A Dr.ª Cristas não cresce, só incha

(Carlos Esperança, 01/06/2018)

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A Dr.ª Assunção Cristas é uma irrelevância política e eleitoral que herdou uma bancada parlamentar desproporcionada, negociada na secretaria entre o Dr. Portas e o ora Doutor Passos Coelho, para ser a muleta do PSD, presa pela arreata à manjedoura do poder.

Quiseram o bom senso e o sentido patriótico que os partidos de esquerda viabilizassem o Governo que os varreu, embora com os centros de decisão em gente da sua confiança, à semelhança da comunicação social que continuam a dominar.

Percebendo o arguto e maléfico Paulo Portas que lhe fugia o futuro próximo, arredou-se e deixou a bem-comportada orquestra do CDS nas mãos da improvável regente a quem a luta pelo poder no PSD e a falta de comparência nas autárquicas de Lisboa permitiram a euforia de uma vitória local que escondeu a deceção do CDS no resto do país.

Mal conquistou a liderança do partido e a insolência que caucionam a má educação com que chamou mentiroso ao PM, em plena AR, como se estivesse na praça do peixe, logo esqueceu a passagem pelo Governo onde, desde o estímulo à plantação de eucaliptos até à leveza com que permitiu a resolução do BES, por SMS, a pedido da sua colega Maria Luís, não deixou rasto que a dignifique ou recomende.

Participante em todas as malfeitorias do governo que integrou, com o conluio de Belém, a Dr.ª Cristas acrescentou às privatizações que a leviandade e o extremismo ideológico levaram a fazer à pressa e ao desbarato, a da sua própria iniciativa, a que deu o nome.

Não lhe tremeu a mão a propor a Lei das Rendas de 2012 (Lei Cristas) que deu o sinal de incentivo aos investidores, agilizando mecanismos para a rescisão de contratos e para atualizar rendas, indiferente à sorte dos inquilinos despejados. Exaltou o fervor místico contra a eutanásia, e é indiferente à morte ao relento, que a lei ajuda, por ser o deus dela a chamar as vítimas à divina presença com a sua devota ajuda.

A privatização da ANA deixou Portugal manietado na política aeroportuária, mas não se importou de participar no contrato ruinoso com a Vinci, que tem o aeroporto Humberto Delgado saturado, incapaz de resposta às solicitações. Sendo o negócio mais rentável da empresa francesa, entre todas as 36 infraestruturas que gere no mundo, é uma ameaça ao turismo e aos interesses nacionais, com o Governo tolhido por cláusulas contratuais.

A Dr.ª Cristas não é uma estadista, é uma regateira de boa aparência e sólida formação reacionária que, depois de estimular a plantação de eucaliptos, berra contra os incêndios e põe a presidente das vítimas de Pedrógão Grande a recolher inscrições para o CDS, à saída das missas.

Até o Professor Marcelo cortou a avença à igreja de Pedrógão, e rumou a outras missas.

ESTOU FARTO DESSA IMBECIL

(In Blog O Jumento, 17/04/2018)
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Questionada sobre a questão dos aumentos de vencimentos dos funcionários públicos, uma conhecida imbecil respondeu que é contra, que antes de aumentar os vencimentos dos funcionários deveria ser reduzida a carga fiscal. Acrescentou com aquela cara de parva que diminuindo os impostos os funcionários públicos também seriam beneficiados.
Para esta senhora atualizar os ordenados dos trabalhadores do Estado ou diminuir os impostos são medidas alternativas. Também poderia defender, por exemplo, que em vez de atualizar os vencimentos defende a sua redução, devendo as poupanças serem investidas nas estradas, os funcionários públicos também sairiam beneficiados pois andam de carro.
Esta senhora insiste em considerar os funcionários públicos como uma mera despesa, dependendo o seu bem-estar de estratégias eleitoralistas deste ou daquela imbecil. Ignora que os funcionários públicos estão há quase uma década sem qualquer atualização profissional, que durante muitos anos não beneficiaram de qualquer profissão e, pelo meio, um governo de velhacos onde estava a imbecil, ainda lhes eliminou os subsídios e cortou nos vencimentos.
Esta senhora insiste em atirar portugueses contra portugueses julgando que desta forma consegue mais votos, mesmo depois de desaparecidos os ideólogos do governo dos velhacos, insiste em ser a fiel depositária do pior que se pensou e fez durante o governo a que pertenceu e onde só ficou conhecida pelo dress code dos homens do seu ministério, que deixaram de usar gravata para poupar no ar condicionado.
Convencida de que vai ultrapassar os votos do PSD e animada por uma sondagem da Aximage a senhora continua com o seu estilo de Le Pen do Restelo, agredindo uns e ofendendo outros, transformando as suas baboseiras de ressabiada do Rossio em programa eleitoral.

CRISTAS E A AUSTERIDADE

(In Blog O Jumento, 06/04/2018)
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Há mais de dois anos que Assunção Cristas insiste que a austeridade não acabou, como se o fato de haver rigor orçamental, austeridade ou o que quer que seja pudesse justificar as canalhices que aprovou enquanto membro de um governo de que insiste ser a derradeira defensora. Esta birrinha idiota está a levá-la de forma sistemática ao desespero, ao ponto de já fazer o papel de imbecil.
Para a líder do CDS qualquer aumento da receita fiscal significa aumento da carga fiscal e isso prova que há agora mais austeridade. É um argumento que está entre o desonesto e o imbecil. Quando o seu governo tentou aumentar a TSU dos trabalhadores, reduzindo a dos patrões, pretendia reduzir os salários de todos os trabalhadores portugueses sem aumentar as receitas do Estado, neste caso da Segurança Social.
Quando decidiu reduzir o rendimento de todos os trabalhadores com um aumento brutal do IRS, através da sobretaxa, para financiar uma redução do IRC, medida com a qual Vítor Gaspar tentou substituir o golpe da TSU, não se pretendia um aumento da receita fiscal.
São dois exemplos de medidas brutais de austeridade que são neutras em relação à evolução das receitas fiscais. Esse fato mostra como a austeridade que deve ser a regra normal de governar, pode ser usada como instrumento político de um governo sem escrúpulos, que a coberto de uma crise nacional tentou promover uma brutal alteração na distribuição de rendimentos em favor dos mais pobres.
A esquerda cometeu o erro de referir-se a esta política como de austeridade, associando-as ao objetivo de redução do défice orçamental. Criou a ideia de que menos défice significa mais austeridade e que os défices são progressistas enquanto o rigor ou austeridade orçamental é um atributo das políticas de direita. Tudo isto é falso.
Na hora de distribuir o que conseguia tirar aos trabalhadores e pensionistas o governo da Assunção não era rigoroso, não foi rigoroso na forma como injetou dinheiro nos bancos, não foi rigoroso na forma como subsidiou os colégios privados, não foi rigoroso na pressa em descer o IRS a qualquer custo. Não admira que o governo da Crista tenha falhado sistematicamente nas previsões orçamentais, essa não era a sua preocupação.
É natural que agora o rigor do Estado tenha impacto nas contas públicas, ao contrário do que sucedeu com o governo da Cristas o aumento das receitas fiscais ou o que se poupa não se destina a financiar colégios privados ou a enriquecer os mais ricos. É também natural que com o crescimento económico e o aumento do consumo aumentem as receitas fiscais.
Há um par de meses a Assunção Cristas defendia que o crescimento se devia às exportações e não ao consumo, apontando isso como um falhanço da política do governo. Agora que o aumento do consumo se traduz num aumento das receitas fiscais, por via dos impostos sobre o consumo, Assunção Cristas em vez de aceitar que se enganou arma-se em burra e acusa o governo de promover mais austeridade.