(Diogo Sousa, in Facebook, 20/05/2026)

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𝟏. 𝐀 𝐀𝐧𝐚𝐭𝐨𝐦𝐢𝐚 𝐝𝐨 𝐀𝐩𝐚𝐫𝐭𝐡𝐞𝐢𝐝 𝐄𝐜𝐨𝐧𝐨́𝐦𝐢𝐜𝐨
O fosso socioeconómico nos Estados Unidos da América atingiu uma gravidade obscena, onde a proliferação da miséria humana coabita com a opulência desmedida das elites financeiras. Enquanto milhões de cidadãos são atirados para a fome e para o desabrigo, a riqueza dos multimilionários regista recordes históricos e imorais. Este cenário de apartheid económico é financiado e agravado por escolhas políticas deliberadas, materializadas num orçamento de defesa hipertrofiado que drena os recursos públicos que deveriam garantir a sobrevivência e a dignidade da própria população.
𝟐. 𝐎 𝐑𝐞𝐭𝐫𝐚𝐭𝐨 𝐇𝐮𝐦𝐚𝐧𝐨 𝐝𝐨 𝐂𝐨𝐥𝐚𝐩𝐬𝐨 𝐒𝐨𝐜𝐢𝐚𝐥
A realidade social norte-americana é um retrato violento de privação sistémica, onde a indigência deixou de ser uma exceção para se tornar uma crise estrutural. Dados oficiais do U.S. Census Bureau expõem uma taxa de pobreza de 10,6%, condenando mais de 35 milhões de pessoas à exclusão económica, com uma em cada dezoito pessoas a subsistir no limiar da pobreza extrema.
Mais de 42 milhões de americanos dependem desesperadamente de senhas de alimentos federais para não passarem fome, enquanto as ruas das grandes metrópoles são tomadas por recordes sucessivos de sem-abrigo. Esta degradação é o resultado direto de salários cronicamente estagnados e de uma inflação punitiva sobre os bens de primeira necessidade, que esmaga as classes mais baixas, as minorias e as comunidades rurais abandonadas pelo Estado.
𝟑. 𝐂𝐚𝐩𝐢𝐭𝐚𝐥𝐢𝐬𝐦𝐨 𝐏𝐫𝐞𝐝𝐚𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐨 𝐞 𝐚 𝐍𝐨𝐯𝐚 𝐀𝐫𝐢𝐬𝐭𝐨𝐜𝐫𝐚𝐜𝐢𝐚
Em contrapartida, as elites financeiras e corporativas acumulam capital a um ritmo predatório e totalmente desligado da economia real. Enquanto a classe trabalhadora empobrece, as famílias que auferem rendimentos acima dos 125 mil dólares anuais disparam os seus níveis de consumo de luxo, impulsionadas pela valorização artificial do mercado de capitais e por uma arquitetura fiscal desenhada para proteger lucros corporativos e heranças dinásticas.
O fosso entre a remuneração dos diretores executivos e a dos trabalhadores comuns atingiu níveis feudais, perpetuando um sistema onde mais de metade dos adultos americanos passará pelo menos um ano da sua vida na pobreza, devido à inexistência deliberada de uma rede de segurança social robusta.
𝟒. 𝐀 𝐈𝐧𝐝𝐮́𝐬𝐭𝐫𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐆𝐮𝐞𝐫𝐫𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐏𝐫𝐢𝐨𝐫𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐒𝐮𝐩𝐫𝐞𝐦𝐚 𝐝𝐨 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨
Esta transferência de riqueza pública para interesses privados atinge o seu auge no desvario orçamental do setor da Defesa. Os Estados Unidos ultrapassaram a barreira histórica de 1 bilião de dólares anuais em despesa militar, caminhando a passos largos para propostas governamentais que fixam o teto militar nuns astronómicos 1,5 biliões de dólares — o maior aumento na despesa militar desde a Segunda Guerra Mundial.
Estes fundos trilionários alimentam diretamente os lucros das empresas privadas do complexo industrial militar e financiam aventuras geopolíticas além-fronteiras. O custo de oportunidade desta máquina de guerra é devastador: a ONU estima que uma fração deste valor seria suficiente para erradicar a pobreza extrema global, mas o Congresso prefere subsidiar o armamento em detrimento do colapso dos sistemas de saúde e educação públicos.
𝟓. 𝐀 𝐏𝐨𝐛𝐫𝐞𝐳𝐚 𝐜𝐨𝐦𝐨 𝐏𝐫𝐨𝐣𝐞𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝐄𝐬𝐭𝐚𝐝𝐨
Esta assimetria gritante desmascara uma escolha ideológica inequívoca do poder político em Washington. Ao priorizar obsessivamente a manutenção da hegemonia militar global e a blindagem das grandes fortunas, o Estado norte-americano abdica das suas funções sociais mais elementares.
O sacrifício do bem-estar da maioria em prol do lucro da indústria do armamento e da especulação financeira prova que a pobreza nos Estados Unidos não é uma falha de mercado, mas sim uma consequência direta e planeada do seu modelo político e económico.
Bom texto. Sem lameciches, com dados escorreitos, reconhecendo que só teem aquilo que merecem.
A pobreza só deve importar quando afecta outros países por causa do modelo econômico nefasto que eles exportam para o mundo.
Eles fizeram a cama em que se deitaram quando votaram Trump por acharem um crime que alguma coisa dos seus impostos financiasse seguros para que quem fosse demasiado pobre para pagar um seguro de saúde não morresse a porta do hospital por falta de tratamento. Era a isso que se resumia o tal Obamacare.
Há também por lá o Medicare, um sistema residual para pobres em que e um assistente social sem qualquer formação médica que decide se estás suficientemente doente para beneficiar do sistema. E que demasiadas vezes diz que não. Ou por achar que não estás doente ou porque simplesmente não há vagas.
E claro que Trump tem imposto cortes atras de cortes.
Mas muita gente não gosta do tal sistema por isso ninguém vem massivamente protestar contra tal barbaridade.
Porque na sua mentalidade nefasta acham que quem não tem dinheiro para pagar saúde privada e porque não trabalhou para isso. E se nunca trabalhou para isso deve morrer.
E mesmo sendo pobres teem essa mentalidade nefasta se nunca tiveram uma doença grave que os levasse a precisar de cuidados de saúde. Porque os fracos e débeis que adoecem também não estao cá a fazer nada.
E sempre bom dar a conhecer as consequências do nefasto modelo econômico de economia virada para o armamento para que finalmente percebam o que pode acontecer se aplicarmos um modelo destes na Europa.
E sempre bom quando se desmontam as narrativas Hollywoodescas que nos dizem que por lá e só famílias felizes com uma bela casa com jardim, três filhos, dois carris na garagem e dois cães.
Narrativa nefasta que levou muita gente no antigo bloco socialista a sonhar com amanhas que cantam sob o radiante Sol do capitalismo.
Para muitos caírem numa miséria extrema e quem ainda podia ter de emigrar para lá do sol posto, muitas vezes sujeito a exploração impiedosa. Porque assim que tiveram regimes a contento acabaram as passadeiras vermelhas que antes se estendiam a quem fugia da “terrível ditadura comunista”.
Esperavam nos os campos, a construção civil, em condições muitas vezes desumanas. E se alguns viram as suas qualificações reconhecidas foi porque as sociedades de acolhimento precisavam desesperadamente de profissionais desses. Caso de alguns médicos que ainda assim se viram a rasca para lhes reconhecerem as qualificações.
Por isso, se alguém quer ser acolhido e mesmo melhor continuar a ter um regime que seja hostil.
Conheço um sujeito cubano que veio a dizer cobras e lagartos mas veio com uma formação reconhecida e está a trabalhar no que sabe.
Chegou ainda no tempo da histeria do COVID e a chegada ao aeroporto e recusou ser vacinado com Pfizer por há ter sido vacinado em Cuba. Passou.
Tivesse vindo de um país amigo ou levava a pica e se virasse jacaré era problema dele ou não entrava. Como aconteceu a uma família portuguesa com três crianças vinda da Suiça. Que acabaram por ser expedidos de volta para a Suiça depois de três dias nas masmorras do Aeroporto de Lisboa. Pelo menos não foram fisicamente molestados mas da comida nefasta de avião não se livraram.
Como muita gente engoliu a narrativa nefasta de que perante uma epidemia era possível meia dúzia de cientistas bem intencionados desenvolverem uma vacina que funcionasse e não desse cabo do canastro a ninguém.
Os Estados Unidos são uma fábrica de ilusões perigosas que exportam a sua pobreza para o mundo. Quando não exportam pior. E em zonas de poucos recursos, a exportação desse modelo causa fome generalizada.
E muito tínhamos a dizer sobre bloqueios, sanções e traidores locais como a nefasta vibora em forma de mulher Delcy Rodríguez.
E e por todas estas tretas que estamos todos, uns mais e outros menos, metidos numa grande patranha e num grande sarilho.
Que valha aos pobres dos Estados Unidos um burro aos coices.