Eles odeiam o Facebook e todas as redes sociais.

(Dieter Dellinger, 28/06/2018)

judiciaria

A PJ disse que foi inspecionar a Concelhia de Lisboa do PS, (Ver notícia aqui). Sucede que não existem instalações deste organismo e na FAUL não há nada que justifique qualquer negócio. A haver documentos que provem corrupção seria nos escritórios de empresas ou nas casas de pessoas envolvidas e nunca em organismos do PS que não dispõem de qualquer poder e só têm pessoas maioritariamente sem cargos políticos relevantes e, por ventura, um ou outro presidente de Câmara que nunca está nas instalações do PS, mas sim da respetiva autarquia.

Tudo o que a PJ e Ministério Público faz assim no geral sem especificar é apenas PROPAGANDA POLÍTICA e CRIME DE DIFAMAÇÃO para anular os DIREITOS dos CIDADÃOS.

O Ministério Publico pode pegar num papel escrito à mão a acusar qualquer pessoa e vai a casa dessa pessoa, anunciando o facto na comunicação social. Com isso cria logo a impressão que a pessoa está envolvida em algo corrupto ou criminoso.

Qualquer FdP pode escrever num papel que eu fiz não sei o quê e a PJ, às ordens do Ministério Público que se submeteu a uma denúncia de um FdP, vai a minha casa e até pode levar os computadores, deixando-me calado ou obrigado a comprar um novo. Eles nunca vão com um disco para gravarem o que está num computador, levam-no que é uma forma tipo China Comunista para calar bloggers e facebookers.

Eles odeiam o Facebook e todas as redes sociais.

TAMBÉM QUERO UMA BUSCAZINHA

(In Blog O Jumento, 27/06/2018)
tutti1
(Ver notícia aqui).
(Estes tipos da PJ são uns bacanos a dar o nome às operações. Devem ter lá um publicitário falhado que se encarrega das nomeações. Esta do “tutti frutti” não lembraria ao careca. Ao que parece, não se investigam peras, laranjas ou bananas, não, é a fruta toda. Presumo, contudo, que não seja “fruta” à moda do Porto como no caso do Apito Dourado…  🙂
Comentário da Estátua, 27/06/2018)

Eu sei que neste palheiro só há palha, que até já andaram aqui à porta mas não chegaram a entrar, mas começa a ser tempo de virem aqui fazer uma busca, nem que seja só uma buscazinha. É que português que se preze tem de ter no seu currículo uma busca, de preferência conduzida por magistrados do MP e com direito à CMTV à porta de casa. Mas se o MP anda muito ocupado com coisas mais importantes, como as diatribes dos mariolas de Alcochete, então que mande cá o pessoal da PJ, até podem vir os do Porto, para o caso de o pessoal de Lisboa estar a ver o jogo na Fan Zone do terreiro do paço. EM último caso, que mandem um qualquer órgão de polícia criminal, nem que seja o pessoal da guarda da venatória que tem os cavalos em Monsanto. Mas, porra, mandem fazer uma buscazinha para que conste no currículo.
Imaginem o que é ir aos EUA e enfrentar o serviço de estrangeiros do Trump com tamanha falha na base de dados, como é que vamos convencer o xerife de serviço de que somos portugueses importantes e não consta qualquer busca a casa. Um dia destes na minha rua sou o único que não foi alvo de uma tão ilustre visita. Se for em agosto, já com o bronze da Praia dos Três Pauzinhos o mais certo é ficar logo preso por suspeita de terrorismo ou de ser um mexicano a querer emigrar.
O Vieira é alvo de buscas quase todas as semanas, o Bruno de Carvalho até foi para casa esperar a ilustre visita, o Pinto da Costa tem sempre fruta no frigorífico a contar com as visitas, hoje foram as juntas de freguesia de Lisboa, há uns tempos foi o Mário Centeno, não há ninguém neste país que apareça na capa da Gente que não tenha tido a ilustre visita. As buscas já não são uma mera rotina policial, são um direito inalienável do cidadãos e morrer sem ter merecido uma busca é como morrer sem a extrema unção ou, no caso de ser muçulmano, sem ter ido a Meca.

O que escondem as bagatelas judiciais?

(Carlos Esperança, 26/06/2018)

justiçax

Os ex-líderes parlamentares sociais-democratas Luís Montenegro e Hugo Soares vão ser constituídos arguidos pelo alegado crime de recebimento indevido de vantagem no caso das viagens do Euro 2016 (Ver notícia aqui).

Não tendo a mínima simpatia pelos referidos políticos, não me sinto confortável com a sua perseguição, com o que julgo serem bagatelas penais, quando há crimes graves cuja hierarquia devia ser estabelecida pela PGR, sem prejuízo da autonomia dos magistrados a quem cabe a investigação.

Inquirir um ‘crime’ feito às escâncaras, com fotografias, horários e locais de pernoita e repasto conhecidos, para irem ver um jogo de futebol da seleção nacional, supondo que isso os corromperia, afigura-se tão grave como a aparente displicência com o caso dos submarinos, a Tecnoforma ou o desaparecimento de 3 mil milhões de euros já depois da ruinosa decisão da resolução do BES.

Aceitar que um deputado ou um membro do Governo se deixa subornar à vista de toda a gente é pior do que admitir que no BPN, Banif, BES e BPP não houve subornos ocultos.

É chocante saber que Luís Montenegro e Hugo Soares vão ser constituídos arguidos por aceitarem a boleia para um jogo de futebol e nada se saber dos autarcas do PSD, Marco António, Luís Filipe Meneses, Agostinho Branquinho, Hermínio Loureiro, Virgílio Macedo e Valentim Loureiro, que a Visão n.º 1278 (31/8 a 6/9 de 2017) refere, em 21 páginas, com provas aparentemente irrefutáveis de faturas falsas, empresas de fachada, contratos públicos viciados, tráfico de influências, negócios simulados, fraudes em subsídios, manipulação de contas e iniciativas fictícias.

Não duvido de que a Senhora Procuradora Geral da República esteja a recolher provas, mas causa alarme nada se saber, quando há pessoas mal-intencionadas que duvidam de quaisquer investigações, dado o silêncio dos jornais com acesso a todos os processos.

Que a PGR procura averiguar estes casos, não há dúvidas. Basta ver o medo que o PSD mostra da sua recondução, apesar de a própria considerar único o mandato de seis anos.

O que o País teme é que enquanto se investigam idas à bola ou as boleias para os jogos, falte o tempo ou os meios para investigar os referidos autarcas ou para reabrir o processo Tecnoforma, arquivado pelo MP, como admitiu depois de a União Europeia ter exigido a devolução de 6,7 milhões de euros da fraude que o gabinete antifraude da Comissão Europeia garantiu haver.

Ninguém acredita que para poupar incómodos a Miguel Relvas, que concedeu a verba, e ao gestor Passos Coelho que a recebeu, a PGR vacilasse. O ora relicenciado e o recente catedrático não gozam de foro especial.