O alargamento da NATO: o que foi dito a Gorbachev – Parte IV e última

(Tradução de Fernando Oliveira, in A Tertúlia Orwelliana, 23/10/2025) 

Helmut Kohl (à esquerda) e Mikhail Gorbachev (à direita), em 1990

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Documento 23

Registo da conversa entre Mikhail Gorbachev e Helmut Kohl, Moscovo (excertos).

15 de Julho de 1990

Fonte

Mikhail Gorbachev i germanskii vopros, editado por Alexander Galkin e Anatoly Chernyaev, (Moscow: Ves Mir, 2006), pp. 495-504

Esta conversa fundamental entre o Chanceler Kohl e o Presidente Gorbachev estabelece os parâmetros finais para a reunificação alemã. Kohl fala repetidamente da nova era de relações entre uma Alemanha reunificada e a União Soviética, e da forma como esta relação contribuiria para a estabilidade e segurança europeias. Gorbachev exige garantias sobre o não alargamento da OTAN[/NATO]:

«Temos de falar sobre a não proliferação de estruturas militares da OTAN para o território da RDA e sobre a manutenção de tropas soviéticas nesse território durante um certo período de transição».

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O alargamento da NATO: o que foi dito a Gorbachev – Parte III

(Tradução de Fernando Oliveira, in A Tertúlia Orwelliana, 03/10/2025) 


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12 de Setembro de 1990, em Moscovo. As Quatro Potências ocupantes da Alemanha  e garantes do estatuto quadripartido de ocupação estabelecido em 1945, juntamente com representantes das duas Alemanhas (a de Oeste [RFA] e a de Leste [RDA]) assinam o Tratado «Dois Mais Quatro» sobre o Acordo Final relativo à Alemanha, selando o estatuto internacional definitivo da Alemanha “reunificada”. Da esquerda para a direita, em segunda fila, a partir do terceiro homem: Eduard Shevardnadze (ministro dos Negócios Estrangeiros da URSS), James Baker (ministro do Negócios Estrangeiros dos EUA), Hans-Dietrich Genscher (ministro dos Negócios Estrangeiros da RFA) e  Douglas Hurd (Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido). Na primeira fila, da esquerda para a direita: Roland Dumas (ministro dos Negócios Estrangeiros da França), Mikhail Gorbachev (presidente da URSS), Lothar de Maizière (ministro dos Negócios Estrangeiros da RDA). Fonte: Presse- und Informationsamt der Bundesregierung (BPA), 10117 Berlin, Dorotheenstr. 84. http://www.bundesregierung.de/Webs/Breg/DE/ Homepage/home.html.

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O alargamento da NATO: o que foi dito a Gorbachev – Parte II

(Tradução de Fernando Oliveira, in A Tertúlia Orwelliana, 20/09/2025) 

Washington DC. O ministro dos Negócios Estrangeiros da União Soviética, Eduard Shevardnadze (sentado à esquerda), e o Secretário de Estado dos EUA, James Baker III (sentado à direita) trocam canetas depois de terem assinado vários Tratados numa cerimónia que teve lugar na Casa Branca em 6-01-1990. O presidente da União Soviética,  Mikhail Gorbachev (em pé, à esquerda) e o presidente dos EUA, George Bush (em pé, à direita), observam o ritual. Foto da UPI.

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Um dos mitos relacionados com as discussões de Janeiro e Fevereiro de 1990 sobre a reunificação alemã é o de que estas conversações ocorreram muito cedo no processo, com o Pacto de Varsóvia ainda presente, que ninguém estava a pensar na possibilidade de os países da Europa Central e Oriental, ainda na altura membros do Pacto de Varsóvia, poderem no futuro tornar-se membros da OTAN [/NATO].

Pelo contrário, a fórmula de Tutzing do Ministro dos Negócios Estrangeiros da RFA, no discurso proferido a de 31 de Janeiro de 1990 e amplamente divulgado pelos meios de comunicação social na Europa, em Washington e em Moscovo, abordou explicitamente a possibilidade de alargamento da OTAN, bem como da adesão da Europa Central e Oriental à OTAN — e negou essa possibilidade, como parte do seu ramo de oliveira dirigido a Moscovo.

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