O TeleAlmirante

(Por José Gabriel, in Facebook, 01/02/2025)

Disse ele em Outubro de 2021…

(Parece que a corda já vem a caminho… 🙂

Os comentadeiros já se esqueceram desta declaração do Almirante ou, se não a esqueceram, é com afinco que desejam pôr um troca-tintas na Presidência da República. E não julguem que a declaração é uma fake-new da Estátua. Não, não é. Podem constatar consultando aqui.

Estátua de Sal, 01/02/2025)


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É extraordinário como os comentadores televisivos conseguem falar, em torrentes de banalidades, sobre mais uma sondagem mixuruca destinada a criara “factos políticos”, como dizia o outro. O mais surpreendente é que todos tenham imenso a dizer sobre o vencedor fantasma da eleição presidencial.

 O nível dos comentários tem o tom das conversas de cabeleireiros ou do café da esquina. É que não têm objeto, já que Gouveia e Melo nunca mostrou ter uma ideia, uma noção do papel e funções do cargo a que, parece, se quer candidatar. Gouveia e Melo tem vontade de qualquer coisa, ambições, vagas intenções, uma visão quase infantil – com a correspondente perversidade polimorfa – do país e da vida.

 Não é possível discutir o seu pensamento político porque não mostra tê-lo. Mas tem uma vontade de poder cujos patéticos afloramentos mostram um homem de carácter mais que discutível – a cena da repreensão humilhante à tripulação do Mondego face à comunicação social, adrede convocada, não deixa dúvidas -, um ostentoso oportunista – como provou nos aparecimentos em ridículo camuflado nos locais de vacinação em cujo processo teve um papel muito longe do que lhe é atribuído e que ele próprio se atribui, uma vez que estava a lidar com um dos melhores sistemas de vacinação do mundo, que teria feito o que havia a fazer com ou sem Almirante.

Ainda mais grave, é o seu pensamento – se se lhe pode dar esse nome – sobre política internacional e, sobretudo, sobre as situações de guerra que se vivem.

A sua declaração de que devemos ir morrer onde a UE decidir, o seu apoio ao projeto pornográfico dos 5% do PIB para a Defesa e os acéfalos argumentos com que sustenta esse ponto de vista, é o que temos do incensado Almirante.

Não lhe detetamos qualquer vestígio de um projeto para a função que ambiciona, qualquer conhecimento sustentado do que seja uma democracia, nomeadamente esta democracia, como deixou amplamente demonstrado na Grande Entrevista, em que se exibiu num mar de vulgaridade, lugares-comuns, segredos de Polichinelo.

Tudo resumido, apenas lhe detetamos um ambicioso caminho de oportunismo assente na convicção de que o povoléu ignaro está ansioso pela sua chegada salvífica. 

Dir-se-ia que as sondagens lhe dão razão, mas as sondagens, nesta altura, nestas condições e com estas limitações técnicas, não valem um caracol. Porém, os telecomentadores adoram coisas que não valem um desses moluscos gastrópodes.

Gouveia e Melo, o chantageador, candidato a Presidente

(Joana Amaral Dias, in X, 27/01/2025, Revisão da Estátua)

(As eleições presidenciais ainda vêm longe mas o prólogo já está a começar a aquecer. O Gouveia e Melo – líder das sondagens -, não se vai aguentar à tona da água. Este texto é demolidor. O Gouveia tem um currículo de manobrismo de bastidores que pede meças ao Gandra d’Almeida e ao Arruda, mes,mo sem meter a mão na mala… 🙂 Mas, se ousar avançar com a candidatura, vai ser giro ver nos debates o Ventura e a Joana – que consta que também se vai candidatar – a fazerem-no em fanicos. Ou seja, como na batalha naval, a proclamarem: – “Submarino ao fundo!”

Estátua de Sal, 27/01/2025)


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Gouveia e Melo (GM) é um homem sem espinha, traidor e perigoso. Já o disse várias vezes e repito. Eis os factos:

A partir de 2015 (pelo menos) criou várias intrigas contra colegas seus da Marinha que, por poder e carreira, considerava incómodos. Algumas destas graves acusações que inventou acabaram em tribunal.

Numa, GM acabou por dizer que eram “meras suspeitas” suas. Noutra, já em 2016, nova mentira sua levou à exoneração de um vice-almirante, (Rocha Carrilho), “por perda de confiança“. Houve cumplicidade de um órgão de comunicação social. Certo é que, de novo em tribunal, o referido vice-almirante viu anulada a sua exoneração (que beneficiava GM) e o jornal foi repreendido duas vezes pela Entidade Reguladora da Comunicação Social. Ainda em 2016, GM urdiu nova intriga, emitindo uma nota à imprensa na qual insinuava que havia um vice-almirante corrupto. O oficial visado processou GM por calúnia e difamação. Este foi acusado pelo tribunal da relação de Lisboa. Com medo de uma condenação ainda maior, GM evitou o julgamento a todo o custo e fez um acordo no qual teve que, perante o tribunal, escrever um pedido de desculpas.

É evidente como GM subiu na vida.

Podia ainda falar-vos da vergonhosa exoneração do almirante Mendes Calado e de como todos os vice-almirantes tinham vantagem sobre GM: sem falhas morais, com experiência profissional militar-naval superior, maior domínio da legislação, etc., mas vejamos outros episódios já na vida pública. Ora, GM instrumentalizou a farda para se promover, bem como à Revista da Armada, e no caso dos marinheiros do Mondego, o Tribunal afirmou que GM validou “atos ilegais” no seu castigo. Claro que o fez para reforçar a sua imagem de exigência.

Já, na passada semana, Gouveia e Melo, foi despedido da Universidade Nova de Lisboa. Isto depois de estar dois anos como regente da cadeira de Maritime Security, embora nunca tenha dado uma única aula. Foi tudo denunciado pelo jornal PÁGINA UM que noticiou que GM violou o Estatuto dos Militares das Forças Armadas ao acumular a regência com o seu cargo de Chefe do Estado-Maior da Armada.

Gouveia e Melo queria o estatuto de professor universitário para melhorar o currículo mas acabou por dar um tiro no porta-aviões.

Como se não bastasse, temos o envolvimento da maçonaria na sua candidatura ou a promoção direta pelo condenado Isaltino Morais: “As pessoas consideram que o Almirante é alguém que tem sentido de Estado”, afirmou Isaltino. Realmente, estão bem um para o outro.

Perante este resumo, pessoas com elevados padrões morais não podem ficar indiferentes aos factos. Tal como com Sócrates, está tudo diante dos nossos olhos e desde o início. Pode ser diferente, desta vez? Vamos, Portugal! Força!

Fonte aqui

Gouveia e Melo: a epopeia de um narciso

(Por Brás Cubas, in Página Um, 28/11/2024)

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Dir-se-ia que, não fosse a Marinha Portuguesa, liderada pelo intrépido Gouveia e Melo, e Portugal estaria na iminência de ser invadido pela Frota do Norte, ali em Severomorsk. Só não desembarcaram no Mindelo, os russos, porque houve “uma resposta”, afiançou Gouveia e Melo aos jornalistas: “segui-los, controlá-los, mantê-los sob pressão constante, com a nossa presença também constante”. Estou a imaginar se ousassem, os russos: teriam o triste fim de Alcibíades na expedição siciliana no século quinto antes de Cristo. Eis-vos assim com “a soberania nacional defendida”. Que frase”! Bem digna de se inscrever no mármore do Torre de Belém, ao lado do “Aqui nasceu Portugal”.

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