédia, a segunda como farsa”, disse Marx.

Apanhado de surpresa, Tavares esbraceja, alvoraçado, com o que está a passar-se em Itália, na Hungria, esquece Polónia e Ucrânia, Espanha, a vergonha do Mediterrâneo potenciada pelas intervenções externas a cobro – imagine-se – da UE nos países do Médio Oriente e norte de África, que Rui tavares tão bem conhece dos seus tempos de eurodeputado. Sem esquecer o tratado de extradição de refugiados assinado entre a progressista e europeísta Grécia e a Turquia.

Os aliados

Tavares começa a sua lista de tarefas, talvez ainda entorpecido pelo sono profundo em que está há anos, avisando que tem aliados em todos os quadrantes políticos contra a barbárie. As remelas talvez estejam a tolher-lhe o pensamento. O historiador está disposto a colocar de lado tudo o que faz com que haja, de facto, um ressurgimento do fascismo, para combater o fascismo. É neste labirinto de lençóis que Tavares se perde: “Discordarei com eles sobre a austeridade, o politicamente correto, o progressismo e o conservadorismo e todas as coisas sobre as quais já discordávamos antes. Mas se eles e elas sentirem a mesma urgência em fazer, em primeiro lugar, barragem contra a barbárie, estamos juntos”. Tanta ingenuidade chega a ser enternecedora, vinda de alguém que, dada a sua formação, conhece a História. O cronista propõe-se, assim, a tomar comprimidos para dormir mas afirma que vai lutar para ficar acordado. É este o cronista no seu labirinto.

A Torre de Marfim

Para Tavares, a austeridade e a miséria não são desculpas para que as pessoas se tornem racistas e “adeptos de tiranetes”. Esta é uma visão perfeitamente normal de alguém desligado da realidade – e, mais grave, da História – sobre aquilo que é a vida dos comuns mortais. Não sendo desculpa, parece-me evidente que é inegável. Mas, quem nunca teve a barriga vazia, não consegue perceber que a necessidade e o desespero são maiores do que a moral.

Rui Tavares, historiador, posiciona-se assim contra a História e não aceita que as condições sociais influem, de facto, no surgimento de fascismos e no crescimento da extrema-direita. Ou melhor, aceita só um bocadinho. Podemos discutir isso, mas não pode ser o foco. Em suma, a História repete-se, mas não temos de encontrar formas para que não se repita. Depois vemos isso. Tavares não diz como contrariar isso, avança apenas com a “intransigência”. Portanto, a História mostra-nos e explica-nos o que está a acontecer, nada disto é novo, mas Rui Tavares está demasiado agitado para procurar a raiz e prepara-se para acabar com isto tudo, apostado que está em cortar canas de bambu com uma colher de sopa.

Isto é tudo nosso

O cronista afirma que não há tempo para discutir soberanias e não-ingerências. E nós sabemos bem, pelo exemplo do aval que deu à invasão da Líbia, que isto são questões de somenos. Os tempos são graves e assustadores. Rui Tavares acaba de acordar e Putin e a perigosa Rússia têm de vir à baila, ao lado de Trump, Órban e Salvini. Afinal, o historiador já decidiu que a Rússia adora interferir em eleições. Portanto, avancemos para fazer tudo exatamente da mesma forma que fizemos até aqui para que tudo fique na mesma.

Mais UE, quando o rei vai ONU

Outra das tarefas urgentes é, evidentemente, salvar a UE. Não seria dia se não fosse assim. Salvar as mesmas instituições que nos trouxeram até aqui. A UE, o colchão a que Tavares se agarra com unhas e dentes, após acordar apostado em acabar com o fascismo, a EU da austeridade, que fecha fronteiras, que vende refugiados à Turquia, a UE da França e da Alemanha, do Tratado de Lisboa e tudo o mais. Rui Tavares não percebe que é a política da EU e a ineficácia da ONU que nos trazem aqui. A ONU das sanções, das resoluções que valem menos que zero, um instrumento de controlo político de Estados soberanos. Ah, sim, a soberania não é para aqui chamada. Temos é de salvar a EU, que tem dado tão bons resultados.

Por fim, “errei”

A terminar, somos lembrados de que Rui Tavares escreve sobre a Hungria desde 2010. E nós aqui, desatentos, só agora, com o historiador acordado, conseguimos perceber que ele anda a escrever sobre a Hungria desde 2010! Ele, que até acreditava que o fascismo voltaria, mas mais fofo. Sem “tanta desfaçatez e arrogância”. E, veja-se, surpreendido porque o fascismo é fascismo.

TPC para Rui Tavares

Vamos então ajudar Rui Tavares e dar-lhe cinco tarefas para que possa ser um antifascista:

1 – Perceber que nem todos são antifascistas porque discordam da política de Órban ou Trump. Este é antes o modelo ideal para que as pombas brancas que sobrevoam os sonhos de Rui Tavares possam passar a abutres, como bem vimos no pós-guerras mundiais, nos Balcãs ou no Médio Oriente e no norte de África ou na América do Sul. Esta é uma lição importante para o Rui que, talvez por querer andar com tanta e tão variada gente, acabou num partido reduzido a um grupo de amigos com tempo de antena.

2 – O Rui sabe que os maiores conflitos da História se deram depois de grandes convulsões sociais provocadas pela Economia neoliberal, defendida pela UE, que o Rui também defende. Por isso, vamos lá colocar a cabeça no lugar e perceber que este parágrafo da sua lista de tarefas é absurdo. Porque lateraliza o que são as questões centrais. É mais ou menos como combater incêndios cortando a copa das árvores. Não dá. Vamos lá trabalhar este aspeto.

3 – Muito do que hoje se passa na Europa tem precisamente a ver com a perda de soberania, económica e não só, de diversos Estados. A imposição, através de ingerências externas, de mecanismos financeiros e/ou militares, em países soberanos, cujas populações, vá lá perceber-se porquê e como, não concordam com o Rui Tavares. Nós samos que, para o Rui, lutas só à escala planetária e, se for preciso, universal. Mas cada coisa no seu lugar. Temos de trabalhar melhor também esta matéria.

4 – A mais perigosa das fantasias é acreditar que a EU, com o fascismo cá dentro, é solução para alguma coisa. Não há muito mais a acrescentar.

5 – O “nosso jardim” – e a Eurovisão em Israel, que tal? – podia ser uma ilha de progressismo e democracia se não estivesse refém da UE e dos seus tratados e pactos, se pudéssemos pescar, cultivar e produzir, se fossemos nós a definir o nosso défice e como pagar a dívida, enfim, se tivéssemos soberania. Aquela coisa de que falámos lá em cima.


Fonte aqui