Carlos Moedas, o abominável autarca de Lisboa

(Carlos Esperança, in Facebook, 01/02/2025)


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O pequeno edil Moedas, grande falsificador da História, não liderou o PSD a tempo de ser PM, como desejava o pouco recomendável PR, porque Montenegro ainda era líder.

Quando o PR e a PGR se conluiaram no parágrafo para o homicídio político de António Costa, esperava o PR deixar em coma o PS antes de dissolver a AR, para levar o PSD ao poder. A indigitação de Montenegro, através da AD, fingindo a vitória do PSD, impediu Moedas de o substituir à frente de um executivo com IL e Chega.

O homem de mão de Marcelo, que já fora de Miguel Relvas e Passos Coelho, ficou na Câmara de Lisboa, sem vocação, a fazer propaganda e a falsificar a História: celebrou o 5 de Outubro, feriado que o PSD apagou, a promover o 25 de novembro, data da derrota da direita pelo Grupo dos Nove e PS; e tentou atrair Eanes, em cuja reeleição votou toda a esquerda, para derrotar o candidato do PSD/CDS, Soares Carneiro.

Moedas é o Trump dos pequeninos, a elogiar Jacques Delors, socialista francês, notável presidente da UE, como «grande democrata-cristão». Esquecem-se as mentiras do edil de Lisboa, como a tentativa de deslocar o monumento ao 25 de Abril para não ofender o Papa com a forma fálica, julgando Francisco um aiatola, ou a beata ideia de dar o nome Cardeal Clemente à ponte pedonal do Trancão, abandonada porque foi conhecida a sua ocultação da pedofilia eclesiástica na diocese.

O homem que faz “tudo o que o PR e a Igreja mandarem” foi quem privatizou os CTT e, um dia, acusado de xenofobia, gritou «a mim ninguém me dá lições, casei com uma imigrante». Não era uma refugiada do Irão. É parisiense, professora da Universidade Católica e administradora dos CTT!!! E administradora da CUF! E da Vista Alegre!

O político videirinho e dissimulado anda a evitar o escrutínio da gestão autárquica com a versão do Chega sobre a insegurança em Lisboa. Quando se demonstra que os crimes diminuíram, afirma que são mais graves; quando é obrigado a reconhecer que os graves também se reduziram, atira-se aos factos e assusta as pessoas porque o medo atira com o eleitorado para a direita.

Não sendo verdadeiros os factos, tanto pior para os factos. Aqui, o político videirinho e dissimulado gere em ‘joint venture’ com o Chega os medos da população. É cada vez mais claro que para mudar a perceção de insegurança, é necessário mudar de autarca em Lisboa.

Goldman Sachs – a escola de moderação de Carlos Moedas

(Carlos Matos Gomes, in Facebook, 18/01/2025, revisão da Estátua)

(Razão tinha o Ricardo Salgado quando aflito – com o BES a resvalar-lhe por entre os dedos para o abismo -, bradava, altissonante, para os seus colegas de infortúnio: “Ativem o Moedas!” 🙂 Ele bem sabia do que falava, mas nem o Moedas lhe valeu...

Estátua de Sal, 19/01/2025)


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Quem cospe para o ar corre o risco do cuspo lhe cair em cima. É o caso de Carlos Moedas e da acusação de radical à candidata do Partido Socialista às próximas autárquicas.

O Moedas encolheu-se todo, e disse muito fininho que era um moderadinho. Não tenham medo dele que ele era moderado em tudo. Exceto em aldrabar o seu passado radical.

A grande escola de Moedas foi o banco americano Goldman Sachs. O banco Goldman Sachs, a escolinha de moderação de Moedas é conhecido no meio financeiro como a “hidra”, “A Firma” ou “Governo Sachs” pela sua habilidade em infiltrar-se nas mais altas instâncias dos estados.

Políticos-chave dos Estados Unidos e da Europa trabalharam anteriormente para o banco. É o caso, não apenas do ex-presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, mas também de Mário Monti, Peter Sutherland (ex-diretor geral da Organização Mundial do Comércio), Petros Christodoulou (gerente geral da Agência de Administração da Dívida Pública grega, em 2010, e, em junho de 2012, eleito vice-presidente do Banco Nacional da Grécia); o português (falecido) António Borges, ex-vice-presidente da Goldman Internacional (unidade que dirigiu os swaps gregos entre 2000 e 2008), que assumiu a direção do FMI para a Europa, em outubro de 2010; Karel van Miert e Otmar Issing, entre outros.

“Colocar Draghi à frente do BCE é como deixar a raposa cuidando do galinheiro”, explicou o economista Simon Johnson, professor da MIT Sloan School of Management. Durão Barroso, ex presidente da Comissão Europeia e membro do clube Bilderberg e António Arnaut presidente da ANA são ex Goldman Sachs boys.

Nos Estados Unidos, o ex-diretor do Goldman Sachs, Robert Rubin, dirigiu o Conselho Económico Nacional criado por Bill Clinton (1993-1995), antes de se tornar seu Secretário do Tesouro (1995-1999). Sob a presidência de George W. Bush, dois outros ex-proprietários do banco Goldman tiveram papel político importante em diferentes áreas do governo e dentro dos dois principais partidos. Henry Paulson foi, de 2006 a 2009, Secretário do Tesouro (e principal arquiteto do bailout do sistema bancário americano), enquanto Jon Corzine foi eleito senador (democrata) por Nova Jersey em 2000 e governador daquele estado, entre 2006 e 2010. Stephen Friedman, antigo CEO do banco, estava a usar três chapéus no momento da crise financeira: era administrador do Goldman Sachs, chefe do President’s Intelligence Advisory Board, órgão consultivo do presidente para assuntos de inteligência, e presidente do Federal Reserve de Nova York, órgão que fiscaliza o Goldman Sachs.

Alguns títulos retirados do Google sobre as atividades da escolinha de moderação de Carlos Moedas ajudam a perceber de onde lhe vem tanta manha e desfaçatez.

  1. Ex-banqueiro do Goldman Sachs é condenado a 10 anos de prisão por caso de corrupção, notícia da Reuters em 09/03/2023: O Grupo Goldman Sachs fez um acordo com autoridades dos Estados Unidos, Reino Unido, Singapura, Malásia e outros países que inclui pagamento de mais de U$2.9 bilhões após admitirem violações ao Foreign Corrupt Practices Act (“FCPA”), legislação federal americana também conhecida como Lei de Práticas de Corrupção no Exterior, pioneira no combate à corrupção. O acordo inclui a retirada das acusações criminais contra o banco de investimentos norte-americano. A subsidiária do Goldman Sachs na Malásia teria pago subornos bilionários a funcionários públicos do alto escalão da Malásia e do Abu Dhabi para obter vantagens em negócios da empresa.
  2. O Goldman Sachs foi considerado como um dos principais atores na ocultação do déficit da dívida pública grega. Goldman Sachs esteve envolvido na origem da crise da dívida pública da Grécia, pois ajudou a esconder o déficit das contas do governo conservador de Kostas Karamanlis.
  3. Goldman Sachs no centro de escândalo financeiro internacional: O famoso banco de investimento norte-americano Goldman Sachs, o único dos grandes que sobreviveu à crise de 2008, encontra-se agora no epicentro de um enorme escândalo financeiro de desvio fraudulento de fundos e de corrupção política no sudoeste asiático.

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Carlos Moedas – Pequeno edil e grande falsificador

(Carlos Esperança, in Facebook, 22/12/2024)


Carlos Moedas, o maior falsificador da História e o pior demagogo da direita. Consegue passar de contrabando as suas mistificações, depois de fazer «tudo o que o PR e o Papa quiseram». Nunca mais prestou contas sobre os gastos das JMJ nem sugeriu outro nome para substituir o do cardeal que caiu em desgraça na ponte pedonal sobre o rio Trancão.

No entanto, com enorme desfaçatez, conseguiu comemorar o 5 de Outubro na Câmara de Lisboa, um feriado abolido pelo governo em que participou, para apelar aí à exótica comemoração do 49.ª aniversário do 25 de novembro, e transformar a derrota da direita e extrema-direita numa vitória dos derrotados.

Feliz com o sucesso das falsificações onde contou sempre com a cumplicidade do pouco recomendável PR, comemorou o 45.º aniversário da eleição de Krus Abecasis sem lhe lembrarem quem foi o seu antecessor do CDS eleito numa lista PPD/CDS/PPM.

Na foto: Moedas cortou quem estava à direita do PR e à esquerda do PGR para retirar o ex-terrorista Pacheco de Amorim, ali presente em representação do presidente da AR.

Krus Abecasis foi o autarca que: demoliu o cinema Monumental perante o repúdio dos lisboetas; promoveu as Torres sobre o Tejo, que roubavam a Lisboa o rio e deixavam as margens à especulação imobiliária, projeto a que o arquiteto Ribeiro Teles, vereador do PPM, impediu; quis estorvar a exibição do filme de Jean-Luc Godard, Je vous salue, Marie, na Cinemateca Portuguesa, incitando desacatos e ameaçando escaqueirar a sala, numa das primeiras tentativas de censura no atual sistema democrático.

Já se esqueceu o pavoroso incêndio da madrugada de 25 de agosto de 1988 que destruiu o Chiado e provocou a morte a um residente e um bombeiro, feriu 70 pessoas e deixou mais de 300 desalojadas e outras duas mil sem local de trabalho. Esqueceu-se sobretudo que a Rua do Carmo, à data reservada por Abecasis aos peões e enfeitada com canteiros altos de betão, impediu o acesso dos carros de bombeiros para o combate, o que agravou a tragédia.

O pequeno edil Moedas consegue ser um grande falsificador da História, graças à nossa amnésia e à incúria de quem ama a democracia. Não é uma questão de ponto de vista, é a falsificação de quem esperava chegar ao governo numa coligação PSD/CDS/Chega.