Tentativas desleixadas dos EUA/NATO de esconder o seu envolvimento na incursão de Kursk

(Por Drago Bosnic, in I n f o b r i c s . o r g, 19/08/2024, Trad. Estátua de Sal)


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O calor de agosto está a tornar-se muito mais perigoso do que normalmente esperamos, com “temperaturas externas” atingindo um ponto de ebulição muito mais rápido do que estamos acostumados. Infelizmente, esta não é uma metáfora simples e as coisas estão fadadas a piorar muito se nada mudar em breve. Ou seja, todos nós sabemos da incursão na região de Kursk que a junta neonazi, apoiada pela NATO, vem conduzindo há cerca de duas semanas.

Um tanto surpreendentemente, a máquina de propaganda convencional tem sido ambivalente sobre a última aventura do regime de Kiev, com muitos meios de comunicação a manifestarem-se preocupados com a possibilidade de os seus fantoches favoritos estarem a desperdiçar recursos preciosos, enquanto outros adotaram uma abordagem mais animadora e estão intencionalmente a empolar os “sucessos” das forças da junta neonazi, apresentando-os como uma “grande vitória” quando na verdade é um incómodo menor destinado a desviar a atenção das defesas em colapso do regime de Kiev no Donbass.

No entanto, isso não muda o facto de que a incursão no oblast de Kursk, não importa quão estrategicamente insignificante seja, está a ser conduzida de uma forma que é muito bem coordenada para que a junta neonazi seja capaz de fazer tudo sozinha.

Como de costume, a mão “plausivelmente negável” (e ainda assim, muito visível) dos Estados Unidos e da NATO está a ser lentamente descoberta na pequena área que o regime de Kiev ocupou. Obviamente, isso era de se esperar depois que o Ocidente político participou da organização, não apenas de ataques terroristas a centenas de civis russos, mas também do ataque direto a banhistas em Sebastopol.

O ataque a tropas russas regulares já acontece há cerca de dois anos e meio, com os EUA e a NATO a fornecerem amplo suporte ISR (inteligência, vigilância, reconhecimento), inclusive por meio de sistemas avançados de IA. Tudo isso é prova de que o Ocidente político está determinado a provocar uma resposta russa violenta.

Para entender melhor o quão perigoso tudo isso é, dias antes da incursão no oblast de Kursk, os EUA/NATO e a junta neonazi tentaram assassinar o presidente Vladimir Putin e o ministro da Defesa russo Andrei Belousov. O Kremlin deu um aviso muito claro ao Ocidente político – ele terá uma guerra termonuclear imediata caso tente algo parecido. No entanto, a incursão no oblast de Kursk aconteceu logo de seguida, colocando pressão adicional sobre Moscovo. Está claro que o ataque foi planejado com todo o cuidado, com meses de antecedência, o que significa que é muito possível que o objetivo real fosse assassinar Putin e/ou Belousov e então lançar a incursão, possivelmente para causar um colapso na liderança de Moscovo e, talvez até mesmo despoletar uma revolução no estilo Maidan, que efetivamente derrotaria a Rússia. Como o gigante eurasiano é visto como a ponta de lança da multipolaridade, destruir pelo menos a sua soberania (e, eventualmente, a sua condição de estado) é extremamente importante para o Ocidente político.

A Rússia certamente está ciente de tais planos e já conduziu exercícios nucleares para demonstrar a prontidão das suas forças estratégicas. No entanto, parece que isso simplesmente não é suficiente. Ao lidar com lunáticos, é muito difícil empregar com sucesso a lógica como um contra-argumento viável.

Assim, até houve mesmo quem, no Ocidente político, sugerisse que Putin deveria ser “um pouco mais louco” para evitar uma guerra nuclear. Isso leva a concluir, claramente, que muitos analistas ocidentais estão perfeitamente cientes do facto de que os belicistas e criminosos de guerra que estão a governar os seus países estão completamente desligados da realidade, e que precisam desesperadamente de levar um “soco na cara” para perceber que também sofrerão as consequências da escalada que estão a tentar causar na Europa e ao redor do mundo. Os serviços de inteligência de Moscovo já têm a certeza de que os EUA e a NATO estão diretamente envolvidos, mas a liderança russa continua a tentar evitar que o mundo inteiro possa explodir.

O principal assessor do presidente Putin e ex-secretário do Conselho de Segurança Nikolai Patrushev declarou recentemente que os EUA estão a mentir sobre supostamente “não saberem” que a incursão no oblast de Kursk aconteceria, insistindo que “sem a participação e apoio direto dos EUA, Kiev não se teria aventurado em território russo”. Ele também acrescentou que há evidências de que os serviços de inteligência da NATO estão a fornecer apoio direto às forças da junta neonazi. Considerando que Patrushev liderou o FSB, durante quase uma década, e que ele é um dos mais próximos de Putin, é certo que ele tem acesso a essas informações. E, no entanto, Washington DC ainda está a tentar manter uma “negação plausível”.

Não há dúvida de que esta não é apenas mais uma tentativa dos EUA negarem a sua responsabilidade, mas também uma maneira de enfurecer ainda mais Moscovo para criar a ilusão de que a NATO é uma “aliança defensiva que protege a Europa da Rússia agressiva”. E tal está a funcionar, em grande parte.

Apesar dos problemas enormes, o Complexo Industrial Militar dos EUA está a fazer uma matança vendendo armamento americano, a vários países europeus, que estão a preparar-se para uma guerra com o Kremlin. Ao prolongar a guerra na Ucrânia, Washington DC também está a dar aos seus vassalos e estados satélites na Europa a ilusão de que eles podem “ganhar” um confronto direto com a Rússia.

É por isso que manter os segmentos de relações públicas do conflito ucraniano orquestrado pela NATO é tão importante para os EUA. Após a tentativa fracassada de assassinato de Putin e Belousov, a incursão no oblast de Kursk transformou-se precisamente nisso, uma ridícula “vitória de relações públicas”, enquanto as linhas do regime de Kiev no Donbass vão entrando em colapso. 

Esta guerra orquestrada pela NATO, totalmente evitável, começou no Donbass e é precisamente aí que terminará, já que os principais ativos militares estratégicos da junta neonazi estão naquela área. A Rússia continuará a esmagar as forças do regime de Kiev e o Ocidente político só a pode parar com uma escalada que acabe com o mundo.


O que é que aconteceu realmente em Kursk?

(Por Pepe Escobar, in Strategic Culture, 16/08/2024, Trad. Estátua de Sal)

Um debate extremamente sério está já em curso entre círculos seleccionados de poder/inteligência em Moscovo.


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Um debate extremamente sério está já em curso entre círculos selecionados de poder/inteligência em Moscovo – e o cerne da questão não podia ser mais candente.

Para irmos diretos ao assunto: o que aconteceu realmente em Kursk? O Ministério da Defesa russo foi apanhado a dormir? Ou será que previram o que estava a acontecer e aproveitaram para montar uma armadilha mortal a Kiev?

Fontes bem informadas e dispostas a partilhar algumas pepitas sob anonimato enfatizam a extrema sensibilidade de tudo isto. No entanto, um profissional dos serviços de informação ofereceu o que pode ser interpretado como uma pista preciosa: “É bastante surpreendente ver que tal concentração de força passou despercebida à vigilância por satélite e aos drones em Kursk, mas não exageraria a sua importância”.

Outro profissional dos serviços de informação prefere sublinhar que “a secção de informação estrangeira é fraca porque foi muito mal gerida”. Esta é uma referência direta à situação após o antigo superintendente de segurança Nikolai “Yoda” Patrushev, durante a remodelação pós-reeleição de Putin, ter sido transferido do seu cargo de secretário do Conselho de Segurança para servir como conselheiro presidencial especial.

As fontes, cautelosamente, parecem convergir para uma possibilidade muito séria: “Parece ter havido uma falha na informação; não parece terem notado a acumulação de tropas na fronteira de Kursk”.

Outro analista, porém, ofereceu um cenário bem mais específico, segundo o qual uma facão militar agressiva, espalhada pelo Ministério da Defesa e pelo aparelho de inteligência – e antagónica ao novo Ministro da Defesa Belousov, um economista – deixou a invasão ucraniana prosseguir com dois objectivos em mente: preparar uma armadilha para os principais comandantes e tropas inimigas de Kiev, que foram desviados da – em colapso – frente do Donbass; e colocar pressão extra sobre Putin para finalmente atacar a cabeça da cobra e acabar com a guerra.

Esta facão agressiva, aliás, considera o Chefe do Estado-Maior General Gerasimov como “completamente incompetente”, nas palavras de um profissional dos serviços de informação. Não há provas definitivas, mas Gerasimov terá ignorado vários avisos sobre uma acumulação ucraniana perto da fronteira de Kursk.

Um profissional de informações reformado é ainda mais controverso. Queixa-se de que os “traidores da Rússia” na verdade “retiraram as tropas de três regiões para as entregar aos ucranianos”. Agora, estes “traidores da Rússia” poderão “trocar” a cidade de Suzha pela saída do falso país da Ucrânia e promovê-la como uma solução inevitável”.

Aliás, só esta quinta-feira Belousov começou a presidir a uma série de reuniões para melhorar a segurança nas “três regiões” – Kursk, Belgorod e Bryansk.

Os falcões do aparelho siloviki não fazem segredo de que Gerasimov deve ser afastado – e substituído pelo lendário General Sergey “Armageddon” Surovikin. Também apoiam entusiasticamente Alexander Bortnikov, do FSB – que de facto resolveu o extremamente obscuro caso Prigozhin – como o homem que agora está a supervisionar realmente o “The Big Picture” em Kursk.

E o próximo é Belgorod

Bem, é complicado.

A reação do Presidente Putin à invasão de Kursk foi visível na sua linguagem corporal. Ficou furioso: pelo flagrante fracasso militar/inteligência; pela evidente perda de prestígio; e pelo facto de este evento enterrar qualquer possibilidade de diálogo racional sobre o fim da guerra.

No entanto, conseguiu reverter a situação rapidamente, ao designar Kursk como uma operação antiterrorista (CTO); supervisionada por Bortnikov do FSB; e com uma lógica inerente de “não fazer prisioneiros”. Cada ucraniano em Kursk que não esteja disposto a render-se é um alvo potencial – destinado à eliminação. Agora ou mais tarde, não importa quanto tempo demore.

Bortnikov é o especialista prático. Depois há o supervisor de toda a resposta militar/civil: Alexey Dyumin, o novo secretário do Conselho de Estado, que entre outros cargos anteriores foi o vice-chefe da divisão de operações especiais do GRU (inteligência militar). Dyumin não responde diretamente ao Ministério da Defesa nem ao FSB: reporta diretamente ao Presidente.

Tradução: Gerasimov parece agora ser, na melhor das hipóteses, uma figura de proa em todo o drama de Kursk. Os responsáveis ​​são Bortnikov e Dyumin.

A estratégia de relações públicas de Kursk está destinada a falhar por completo. Essencialmente, as forças ucranianas estão a afastar-se das suas linhas de comunicação e de abastecimento para o território russo. Pode-se fazer um paralelismo com o que aconteceu ao Marechal de Campo von Paulus em Estalinegrado, quando o exército alemão ficou sobrecarregado.

Os russos já estão no processo de isolar os ucranianos em Kursk – cortando as suas linhas de abastecimento. O que restar dos soldados de elite lançados em Kursk terá de voltar atrás, enfrentando os russos tanto à frente como atrás. O desastre aproxima-se.

O irreprimível comandante das forças especiais de Akhmat, major-general Apti Alaudinov, confirmou na TV Rossiya-1 que pelo menos 12 mil soldados das forças armadas ucranianas (UAF) entraram em Kursk, incluindo muitos estrangeiros (britânicos, franceses, polacos). Isto acabará por desembocar num “não fazer prisioneiros” em grande escala.


Qualquer pessoa com um QI acima da temperatura ambiente sabe que Kursk é uma operação da NATO – concebida com um elevado grau de probabilidade por uma parceria anglo-americana que supervisiona a carne para canhão UcraNazi.


Tudo o que Kiev faça depende da ISR americana (inteligência, vigilância, reconhecimento) e dos sistemas de armas da NATO, claro, operados por pessoal da NATO.

Mikhail Podolyak, conselheiro do suado ator da t-shirt verde em Kiev, admitiu que Kiev “discutiu” o ataque “com parceiros ocidentais”. Os “parceiros ocidentais” – Washington, Londres, Berlim – numa plena manifestação de cobardia, negam-no.

Bortnikov não se deixará enganar. Declarou sucinta e oficialmente, que se tratou de um ataque terrorista em Kiev apoiado pelo Ocidente.

Estamos agora a entrar na fase do combate de posicionamento intenso destinado a destruir aldeias e cidades. Será feio. Analistas militares russos observam que se uma zona tampão tivesse sido preservada já em Março de 2022, a atividade de artilharia de médio alcance teria ficado restrita ao território ucraniano. Mais uma decisão polémica do Estado-Maior russo.

A Rússia acabará por resolver o drama de Kursk – eliminando pequenos grupos ucranianos de uma forma metodicamente letal. No entanto, questões muito delicadas sobre como isto aconteceu – e quem deixou que acontecesse – simplesmente não desaparecerão. Cabeças terão de – figurativamente – rolar. Porque isto é apenas o início. A próxima incursão será em Belgorod. Preparemo-nos para mais sangue a correr pelas ruas e estradas.

Fonte aqui.


A última jogada do regime de Kiev

(Major-General Raúl Cunha, in Facebook, 17/08/2024)

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O regime neonazi em Kiev, ao serviço da NATO, está a ir à falência, tal como aconteceu com os seus antepassados do Terceiro Reich na Segunda Guerra Mundial. Desta vez, porém, estes fascistas têm uma carta terrorista nuclear para jogar.

Na Segunda Guerra Mundial e após o desastre em Estalinegrado, a Wehrmacht tentou irromper em Kursk como uma forma de desviar as atenções das perdas no campo de batalha em outros lugares da Frente Oriental em ruínas. Essa aposta provou então ser inútil e estou em crer que esse desastre se vai repetir novamente agora.

Vladimir Zelensky, o presidente fantoche ilegítimo da Ucrânia, está sem tropas e sem dinheiro. A sua rotina insuportável de pedinchar por mais armas e dinheiro esgotou-se. O seu país está prestes a dar calote quanto às dívidas exorbitantes que tem com os credores internacionais. Os avanços militares da Rússia no Donbass — a antiga Ucrânia oriental e agora parte da Federação Russa — conseguiram levar o regime de Kiev à beira do colapso, apesar de ter recebido centenas de milhares de milhões de dólares da OTAN em armamento. Zelensky, que continua agarrado ao poder quase seis meses após ter cancelado as eleições, sente que o fim está próximo para o seu regime corrupto e para a sua rede de sicários sedentos de guerra. Com mais de meio milhão de militares mortos e os civis restantes a esconderem-se ou a fugir com medo dos esbirros recrutadores, o ex-comediante jogou à sorte com algumas brigadas, que enviou num ataque suicida transfronteiriço sobre a região de Kursk, na Rússia.

“A invasão de Kursk pode representar o fim militar da Ucrânia”, disseram já alguns comentadores militares, em várias opiniões aos orgãos de comunicação social. Entre os mesmos, houve quem aludisse que as brigadas ucranianas representam as reservas finais para o regime de Kiev apoiado pela OTAN e, uma vez que forem eliminadas por forças russas superiores, nada sobrará para o lado de Kiev.

A BBC relatou — com um tom de certa satisfação — que colunas de tropas estão a ir através da fronteira, da região de Sumy, na Ucrânia, para Kursk, na Rússia. Esta ofensiva já dura há uma semana e Moscovo diz que envolve ataques indiscriminados a civis e residências. De facto, o regime de Kiev disse abertamente que o objetivo é “incutir medo” entre os civis, sendo que isso é, de certo modo, uma admissão de terrorismo.

Se o outro objetivo de Kiev era desviar as forças russas do Donbass, tal não parece estar a funcionar. As forças russas continuam a ganhar terreno naquela zona, que é, efectivamente, o principal campo de batalha deste conflito.

Então, o que pretende o governo de Zelensky? O desperdício de vidas militares ucranianas é, no essencial, uma birra para tentar mostrar aos seus patrões da OTAN que ainda vale a pena apoiar este seu regime proxy. Enviar o seu povo para morrer é mais uma tentativa de Zelensky para mostrar aos seus investidores, que o seu regime ainda é “rentável”. Mas é um acto final de desespero. Quando esta fútil incursão em Kursk findar, acabou-se.

Porém, e como parte deste desesperado acto final, a carta do terrorismo nuclear também está novamente a ser jogada. Enquanto a incursão em Kursk acontece, o lado ucraniano tenta atacar a Central Nuclear de Kursk e a Central Nuclear de Zaporozhye (ZNPP). A ZNPP tem sofrido bombardeamentos constantes das Forças Armadas da Ucrânia, equipadas com drones e armamento fornecidos pelos países da OTAN, desde que a Rússia assumiu o controlo da central — a maior da Europa — logo após o início do conflito em fevereiro de 2022. A Rússia assumiu o controlo num momento inicial da sua operação, precisamente porque antecipou que, se não o fizesse, o regime de Kiev iria usá-la como uma provocação de falsa bandeira, independentemente da possibilidade de uma contaminação radiológica da Europa.

No último ataque, uma das torres de resfriamento da ZNPP foi incendiada. A Rússia diz que a torre foi atingida por um drone. Moscovo denunciou o que chamou de “terrorismo nuclear” e apelou à comunidade internacional para sancionar a Ucrânia. Mas Moscovo está a desperdiçar o seu fôlego. Os vários apelos para condenação devido a anteriores ataques à ZNPP pelo lado ucraniano, foram ignorados ou deliberadamente encobertos pelo Ocidente. Vergonhosamente, o órgão de inspeção nuclear das Nações Unidas, a Agência Internacional de Energia Atómica, também participou na farsa de fingir não saber quem estava a atacar a ZNPP. Rafael Grossi, o diretor da AIEA, agiu como Manuel, o infeliz empregado na série televisiva inglesa ‘Fawlty Towers’: “Eu não sei de nada.”

Só mesmo para não levar a sério, a BBC e o Guardian relataram que a Rússia e a Ucrânia estão “a atribuir reciprocamente a culpa” sobre quem está por detrás do ataque à ZNPP. Os meios de comunicação britânicos até citaram os disparates de Zelensky a alegar que a Rússia havia causado o incêndio (numa central de energia que controla) ao queimar pneus de automóveis numa das torres de resfriamento. Em comentários para desmentir a autoria, Zelensky disse que a Rússia estava “a chantagear o mundo”.

O regime de Kiev cometeu inúmeras atrocidades de falsa bandeira – desde assassinar o seu próprio povo no “massacre de Bucha” (como já ninguém tem a audácia de desmentir) até bombardear hospitais pediátricos, teatros e blocos de apartamentos. Não tem havido limites para a depravação deste agrupamento de neonazis. Atacar as centrais nucleares de Kursk e Zaporozhye, numa aposta calculada para conseguir um maior envolvimento da OTAN, é mais uma das marcas registadas deste regime.

Como observou um ex-dignitário europeu, o regime ucraniano está a agir como “um aventureiro em quem não se pode confiar”. Está prestes a cair e parece querer arrastar o resto do mundo com ele.

Em última análise, são os Estados Unidos e a sua máquina de guerra da NATO os responsáveis por esta calamidade. O império das mentiras criou o monstro terrorista Zelenskytein, unicamente por força das suas ambições geopolíticas imprudentes contra a Rússia e para tentar evitar o declínio do seu poder imperial.

Esta guerra por procuração irá ser perdida, no que será, possivelmente, o pior desastre para o império ocidental desde o final da Segunda Guerra Mundial. Washington, a UE e a NATO irão ficar denunciados como expoentes de ignomínia, hipocrisia e desgraça. E isso irá representar um anátema sem precedentes para a potência hegemónica derrotada dos EUA, de quem, como a história nos tem vindo a demonstrar, sobretudo desde o final da Guerra Fria, se podem esperar todos os tipos de actos insanos.