A guerra do subcontratado – a Ucrânia

(Marco, analista, In Fórum da Escolha, in Facebook, 15/10/2026, Revisão da Estátua)


Musk diz que Zelensky tem de sair. A rede Starlink está limitada a 160 km/h. A UE pode enviar todo o dinheiro que quiser — sem a supervisão americana, esse dinheiro não compra nada.


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A Europa financia a guerra. Os Estados Unidos definem a guerra. A Ucrânia faz a guerra. E nenhum deles controla o interruptor.

1.º A DECLARAÇÃO DE MUSK — 14 DE OUTUBRO

Musk, no X, a responder a uma publicação sobre o porquê de Zelensky não acabar com a guerra: “E assim o massacre continua. Está na hora de Zelensky sair”. Não é um comentário aleatório. É um apelo público a uma mudança de regime, feito pelo homem que controla as comunicações no campo de batalha da Ucrânia. O momento: após o acordo de Trump com a Rússia envolvendo o diesel, após a imposição de limites à Starlink e após o congelamento da partilha de informações.

2.º A ADMISSÃO SOBRE A STARSHIELD

Musk, no mesmo dia: “A Starshield pertence ao governo dos EUA e é controlada por este. Quaisquer limites de velocidade ou de utilização são decididos pelos militares americanos e, em última instância, pelo Presidente dos EUA.”

▸ Starshield = pacote militar. Starlink = uso civil.

▸ A Ucrânia utiliza a Starshield para drones e comunicações no campo de batalha.

▸ O limite: 160 km/h. Na prática, as restrições foram “significativamente mais rigorosas” ao longo do dia.

▸ Por outras palavras: o interruptor pertence a Trump. Musk é o proprietário do imóvel; acaba de nos revelar quem assina o contrato de arrendamento.

3.º OS 300 MIL MILHÕES DE EUROS

▸ Proposta dos EUA: descongelar parte dos 300 mil milhões de euros em activos soberanos russos e transferi-los para um mecanismo sob supervisão americana.

▸ Objetivo: retomar as negociações de paz antes das eleições intercalares (midterms) de 3 de Novembro.

▸ A Europa rejeitou a proposta. A UE utiliza os rendimentos (8 mil milhões de euros) para apoiar a Ucrânia; os EUA querem aceder ao capital principal.

▸ O paradoxo: os EUA tentam pagar à Rússia para pôr fim a uma guerra que a Europa financia para que esta continue.

4.º O COLAPSO EUROPEU — O CENÁRIO REAL

▸ Há 10 anos: 40% dos governos da UE eram de orientação de esquerda. Hoje: ~20%.

▸ Roménia (maio de 2026): o governo caiu após um voto de desconfiança.

▸ Macron: 15% de aprovação — a taxa mais baixa do seu mandato.

▸ Alemanha: 15 mil empregos industriais perdidos por mês. Volkswagen: 100 mil cortes de empregos previstos.

▸ A UE corre o risco de perder 560 mil empregos industriais. Preço do gás: de 100€/1.000 m³ para 230 dólares.

▸ Os governos que necessitariam de aprovar a transferência de activos estão a cair, um a um.

5.º VON DER LEYEN — O CERCO

Le Pen, Financial Times, 14/10: a autoridade de von der Leyen está “gravemente abalada” aos olhos dos governos da UE. Há dúvidas se ela conseguirá concluir o seu mandato.

Kallas (chefe da política externa da UE), em discussões informais, chama “ditadora” a von der Leyen.

O grupo S&D não descarta apoiar, ou até propor, uma moção de desconfiança contra a mesma.

▸ Ela sobreviveu a quatro votações. A última: 165 votos a favor, 390 contra. O número necessário para a derrubar: 361.

▸ A votação em si não é a ameaça; a deslegitimação, sim.

6.º O PARADOXO DA AJUDA — PORQUE É QUE O DINHEIRO EUROPEU NÃO COMPRA NADA.

▸ A UE pode transferir 90 mil milhões de euros, 27 mil milhões de euros ou 300 mil milhões de euros.

▸ Sem a inteligência americana, a Ucrânia não consegue detetar mísseis que se aproximam.

▸ Sem o Starshield, a Ucrânia não consegue guiar os seus drones ou mísseis.

▸ Sem o “interruptor” americano, o dinheiro não passa de uma promessa de pagamento a um exército cego.

▸ “Se os ataques continuarem e a Starlink não funcionar, as pessoas morrerão.” — Zelensky, 14/10.

▸ E a resposta de Musk: “Os limites são definidos pelos militares dos EUA e, em última instância, pelo Presidente dos Estados Unidos.”

CONCLUSÃO

A Europa está a financiar uma guerra que não pode travar, não consegue ver e não consegue controlar.

Ela envia dinheiro. A América envia condições. A Rússia envia mísseis.

E Musk acabou de mostrar a todos onde está presa a coleira.

Os 300 mil milhões de euros não são o prémio. São o suborno. E esse suborno está a ser rejeitado — por ambos os lados.

Se a sua guerra depende de olhos estrangeiros e de um interruptor que não está sob o seu controlo — será que a está a travar, ou apenas a alugar o direito de o fazer?

Um pensamento sobre “A guerra do subcontratado – a Ucrânia”

  1. E a estupida elite europeia rejubila perante um ataque nazi a uma refinaria em São Petersburgo dizendo que e um bem sucedido desafio a Trump.
    Herr Zelensky pede mais dinheiro ameaçando despejar 25 milhões de refugiados ucranianos na Europa.
    Mais uma viagem na maldita cocaína mas cada vez me parece mais que as nossas elites estão também a dar na branca sem querer acreditar que o sonho morreu e que, a excepção provavel desta gente ainda intoxicada, via conversas em família, pela cartilha de Salazar, os seus povos estão cada vez mais fartos das consequências de pagar esta guerra.
    Raios partam a Ucrânia.

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