A nova Lei dos estrangeiros e os atores políticos

(Carlos Esperança, in Facebook, 29/07/2025)


A Lei não é apenas inconstitucional, é iníqua e perigosa. Não interessa que, no espaço de um ano, o Primeiro-ministro desse uma cambalhota de 180 graus, para se colar ao Chega.

Montenegro não se move por convicções ou pela ética, na política ou nos negócios pessoais. Aliás, a teia de interesses tecida entre Espinho e Braga está na origem do seu duplo sucesso.

A política de imigração é definida pelo Governo, mas a ética não pode ser exonerada da lei nem os interesses do país preteridos pela vozearia dos que sabem que o medo rende votos. E a Constituição é uma referência obrigatória da democracia!

Não incenso o Presidente da República pelo envio dessa lei, parida no conúbio espúrio entre Montenegro e Ventura, para o Tribunal Constitucional. E também não lhe farei a ofensa de considerar tal decisão vingança contra o Primeiro-ministro que lhe deve o cargo e não o respeita. Montenegro não confia em Marcelo, como quase toda a gente, e ignorou-o até quando era obrigatória a sua anuência, na escolha do Procurador Geral da  República e do governador do Banco de Portugal.

O que não atribuo a Marcelo é o respeito pela Constituição. Já promulgou leis inconstitucionais para afetar o PS, quando laboriosamente procurava levar a direita ao poder. A violação da lei travão ao aumento de despesas pela Assembleia da República, é um exemplo. Foi inevitável o chumbo do Tribunal Constitucional, mas então ainda trocava os pergaminhos de jurista pela militância partidária.

Agora sente-se livre para evitar a vergonha, e o constitucionalista reconvertido já não quer passar pelo opróbrio de ser cúmplice da lei constitucionalmente inaceitável.

Por sua vez, Montenegro sabe que a lei é inconstitucional, mas a sua postura em modo Chega rende votos. Ao PS, prefere a extrema-direita e, para manter o poder, não deixará de se aliar a ela quando precisar.

O que nauseia é a decadência ética de um governo cúmplice do genocídio em Gaza pelo silêncio, covarde a seguir o exemplo de vários países europeus e ignorando o Secretário Geral da ONU nos esforços para manter um mínimo de decência nas relações internacionais.

Montenegro é o herdeiro de Passos Coelho, produto da madraça cavaquista e dos golpes de Marcelo. No fundo, o Luís é a síntese da galáxia partidária em que se dividiu o PPD, PSD, IL e Chega.

Percebe-se o motivo por que o Luís pensa que na SPINUMVIVA não há nada de ilegal. É a mesma posição sobre a canhestra Lei dos Estrangeiros negociada com André Ventura.

O que devia evitar era a chantagem sobre o Tribunal Constitucional. Percebe-se a pressa na substituição dos Conselheiros, a combinar com o Chega.

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16 pensamentos sobre “A nova Lei dos estrangeiros e os atores políticos

  1. Deves estar a dar umd novidade dos diabos. O que não faltava em todo o Ocidente eram amigos do Terceiro Reich.
    Muitos americanos achavam que os nazis eram muito bons s livrar se de baratas e vermes, leia se socialistas e comunistas.
    Muitos lamentaram que o seu inimigo fosse Hitler e não a Uniao Soviética.
    Fosse Hitler menos sofrego e não tivesse conquistado terras a Ocidente e poderia ter cometido todas as atrocidades que cometeu, contra judeus, ciganos, até contra gente doente ou deficiente que ainda teria tido ajuda contra aqueles comunistas sub humanos.
    O resto e conversa para boi dormir.

    • Vai lá dar banho à minhoca, a ver se pescas alguma coisa.
      Como deverias ter percebido, se tivesses alguns neurónios, a resposta e o link não é para dar nenhuma novidade.
      Como és cumodista, tens que rosnar sempre que ouves certos termos.
      Já te disse que “camaradas” como tu, não acrescentam nada, mesmo nada, e que calado fazias um grande favor aqueles que são de esquerda.
      O link é para o Camacho que escreveu que não encontrou o livro à venda. Só isso.
      Fica calado, se não tens nadas para dizer. O Planeta agradece que não emitas metano, dióxido de carbono, …. ah ah ah ah ah

  2. “…Bakunin: Resultado: o governo da grande maioria da população por uma minoria privilegiada. Mas, dizem os marxistas, essa minoria será de trabalhadores. Sim, claro, mas de ex-trabalhadores que, uma vez convertidos em representantes ou governantes do povo, deixarão de ser trabalhadores.
    Marx: Actualmente, um fabricante deixa de ser capitalista quando passa a fazer parte do conselho municipal. …

    ‘mutatis mutandis’ ,o monte-bosta assim que assentou a peida na cadeira do Doutor Salazar, deixou de ser Capitalista.
    ah ah ah ah ah ah !

    Entretanto os Chocos à Setubalense estão à minha espera.

    • Vai lá comer que parece que andas a fritar o miolo, sem grande coisa que se aproveite, e até já te repetes como é próprio de um senil arrogante e megalómano que divaga na maionese… ou mayonnaise que o Capelão é gente fina, de classe executiva, que se gaba de viver à grande e à francesa, e da sua intelectualidade superlativa absoluta sintética… tanto Bakunine e tanto Marx por causa de um toque (não rectal) que lhe dei… já fizeste a oração diário ao CUarto Pastorinho?

  3. A renda mais barata em Loures e de 750 euros por 30 metros quadrados. E não, não e em nenhum condomínio fechado. Um T3 em Lisboa pode contar com a módica quantia de 1900 euros mensais.
    Digam me qual e o trabalhador português ou migrante que ganhe isso.
    Depois, se as barracas voltam a crescer na grande Lisboa como cogumelos, o que aliás era a regra no tempo da Outra Senhora, havia verdadeiras favelas, muitas delas habitadas por migrantes internos vindos do Alentejo e das Beiras, a culpa e dos imigrantes.
    Rendas de 750 euros por um peido de casa e rendas que só um ministro pode pagar para uma casa onde caiba uma família isso sim e uma vergonha. E a culpa e de gente gananciosa e de um mercado desregrado em nome do neoliberalismo. A celebre Lei Cristas em todo o seu esplendor.
    Mas se temos uma Secretária de Estado da Habitação que diz que resolver o problema da Habitação, ou da falta dela, não cabe ao Governo, resta a quem teve a sorte de comprar casa em tempos melhores, pedir ao santo protector dos cachalotes que não volte a passar pela cabeça de psicopata da Lagarde ou outro qualquer voltar a subir os juros para niveis estratosfericos.
    Mas se temos até articulistas a dizer a barbaridade que o dinheiro gasto a construir uma barraca daria para pagar uns mesitos de renda, uma dessas rendas especulativas e estratosfericos, não há mesmo nada a fazer para tirar também a desumanidade e falta de empatia dos cornos desta gente.
    O desgraçado pagava dois ou três meses de renda e ficava calmamente até ser despejado e sem dinheiro nem para comprar uma tenda na Decathlon.
    Só faz sentido para quem tem a sorte de ainda ter casa e não sabe o que é não ter um teto em cima da cabeça e saber que o seu salário não dá para esses luxos.
    Mas a humanidade desta gente também parece ter sido perdida algures no raio que os parta.
    Vão ver se o mar da Kraken.

  4. Num primeiro passo, o magnífico argumentista vem para aqui “argumentar”, em tom depreciativo, com a “velhice” de quem o critica, no seu entender factor desvalorizador do crítico (Julho 30, 2025 às 3:20 pm). Lembrado (Julho 30, 2025 às 5:51 pm), pelo “velho rabugento” e “cavalgadura” (como o classificou), de que tal paleio depreciativo nada fica a dever ao “argumento” passista da “peste grisalha”, o jovem e musculado argumentadeiro entra em frenesim atlético, deslumbra com um belíssimo mortal à retaguarda, seguido de dupla cambalhota à frente, recicla num fósforo a careca destapada, regurgita a lembrança como sua (Julho 30, 2025 às 7:12 pm) et voilá! Ninguém viu, ninguém reparou! O excelente argumentista continua um campeão! Não o será da coerência, mas não se pode ter tudo! Abençoado seja o milagre da reciclagem!

  5. A propósito de Leis de Nuremberga, Leis de Jim Crow e outras ocidentalices ou americanices bué de democráticas, dois livros interessantes:

    https://press.princeton.edu/books/hardcover/9780691172422/hitlers-american-model

    https://www.amazon.com/Hitlers-American-Friends-Bradley-Hart/dp/1250871883

    O primeiro é interessante. Quanto ao segundo, presumo apenas que o seja, pois já tentei adquiri-lo, há um ano e meio ou dois anos, e não estava disponível.

  6. Já tivemos o Trampas a dizer no primeiro mandato que os migrantes eram todos ladrões, traficantes de droga e violadores.
    E não vale a pena explicar a esta gente que o problema dos baixos salários em Portugal vem também da mentalidade pequenina de um empresariado que acha que a plebe pode e deve viver alpiste. Não tem nada a ver com os desgraçados que teem a desdita de cá vir parar.
    E ver os magníficos salários que havia no tempo da Outra Senhora quando nem o Diabo para cá queria vir.
    Eram tão bons que a malta até se fartava de viver tão bem e lá ia a salto para França. Muitas vezes caindo na labia de “passadores” que lhes diziam que tinham já contrato de trabalho e casa em França para depois os abandonarem no meio dos Pirineus, tendo muitas vezes pelo menos a sorte de estar em França, que as vezes nem isso.
    E também havia quem nunca lá chegasse por apanhar um tiro nos cornos de um GNR ou Guardia Civil.
    Abandonou a família e não quis saber de mais nada, era o que dizia quem tinha ficado para trás. Muita gente assim desapareceu.
    A nossa única vantagem em relação aos desgraçados que hoje tentam sulcar o Mediterrâneo e que não havia mar a separar nos das Terras da Promessa. Pelo menos isso.
    E e ver o que diziam os franceses das nossas mulheres de lenço na cabeça e dos grunhos que em plena rua agrediam as mulheres ante a sua submissão e passividade.
    E queria saber o que se diria se a França tivesse resolvido o problema dos bidonviles ao redor de Paris, onde se chegou a juntar meio milhão de portugueses, como os autarcas de Loures e Odivelas estão a resolver. Derrubando as barracas e deixando os parcos haveres dos desgraçados na rua, mandando os procurar um rumo.
    Ou defendessem o destapar dessas mulheres a força.
    Nesse tempo os refugiados e migrantes éramos nos.
    Mas a mesma memória curta que fez esta gente votar no Montenegro poe os a dizer asnices sobre migrantes.
    E a votar em quem vai fazer a vida de todos nós regredir décadas se algum dia tomar o poder.
    Vão ver se o mar da choco.

  7. Do livro com o título: “Una izquierda darwiniana”de Peter Singer, coisa já com 26 anos de edição (1999), traduzo em automático o início da Introdução.

    A necessidade de uma nova base

    Em 1874, Karl Marx leu ‘Estatismo e Anarquia’, de Mikhail Bakunin, um dos fundadores do anarquismo como movimento revolucionário internacional e principal rival de Marx no controlo da Primeira Internacional. Marx não foi passivo em nada do que fez e, ao ler Bakunin, copiou as passagens-chave do livro, às quais acrescentou os seus próprios comentários. O manuscrito resultante, que Marx nunca tentou publicar, lê-se como um debate entre o principal anarquista e o principal comunista do século XIX.
    Aqui está um trecho do mesmo :
    Bakunin: Sufrágio universal de todo o povo para os representantes e governantes do Estado; esta é a última palavra dos marxistas, assim como da escola democrática. São mentiras por trás das quais se esconde o despotismo da minoria governante, mentiras tanto mais perigosas quanto essa minoria aparece como a expressão da chamada vontade do povo.
    Marx: Sob a propriedade colectiva, a chamada vontade do povo desaparece para dar lugar à verdadeira vontade de cooperar.
    Bakunin: Resultado: o governo da grande maioria da população por uma minoria privilegiada. Mas, dizem os marxistas, essa minoria será de trabalhadores. Sim, claro, mas de ex-trabalhadores que, uma vez convertidos em representantes ou governantes do povo, deixarão de ser trabalhadores.
    Marx: Actualmente, um fabricante deixa de ser capitalista quando passa a fazer parte do conselho municipal.
    Bakunin: E, das alturas do Estado, começarão a olhar com desdém para todo o mundo comum dos trabalhadores. A partir desse momento, já não representam o povo, mas sim a si próprios e os seus direitos de governar o povo. Quem duvida disso não sabe nada sobre a natureza humana.
    Marx: Se o senhor Bakunin estivesse familiarizado com a posição de um gerente de cooperativa operária, mandaria para o inferno todos os seus pesadelos sobre a autoridade.
    A ironia mais trágica da história do século XX consiste no facto de o historial dos regimes que se declararam marxistas demonstrar que Marx estava errado e que os «pesadelos sobre a autoridade» de Bakunin eram desconsoladoramente proféticos. Sem dúvida, a solução de Bakunin para o problema da autoridade também teria dado errado; mas é difícil não concordar com ele quando propõe que aqueles que defendem opiniões como as de Marx e seus seguidores «não sabem nada sobre a natureza humana». Os erros de Marx sobre a natureza humana também não foram deficiências de menor importância.
    Trinta anos antes, numa das suas célebres «Teses sobre Feuerbach» (VI), Marx escreveu: …
    a essência do homem não é uma abstracção inerente a cada um dos indivíduos. Na realidade, consiste no conjunto das relações sociais Dessa crença decorre que, se for possível mudar completamente o «conjunto das relações sociais», será possível mudar toda a natureza humana. Esse argumento é essencial no pensamento marxista e marxista (com minúscula) em geral. Como consequência, ele afecta grande parte do pensamento de toda a esquerda.
    A esquerda precisa de um novo paradigma.
    ——–
    “os que não sabem nada sobre a natureza humana” conseguirão dar-se conta da necessidade de mudança? Se a amostra que por aqui se exprime, for representativa do conjunto, a resposta é NÃO!

    • Sentiste o toque, foi? E tiveste de ir buscar uma divergência antiga entre anarquistas e comunistas, sobre o papel da vangauarda do proletariado e o seu potencial para o controlo do estado e o totalitarismo? E isso tudo para fugir ao toque que sentiste, por estares a desviar a discussão da objectividade (ou não) do artigo em causa, e para defender subrepticiamente “a vanguarda da alta burguesia, das castas marialvas, militares e do clero mais ultra-montano” encabeçada pelo CUarto Pastorinho (candidato único), o grande unificador dos saudosistas da metrópole e retornados, e dos fascistas e ultra-nacionalistas (muitos deles submissos ao interesse dos Grandes Irmãos e suas corporações-fachada)?
      Bom, antes assim, vale sempre a pena “contextualizar”… agora conta-nos sobre as leis de Nuremberga e os “animais de zoológico” lusitanos que iam trabalhar como imigrantes para as Germânias…

  8. “… nem os interesses do país preteridos pela vozearia dos que sabem que o medo rende votos…” quais interesses são esses do país, a que o escriba no Facebosta se refere?
    O fungágá da bicharada?
    o ‘dumping’ salarial?
    a diluição do que ainda resta de ser português?
    já tivemos um primeiro-ministro que era o que era, quer mais o autor?
    Mais depressa do que ele pensa, vai ter a surpresa ao virar da esquia, seja com ele, ou com alguma mulher da família dele. Nesse dia virará indignado.
    Será tarde!

    • O que te aconteceu nas férias para andares aí pela Estatuária nos últimos dias a bolçar tanto “substracto intelectual”, com tal substância como a de utilizar a palavra “jardim zoológico” para designar a imigração em Portugal, até pareces um Capelão que ia abusar de uma criança com nome estrangeiro que usava hijab na rua, querendo destapá-la à força, e acabou abusado pelo pai, o tio, o primo e o amigo, e ainda pelo ancião, e vem para aqui despejar o fel.

      Vê-se mesmo que és um estudioso intelectual, já o texto do Garcia Pereira sobre as mentiras da propaganda que tu vens aqui disseminar sobre a imigração e o seu “descalabro”, enquanto mandas bocas que só revelam seres um grande complexado, parece que teve o efeito que o alho tem nos vampiros, que lá não foste, ainda te saías mal nas “ciências matemáticas e estatísticas” com que o encantador de pategos que te alumia os dias e as noites, o CU (candidato único) afilhado do Primeiro Ministro, te encanta, pois contra factos não há argumentos, só propaganda para pategos.

      Vê lá é se um dia não vais na estrada, vem o polícia, manda-te parar e tu não vês nem ouves porque tu é que vais pela direita e ele vai pela esquerda, e depois mais à frente te encosta e dá-te umas cacetadas, ou pior! É mais provável isso acontecer do que essa história xenófoba que é a lenga-lenga de sempre, com séculos, quase tão antiga quanto a mais velha profissão do mundo, repetida pelos fracos de espírito e covardes!

      E já agora, quando os portugueses foram para França, Canadá, Alemanha, etc também foram “animar” os “jardins zoológicos”? As cidades das colónias portuguesas em África também eram “jardins zoológicos”? Tens que esclarecer as pessoas sobre o teu racismo irracional, uma vez que pareces estar na fase da senilidade, ou então é melhor ultrapassares isso, não é preciso expor a tua pequenez moral e intelectual dessa forma explícita, quase como um Capelão que se exibe aos paroquianos num canto escuro da sacristia…

  9. Por mim nada do que venha de Montenegro me surpreende.
    Montenegro entra naquela definição de pessoas mas que Caitlin aplicou a todos os que nos dias actuais sonha teem a pouca vergonha de apoiar Israel.
    E alguem que acredita piamente numa sociedade dividida entre elite privilegiada e plebe escravizada e a quem a vida humana não interessa nada.
    Claro que dirige a sua sanha contra os mais desprotegidos da sociedade que, em todas as épocas da humanidade, foram sempre os migrantes, a quem sempre se atribuíram todos os males da sociedade “de acolhimento”.
    Não so porque da votos entre uma população onde também não faltam das tais pessoas mas e que acreditam piamente que estao a ser vítimas de uma invasão.
    E também porque deixar sem direito a nada boa parte daqueles que fazem os trabalhos mais difíceis satisfaz a sua ideia de uma sociedade dividida em plebe e elite.
    Os patrões, em especial os da agricultura, construção civil e hotelaria, agradecem e entretanto os trabalhadores autóctones até se esquecem que também eles estão a ser atacados. Porque “finalmente “esses gajos do turbante estarem a ser postos com dono”.
    Lançar trabalhadores uns contra os outros e agora a táctica tal como no Governo Passos/Portas se tentou por jovens contra idosos, a celebre teoria da “peste grisalha”.
    Aproveitando que estamos todos a banhos Montenegro propôs uma “reforma profunda das leis laborais”.
    Na prática são 110 artigos do código do Trabalho que vão mudar, mais uma vez em nome das sacrossantas produtividade e competitividade, e que prometem deixar as relações entre patrões e trabalhadores “sem Rei nem Roque”.
    Vai desde a possibilidade de se aumentar a semana de trabalho para 50 horas, via um regresso do famigerado banco de horas, as desgraçadas que pretendam o tempo para amamentar previsto na lei terem de apresentar atestado médico, ao aumento do tempo dos contratos a prazo, as limitações no direito a greve, entre muitas outras aleivosias.
    Cumpre acrescentar que a maior parte das associações de exploradores, digo, empresários, já disseram que era uma boa “base de trabalho” mas que ainda se pode “melhorar”.
    E sabem que com alguém que uma vez disse que a vida das pessoas não estava melhor mas o país estava e que o programa de miséria era para continuar custasse o que custasse e doesse a quem doesse e quem estivesse mal que se mudasse, revelando total desumanidade e falta de empatia, poderao sempre contar.
    Sempre contra os trabalhadores, sejam eles migrantes ou não.
    Por mim amaldiçoo a falta de memória que levou a que se votasse num sujeito destes mas não há mais remédio que aguentar.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

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