Magistrados “Bailarinos”

(Dieter Dellinger, 08/122018)

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A Maria José Morgado era uma defensora dos juízes justiceiros e combatentes contra a corrupção de alguns setores da política, mas não de todos, e no Brasil defendia o Moro.

Até teria razão se os juízes não quisessem fazer do seu trabalho – que devia ser sério – um espectáculo televisivo e jornalístico sem investigarem nada mesmo a sério. Não fossem pois uma espécie de “bailarinos”.

Agora ficou desiludida com o Moro e acaba o seu artigo no Expresso com a seguinte frase: “Adeus Sérgio Moro, com a noite lá longe a cobrir o rio onde não resta nada, a tua partida deixa-nos vazios”.

Antes escreveu que “tinha pensado que o único caminho do reforço do combate à corrupção era a verdadeira independência dos magistrados, implicando a proibição de participarem em cargos políticos, e olha também em cargos no futebol”.

Claro, a Morgado sabe que se um governo da extrema direita convidar o juiz Alexandre ou o procurador Guerra para ministros, eles vão a correr e deixam a toga no chão sem a pendurarem num cabide …

A Justiça portuguesa sofreu uma enorme DERROTA com a eleição de Tomás Correia para a Associação Mutualista proprietária do Banco Montepio 19.928 votos (42,4%), seguido pela lista C com 35,6% e lista B com 20%.

Tomás Correia é acusado vagamente de vários delitos, mas a justiça não foi capaz de atuar a tempo e horas e não goza de qualquer prestígio nem credibilidade junto do povo, pelo que ninguém quis saber de mais umas acusações no meio de tantas em que nunca mais se chega a qualquer prova concreta.

Portugal tem 3.863 magistrados e 7.762 oficiais de justiça mais 2.261 agentes da Polícia Judiciária. Enfim, são 13.886 mil pessoas a trabalharem contra o crime e para pouco mais de uma dúzia de processos complicados de corrupção sem chegarem a nada e isto sem contar com o pessoal das finanças que faz investigação financeira e abre processos administrativos como o do ex-PM Eng. J. Sócrates iniciado há uma data de anos atrás.

Até agora esse e outros processos serviram para magistrados “bailarinos” andarem a dar show, julgando os portugueses tão estúpidos que acreditam em tudo o que eles mandam para o pasquim CM/CMTV.

O Isaltino saiu da prisão e foi eleito de novo presidente da C. M. de Oeiras. Foi mais uma derrota da magistratura em que os eleitores não ligaram ao julgamento e prisão do autarca.

As últimas sondagens já não trazem a opinião dos portugueses a respeito dos procuradores e juízes, tão negativas que eram.

Os magistrados não estão sujeitos a eleições, pelo que não têm a necessidade de bailarem perante o povo. Mas, enquanto não cortarem com o Correio da Manha e a sua televisão não serão respeitados pela sociedade portuguesa.

Não devemos esquecer que o dono do pasquim foi apenas admoestado por a sua empresa, a Celtejo, ter poluído o Tejo, o que levou os contribuintes a gastarem uma pipa de massa através do Estado que teve de mandar fazer a limpeza.

Inexplicavelmente, as finanças aceitam calmamente que se mantenha a dívida de mais de 12 milhões euros do pasquim sem o penhorar.

Magistrados "Bailarinos"

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(Dieter Dellinger, 08/122018)
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A Maria José Morgado era uma defensora dos juízes justiceiros e combatentes contra a corrupção de alguns setores da política, mas não de todos, e no Brasil defendia o Moro.

Até teria razão se os juízes não quisessem fazer do seu trabalho – que devia ser sério – um espectáculo televisivo e jornalístico sem investigarem nada mesmo a sério. Não fossem pois uma espécie de “bailarinos”.

Agora ficou desiludida com o Moro e acaba o seu artigo no Expresso com a seguinte frase: “Adeus Sérgio Moro, com a noite lá longe a cobrir o rio onde não resta nada, a tua partida deixa-nos vazios”.

Antes escreveu que “tinha pensado que o único caminho do reforço do combate à corrupção era a verdadeira independência dos magistrados, implicando a proibição de participarem em cargos políticos, e olha também em cargos no futebol”.

Claro, a Morgado sabe que se um governo da extrema direita convidar o juiz Alexandre ou o procurador Guerra para ministros, eles vão a correr e deixam a toga no chão sem a pendurarem num cabide …

A Justiça portuguesa sofreu uma enorme DERROTA com a eleição de Tomás Correia para a Associação Mutualista proprietária do Banco Montepio 19.928 votos (42,4%), seguido pela lista C com 35,6% e lista B com 20%.

Tomás Correia é acusado vagamente de vários delitos, mas a justiça não foi capaz de atuar a tempo e horas e não goza de qualquer prestígio nem credibilidade junto do povo, pelo que ninguém quis saber de mais umas acusações no meio de tantas em que nunca mais se chega a qualquer prova concreta.

Portugal tem 3.863 magistrados e 7.762 oficiais de justiça mais 2.261 agentes da Polícia Judiciária. Enfim, são 13.886 mil pessoas a trabalharem contra o crime e para pouco mais de uma dúzia de processos complicados de corrupção sem chegarem a nada e isto sem contar com o pessoal das finanças que faz investigação financeira e abre processos administrativos como o do ex-PM Eng. J. Sócrates iniciado há uma data de anos atrás.

Até agora esse e outros processos serviram para magistrados “bailarinos” andarem a dar show, julgando os portugueses tão estúpidos que acreditam em tudo o que eles mandam para o pasquim CM/CMTV.

O Isaltino saiu da prisão e foi eleito de novo presidente da C. M. de Oeiras. Foi mais uma derrota da magistratura em que os eleitores não ligaram ao julgamento e prisão do autarca.

As últimas sondagens já não trazem a opinião dos portugueses a respeito dos procuradores e juízes, tão negativas que eram.

Os magistrados não estão sujeitos a eleições, pelo que não têm a necessidade de bailarem perante o povo. Mas, enquanto não cortarem com o Correio da Manha e a sua televisão não serão respeitados pela sociedade portuguesa.

Não devemos esquecer que o dono do pasquim foi apenas admoestado por a sua empresa, a Celtejo, ter poluído o Tejo, o que levou os contribuintes a gastarem uma pipa de massa através do Estado que teve de mandar fazer a limpeza.

Inexplicavelmente, as finanças aceitam calmamente que se mantenha a dívida de mais de 12 milhões euros do pasquim sem o penhorar.

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A Realidade dos Meios Aéreos

(Dieter Dellinger, 11/08/2018)

canadair

Foto: Um C-130 a lançar água com retardante a título experimental.

Muito se falou nos anos 70 a respeito da utilização dos meios aéreos da Força Aérea no combate a incêndios.

Chegou-se a comprar kits especiais (Modular Airborne System for Fighting Fires) para reconverter os C-130 nessa função em que utilizariam também retardadores e chegou a ser utilizado um helicóptero Aluette III com 2 sapadores florestais equipados com um extintor de 6kg de pó cada um.

Durante anos discutiu-se o assunto até que a FAP chegou à conclusão que os C-130 eram demasiado valiosos para serem utilizados no combate aos incêndios e não poderiam reabastecer-se em qualquer albufeira ou no mar como fazem os T-Roc, Canadair e Kamov, além da dificuldade em ter dois ou mais C-130 a trabalharem ao mesmo tempo que teriam sempre de aterrar na sua base para se reabastecer, o que significava uma enorme perda de tempo.

Portugal é um país com mais de 50 barragens de norte a sul, pelo que há sempre uma albufeira ou um rio a poucos quilómetros de algum incêndio e os dois modelos de aviões anfíbios enchem os depósitos sem pararem, limitando-se a amarar e quando em contacto com água enchem os depósitos. Até podem reabastecer-se no mar como fizeram recentemente no combate ao incêndio de Monchique. Os Kamov podem encher um balde de 500 litros até numa piscina, tendo duas hélices de sustentação que dá um impulso suficiente mesmo numa atmosfera muito quente e pouco densa.

O avião ideal para combater o fogo continua a ser o Canadair que é, de resto, o único avião do mundo construído para essa missão.

Posteriormente, quando foram adquiridos os 12 helicópteros E-101 alvitrou-se a hipótese de serem utilizados no combate a incêndios. Sucede que estes helicópteros vieram no âmbito dos planos estratégicos da Nato e um desses helicópteros custou tanto como 6 Kamovs além de que a formação dos pilotos da FAP é caríssima em comparação com os civis.

Os Kamov russos foram fornecidos a um preço especial, parece que em segunda mão, mas a sua manutenção é bastante cara. Mesmo assim, inferior à dos helicópteros E-101 que fazem revisões globais no fabricante.

A FAP é extremamente cara. Os seus pilotos voam em média pouco mais de 6 anos e levam 2 a 4 a serem instruídos, passando depois a oficiais do Estado Maior, algo que não sucede com os civis das empresas a quem se alugam os meios aéreos ou se contratam os trabalhos de manutenção e pilotagem com um custo elevado por hora que não dura todo o ano.

Segundo um estudo publicado na revista alemã “Der Spiegel” acerca dos incêndios em todo o Mundo, Portugal passou de um mês de grande seca e calor a sul e 2 meses no centro e norte entre 1971 e 2000 a 3 a 4 meses nos anos mais recentes. Isto em consequência de um aumento médio da temperatura global na Europa da ordem dos 2ºC.

Muitas foram as comissões que estudaram o problema dos meios aéreos, tendo a FAP descartado a possibilidade de participar no combate aos incêndios. A compra de 4 Canadair com apoio da União Europeia foi posta de lado devido aos custos de manutenção e instalação de infraestruturas adequadas. Acabou-se por recorrer ao aluguer periódico que feitas as contas por todos os governos ainda é a solução mais económica apesar dos seus elevados custos.

No âmbito destas questões dos fogos apanhámos a RDP2 a mentir quando colocou uma tímida engenheira do ambiente a dizer que Portugal é o país da Europa que possui a maior percentagem de floresta. A senhora esqueceu-se da Suécia, Finlândia e Noruega, países quase sem uma agricultura normal e cobertos a mais de 80% por florestas. A Rússia também tem uma gigantesca Sibéria toda florestada e sem grande agricultura por causa do frio.

A senhora confirmou indiretamente que Portugal é vítima dos incendiários quando disse que os vários estudos da sua universidade mostram que os incêndios variam de ano para ano entre o sul, centro e norte. Ora, na generalidade, acontece como este ano, o calor e a seca abrangem todo o país e não há uma explicação para a concentração dos incêndios em zonas diferenciadas por anos. Simplesmente, os interesses dos incendiários não abrangiam sempre a totalidade da Nação.