Trump pode ser aniquilado na Ucrânia antes mesmo de chegar à China

(Pepe Escobar, in SakerLatam, 27/11/2024)

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Quando se trata de armamento russo de última geração, o que o inestimável Ray McGovern define como MICIMATT – todo o complexo hegemônico – parece viver em perpétuo estupor.

Eles não tinham a menor ideia sobre Kalibr, Sarmat, Khinzal, Zircon ou Avangard antes de serem apresentados. Eles não tinham a menor ideia sobre o Oreshnik [avelaneira, literalmente – nota do tradutor] antes do aviso protocolar de 30 minutos dado pelos russos, afirmando que um teste de míssil estava chegando, e não era nuclear. Os americanos presumiram que seria apenas mais um teste de míssil balístico, pois eles acontecem rotineiramente perto do Ártico.

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A traição de Ergodan

(Por Scott Ritter, in VK, 29/11/2024, Trad. Estátua de Sal)


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A ofensiva contra Alepo iniciada pelos turcos islâmicos, aliados de Hayat Tahir Al-Sham (uma Al Qaeda rebatizada que fez aliança com o ISIS) e o Exército Nacional Sírio, aliado dos EUA, é a consequência de um plano estratégico entre os israelitas e os turcos, apoiados pelos EUA: tentam cortar a rota de abastecimento do Irão ao Hezbollah no Líbano e ameaçam desestabilizar/derrubar o governo de Assad, forçando a Rússia a desviar recursos da Ucrânia para salvar a sua posição na Síria.

A Ucrânia forneceu conselheiros aos militantes anti-Assad na guerra com drones. Aparentemente, Israel também estendeu o seu esquema explosivo de pager/rádio à Síria, perturbando o comando e controlo tático sírio num momento crítico dos combates.

A Síria foi em grande parte desmobilizada e o Hezbollah regressou maioritariamente ao Líbano. As milícias iraquianas apoiadas pelo Irão estão mal preparadas para conter este ataque.

É altamente provável que Alepo caia nas mãos das forças islâmicas pró-turcas. Muito provavelmente haverá um esforço concertado, liderado pela Rússia e pelo Irão, para salvar a situação na Síria. Mas isso levará tempo.

Esta ofensiva pode ameaçar o cessar-fogo no Líbano.

Os maiores prejudicados, em tudo isto, são a Turquia e o seu Presidente, Recep Erdogan.

Esta ofensiva não poderia ter sido levada a cabo sem uma estreita cooperação e coordenação com Israel e os EUA. As palavras críticas de Erdogan contra Israel, ficou claro,  não passavam de retórica vazia. Erdogan traiu mais uma vez a Rússia. E o seu apoio à Palestina revelou-se como fraudulento, em todos os sentidos.

A Rússia e o Irão estabilizarão a Síria. Isso levará meses.

A Síria e os seus aliados destruirão o bastião islâmico em Idlib. Isso levará anos.

A linha de abastecimento Irão-Hezbollah será restaurada/mantida.

Israel será derrotado.

E os EUA retirar-se-ão da Síria, provavelmente em meados de 2025.

E a Turquia continuará a trair toda a gente com quem faz negócios, porque Erdogan representa e pensa apenas na Turquia.

Gouveia e Melo: a epopeia de um narciso

(Por Brás Cubas, in Página Um, 28/11/2024)

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Dir-se-ia que, não fosse a Marinha Portuguesa, liderada pelo intrépido Gouveia e Melo, e Portugal estaria na iminência de ser invadido pela Frota do Norte, ali em Severomorsk. Só não desembarcaram no Mindelo, os russos, porque houve “uma resposta”, afiançou Gouveia e Melo aos jornalistas: “segui-los, controlá-los, mantê-los sob pressão constante, com a nossa presença também constante”. Estou a imaginar se ousassem, os russos: teriam o triste fim de Alcibíades na expedição siciliana no século quinto antes de Cristo. Eis-vos assim com “a soberania nacional defendida”. Que frase”! Bem digna de se inscrever no mármore do Torre de Belém, ao lado do “Aqui nasceu Portugal”.

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