O elfo de Espinho e o milagre dos pães imobiliários

(Luís Rocha, in Facebook, 04/11/2026, Revisão da Estátua)


Ajude a Estátua de Sal. Click aqui

Tinha eu reservado o postalinho de hoje para dar uns calduços valentes naquele agrobeto militante do Coiso, criatura espampanante que sonhava ser bombista nas horas vagas, mas eis que o Elfo de Espinho resolveu ocupar o horário nobre das televisões. Há prioridades que não se escolhem, meus caros. E quando o primeiro-ministro decide de repente falar à nação, até o agrobeto do Coiso pode esperar mais um bocadinho na gaveta das insignificâncias.

Lá apareceu o homem no ecrã, com aquele ar enfatuado de quem vem explicar aos portugueses que a culpa da desgraça habitacional é exclusivamente deles, mas que o Governo está a trabalhar arduamente para lhes tornar a existência ainda mais interessante. ~

Foi uma comunicação penosa, cheia de números mágicos, promessas piedosas e daquela segurança muito própria de quem confunde a nobre arte de governar um país com a apresentação de uma lista de cantores pimba para abrilhantar o magusto de São Martinho.

Montenegro falou de habitação, de jovens, de casas, de rendas e de tudo o que o seu executivo tem feito para resolver um problema que, caprichosamente, continua a crescer a olhos vistos mesmo debaixo do seu nariz.

Anunciou cento e trinta mil jovens apoiados na compra da primeira casa, quarenta mil com financiamento a cem por cento, dezenas de milhares de habitações entregues ou previstas no papel, apoios às rendas e um aumento exponencial das licenças de construção. Uma autêntica fartura estatística. Só faltou mesmo explicar em que partes do país estão escondidas essas casas, e em que planeta remoto vivem os jovens que ganham o suficiente para conseguir comprá-las.

O problema da habitação, pelos vistos, está praticamente resolvido nos delírios do ministério.

Na vida real, há quem trabalhe que nem um mouro, pague impostos escandinavos e simplesmente não consiga arrendar um quarto digno sem entregar metade do seu ordenado líquido. Mas isso, claro, deve ser uma mera questão de falta de otimismo crónico da populaça.

Talvez o Governo esteja a preparar um apoio psicológico gratuito para quem insiste na loucura de procurar casa com os preços simpáticos do mercado.

Depois veio a habitual conversa fiada sobre a reforma da lei do arrendamento. O Governo quer mexer, simplificar, dinamizar, libertar o mercado e outras palavras fofas que costumam aparecer quando alguém pretende facilitar a vida a quem já tem a vida bastante facilitada. Os inquilinos que se preparem e comecem a rezar aos santinhos. A solução milagrosa para a crise da habitação continua a ser dar mais confiança aos proprietários, como se a confiança herdada fosse uma chave mestra e o mercado imobiliário um senhorio simpático que só precisasse de um pequeno incentivo fiscal para baixar voluntariamente a renda ao pessoal.

E Montenegro não recuou um milímetro. Nem pediu desculpa pelos falhanços. Nem pareceu particularmente preocupado com a contestação social que tomou conta das ruas das grandes cidades. Pelo contrário, manteve aquele tom de professor zangado e altivo que está convencido de que a turma não percebe a matéria porque é burra e não estudou o suficiente. O país tem uma crise habitacional galopante, mas o primeiro-ministro parece ter apenas uma profunda falta de noção e de leitura da sala.

Também não houve grande esclarecimento sobre a atuação musculada da polícia nas acampadas de Lisboa e do Porto. Houve apenas conversa política de conveniência, encontros anunciados e uma disponibilidade repentina e comovente para falar com o PS e com o Coiso. O que é sempre reconfortante para o cidadão comum.

Quando a contestação social aperta nas ruas, o Governo descobre subitamente que o diálogo é uma coisa muito bonita, desde que seja feito com os partidos certos, à hora marcada e sem povo a estorvar.

A reação dos partidos da oposição também não trouxe propriamente uma surpresa ao panorama. O PS criticou por desporto, o Coiso aproveitou para fazer o seu habitual número de circo, a IL tratou de defender a sua cartilha liberal patética e os restantes partidos apontaram as insuficiências gritantes de uma política que continua a não responder à real dimensão do problema.

Cada um fez o seu papel coreografado. A diferença entre eles é que há quem esteja a discutir a vida das pessoas comuns e há quem pareça estar apenas a discutir a melhor maneira de as convencer de que vivem muito melhor do que aquilo que julgam.

Mas o mais espantoso de isto tudo é a persistência na alucinação. Montenegro fala ao país como se estivesse a apresentar resultados extraordinários de uma multinacional de sucesso, enquanto milhares de pessoas continuam sem conseguir encontrar uma nesga de casa que possam pagar com os seus salários de miséria. A cada intervenção pública, surgem mais números. A cada número atirado aos olhos, mais uma promessa.

E a cada promessa, impõe-se a mesma pergunta. Se está tudo a correr tão bem na propaganda, por que raio é que continua tudo tão mal na realidade?

Este personagem arrisca-se seriamente a ficar para a História como o pior primeiro-ministro de sempre, ultrapassando com distinção até Santana Lopes, que já tinha deixado a fasquia da anedota política num patamar bastante respeitável.

As declarações de ontem estiveram ao nível de uma conferência de imprensa de Roberto Martínez. Muito discurso formatado, muita convicção artificial, uma quantidade impressionante de palavras ocas e, no fim, a nítida sensação de que ninguém percebeu exatamente o que acabou de ouvir, mas fomos todos aldrabados com um sorriso no rosto.

É uma chatice monumental termos de voltar sempre à estaca zero quando o país precisa desesperadamente de avançar.

Mas não podemos continuar a perder tempo precioso.

Esta tralha governativa tem de sair rapidamente, porque não há um único ministro que se aproveite naquela bancada e o país não pode ficar eternamente à espera que o Elfo acabe de contar as casas que ainda não existem em lado nenhum.

Ontem foi mais uma noite na vida do Elfo de Espinho. Falou à nação, apresentou os seus números virtuais, distribuiu promessas gasosas e foi dormir de consciência tranquila.

Os portugueses ficaram com a parte mais difícil e fustigante do costume. Tentar encontrar uma casa para morar que consigam pagar, antes da próxima comunicação oficial do regime.

Beijinhos e até à próxima…

Referências consultadas

https://www.portugal.gov.pt/…/habitacao-governo-reforca…

https://www.rtp.pt/…/montenegro-chama-ps-e-chega-para…

https://www.dn.pt/…/montenegro-anuncia-reunies-com…

https://www.noticiasaominuto.com/…/ao-minuto-luis…

https://eco.sapo.pt/…/montenegro-fala-ao-pais-sobre…

8 pensamentos sobre “O elfo de Espinho e o milagre dos pães imobiliários”

  1. Coitadinhos dos crocodilos dos senhorios.
    Tem vergonha na cara.
    O direito de propriedade do senhorio não pode ser um direito medieval que transforme o inquilino num miserável a poder ser corrido quando aprouver ao senhor e que o obrigue a ir roubar carteiras mas horas vagas porque o salário não chega para pagar a renda.
    Deves estar distraído porque também se tem falado e muito nos juros das prestações bancárias.
    Prestações que também teem aumentado muito graças aos precos brutais pelos quais os proprietários, sejam construtores ou outros vendem as casas.
    O juro acaba por ficar para segundo plano quando casas em segunda mão são vendidas por quase meio milhão de euros.
    Quanto e que achas que fica a prestação para um empréstimo de 400 mil euros para comprar um T2 por muito baixo que seja o juro?
    Sabes que mais? Hoje dou graças ao santo protector dos cachalotes por me ter metido a comprar casa com empréstimo.
    Porque se continuasse no mercado de arrendamento estaria a pagar uns 1200 paus de renda sem direito a descontar no IRS porque o crocodilo do senhorio certamente nem contrato teria feito.
    Porque desde sempre essa gente tirando algumas honrosas exceções, nunca cumpriu a pouca lei que há e se agora vai cumprindo mais e porque a malha fiscal está mais apertada e pelas denúncias.
    Mas muita gente sujeita se a situações intoleráveis porque um tecto por cima da cabeça e uma necessidade básica.
    E foi essa ganância senhorial que fez muita gente preferir comprar casa em vez de se meter a arrendar.
    O elfo quer fixar 10 por cento de IRS ao senhorio que esmifrar o inquilino com 2300 euros de renda, cerca de 130 por cento de um ordenado médio.
    Um trabalhador que ganhe isso paga mais de 20 por cento.
    Mais do que o senhorio que o esmifra.
    Quem quiser que ache isto normal.
    Direito de propriedade?
    Ninguém está a falar em tirar as casas aqueles crocodilos.
    Apenas que obedeçam a regras e não sejam exploradores.
    Ninguém pode querer viver s grande e a francesa pelo aluguer de uma única casa condenando um inquilino a miseria ou tornando essa casa acessível apenas a um nómada digital ou um expatriado rico.
    Enquanto os nossos jovens emigram porque não se querem sujeitar a partilhar uma casa com outras três famílias como acontecia no tempo da Outra Senhora quando o mercado de arrendamento também era uma selva.
    Senhor senhorio, vá ver se o mar da Kraken.

  2. Perguntas a e com propósito
    Por que é que a renda congela, mas nem o juro nem o acréscimo (spread) congelam? (pergunta para economistas e juristas).
    Como se insere na teoria da livre concorrência e no direito de livre iniciativa – artigo 61 da CRP – a liberdade de preços para oligopólios e monopólios de petrolíferas, banqueiros e outros, em desacerto com a fixação administrativa do preço para senhorios, taxistas e outros pequenos, onde a oferta, múltipla e pulverizada, é de pequenas empresas ou indivíduos? (Idem)
    Como se exercem e se garantem direitos que se consideram em conflito e confronto uns com os outros? Se os direitos se confrontam e destroem, para que serviam os destruídos? Porque continuam a regular depois de destruídos? (para juristas).
    Onde merece estar colocado na Constituição o direito de propriedade? Afinal, quem é o soberano, o povo ou os juízes do Tribunal Constitucional? Os direitos de propriedade do senhorio e do banqueiro terão igual mérito? (Acórdão TC).
    Como se afere o justo, quais as normas (leis) de aferição, quando se considera que os direitos estão em conflito e se confrontam? (para juízes de direito, desembargadores e conselheiros, restantes juristas e todos os que se preocupam com a justiça).
    Como se explica que o soberano (estado) tenha direitos e os súbditos tenham poder em troca de sacrifícios impostos? E tenha o direito de sacrificar e anular direitos de uns para beneficiar direitos e delitos de outros? Por que o art. 65 da CRP autoriza o estado a sacrificar o direito de propriedade do senhorio e não autoriza a sacrificar o do banqueiro e outros fornecedores de bens e serviços que funcionam segundo as leis de mercado? (para os juízes conselheiros do TC).
    Porque se protege o direito o à habitação (art.65 da CRP) de inquilinos violando o direito de propriedade (art.º 62 da CRP) e direito à justa renda (art.º 16 da DUDHC) de senhorios – súbditos portugueses cumpridores da lei – e não se protege esse mesmo direito dos devedores de crédito à habitação, contra os delitos de delinquentes nacionais e internacionais que ameaçam destruir os dois direitos – propriedade e habitação – das famílias desempregadas, munidos de «activos tóxicos»? Porque se protege um direito sacrificando e destruindo outro direito e não se protegem dois direitos contra delitos? (para o legislador das várias leis de arrendamento urbano e juízes do Tribunal Constitucional).
    Quando os políticos, incapazes do raciocínio segundo: as regras da soberania e do dever e a conduta da obediência e do direito, são ignorantes ao ponto de não enxergarem para além da visão limitada do seu arbítrio, o poder passa a ser constituído por grupos de delinquentes. O soberano deixa de ser uno passando a existir múltiplas soberanias e os súbditos ficam sujeitos às mais variadas tiranias, funestas e cruéis para os mais fracos, não deixando qualquer alternativa de defesa a quem é exigida a obediência. Segundo Kant, o direito de propriedade separa o estado sociedade do estado natureza, porque garante a posse do meu e do teu, mesmo quando afastado de nós. Na gruta paleolítica podiam dar-se umas pauladas e pedradas aos intrusos e expulsá-los da gruta. Por cá, é muito pior! Os ladrões são poderosos. Tem tribunais e polícias.
    Citações e Explicações a propósito
    «Em nome do espírito constitucional ouviu-se ou leu-se já, por exemplo, que há uma gradação de direitos a respeitar, assim o da habitação sobre o da propriedade …» «Que é isto, de novo? Pois dir-vos-ei que é o arbítrio!». «E se o arbítrio, a uma luz ou a outra, campeia, perde-se a confiança nos juízes, deixam os tribunais de ser o árrimo seguro que devem ser dos perseguidos e dos sacrificados à prepotência dos outros. A Justiça passa a ser uma farsa.» Disse o senhor Juiz Conselheiro, Dr. Eduardo Arala Chaves
    O farsante não faz o que parece estar a fazer, precisamente, porque é farsante. A ser assim, a justiça fica afastada.
    “Afastada a justiça, o que são os reinos senão grandes bandos de ladrões? E os bandos de ladrões o que são, senão pequenos reinos?” Disse Santo Agostinho.
    E nas Repúblicas? Haverá bandos? Sim, há! E ladrões? Também. São anunciados, quase todos os dias, no hardcore noticioso. Até no âmbito do poder se acusam uns aos outros.
    Poder Político: – Bandos de delinquentes contumazes no exercício do poder, que não sabem o que é um direito e os violam de forma compulsiva, formando um estado delinquente, de delinquentes e protector da delinquência: corrupção, ladroagem, agiotagem, usura, pedofilia, etc. A contumácia ignorante é tanta que os deputados proclamam na TV a sua delinquência com o ar mais angelical do mundo.
    Poder Judicial: – Bando de impotentes. Supervisionado por um comité de arbitragem nomeado pelo poder político, os magistrados judiciais são um grupo de acossados por poderes intermédios, que chegou a falar na procura apoio financeiro nas seguradoras, a fim de poderem indemnizar delinquentes acima da lei.
    Supremo Tribunal de Justiça: – Bando fantasma. Não existe. É ficção. Não é supremo porque tem um tribunal superior e não é de justiça por esta ser uma impossibilidade. Os direitos estão em conflito e confronto sem a garantia do poder. O arbítrio sobrepõe-se ao direito, destruindo o justo.
    Tribunal Constitucional: – Bando de árbitros iluminados e alquimistas. Arbitram os méritos das leis antes e depois de proclamadas, assim como os méritos dos direitos nelas expressos, separando as boas leis das más. Sacrificam direitos e proclamam o direito de roubar. Arbitram sobre a interpretação dos juízes e anulam as suas decisões, arbitrariamente, quando entendem. Interpretam a interpretação. Transformam Lex em Latex.
    Juristas Portugueses: – Bando de contorcionistas na arte de entortar o direito, conferindo-lhe os atributos e características do arbítrio ao introduzir a conflitualidade no seu seio. Com direitos tortos torna-se impossível o justo. A Justiça deixa de ter justeza.
    «Quando um código de leis fixas, que se devem observar à letra, não deixa ao juiz outra tarefa que não seja a de examinar as acções dos cidadãos, e de as julgar conformes ou não conformes à lei escrita, quando a norma do justo ou do injusto, que deve dirigir as acções, quer do cidadão ignorante, quer do cidadão filósofo, não é uma questão de controvérsia, mas de facto, então os súbditos não estão sujeitos às pequenas tiranias de muitos, tanto mais cruéis, quanto menor é a distância entre quem sofrer – tiranias mais funestas do que a tirania de um só, porque o despotismo de muitos não é corrigível senão pelo despotismo de um só e a crueldade de um despótico é proporcional, não à sua força, mas ao que se lhe opõe». «À lesão do direito se chama delito». Disse Cesare de Beccaria.
    Deveres conflituantes destruir-se-ão total ou parcialmente porque se são opostos não podem ser simultaneamente necessários. Tratando-se de direitos, ou seja impostos por um poder superior, a escolha passa a ser feita pela entidade do poder superior, o soberano que tem o dever de ser justo, garantindo aos seus súbditos, sem exceção, os seus direitos. Portanto aqueles que são só mandatários jamais se poderão arvorar em árbitros relativizando e valorando direitos sacrificando e lesando uns em benefício de outros. Quando se colocam direitos em conflito um deles será lesado. Infelizmente, a corda rebenta, como diz o povo, pelo lado mais fraco.
     

  3. Apresento-vos o último prodígio da mãe Natureza, que os cientistas, maravilhados, ainda não conseguem explicar: surgiu na Europa uma nova espécie, um híbrido de chihuahua com garnisé! Mas o que deixa os cientistas de boca aberta é a existência de exemplares viáveis, dos dois sexos, que surgiram em abundância por toda a Europa, principalmente em Bruxelas e Estrasburgo, cacarejando e ganindo alternadamente, em frenética competição de decibéis. É a primeira vez que os anais da ciência registam o cruzamento de uma ave com um mamífero.

    https://cnnportugal.iol.pt/ucrania/guerra-na-ucrania/militares-europeus-vao-poder-ripostar-a-ataques-russos-em-caso-de-cessar-fogo-na-ucrania/20261103/6ae9aeead34e5a653d732914

  4. E também a aldrabice. Garantidamente que aprendeu com a
    Ursula isso de dizer mentiras com a cara mais lavada.
    Porque a treta de 40 mil jovens a terem sido apoiados na totalidade para a compra de casa tem o mesmo grau na escala da aldrabice que a dos russos a desarmarem frigoríficos frigoríficos para fazerem motores para mísseis.
    As poucas casas entregues nos últimos anos são iniciativa das autarquias e uma gota de água num oceano onde T2 são vendidos por quase meio milhão de euros e duas famílias partilham um T1.
    E depois a treta de não importar protestos violentos.
    A única violência que tem havido e a da bosta da bófia que tudo tem feito para fazer crescer a raiva que traz os protestos violentos.
    Este e mesmo o pior primeiro ministro que tivemos desde o 25 de Abril.
    Um pulha da pior espécie.
    Um bravo a imaginação do autor, o homem sempre me pareceu um boneco animado mas efectivamente parece um elfo.
    E para mal de nós não está a fazer melhor do que provavelmente faria o quarto Pastorinho se lá estivesse.
    Porque a bosta da bófia só não matou ninguém porque a malta tem os cornos duros, vontade não lhes faltou e a violência extrema com que actuaram podia ter causado mortes e não me parece que o elfo condenasse a açao assassina.
    Por isso que caia o elfo, vamos a votos e se a noite vier que venha.
    Porque antes um que diz abertamente que não e um democrata do que um traste que manda espancar nos dizendo que o faz em nome da lei e da democracia.
    Abaixo o Montepardo.

  5. Estátua amiga. Há um artigo da Alexandra Lucas Coelho no Público de hoje que merece destaque, penso eu. Título: “Acampadas: a coisa mais bonita desde o 25 de Abril”. Escrito com alma e coração, coisa rara em tempo de mercenários, avençados e outros criados, que no lugar do coração têm uma caixa registadora.

  6. Nunca esquecer que este senhor Primeiro Ministro foi apadrinhado por Ursula von der Leyen na sua primeira eleição (e por arrasto, mas mais discretamente, na posterior, quando dissolveu o Governo por causa da Spinumviva).
    É daí que vem o seu pedigree, a sua pretensa “moralidade imaculada” e a sapiência insuflada de mestre em “literacia económico-financeira”, daí e das passagens, corredores e salões maçónicos.

Deixar uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.