O alargamento da NATO: o que foi dito a Gorbachev – Introdução e Parte I

(Tradução de Fernando Oliveira, in A Tertúlia Orwelliana, 06/09/2025) 

Mikhail Gorbachev discute a “reunificação” alemã com Hans-Dietrich Genscher e Helmut Kohl na Rússia, 15 de Julho de 1990. Fotografia: Bundesbildstelle / Presseund Informationsamt der Bundesregierung.

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Uma das causas contribuintes da 2.ª guerra na Ucrânia (a que começou na semana de 15 a 22 de Fevereiro de 2022) foi a expansão da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) – também conhecida por NATO, o seu acrónimo inglês – em 5 ondas sucessivas (1999, 2004, 2009, 2017, 2020) em direcção às fronteiras da Rússia – espezinhando assim as garantias de segurança dadas a Mikhail Gorbachev (presidente da União Soviética) e Eduard Shevardnadze (ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética) em representação da União Soviética, pelos EUA, Reino Unido e França (as três outras potências ocupantes da Alemanha no fim da 2.ª Guerra Mundial), de que a OTAN não avançaria «nem um centímetro em direcção ao Leste da Europa» (James Baker III, ministro dos Negócios Estrangeiros dos EUA no governo de George H.W. Bush, 1990), em troca da sua anuência à chamada “reunificação” da Alemanha.

Agora, pela primeira vez em tradução portuguesa (e por iniciativa e obra de Fernando Oliveira), o público de língua portuguesa pode aceder, em primeira mão, a toda a documentação histórica que comprova as garantias que foram dadas à União Soviética ‒ e, por conseguinte, à sua sucessora legal, a Federação Russa ou Rússia ‒, sobre a NÃO expansão da OTAN e que foram reiteradamente espezinhadas pelos Estados que as deram.

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A URSS foi vendida por US$12 mil milhões

(Aleksandr Dudchak, in Resistir, 03/09/2022)

Gorbachov nunca foi o defensor ingénuo da “mudança” que fingiu ser. Ele declarou abertamente:  “O objetivo da minha vida era a destruição do comunismo, que é uma ditadura insuportável sobre o povo… Eu poderia fazer isso com mais sucesso realizando as mais altas funções (no Estado). Por isso, minha esposa Raisa recomendou que eu constantemente me esforçasse para os cargos mais altos. E quando pessoalmente me familiarizei com o Ocidente, minha decisão tornou-se irrevogável. Tive que eliminar toda a liderança da PCUS e da URSS. Também tive que remover a liderança em todos os países socialistas… com tais propósitos, encontrei pessoas com ideias semelhantes. Em primeiro lugar, foram Yakovlev e Chevardnadze, que têm grandes méritos para o derrubar do comunismo…”


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