Um “inimigo comum” coletivo agora persegue a espécie humana

(Stephen Karganovic, in Resistir, 23/04/2024)

Yuval Harari, o porta-voz de Klaus Schwab, fez recentemente uma declaração que deveria causar arrepios na espinha de toda a gente. “Se o pior acontecer e o dilúvio chegar”, disse Harari, ele e a cabala de mestres mundiais obscuros com ideias semelhantes “construirão uma Arca e deixarão o resto afogar-se“.

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Como foi e quem foi!?

(João Mc-Gomes, in VK, 23/04/2024)


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No amanhecer da história, quando os grilhões oprimiam e a liberdade era apenas uma sombra distante, ergueram-se heróis, guerreiros de uma causa nobre, para trazer o alvorecer da esperança. Em terras lusitanas, onde o fado tecia os seus destinos, uma geração de bravos se ergueu, desafiando o jugo do opressor, desafiando o destino traçado pelas mãos do poder.

Entre os corações audazes que pulsavam por mudança, destacaram-se homens de fibra, cujos nomes ecoariam pelos anos, como estrelas guias na noite escura da tirania. O capitão Vasco Lourenço, na bravura de seus 31 anos, liderou os destinos em S. Miguel, erguendo-se contra a correnteza da opressão, firmando-se como um bastião da resistência.

Ao seu lado, o major Otelo Saraiva de Carvalho, com a sagacidade de seus 34 anos, traçou os planos que seriam a chave da libertação. Do quartel da Pontinha, ergueu-se como um estrategista destemido, guiando os destinos da revolução com mão firme e coração valente.

E assim, um após o outro, os heróis destacaram-se: Salgueiro Maia, Marques Júnior, David Martelo, Álvaro Fernandes, Carlos Azeredo, Boaventura Ferreira, Delgado da Fonseca, Duran Clemente, Faria Paulino, e tantos outros – nomes que se entrelaçam na teia da história, cada um desempenhando seu papel na epopeia da liberdade.

Hoje, quando as memórias ameaçam desvanecer-se e os ecos do passado se tornam meros sussurros, é imperativo que os jovens conheçam aqueles que lhes legaram o dom da liberdade. Que os mais velhos recordem, com reverência, os feitos dos heróis que ousaram desafiar a tirania e abriram as portas para um novo amanhecer.

Que o povo não esqueça o sacrifício daqueles que lutaram por um ideal maior, e que não desanime diante dos obstáculos que ainda se erguem. Pois falta cumprir Abril, mas enquanto houver um fio de esperança, enquanto pulsar um coração que anseie por justiça e liberdade, a chama da revolução continuará a arder, imortal e inextinguível.


Com Biden ou Trump, EUA estão condenados à violência e ao absurdo

(David Brooks, in Diálogos do Sul, 23/04/2024)

A situação política nos EUA seria até engraçada se os personagens que mais falam impropérios não estivessem disputando o cargo mais poderoso do mundo.


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Parte obrigatória da profissão de jornalista é ter que ver e escutar os políticos mais poderosos da história do país, uma tarefa que pode ser bastante tediosa em um cenário político onde quase nunca há surpresas, já que tudo está bem ensaiado e coreografado. Mas há dias em que há algo inédito, como quando, por exemplo, aparecem nos cenários uns canibais. Sim, canibais.

O presidente Biden, como costumam fazer os políticos para “se conectar” com as pessoas, estava falando de um conto de sua vida pessoal durante um evento de sua campanha eleitoral em sua cidade natal de Scranton, Pensilvânia, onde foi ao monumento comemorativo aos homens desse povo que lutaram na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a guerra “boa”.

Encontrou os nomes de seus tios, incluindo seu “tio Bosie”, cujo avião, contou, foi derrubado perto de Nova Guiné e “nunca encontraram o corpo” porque foi “derrubado em uma área onde havia muitos canibais”, dando a entender que o tio do presidente foi, como o disse diplomaticamente, um colega jornalista, “comida” de uns canibais.

Mas a história não acabou aí. Pouco depois foi revelada a informação de que a história fantástica era justamente isso, uma fantasia: arquivos do Pentágono informam que o avião teve problemas mecânicos, caiu no mar, e que o tio [de Biden] não era um piloto, mas um passageiro, em um voo que não era parte de nenhuma missão de combate. Mentia ou [Biden] acreditava nisso? Da mesma forma, ambas as possibilidades são preocupantes.

Nesses mesmos dias, o rei indisputável da fantasia política estadunidense, Trump, teve que aguentar uma semana no incômodo banco dos réus em um tribunal criminal em Manhattan, onde se viu como um menino mal-comportado, castigado por um professor e onde, pela primeira vez em sua vida adulta, teve que aceitar ordens de calar a boca e ficar quieto.

Mas ao sair a cada dia, como um “valentão”, se declara vítima e mártir, e acusa todos que se atrevem a criticá-lo e até julgá-lo, de fazerem parte de um complô da “esquerda radical” encabeçada por Biden, para descarrilar sua candidatura (surpreende cada vez que se é informado que se vive num país socialista com um governo “radical”. Mas pelo menos ele não mencionou os canibais como parte da trama).

Enquanto isso, outras figuras da cúpula política competem para ser as mais cômicas, mas dentro de um filme de terror, entre elas: o senador democrata e ex-juiz político do hemisfério, Robert Menendez. Este está contemplando culpar sua esposa para defender-se em seu julgamento em que é acusado de aceitar barras de ouro, uma Mercedes e um montão de dinheiro de estrangeiros em troca de favores políticos; e aí nesse Capitólio continua sentado um legislador acusado de pagar a menores de idade por sexo. Outros dizem que Deus selecionou Trump (o candidato continua vendendo Bíblias autografadas por ele) entre vários mais que defendem neonazistas, entre outros.

Tudo isto seria meio engraçado se não fosse o fato de que estes estão entre os encarregados de conduzir a política do país mais poderoso do mundo. Todos eles compartilham responsabilidade pela violência no exterior e no interior deste país.

Biden e a maioria dos democratas, junto com suas contrapartes republicanas, acabam de aprovar milhões a mais em assistência militar para enviar mais bombas e munições a Israel e para continuar a guerra entre Rússia e Ucrânia, e provocar um pouquinho mais a China.

Ao mesmo tempo, este 20 de abril marcou o 25º aniversário de Columbine, o tiroteio massivo em uma escola preparatória em Colorado, onde morreram 12 estudantes e um professor. Desde então, foram registrados mais de 400 tiroteios em escolas e hoje, as armas de fogo são a causa principal de morte de jovens estadunidenses.

Talvez se for verdade isso dos canibais, às vezes parece que este país está se comendo a si mesmo.

“Nunca foi mais imprevisível nosso futuro, nunca dependemos tanto das forças políticas que não podem ser confiadas a se apegar às regras do senso comum e interesse próprio – forças que são vistas como pura loucura” – Hannah Arendt, 1951.

La Jornada, especial para Diálogos do Sul – Direitos reservados. Revisão: Carolina Ferreira.

Fonte aqui.