(Tita Broz, in Facebook, 05/11/2026, Revisão da Estátua)

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Há muitos anos que deixei de acreditar nos nossos líderes. Mas isto, agora, ultrapassa tudo.
Falam de uma fábrica de drones com a Ucrânia. Falam de produção conjunta de armamento. E o nosso Presidente da República, António José Seguro, senta-se à mesa com Zelensky e assegura o “continuado apoio de Portugal“. Discutem drones. Discutem dinheiro. E ninguém fala do que isto significa para nós.
Do outro lado está um homem que, em nome da “defesa da democracia“, proibiu partidos de esquerda e socialistas na Ucrânia. Um homem que se rodeia de gente com índole nazi. Um homem que glorifica Stepan Bandera, colaborador dos nazis, responsável por pogroms e por um sonho de pureza étnica. Isto não é democracia. É a celebração de um legado fascista. E o nosso Presidente senta-se ao lado dele e discute armamento.
E não é só a vergonha moral. É o risco para Portugal.
A Rússia já avisou. A embaixada russa em Lisboa chamou a isto “escalada do conflito“. E Viktor Medvedchuk, o homem forte do Kremlin na Ucrânia, acusou Portugal e Espanha de produzirem drones e mísseis para atacar território russo e avisou que as indústrias de armamento na Península Ibérica podem tornar-se “alvos legítimos” de retaliação russa.
Leiam bem. Alvos legítimos.
Portugal, um país pequeno e periférico, está a ser colocado no mapa dos alvos russos. Por quem? Por um Presidente que não foi eleito para nos meter numa guerra. Por um governo que decidiu transformar o nosso país numa fábrica de drones para um conflito que não é nosso. E ninguém nos perguntou nada.
Já nos consideram “um dos países mais hostis da Europa“. Já rescindiram acordos militares connosco. A escalada já começou. E os nossos líderes fingem que não é nada connosco.
Não me venham com “defesa da democracia“. Isto não é defesa de nada. É colocar o nosso país em risco sem debate, sem escrutínio, sem perguntar aos portugueses se querem ser parte disto.
Portugal não é um alvo. Portugal não é uma fábrica de drones para guerras alheias. Portugal não tem de pagar as decisões de líderes que não nos representam.Tenho vergonha de ver o meu país arrastado para um conflito que não é nosso. Vergonha de ver os meus impostos a financiar uma indústria de guerra que pode trazer retaliações para o nosso território.
Enquanto estes senhores estiverem em Belém e em São Bento, a discutir drones e a apertar a mão a quem prende socialistas e idolatra carrascos, este país não terá descanso. E eu recuso-me a baixar a cabeça e a dizer que está tudo bem. Não está. E a vergonha não é minha. É deles.
Se o arrependimento de não ter ficado em casa no dia da segunda volta das presidenciais matasse eu não estava aqui a escrever isto, tinha caído durinho quando soube do encontro com o carrasco nazi.
As minhas desculpas a todos quantos disseram que melhor era ficar em casa e com os quais discordei.
Que grande filho de uma egua parida.
As abstenções violentas dos anos da troika não são nada perto da cumplicidade com o nazismo.
Para isso tínhamos la o quarto Pastorinho deitando culpas ao facto de um homem ser fascista.
A este que se diz democrata o que e que o move para fazer uma canalhice destas?
Que grande filho de uma puta selvagem de Babilônia.
Já agora, Herr Zelensky e mesmo um matraquilho.