(Brian Berletic in Telegram New Atlas Channel, 08/12/2024, Trad. Estátua)

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O que está a acontecer na Síria é uma grande perda para o povo sírio e os seus aliados, incluindo a Rússia e o Irão e, em última análise, para a China e o resto do mundo multipolar.
É um lembrete de que os EUA e os seus representantes continuam a ser a maior ameaça à paz e à prosperidade humanas no planeta Terra de hoje – um enorme perigo que não deve ser subestimado.
Os EUA não só mantiveram um grande exército de terroristas ao longo de todas as fronteiras da Síria, como também mantiveram um controlo significativo sobre o espaço de informação global, envenenando regiões inteiras do planeta contra os seus próprios interesses.
Embora a indústria e o poder militar dos EUA estejam a colapsar, o país ainda mantém a sua capacidade de interferir politicamente e capturar populações inteiras – não através de qualquer força específica, mas devido a uma falta fundamental de ação por parte do resto do mundo no reconhecimento do espaço da informação como a chave para a segurança nacional no século XXI.
Ainda hoje, a maior parte do mundo cedeu o seu espaço de informação ao Silicon Valley e ao Departamento de Estado dos EUA. Por muitos tanques que se tenha, se os Estados Unidos conseguirem convencer a população a não os utilizar ou a apontar as armas na direção oposta, perde-se na mesma.
Uma batalha no meio de uma guerra mais vasta
É também importante lembrar que esta é apenas uma batalha no meio de uma guerra muito maior e mais crítica entre a hegemonia dos EUA e a multipolaridade. Nenhuma batalha é mais importante do que o resultado da guerra. Se a Rússia tiver de escolher entre a Ucrânia e a Síria, terá claramente de escolher a Ucrânia.
Estes acontecimentos demonstram que a Rússia e o Irão não são “todo-poderosos” e que a complacência é mortal. E, apesar da tragédia que está a ocorrer agora na Síria, vencer a guerra proporciona a possibilidade de um dia restaurar a Síria.
“Alargar a Rússia” (e o Irão e a China)
A Rússia foi obrigada a tomar decisões difíceis. Não está apenas a combater os EUA na Ucrânia – está a combater os EUA ao longo de toda a sua periferia, desde a Europa de Leste até à Ásia Central.
A estratégia dos EUA, tal como está exposta em documentos políticos (literalmente intitulados: Alargar a Rússia”), é “ampliar” a Rússia através da criação de múltiplas crises a que a Rússia é forçada a reagir, e as quais, eventualmente, a sobrecarregarão e a levarão a entrar em colapso. A Rússia deve, pois, escolher cuidadosamente onde se deve comprometer e onde estarão os seus limites. Além disso – o objetivo também é isolar o Irão (o que parece agora provável), depois a Rússia, depois a China – derrotando isoladamente cada um dos líderes do mundo multipolar.
Para aqueles que, em Teerão, Moscovo e Pequim e em todas as outras capitais fora do Ocidente, mentem a si próprios sobre a natureza desta guerra para evitar o desconforto de ter que a enfrentar – o vosso futuro final será o mesmo que o da Síria. Não queiram ter lugar à mesa de quaisquer negociações. Não podeis fazer compromissos. Não podeis ganhar tempo infinitamente. Ou vocês defendem com êxito a vossa nação, em colaboração com os vossos aliados, ou perdem-na.
Irei aprofundar este assunto ao longo da semana, à medida que os acontecimentos forem evoluindo.
Fonte aqui.

