Para perceber o que se está a passar na Ucrânia

(Miguel Castelo Branco, in Facebook, 16/07/2026, Revisão da Estátua)


Continuam por toda a Ucrânia manifestações de apoio ao recém-demitido ministro Fedorov e espera-se para muito breve a detenção do ex-titular da Defesa que rompeu publicamente com Zelensky.

O que sobressai nas manifestações é o elemento burguês da sociedade ucraniana, ou seja, aqueles que estão alinhados com Bruxelas, que não querem ser mobilizados e que de algum modo têm beneficiado com a cornucópia de dinheiros e negócios que rodeiam o esforço de guerra.

Zelensky apoia-se em Sirsky e no exército e avança para uma ditadura sem máscaras e, talvez, para a não realização de quaisquer eleições no outono, usando as prerrogativas que o estado de sítio lhe confere para governar por decreto.

É agora claro que Fedorov tem o apoio da UE/NATO e que representa os avultados investimentos nas tecnologias em detrimento dos defensores de uma guerra popular e da mobilização geral defendida por Zelensky e o seu grupo.

Com a intensificação da destruição sistemática do aparelho industrial, assim como de Odessa pelos russos, a Ucrânia está à beira do abismo. Os patrocinadores e co-beligerantes europeus não sabem o que fazer, pois Zelensky é a cabeça de cartaz e Fedorov o representante dos negócios em ascensão.

O que de pior poderia agora acontecer seria a eclosão de graves distúrbios e, até, de enfrentamentos armados entre facções ucranianas.

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10 pensamentos sobre “Para perceber o que se está a passar na Ucrânia

  1. E eu não rebentaria em lágrimas se Herr Zelensky levasse um tiro nos cornos de outros mais nazis que ele.
    Seria o melhor que podia acontecer a quem está farto de pagar ao malandro.
    Mesmo que depois tivéssemos de continuar a pagar a outro pelo menos esse traste teria pago o seu crime de traição e perfídia.
    Porque esse bandalho fez se eleger, com muitos votos da população do Leste do país prometendo a paz e fez a guerra por conta de nazis.
    Herr Zelensky e talvez o maior traste que a Ucrânia já pariu.

  2. Qualquer confronto na Ucrânia Ocidental será de nazis contra nazis. Porque as pessoas decentes que lá havia a estas alturas ou fugiram para a Rússia ou Ocidente, tendo neste último caso de dizer que fugiram por medo aos russos, ou para a Rússia, foram mortos ou estão a apodrecer em masmorras.
    Pelo que era uma boa notícia pars quem está farto de lhes pagar era que se pegassem a chapada uns contra os outros.
    Raios partam a Ucrânia.

  3. Realmente era uma pena que os nazis ucranianos se pegassem a porrada uns contra os outros em vez de assassinarem civis russos e tentarem ajudar o Ocidente a pilhar a Rússia.
    Mas pode o artista estar descansado. Muitos dos que protestaram de dia, a maior parte deles mulheres pois que os homens estão na frente, já foram de certeza caçados a noite.
    A maquina nazi ucraniana está tão bem oleada como a máquina nazi alemã que conseguiu matar dissidentes mesmo até ao fim.
    Os protestantes dos últimos dias não serão provavelmente enforcados numa árvore em público pois que isso daria demasiada “bandeira” mas era capaz de apostar que a esta hora muitas dessas mulheres, em especial as mais novas já serviram de consolo a soldados nazis, para aprenderem a ter juízo e quem sabe produzirem mais “guerreiros”.
    O melhor que podia acontecer aos que estamos fartos de pagar a essa gente era essa canalha que se acha descendente dos vikings pegar se toda a chapada.
    Mas, para nosso azar, não vai acontecer.

  4. A propósito, ainda esta semana a correspondente da RTP em França, Rosário Salgueiro, fazia a sua reportagem em directo a partir de país, relatando mais uma movimentação do “Coligação da Boa Vontade” – assim constava em letras de título na legenda/rodapé…
    À vontade não é à vontadinha… calma lá com a propaganda ursulesca-macronesca… ainda por cima à hora de almoço, ou pouco depois…

  5. O “pior” que podia acontecer na Ucrânia seriam “graves” distúrbios e confrontos entre “facções”?!

    Será que o autor se apercebe sequer da alarvidade que escreveu?

    Imaginemos o ano de 1944, e alguém em Portugal comentar assim perante os avanços Soviéticos e a zanga das comadres em Berlim:

    *Com a intensificação da destruição sistemática do aparelho industrial pelos russos, a Alemanha está à beira do abismo. Os patrocinadores e co-beligerantes europeus não sabem o que fazer, pois Hitler é a cabeça de cartaz
    (…)
    O que de pior poderia agora acontecer seria a eclosão de graves distúrbios e, até, de enfrentamentos armados entre facções hitlerianas.*

    Foram esta a alarvidade que eu acabei de ler.

    A guerra é proxy. Os EUA planearam-na e dão as ordens. A “unidade” da Ucrânia, que é o garante da continuação e da escalada, é a opressão dos nazis vassalos de Washington DC contra os restantes Ucranianos.

    O MELHOR que podia acontecer à Ucrânia seriam exatamente confrontos dos moderados contra os nazis, dos pró-Russos (ou pelo menos tolerantes dos Russos, e pró-paz) contra os nazis vassalos/proxies dos EUA.

    O dia em que os glorificadores de Stepan Bandera e Andriy Melnyk (nazis da UPA/OUN e colaboradores de Hitler no holocausto) forem removidos do poder, é o dia em que finalmente volta a haver possibilidade de paz.

    E se por acaso for um confronto entre facções, então são os nazis que preferem o plano A contra os nazis que preferem o plano B.
    E assim sendo, se se começarem a matar uns aos outros, ÓPTIMO!!!

    A “unidade” do regime ucraniano é o ódio de nazis misantropos que sonham fazer no Donbass e na Crimeia o mesmo que os seus amigos israelitas fazem em Gaza, Cisjordânia, Sul do Líbano, e arredores.

    A Rússia é uma potência nuclear. Estes nazis são apenas o dedo no gatilho, mas a arma apontada a civis Russos bem dentro do território Russo, é da NATO (=EUA+vassalos). A arma é da NATO, a intelligentsia é da NATO, a ordem é da NATO, o dinheiro é da NATO, o plano é da NATO, tudo é da NATO. Os nazis em Kiev apenas foram postos no poder no golpe de 2014 para que a NATO pudesse fazer a N-ésima agressão contra a humanidade e dizer: *olhem, só estamos a ajudar, o dedo no gatilho não é nosso*.

    Perante isto, a Rússia já avisou: se a escalada e os crimea e terrorismo ocidentais continuarem, um dia destes acordam com estrondo em Paris, Berlim, Londres, etc.
    Porque no momento actual, de acordo com o tal do Direito Internacional que o ocidente passa a vida a violar, a Rússia já tem N casus belli contra vários países da NATO.
    A nossa sorte é o Presidente da Rússia ser quem é: uma pessoa altamente educada, paciente, diplomata, e sem qualquer intenção de escalar.

    Não perceber isto é não perceber nada!
    A Rússia não começou a guerra. A Rússia foi obrigada a intervir para acabar com a guerra que os nazis já estavam a fazet a mando da NATO, em violação dos acordos de paz assinados em Minsk.

    É esse o modus operandi da escumalha monstruosa que oprime o Mundo a partir de meia dúzia de capitais ocidentais: a palavra não vale nada, e os acordos não são para cumprir.
    Veja-se o Líbano, com aldeias dinamitadas dia sim, dia sim, e com a Europa “dos valores” a aplicar sanções… aos desgraçados que levam com as bombas da NATO (EUA) operadas pelas patas dos porcos sionistas.

    A Ucrânia nazi há umas semanas mandou um drone contra um autocarro na Bielorrússia que estava cheio de crianças de uma equipa de futebol.
    Para quê?
    Para provocar, para escalar, para fazer mal.
    Tal e qual como os nazis andaram a fazer no Donbass.
    Quantas PRESStitutas noticiaram isto aqui?

    Ora, esta madrugada, os EUA (NATO) fizeram isto: bombardearem propositadamente um hospital para crianças com cancro em Ahvaz.

    Se calhar, o palerma do autor também escreverá que “o pior que podia acontecer nos EUA eram distúrbios e confrontos entre facções com opiniões diferentes sobre a guerra de agressão ao Irão”…

    Não!

    O MELHOR que podia acontecer à HUMANIDADE seria uma guerra civil nos EUA, com muitos mortos e destruição, e que culminasse com um desmantelamento da União para todo o sempre, e idealmente com todos os donos do regime assassinados.
    A cereja no topo do bolo, ou o brinde, seria depois os regimes vassalos no “ocidente colectivo” a caírem que nem peças de dominó, uns após os outros, após a capital do império deixar de ter poder para os manter a todos na linha através do stick & carrot do costume.

    É cansativo estar rodeado de burros e covardes…

    Mas como sou uma pessoa de mente aberta, eu dou hipótese de resposta à seguinte pergunta: porque é que o autor prefere que haja estabilidade e unidade numa ditadura nazi vassala de um império belicista, que é a razão desta guerra escalar todos os dias, e é a razão desta guerra ter começado em 2014?!?

    Admito a minha limitação intelectual, pois não consigo imaginar uma única resposta possível que possa ser dada por uma pessoa decente, bem intencionada, corajosa, bem informada, e intelectualmente honesta, possa dar.
    Já por um Rubio ou uma Leyen, um Macron ou uma Meloni, um Ventura ou uma Mortágua, etc, sei exatamente que resposta dariam para explicar porque é que acham “mau” que haja distúrbios e enfrentamentos entre facções da ditadura nazi instalada em Kiev desde 2014, pela mão da CIA a mando dos oligarcas donos de Wall Street e em particular do Complexo Militar Industrial do império ocidental – um regime tão mau quanto o de Hitler, mas com ainda menos vergonha no focinho.

    Todos os cenários acabam com a vitória inequívoca da Rússia.

    A única variável é o custo da vitória para a Europa como um todo.

    Uma ditadura nazi em Kiev que se mantenha unida e inquestionada até ao fim, levará a cabo o plano dos EUA: custo máximo para nós TODOS (de Lisboa até Vladivostok), e lucro máximo para eles.

    Um regime fracturado e fragilizado em Kiev, seja só com nazis A a discutirem com nazis B, ou idealmente a queda dos nazis todos e a sua substituição por gente que pelo menlos perceba a lição da Geórgia, é o caminho mais rápido para a paz.

    A Rússia, enquanto potência nuclear a combater uma guerra EXISTENCIAL no seu território histórico onde foi obrigada a intervir com toda a justificação, vai ganhar inevitavelmente.
    E ainda bem, é esse o único resultado justo, pois a superioridade moral está 100% do lado da Rússia.
    Portanto, tudo o que trouxer este resultado o mais rápido possível, é positivo, pois evita destruição e morte desnecessárias, e evita uma escalada que ninguém sabe onde vai parar.

    Só os Simplícios e tolinhos é que chegam a meio de 2026 sem perceber isto.
    E só os negacionistas é que continuam a apregoar a posição INSUSTENTÁVEL e INCOERENTE do alegado pacífismo que resultaria na manutenção da ditadura nazi em Kiev (e da equiparação dos Russos a esses nazis, tal como a propaganda da UE/EUA já faz em relação a 1945), e na oficialização permanente da opressão nazi contra quem vive na Novorossiya em geral e no Donbass em particular.
    Nada me tira mais do sério do que em 2026 ainda ouvir gentinha do BE ou do Livre ou do PS ou dos alegados pacifistas apartidários a dizerem alarvidades como “agressão do Putin” ou “anexação ilegal da Crimeia”.
    É gente que, apesar de ainda conseguir meter um pé à frente do outro, está em morte cerebral.

    • Concordo quase sempre com os seus comentários, mas desta vez, deturpou o que o MCB quis dizer. É claro que quando ele diz que o pior que podia acontecer era confrontos entre fações internas na Ucrânia, quis dizer “o pior” para os que defendem o escroque do Zé Laskas, ou seja, toda a camarilha EUA/UE/NATO.

  6. Porque uma coisa e certa. Se Herr Zelensky for varrido será substituído por outro filho de puta igual. E a gente a pagar. Raios partam a Ucrânia e seja quem for o master mind da CIA que lhes conseguiu lavar o cérebro, presumindo que o tenham, tão bem lavadinho em pleno Século XXI.

  7. Uma coisa e certa. O fanatismo ucraniano e notável.
    Fedorov foi o grande mentor dos ataques com drones a território russo, alguns simplesmente assassinos e terroristas como o ataque a residencia de estudantes de Starobelsk.
    A Ucrânia esta a ser dizimada e a perder cada vez mais terreno, com a sua capital a sofrer bombardeamentos quase diários provavelmente por esta política de terrorismo ter feito a Rússia perder a paciência.
    Mas esses fanaticos do Inferno, que se creem descendentes dos vikings e herdeiros de Hitler estão furiosos porque o carniceiro levou um pontapé no cu.
    E saíram a rua para o dizer como nunca se atreveram a sair para proteger desgraçados recrutados a força.
    Não sei nem me interessa porque e que Herr Zelensky chutou o sujeito.
    O que cada vez me dá mais nojo e uma corja de fanáticos que está mesmo disposta a morrer porque acredita que ainda vai vencer a guerra e porque o alimentar do seu ódio aos russos vale todo o sacrifício.
    A Coligação dos Dispostos deve estar contente com a prova de que esta guerra está para durar com uma gente assim.
    Quem está farto de pagar a Herr Zelensky e que não tem nenhuma razão para estar feliz.
    Raios partam a Ucrânia.

    • A Coallition of the Willing (Reino Unido, França, Alemanha, Espanha, Países Baixos, e mais um ou outro parolo irrelevante) anunciou que vai fazer exercícios militares conjuntos com soldados ucranianos… na Polónia.

      A Rússia, através de Lavrov (Ministro dos Negócios Estrangeiros) e Zakharova (porta-voz desse Ministério) já avisou, pela N-ésima vez:

      1) tropas da NATO, seja oficialmente ou através de tal coligação, são um alvo legítimo assim que pisarem solo ucraniano;

      2) a Rússia considerado isto mais um passo contra a paz e a favor da escalada irracional;

      3) Moscovo continua a preferir resolver as coisas pelo diálogo, mas constata que o Ocidente colectivo nem quer negociar, nem é de confiar quando negoceia;

      Na minha opinião, a Rússia faz mal em continuar a repetir estas coisas. A coerência Russa aprecia-se, mas por vezes torna a sua comunicada rígida demais, e sem impacto. Eu acho que neste caso devia fazer mudanças.

      No ponto 1, devia dizer assim: “Putin autoriza e até convida a Coalition of the Willing a entrar na Ucrânia.” – e depois Lavrov, à parte, devia acrescentar: “Os soldados Russos estão fartos de andar só a matar os vossos proxies.”
      – como resultado disso, ou o bluff ocidental é desmascarado e a população da Ucrânia começa a abrir os olhos, ou os tresloucadas enviam mesmo as tropas, e é a população desses países que se revolta.

      No ponto 2, a Rússia devia deixar-se de rodeios e dizer: enquanto a NATO existir, ainda por cima insistindo em anexar os países junto à fronteita Russa, então não há paz.
      – como resultado disto, Moscovo estaria a dar de barato uma hipótese ao ocidente para aceitar a derrota mas salvando a face com uma narrativa do tipo “o Putin queria a NATO fora da Polónia, mas a NATO só saíu da Ucrânia”.

      No ponto 3, a Rússia devia simplesmente dizer: enquanto a Europa não aplicar sanções aos EUA e israel como castigo por todas as suas agressões (vs Irão, vs Venezuela, vs Palestina, etc), a Rússia não pode levar a sério nenhuma negociação.
      – como resultado, a população na Europa que alega querer tanto a paz, começaria a mudar o chip e a abrir os olhos o suficiente para culpar os EUA e israel e a vassalagem dos regimes Europeus aos EUA e/ou corrupção perante o lobby sionista.

      Infelizmente, parece que os estrategas da comunicação Russa são tão “bons” quanto aqueles generais sentados com vodka a mais no focinho que não conseguiram antecipar o contra-ataque nazi em Kharkov no Outono de 2022, que forçou os Russos a perderem um terço daquela região e a terem de recuar muito, em poucos dias, até à fronteira da República de Lugansk, colocando em causa a operação para libertar a totalidade da República de Donetsk, que foi atrasada 4 anos, pois só agora a Rússia está novamente numa situação comparável em que pode cortar as linhas de abastecimento a Norte dos centros logísticos de Kramatorsk e Slaviansk.

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