Desonestidade

(Dieter Dellinger, 30/0672018)

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Na sua habitual desonestidade, o semanário do Balsemão noticiou uma subida do desemprego em Maio para 7,3% baseada numa previsão ainda não confirmada do INE.
Em Abril, com números certos, o desemprego desceu para 7,2%, o valor mais baixo desde que António Guterres deixou o cargo de Primeiro Ministro.

Na política como em tudo na vida não precisamos de ser grandes especialistas para colocar dúvidas, nomeadamente quanto a previsões de 0,1% ou um miléssimo.

Ora, o desemprego ronda as 370 mil pessoas, pelo que um número de 370 pessoas a mais ou a menos num universo de mais de um milhão de empresas que é o português é tudo menos certo e sabe-se que no Algarve a hotelaria debate-se com falta de pessoal e a restauração também. Nos últimos 10 anos foram criadas mais de 400 mil empresas.

Pelo que foi dito esta manhã na TSF pela direção da Associação de Hoteleiros, toda a hotelaria em Portugal tem falta de pessoal porque começa a deixar de haver pessoas disponíveis para aceitarem empregos com salários baixos e precariedade sazonal.

As empresas querem trabalhadores precários. Estes é que recusam isso, principalmente quando não se trata de um primeiro emprego de um jovem saído do sistema educativo.

No ano passado entraram em Portugal mais de 22 milhões de turistas e o aumento continua este ano, se bem que a um ritmo mais moderado por falta de voos para os aeroportos controlados pela francesa Vinci que, praticamente, está a bloquear o turismo em Portugal. O aeroporto de Montijo só deverá entrar em funcionamento em 2022 por falta de visão dos franceses a quem foi concedido o monopólio absoluto da esxploração aeroportuária nacional sem que o governo de Passos tivesse tido o cuidado de verificar se os dirigentes tinham experiência em aeroporto de gbrande dimensão e conheciam algo do turismo e viagens. Na verdade eram neófitos nesta matéria e não possuíam qualquer visão de futuro da evolução do turismo.

A título de curiosidade, diga-se que os muitos hotéis que existem no país ofereceram em 2017 21 mil colchões e roupas de cama ainda em bom estado s a Instituições de Solidariedade Social para casas de sem abrigo e outras. Os hotéis trocam muito de colchões e roupas porque não querem ter os seus clientes deitados em camas muito usadas. A essas doações corresponde um aumento de vendas dos fabricantes deste material, logo de mais emprego.

Também não é verdade que 25% dos jovens estejam desempregados. Temos um pouco mais de 1 milhão de jovens em condições de trabalharem, isto é, já fora do ensino. Seriam 250 mil desempregados quando se sabe que a maior parte do desemprego vem de empresas mal geridas e falidas que têm geralmente pessoal maioritariamente com mais de 40 a 50 anos de idade.

Uma Cabeça de Alfinete

(Por Dieter Dillinger, in Facebook, 30/03/2018)

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Francisco Pinto Balsemão atira-se ao Facebook no seu Expresso e curiosamente antes de aparecer o Facebook, a sua SIC tinha uma espaço de debates na Net em que escrevi muito e havia muita luta entre os defensores dos diversos partidos e ideias políticas. Era tudo muito vivo e chegámos a criar amizades, reunindo em almoços no Parque Eduardo VII.

Muitas amizades perduraram até hoje apesar dos muitos anos que passaram e outras foram esquecidas, mas aquilo era uma espécie de Facebook que Balsemão a dada altura fechou.

Quando o PS estava no poder, agradava-lhe as críticas, mas no momento em que o PSD chegou ao poder fechou aquilo que podia ter crescido, não digo como o Facebook, mas a nível nacional e europeu poderia ter sentido, dado que a maior parte dos escribas até dominavam o inglês.

Balsemão ficou com um império meio falido do tamanho da cabeça de um alfinete na cidade de Lisboa quando comparado com o império de Zuckerberg, ou seja, o Facebook.

A pequenez nacional revela-se em muita coisa. Magistrados, políticos e, principalmente, jornalistas de todos os meios de comunicação não se dão bem com a LIBERDADE dos militantes dos partidos políticos.

Tanto a justiça como o jornalismo odeiam os outros partidos e a LIBERDADE.

Foi esse ódio à LIBERDDADE e IMPARCIALIDADE que está a levar o império de Balsemão à insignificância.

A comunicação social ou é livre ou vai à falência.

É uma questão de mercado, Xico Balsemão, o que interessa é estar em todos os mercados e não se limitar a um.

Se vendesses relógios ou automóveis podias estar em toda a parte, mas, mesmo assim, tinhas de colocar publicidade em todos os meios de comunicação.

Hoje, Balsemão, comprei o teu Expresso numa papelaria de uma senhora toda reacionária, mas que tem sempre o Avante bem à vista na porta de entrada com outros jornais de outras cores.

Ela precisa de todos os clientes e não quer saber se são do PSD, que parece ser o seu partido, ou do PCP, etc. Claro, nada põe do PS e do BE porque não há nenhum jornal afeto a estes partidos ou, pelo menos, suficientemente IMPARCIAL para tratar todos os partidos por igual com jornalistas que se interessam apenas pelos acontecimentos sem acusar governos ou partidos como faz hoje o teu Expresso que anda já a incendiar o próximo verão, convencendo os INCENDIÁRIOS de que o caminho está livre e podem espalhar a pólvora que já compraram nas empresas de pirotecnia.

Tu, Balsemão, não gostas de Portugal. Só gostas de ti, mas estás a falhar porque a SIC custa muito dinheiro para não ser imparcial, enquanto no Expresso ainda vais deixando algumas coisitas, e que para mim serve muito bem para saber o que pensam os INIMIGOS da PÁTRIA e poder criticá-los no Facebook.

Balsemão! Viva o FACEBOOK, onde posso dizer que não passas de uma cabeça de alfinete.

E VIVA PORTUGAL, tudo pela PÁTRIA.

Treslendo o semanário de Balsemão

(Por Jorge Rocha, in Blog Ventos Semeados, 10/03/2018)

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  1. Semana a semana Angela Silva continua-nos a dar conta dos estados de alma de Marcelo Rebelo de Sousa, que já terá reunido o seu staff em Belém para implementar o plano alternativo ao não ver Rui Rio a ser bem sucedido como líder da oposição. Na edição de hoje do «Expresso», a voz oficiosa do presidente confidencia a intenção de, tão só constatada a incapacidade para o seu partido subir nas sondagens e obstar à maioria absoluta dos socialistas, e ei-lo numa espécie de tournée pelo país fora para mostrar aos apreciadores de selfies e de abraços o quanto de menos bom possa ser empolado na governação de António Costa. E já tem como primeiro alvo a Saúde, apesar de saber quanto já aumentou o investimento no setor e os sucessivos records alcançados em números de consultas e tratamentos no SNS. Afiança-se no texto que “a calma de Rio deixa Marcelo ansioso” nestes dias em que equaciona o sucesso ou insucesso da sua estratégia de devolver o país aos novos donos disto tudo.
  2. Martim Silva, diretor-executivo do semanário de Balsemão, vem-se responsabilizando pela rubrica de Altos & Baixos na segunda página há já algum tempo. Embora tenha desta feita de reconhecer o sucesso de António Costa por ter conseguido que a Comissão Europeia retirasse o país da lista dos países com desequilíbrios macroeconómicos excessivos, optou, viperinamente, de o fazer acompanhar de outro «socialista» – Sérgio Sousa Pinto – por ter aprovado a contratação de Passos Coelho para o ISCSP. Para Martim e outros que tais no mesmo jornal, um bom socialista é aquele que se porta de forma absurda e a contrario de quase todos os seus camaradas.
  3. A entrevista de duas páginas com Assunção Cristas seria completamente olvidável se ela não se considerasse com potencial político para vir a ser primeira-ministra. Alguém a quem nenhuma sondagem dá perspetivas de votação acima do solitário digito e se julga capaz de, por um passe de mágica, vê-lo no mínimo quintuplicado, ou é tonta, ou repete a perspetiva goebbelsiana de repetir milhentas vezes algo, a ver se o transforma numa improvável verdade. Para já ficámos a saber que conta com a colaboração da brasileira de Pedrógão Grande e com Pedro Mexia para lhe carpinteirarem o programa eleitoral e que se sente como o Calimero na forma como se vê tratada nos debates parlamentares por António Costa, atribuindo a causa ao facto de ser … mulher. Esquece-se, obviamente, que quem vai à guerra de argumentos com má educação, recebe o trato que merece…
  4. Embora discordando quase sempre de Miguel Sousa Tavares compreende-se o seu espanto com o facto de uma enorme maioria de italianos não quererem sair da União Europeia, nem do euro, mas terem votado em duas forças políticas, que dela fizeram o saco de boxe da sua campanha. Tanto mais que, não fosse a intervenção do BCE e o seu sistema bancário teria ruído como um castelo de cartas. E que, mostrando-se desconfiados com os partidos e com o governo, 78% reconheçam-se satisfeitos com a vida que têm. Não sendo a minha posição, há algo de pertinente na proposta para a União Europeia com que conclui a sua crónica: “avançar apenas com quem quiser ficar dentro sem reticências e expulsar os outros sem apelo. Nem que, para ultrapassar os problemas jurídicos, tenha de fazer as duas coisas sucessivamente: primeiro extingue-se, depois cria-se nova organização com os que querem continuar a defender os valores europeus.” Uma coisa se conclui: nos seus dois mandatos Durão Barroso foi o principal responsável por condenar a União ao estado comatoso de que dificilmente recuperará.
  1. Em dia de Congresso do CDS Pedro Adão e Silva assina uma crónica em que, distâncias ideológicas à parte, encontra perturbantes similitudes entre o partido de Cristas e o Bloco de Esquerda. Para ele ambos“têm hoje uma enorme plasticidade, que lhes permite alicerçarem a sua ação quotidiana mais em torno do ciclo mediático e menos em causas.” E, de facto, tem sido, no mínimo estranho, que se encontrem tão frequentemente coligados em votações parlamentares contra o governo ou a competirem por chamar ministros a São Bento para se explicarem quanto ao que os jornais dizem estar a correr mal.
  2. Conclua-se com a crónica, sempre imperdível, de Daniel Oliveira, que começa por lembrar como Matteo Renzi anunciara o suicídio do Labour de Jeremy Corbyn há três anos, e se viu empurrado para o caixote do lixo da História enquanto o político inglês tem fortes possibilidades de vir a ser o próximo ocupante do 10 de Downing Street. A incapacidade das democracias ocidentais responderem com inteligência ao fenómeno da globalização está a empurrá-las para sucessivas implosões. Torna-se evidente que os únicos sítios onde as esquerdas conseguem o apoio dos eleitorados para as suas propostas são aqueles onde elas não enjeitam os seus valores ideológicos mais consistentes.

Fonte aqui