Apresentado o novo livro de Carlos Branco

(In AbrilAbril, 30/05/2026)


«Ucrânia-variações de uma guerra inacabada» é o título do novo livro do major-general Carlos Branco, apresentado esta sexta-feira em Lisboa.


Ajude a Estátua de Sal. Click aqui

Este novo livro editado pela Colibri foi apresentado pelo jornalista Miguel Szymanski, perante uma plateia que esgotou a sala de um hotel no centro da capital, e onde eram visíveis diversas personalidades civis e militares.

No prefácio, o major-general Raul Cunha sublinha que «esta obra do major-general Carlos Branco sobre o conflito da Ucrânia é um contributo para se encontrar respostas às múltiplas interrogações que nos têm assaltado a mente nos últimos quatro anos sobre a sua resolução, para quem, como eu, tem procurado entender os acontecimentos, fintando a corrente (des)informativa baseada na propaganda e na mentira com que nos confrontamos diariamente».


Fala quem lá esteve

A Estátua não esteve lá, mas dá a palavra a três dos seus ilustres comentadores que lá estiveram, e que sublinham a ausência da comunicação social no evento. Nada que não fosse expectável.

Luis Manata: Miguel Szymanski no dia 29 Maio fez a apresentação do livro : “Ucrânia- variações de uma guerra inacabada”, do Major-general Carlos Branco. É incompreensível que nenhum (nenhum) orgão de comunicação social tenha comparecido. Forma de censura?

Joaquim Camacho: Também lá estive. Quanto a órgãos de “comunicação”, melhor dizendo, de reverência, manipulação e aldrabilhação, também não vi. Mas vi uma sala cheia, a deitar por fora, de homens e mulheres livres. Vi uma vontade serena, mas imparável, de desmascarar e combater a sacanagem. E ouvi, do Miguel Szymanski e, principalmente, de Carlos Branco, a lucidez do raciocínio na exposição dos factos e a promessa clara de que assim continuarão enquanto respirarem.

José Catarino Soares: Também lá estive e corroboro o comentário de Joaquim Camacho (JC). A sala, que era bem grande, estava à pinha e não cabia lá mais ninguém. Os órgãos da comunicação social de “reverência, manipulação e aldrabilhação” (na feliz expressão de JC) mantiveram-se à distância máxima, como é seu costume e dever de ofício. Não seriam o que são se agissem de outra forma.

Golpes de estado das magistraturas e das polícias

(Francisco Fortunato, in Facebook, 28/05/2026)


Já deve haver algum comando ibérico de polícias. Ontem a polícia de Madrid andou a vasculhar os socialistas do PSOE, hoje, é a polícia de Lisboa que anda a vasculhar freguesias socialistas. Ao que parece as sondagens, por cá, estão pela hora da morte para o PPD/PSD e simpáticas para o PS, enquanto, por lá, em Madrid, o PP e o Vox, querem eleições gerais antecipadas. Quando é assim a “justiça” intervém de imediato…

Era previsível há muito. As magistraturas e as polícias, dão no presente os golpes de estado que, no passado, eram feitos por militares fascistas com grande panóplia de equipamentos repressivos nas ruas.

Hoje tudo é feito no conforto dos gabinetes. Obviamente, em nome da luta contra a corrupção e com o conveniente apoio da comunicação social e seus comentadores amestrados.

Há 100 anos, o golpe militar que deu lugar à mais longa ditadura europeia, 48 anos, foi feito por militares.

Em 07 de Novembro de 2023 houve novo golpe direitista, feito pela PGR com a bênção do presidente Marcelo, o seu arquiteto, que nos trouxe o governo Spinumviva, 60 deputados fascistas e 8 ultra liberais que em nada ficam atrás dos do partido fascista.

Tudo feito em gabinetes e convenientemente tratado pela comunicação social amestrada.

Fonte aqui

A Estátua de Sal precisa da sua ajuda. Click aqui.

Não deem audiência a quem chama democracia a um genocídio!

(Tita Alvarez, in Facebook, 23/05/2026)


Eles não me enganam. Apenas me enojam.


Há princípios que não se negociam.

O genocídio, a intenção sistemática de destruir um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, é o aniquilamento absoluto de cada um desses pilares. Não é uma “falha” ou uma “imperfeição”. É a rutura total.

Um Estado que pratique, auxilie ou permita o genocídio não pode, sob qualquer artifício retórico, ser chamado de democrático. Nem sequer de “democracia imperfeita” ou “falha”. É, pura e simplesmente, um regime criminoso.

E. no entanto, todos os dias, comentadores televisivos vão aos ecrãs, em horário nobre, afirmar que Israel é um Estado democrático. Repetem como um mantra: “é a única democracia no Médio Oriente”.

Estes comentadores não são ingénuos. São pagos para mentir. São pagos para normalizar o anormal. São pagos para chamar “democracia” a um regime que, perante a lei internacional e a evidência factual, é acusado de cometer o maior dos crimes.

Não vou dar audiência a quem recebe um salário para branquear horrores. Não vou sentar-me no sofá a ouvir alguém que, com factos e seriedade fingida, tenta convencer-me de que o que estou a ver com os meus olhos não é verdade.

A democracia morre quando as palavras perdem o sentido. Morre quando nos habituamos à mentira repetida até à exaustão.

Eles não me enganam. Apenas me enojam.

Não vou dar audiência a quem é pago para mentir. Quem normaliza o horror não tem lugar no meu ecrã, nem no meu tempo, nem na minha consciência.

Se ainda tem um mínimo de decência e de clareza moral, faça o mesmo. Desligue. Não valide. Não alimente quem mente ao serviço do poder.

A Democracia não se diz. Pratica-se. Genocídio também não se esconde. Vê-se. E quem vê e continua a chamar democracia ao que está a acontecer… não é comentador. É cúmplice.

A Estátua de Sal precisa da sua ajuda. Click aqui.