Debate entre PNS e LM – dez observações sobre ser, estar, saber, pensar, conhecer e falar

(Por António Carlos Cortez Letras, in mural de Rui Pererira, Facebook, 01/05/2025, revisão da Estátua)

Dupond & Dupont…

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1. Pedro Nuno Santos, na melhor tradição do faz-de-conta, chega atrasado para se dar ares de descontração, leveza. Será que foi isso? Se foi atraso porque houve trânsito, o atraso é já um sinal de que – com ou sem descontração – o Secretário-geral do PS não estava nos seus dias. A questão é que há muito que PNS não está nos seus dias. Voltarei a isto.

2. Adiantado, já sentado, Montenegro esperou. Tomou notas finais. Os olhinhos azuis estavam pestanítidos. Deu-se ares de trabalhador pontual. Imagem de PM responsável. Com essa marcará a vitimização seria mais credível, pensou. Cavaco disse-lhe como fazer.

3. Tem início o debate (com três esfaimados jornalistas, que não colocaram questões sobre educação, cultura, guerra e foram logo ao apagão, o assunto do dia – no nosso jornalismo tudo é obediência a modas ou a “eventos” recentes) e Montenegro ataca. Quer dar a imagem de que é acutilante. Repete lugares-comuns. Frases feitas. Recorre a muletas de linguagem: “Mas deixe-me dizer-lhe”, “Reunimos em gabinete de emergência”, “Queria saudar as portuguesas e os portugueses pela maturidade com que viveram este desafio” (os políticos não sabem gramática e para eles uma coisa que nos trama a vida é um desafio). Para atacar PNS declara “O senhor não tem autoridade moral”. Na questão da Spinumviva viu-se tudo: o incómodo, o nervoso, a óbvia corrupção que os factos, de per si, mostram.

4. PNS apareceu pálido. Tenho dito e redito: proporcional ao sorriso condescendente e parvo de Luís Montenegro é o olhar assustadiço e pestanudo-feminil de PNS. Não tem fibra. A dicção do seu português falado é má. O tom oscila entre uma gravitas artificial e momentos de artificiais e subtis agudos. Não é uma voz modulada (como a de LM também não é, toda ela nasalada, com sotaque carregado de /is/ como em “hoije” e coisas assim…), nem o seu vocabulário é alargado.

São dois líderes (?) que leram pouco. Sabem pouco de História. Pouco sabem da nossa vida concreta. Inundaram o debate com questões técnicas que, ao português comum, pouco dizem, porque são incapazes de perceber que devem falar claro. Montenegro teve momentos de inspiração: “mas eu sou honesto”.

5. PNS – que verdadeiramente não está nada pronto para Portugal (ao contrário dos cartazes da propaganda) e é um acabado fruto do carreirismo no PS – esteve instável: o seu olhar oscilou entre a gaguez do pensamento e o tropeção nas oclusivas, sons em que carrega e empresta ao discurso uma dicção bruta, pouco polida, de comentador da bola…

O partido de Zenha e de Soares é hoje um partido de gente que não trabalhou e cresceu à sombra dos sucessivos cargos que tiveram nos anos de Sócrates e de Costa, seja por via do aparelho, seja por via do poder autárquico. Ou por meio de empresas próximas do partido. Os jovens turcos são, como PNS comprova, malta sem calo: Pedrinho foi pálido para o debate, esteve sem fibra no contra-ataque. Falta-lhe muita leitura…

Ao contrário de Soares, que por não ser perito em contas, centrava os debates em questões de natureza concreta (sim, os portugueses não têm paciência para este discurso tecnocrata e pejado de números com que os políticos da minha geração acham que se é mais competente): a cultura, a educação, e as mentalidades, as dificuldades concretas da vida, e tudo isso com um discurso bem sólido ao nível das referências culturais (Soares leu António Sérgio, conviveu com Jaime cortesão, foi amigo de Olof Palme e tinha endurecido no combate a Salazar) e com frases que apelavam ao senso-comum do eleitor; ao contrário de Soares, dizia, PNS quis ser acintoso, mas não foi senão previsível: falou do caso da Spinumviva e, diga-se, podendo explorar este caso noutra dimensão – a da crise de regime em que vivemos – ficou-se pelo repetir até à exaustão o que há 2 meses já sabemos: Montenegro é corrupto, sim.

Mas teria sido bom que PNS lembrasse como Costa foi afastado. Bastaria isso para começar a inverter o sentido do debate: pensar em que estado está a democracia quando um PM com maioria é afastado porque uma procuradora fez um despacho…

Isto sem, no entanto, esquecermos que a saída de Costa revela um facto indesmentível: António Costa quis sair. Aproveitou a manigância da Procuradora, já alinhada com Marcelo (que quis a direita no poder antes de terminar o mandato), mas há muito que o seu projeto era ter um poleiro num cargo europeu que lhe permitisse ganhar bem, comer bem, viver bem, aprender inglês… Usar fatos azuis, calças mais curtas.

6. PNS e LM não debateram o rearmamento da Europa e quanto isso custará aos portugueses e aos europeus. Que Estado Social teremos quando o objetivo é prepararmo-nos para a invasão russa?

7. Não debateram as políticas educativas, não obstante estar em cima da mesa uma revisão curricular, não obstante os baixos salários dos professores, não obstante a indisciplina que grassa por todo o país.

Sobre educação – zero.

Não obstante serem a universidade e a escola, hoje, o espelho fiel do futuro deste país: anarquia, violência, ignorância, fanatismo, comportamentos pouco saudáveis, as drogas que os jovens consomem, a ideia que têm da escola e do Superior – nada, nada, nada estes senhores candidatos a PM disseram.

É triste, é grave, é de uma total falta de visão para Portugal. Um país faz-se com livros, meus caros PNS e LM. Um país faz-se pela base: com a liberdade que uma educação com livros confere aos seus cidadãos. Sobre o papel dos professores na construção deste retângulo, não têm – o PSD e o PS, nem a IL nem o CH – nenhuma visão. Só uma, na verdade: privatizar gradualmente o ensino.

8. Sobre SNS, o mesmo de sempre. Mostraram números. PNS quis mostrar (à guisa de Mortágua e de Ventura, que sempre levam gráficos, desenhos, papéis com cores), coisas. Mas a câmara nem fixou os seus desenhos. Há um momento em que, porém, vemos as mãos de PNS a tremer, a tremer. E vemos LM com o seu pacóvio sorriso (quem lhe disse para estar sempre a sorrir, porra?!) de azul-bebé a querer, em resposta, ser mau, ser respondão. Ridículo. Falso. Artificial.

 LM limitou-se a fazer o autoelogio do seu governo. PNS podia e devia ter arrasado a actual ministra da saúde. Podia e devia ter citado frases desta péssima ministra cuja sentença que mais lhe ouvimos dizer sobre o que falha no seu ministério é “Não sei”, “Não estudei esse tema”… Um não sei infinito…

9. Cansado, aos 20 minutos, do tom, do discurso e da sensaboria dos dois meninos políticos, ainda quis ver o que diriam sobre a cultura. Nada. Isso nem conta. Quando foram ao teatro pela última vez? (Não me refiro a São Bento nem a Belém). Quando foi que leram um livro sobre Portugal (um Vitorino Magalhães Godinho, um Eduardo Lourenço, um Jaime Cortesão, um Joaquim Barradas de Carvalho…)? Quando foi que trabalharam a sério na vida?!

10. O debate das duas figurinhas acabou para mim mais cedo. Não tive – perdoem – paciência.

São, no fundo, símbolos da minha geração.

 LM e PNS são filhos de uma geração que pouco ou nada fez na escola. geração rasca, como disse Vicente Jorge Silva, por muito que nos custe ouvir.

Filhos do facilitismo das aprendizagens, das licenciaturas tiradas em politécnicos, feitas à custa da cábula, ou dos trabalhos de grupo em que só um trabalha. País da geração de adolescentes que viceja, anárquica, nas escolas, boçal, rude, ignorante… Ciclo vicioso, viciado, este país… Ciclo, círculo, circo…

LM e PNS têm 40 e muitos, 50 e poucos anos.

Eu tenho 49. Conheci muitos que hoje palram sem nada terem lido, trabalhado, pensado, vivido. Vidas fáceis, muitos, muitos deles.

Penso muito nisto: numa crónica do Manuel António Pina sobre os carreiristas das jotas. Sobre como vencer na vida em Portugal. Tirar o curso de direito, estar na JS ou na JSD. Subir à sombra dum grande líder. Fazer intriga desde cedo. Corromper a alma desde cedo. Carlos da Maia, todos eles. Dândis, diletantes, filhos-família ou serventuários dos interesses.

 Em jovem aprenderam a sacanice de tramar colegas de partido para nele ascender.  Aprenderam umas quantas frases-feiras para espantar, para mostrar verve.

Trabalho? Não lhes convém. Ambição sim, é a única mola que os move. Ambição e dinheiro. E poder, poder. O poder. Os comentadores são farinha do mesmo saco. Com exceções, preparam o assalto a qualquer cargo político.  Bugalho é o exemplo acabado do mais vil oportunismo. Mas há mais.

Tese: impreparados, ambos, para o cargo de PM, esta geração de políticos não anda de metro, nem de autocarro, não vai aos cafés de bairro da periferia, não foram nunca, na adolescência e na faculdade, outra coisa senão meninos: marrões uns, cábulas outros, preguiçosos uns, espertalhões outros.

Os que puderam, com papás para lhes abrir caminho, são comentadores políticos, exercem cargos em autarquias ou juntas de freguesia…

Chegam à idade de 40 e muitos, 50 e poucos sem a fibra, o saber, a sensibilidade e as leituras da vida e do mundo de alguns que, apesar de tudo, fizeram com que o país se desenvolvesse lá atrás, nos anos 90… Nos anos 80… Um pouco…

Não há coragem, há interesses. Não há saber, há negócios. Não há consciência, há alienação. Não há preocupação cidadã, há oportunismo.

Foi um péssimo debate. Revelador do seguinte: a comunicação social vende-nos, há décadas, falsos políticos. Não, nunca achei PNS o homem forte e decidido que muitos, no PS, quiseram ver… E Costa sempre soube disso… A imagem conta. O andar, a voz, o olhar, as mãos, a postura. Inseguro, até certo ponto, frágil.

LM e PNS têm semelhanças: um quê de cobardia, um modo indefinido de ser e de estar. Pedro Nuno Santos sabe que o seu melhor discurso será o da despedida. Nesse momento pode ser um pouco do que terá sido lá atrás, na idealista adolescência. Luisinho, esse, ajudado pelas televisões governará, mas o tempo provará que o seu PSD não existe. É uma aglomeração de incompetentes. O país será privatizado. A vida que temos também. O seu governo irá cair.

Ventura? Esse será surpreendido. Cedo ou tarde os portugueses vão rifá-lo. Isto, mesmo com tanta doutrinação e ódio como a que o Chega verte nas redes sociais. Os jovens estão sem crença no país. Votarão no quanto pior melhor. É a lógica fascista. É o que, anos e anos de democracia sem políticas de investimento a sério na educação e na vida das pessoas, nos deram.

É óbvio que sempre a democracia será melhor que qualquer outro regime. Mas nós degradámos a democracia. As gerações sucessivas de políticos portugueses foram atrás de modas, de modelos errados de políticas económicas, fiscais, sociais… Na guerra entre o interesse coletivo e as carreiras pessoais, preferiram o carreirismo cá dentro para saltarem depois lá para fora. De Guterres a Barroso, de Vítor Gaspar a Costa, de Vitorino a Nuno Melo… Altos cargos mundiais, altos cargos nacionais.

Sai do governo, vai para uma empresa. E vice-versa. Na EDP, quem manda? Passos privatizou. Mas o processo vinha desde Guterres…

O debate é revelador: Portugal empobrece a cada dia. Quem é professor e vive na vida concreta sabe isso. Vemos as dificuldades das famílias. A desorganização do sistema. A desorientação de quase todos. Estudantes que não estudam, pais que não sabem educar. Professores que pouco ou nada leram… Um país desvitalizado. Resta resistir. Acordar e trabalhar o melhor possível. Ler, escrever, intervir.

13 pensamentos sobre “Debate entre PNS e LM – dez observações sobre ser, estar, saber, pensar, conhecer e falar

  1. Sim, o PS é parte do problema desde o seu nascimento com a grande finalidade de evitar votações massivas naqueles comunistas que na Rússia comiam criancinhas de cebolada.
    Surgiu com as roupagens de um esquerdismo sem radicalismos como grandes projectos de nacionalização ou dar uns bons anos de cadeia a rale pidesca.
    Enganou muita gente e Soares ia pontualmente apresentar os seus relatórios ao seu amigo Carlucci que segundo ele não era da CIA.
    Se tivesse vergonha na cara tinha se jogado ao mar com uma pedra ao pescoço quando o dito recebeu publicamente no seu país uma distinção pelos bons ofícios ao serviço da sinistra agência.
    Nos anos da geringonça o Partido e a sua máquina de propaganda foram hábeis em fazer os pategos acreditar que tudo o que se bom ocorreu nesse tempo foi por obra do PS que se viu a rasca para, com as exigências a esquerda, evitar a bancarrota.
    Em resumo, trataram de apunhalar os parceiros pelas costas como muitos velhos militantes desses partidos mais a esquerda previam pois que os conheciam desde os tempos do anti comunismo primário que se traduzia em perseguições nas ruas e nos locais de trabalho.
    E assim os pategos trataram de trocar o tal “radicalismo” pelo PS como já tinham feito no pós revolução de Abril.
    E o resultado foi aquele que se viu, quase dois anos de políticas a direita, colocando as coisas nos devidos lugares, e os casos e casinhos que sempre foram a imagem de marca do partido.
    Por isso, votar no PS só se tivesse batido com muita força com os cornos numa azinheira.
    Por mim e votar na esquerda que não rumou a Kiev porque esta nunca terá votos suficientes para estes trastes anularem as eleições como se fez na Romênia.
    Mas pelo voto no PS podem esperar sentados.

  2. Bem, pelo menos podemos concluir com segurança que há boa quantidade de pessoas completamente desiludidas com o actual sistema político-partidário, com as bacocas elites governativas e com as não-soluções apresentadas pelos principais actores em cena. Essa constatação, para mim, já é reconfortante, embora esteja longe de nos levar a algum lado minimamente positivo. Por alguma razão, um outro tema escandalosamente ausente da farsa eleiçoeira tem a ver com a UE, sua arquitectura, a sua acção, intenções, projectos e por aí fora. Porque será?

  3. Depois de tantos e tão largos comentários só dizer: 1. o ps não tem como não ser um ppd depois de tantos anos a imitá-lo com um paleio de “trabalhador”; 2. se soares endureceu contra salazar ( ? ) logo amoleceu com carlucci. Depois foi vê-lo na sua vaidade a pavonear-se diante de alemães e suecos que entretanto degeneraram e desapareceram.

  4. Já revelei a minha visão em relação às vicissitudes da política em Portugal há dois post atrás, valha o que valer, concordem ou não.
    É-me impossível concentrar a atenção neste retângulo de eucaliptal e betão e não referir a pressão externa exercida pela UE, pelos EUA, pelas corporações multinacionais, grupos financeiros, banca, etc, etc. Somos (e no fundo, sempre fomos) um país subalterno e subserviente. Estamos políticamente condicionados.
    Posto isto, não li nada de relevante, neste texto, sobre o tema. Fica-se pela crítica fácil aos personagens, limitada à política nacional, enaltecendo a literacia e superioridade intelectual do autor, acabando por cair no banal ataque aos partidos e aos políticos, pondo em causa a própria democracia, penso eu. A dialética assoberbada do autor é pobre, banal e, consequentemente, inócua
    Neste parquezinho de estacionamento à beira mar plantado, habitado por um povo de merda e inculto, que tipo de políticos querem que produza?
    E se trabalhasse-mos com a prata da casa?
    Como é possível pôr no mesmo plano, goste-se dele ou não, o PNS com um vendilhão cínico e visivelmente corrupto?
    Este governo de merda já devia ter ido com os porcos há mais tempo, antes que venda o pouco que resta da nossa soberania e parca qualidade de vida.
    Votem em quem quiserem, PCP, PS, Bloco. Organizem a esquerda (a “pura” e a do “socialismo na gaveta”) e deixem-se de merdas.
    Desenterrem a defunta “Geringonça” e derrotem estes palhaços da direita, a ver se reduzimos a relevância destas forças que estrangulam e desmantelam o estado social e o País.
    Depois, trata-se a “pureza socialista” do PS.

    • Concordo com quase tudo (análise ao país e ao texto), excepto com a tua tolerância para com o PS no final do teu comentário. O PS faz parte do problema tal e qual como o PSD, CDS, e IL. Não é de Esquerda, nem na gaveta nem fora dela, não é soberanista nem patriótico, piora a situação de Portugal em todos os governos desde os anos 80 (incluindo com Soares), e a única vez que tal trajectória foi travada, foi nos primeiros anos da Geringonça, graças ao poder negocial de uma Esquerda real com quase 20% dos votos.

      Mas a máquina de propaganda do regime (RTp, SIC, TVI, Expresso, Facebook, etc, tudo!) tratou de colocar os portugueses no devido lugar: a pensar “isto ia agora bem era outra maioria absoluta para o nosso Costa poder ser bom aluno e ir parar a Bruxelas, em vez de continuarmos a negociar o que quer que seja com os “irresponsáveis” da Esquerda real que estão a querer reverter os “sucessos” do Europeísmo”.

      Portugal está perdido, e pessoas como tu, que já viram 50% da solução mas ainda teimam em erros do passado, são parte do problema.

      Portugal não precisa de um único voto no PS. Precisa de se ver livre de tal partido, que é um partido de DIREITA, vendido a Multinacionais e ao patronato fascista nacional, vassalo da ditadura da UE/€uro, vassalo do imperialismo USAmericano, e colaborador de nazis ucranianos e genocidas israelitas.

      No PS não há solução nenhuma, nem sequer um “mal menor”. No PS só há continuação da tragédia, mas pintada de cor-de-rosa em vez de laranja ou azul ou cor de chegano quando foge…

      No dia 2 de Maio, na parte da ex-Ucrânia, agora LIBERTADA pela Rússia com toda a justificação, lembra-se o massacre em Odessa, onde NAZIS apoiados pelo ocidente (incluindo pelo Pedro Nuno Santos e Ana Gomes e companhia, e até pelas irmãs Mortágua) queimaram vivas pessoas que nada mais faziam do que manifestar-se pacificamente contra o golpe Maidan, feito pelos Nazis e pelos Europeístas (com cada vez menos diferença entre ambos) e financiado pela UE e EUA em violação da lei internacional.

      Quem no dia 2 de Maio apoia o regime golpista ilegítimo da Ucrânia, em vez de lembrar o massacre de Odessa, está do lado errado da história, faz parte do problema, e não merece sequer ser tolerado, quanto mais apoiado ou eleito.

      Porque é que Pedro Nuno Santos e Luís Montenegro não debateram o aumento de gastos para a guerra/NATO? Porque não é debatível. A capital do império (Washington) deu a ordem e os vassalos obedecem.
      Desde Mortágua até Ventura, passando por tudo pelo meio, a vassalagem é total, só muda de cor que é para dar a sensação FALSA de que existe escolha. As urgências vão continuar a fechar e os apagões serão mais frequentes e o poder de compra estagnado ou até a regredir, e em simultâneo os arsenais militares estarão cada vez mais cheios de brinquedos de guerra caríssimos made in USA.
      Está decidido, por isso não se debate!

      Qualquer semelhança entre isto e um país independente com existência de democracia (regime soberano representativo) é pura coincidência. O PS não precisa de votos. O PS precisa de ser afastado do poder por militares montados em chaimites. O PS, o Livre, o PAN, o PSD, o CDS, a IL, o Chega, e até a facção do BE (agora na liderança) mais corrompida pela NED/USAID para se tornar pró-NATO/Nazi desde 2022…

      O que o país precisa não é de organização da Esquerda. É de uma REVOLUÇÃO! Que restaure o 25-Abril, a independência, a verdade, a decência!

      O Carlos Matos Gomes, capitão de Abril morreu. Nem um dia de luto. Nem para ele, nem para Maia, nem para Otelo, nem para nenhum dos Capitães que arriscaram a vida para nos dar a Liberdade.
      Porquê?
      No caso do Carlos Matos Gomes nem uma nota de rodapé passou nos MainStreamMedia (RTP, SIC, TVI). Em vez disso, passaram dias a falar do funeral de um padre em Roma…
      Porquê?
      Não se fala do massacre de Odessa nem do dinheiro da CIA para fazer o golpe Maidan, mas dá-se tempo de antena até dizer chega ao DITADOR em Kiev, glorificador de Nazis.
      Porquê?
      A nossa Constituição diz que devíamos ser neutrais e não participar em guerras, mas continuamos na NATO (onde os amigos Salazar e Churchill nos colocaram à força) e a participar em todas as agressões e crimes de guerra em que os EUA nos ordenam para participar.
      Porquê?

      Porque o 25-Abril e a Liberdade (política, de expressão, e de imprensa), a Verdade e os factos históricos, a Soberania e a Independência, a Democracia e a Constituição, e a Decência e Direitos Humanos, estão todos mortos e enterrados no Ocidente colectivo!

      Tal como o massacre de Odessa e o genocídio em Gaza e o bloqueio em Cuba mostram (só para dar 3 de MUITOS exemplos), os PS e PSD (e seus partidos minion) deste ocidente apodrecido não nos vão salvar do autoritarismo nem da morte. Pelo contrário, fazem parte do clube satânico dos Globalistas, que rouba os contribuintes ocidentais para depois dar o dinheiro aos nazis e genocidas e pagar as contas das agressões imperiais, e ainda sobra algum para controlar os MainStreamMedia e convencer as pessoas de que isto é tudo “liberdade” e que os bebés despedaçados em Gaza são “terroristas”, ao passo que a al-Qaeda na Síria (armada pela NATO) é um jihadismo “inclusivo” que trouxe “democracia” à região.

      Não há votos que nos valham para salvar isto. Acabou essa possibilidade. Quando a ditadura da UE (que o PS adora) já se atreve a ameaçar líderes de países (Hungria, Eslováquia, Sérvia, etc) por eles cometerem o “crime” de celebrar a vitória contra o nazismo em Moscovo, então já se passou o ponto de não retorno. O estado a que isto chegou, outra vez, só pode ser corrigido à lambada. Eu, apesar de não ser comunista, estou do lado dos únicos anti-nazis que sobram em Portugal, o PCP. Não voto neles. Mas se eles e os militares decentes pegarem em armas, lá estarei ao seu lado para novamente libertar Portugal. Mais vale morrer a lutar pela Liberdade, do que viver nesta podridão.

      E foi assim que percebi porque é que na Rússia os homens se voluntariam para LIBERTAR o Donbass e arredores, enquanto que na ditadura nazi da Ucrânia vassala do império genocida ocidental é preciso raptá-los nas ruas. Raptos patrocinados de forma igual por todos os corruptos em Portugal, desde as irmãs woke Mortágua até ao trumpista Ventura, passando por toda a ESCUMALHA pelo meio que recebe avenças bem piores que as da Spinumviva: as avenças da máquina imperial GENOCIDA da UE/NATO/EUA/israel. O PS faz parte deste eixo do mal. Nunca na vida poderia fazer parte do mesmo lado onde está o PCP e de pessoas não comunistas como eu, que se opõem INCONDICIONALMENTE a tal monstruosidade.

      O único voto útil, é o voto em quem se quer votar, sem compromissos nem cedências. Deixar de votar num partido pequeno, para votar noutro partido só porque é “grande”, é cometer suicídio político. É deixar de existir enquanto eleitor.
      Isto é válido para qualquer Democracia, mas não é válido em Portugal.
      Porquê?
      1) porque a máquina de propaganda do regime convenceu as pessoas sobre a “utilidade” do voto “útil”, que é o estratagema de maior sucesso de sempre para manter corruptos e incompetentes no poder, e impedir as pessoas de escolherem a mudança;
      2) porque os FASCISTAS do PS e PSD fizeram uma lei eleitoral que VIOLA a Constituição, acabando com a proporcionalidade dos votos, e os seus juízes CORRUPTOS rosa e laranja no Constitucional fazem de conta que não vêm esta violação. Em Portalegre, só para dar um exemplo, elegem-se 2 deputados. Os partidos rosa e laranja ficam com 100% desses deputados, mesmo tendo só 50% dos votos. Nem sequer na ditadura do Assad isto acontecia, pois ao menos esse sempre dizia que “só” tinha 99%…

      Portanto, não contam comigo para a palhaçada e farsa chamada “eleições” no ocidente.
      Contam comigo para pegar em armas, e para colocar cravos nos canos das armas após a Revolução estar concluída e o 25-Abril restaurado. O 25-Abril, a liberdade, a verdade, a independência, a soberania, a democracia, e a decência. Lado a lado com a resistência Comunista e de todos os verdadeiros anti-fascistas e anti-nazis e anti-imperialistas e anti-genocidas. Não se vê gente nenhuma desse tipo no PS nem no Livre nem na lista que ganhou as eleições internas no BE.

      E aqui sim vemos o real problema: a lavagem cerebral de que são vítimas mais de 95% das pessoas em Portugal. Manipuladas até aprenderem a chamar “democracia” à ditadura, “liberdade” à opressão, “independência” à vassalagem, “soberania” à venda do país ao preço da chuva às Multinacionais, “direitos humanos” ao nazismo, “defesa” ao genocídio, “verdade” à mentira imperial, e “esquerda” a Liberais/Fascistas/Capitalistas, já para não falar de chamarem “mulher” a pessoas com pénis, e “transição verde” às mudanças que resultaram num apagão…

      Está tudo drogado! A reabilitação já só vai à chapada!

  5. Noutra frente. Esta confirmado. O Tiranossauro e um velho Golum e os Estados Unidos acabam de assinar com o regime nazista de Kiev um acordo para o saque das terras raras do país.
    E para que esse acordo possa ser implementado, esse regime tem não só de sobreviver como de conquistar todas as zonas onde essas terras raras estão.
    O Tiranossauro e suficientemente louco para mandar para lá tudo, incluindo homens, e a Europa está desejosa por ir atrás porque a russofobia não lhes permite fazer outra coisa.
    Isto é um balde de água gelada para todos os que nos Estados Unidos, na Europa ou até na Rússia acreditaram que um sujeito destes poderia trazer a paz e livrar nos do atoleiro da Ucrânia.
    Simplesmente não é possível confiar num psicopata desequilibrado que acredita que governa não só o seu país mas todo o mundo e já o disse com as letras todas.
    Todos os presidentes dos Estados Unidos teem essa tendência em especial desde a queda da União Soviética e desde a celebre atoarda do homem do sexo oral na sala oval de que os Estados Unidos seriam o “polícia do mundo”.
    E todos sabemos o que custou esse delírio aos povos da antiga Jugoslávia e da Somália, só para citar alguns.
    Outros, como Bush filho e Obama foram os ladrões do mundo e os povos do Iraque, Siria e Líbia sentiram o peso terrível das intervenções militares de mudança de regime em que muitos milhares de pessoas viram a morte em nome da sua libertação.
    Muitos foram libertados foi o fardo da existência neste vale de lágrimas e outros tiveram de viver no caos sob o domínio de forças para quem democracia e direitos humanos também não valiam nada.
    Como bem resumiu um iraquiano, “dantes tínhamos um Saddam Hussein, hoje temos 50”.
    Agora temos uma tentativa de fazer o mesmo roubo num país que tem auto suficiência e armamento nuclear.
    E isto espelha bem a classe de trastes que estamos a apoiar desde 2014.
    O ódio dos que se dizem descendentes de vikings a Rússia e tanto que não se importam de permitir a pilhagem do seu país em troca de conseguir o seu objectivo de destruição da Rússia, o mesmo dos batalhões ucranianos que há 80 anos lutaram ao lado das forças do III Reich.
    O problema e que boa parte dos dirigentes europeus, nomeadamente bálticos e alemães também sonham com a vingança da derrota nazi de há 80 anos.
    Desculpem qualquer coisinha mas isto preocupa me muito mais que as tricas de um pequeno país europeu cujo Governo na realidade já pouco manda embora recomeça que se houver uma maioria absoluta de direita podem lixar nos a vida bem lixada como aconteceu nos anos da troika.
    Porque com um doido que até já disse que gostaria de ser Papa isto tem tudo para correr muito, mas mesmo muito mal para todos nós.
    Pelo menos nunca acreditei que tal Tiranossauro nos tiraria do atoleiro da Ucrânia, sendo certo que a sua adversária não nos tiraria de certeza.
    Mas acreditava que pelo menos não se iria comportar como um velho Golum.
    O que não me levaria a votar em tal traste como muita gente fez nos Estados Unidos a pensar justamente que deixariam de despejar o seu dinheiro no pântano ucraniano.
    Mas agora está tudo pronto para que nos afoguemos todos nele.
    Que grande patranha e que grande sarilho em que estamos metidos.

  6. Muito boa a observação sobre o modo como António Costa “deu de frosques”. Se “aproveitou a manigância” ou fez parte dela, só o futuro o dirá!

  7. A culpa é da “anarquia dos miúdos”, que têm de pagar as favas das falhas “sistema dos graúdos”, muito mais sábios e avisados… na educação, na cultura, na saúde, na igualdade de oportunidades… enfim… no mínimo falta aqui algum equilíbrio qualitativo entre os termos da comparação, não está tudo mal com uns e bem com os outros. A população portuguesa está a envelhecer, podemos continuar a culpar as gerações mais novas (e de certo modo indefesas e inexperientes) da falta de políticas sustentadas, a nível social, educacional, profissional, até a nível ambiental (mais uma área que para umas coisas é crucial, mas nestes debates fica de fora)? Ou de serem a geração cuja progressão social regredirá em relação às anteriores? Terá a juventude responsabilidade por governos cuja mensagem aos professores não colocados, ou deslocados, é para emigrarem, e não serem piegas? As mães serão culpadas de se fecharem maternidades, serviços de obstetrícia em hospitais centrais? Enfim, a culpa deve ser da anarquia das crianças, dos jovens e das suas mães… explicações destas não me parecem resultar, sobretudo num texto onde se refere a banalidade de dois candidatos a primeiro-ministro, um deles, “o corrupto” (não sou eu que o digo) até é o primeiro-ministro em actividade, nos intervalos da propaganda e das (pré-)campanhas eleitorais? O sistema de anárquico tem muito pouco, tem é muitos atalhos e facilitismo e condescendência para alguns e obstáculos e má vontade para outros…

    • *falhas do “sistema dos graúdos”

      A juventude nem tem direito a votar, até aos 18 anos. As juventudes dos partidos políticos terão as suas virtudes (poucas) e defeitos (muitos), e são maioritariamente estas, politizadas, que ascenderão dentro dos partidos e das instituições, “com a escola toda, e até universidade de Verão”. Não vou pôr todas no mesmo saco, cada uma terá as suas características, peculiaridades e vicissitudes, mas não interessa para o caso distingui-las. Mas tudo o que aprendem, ou quase tudo, vem dos mais velhos, que já fizeram esse percurso nessas estruturas “iniciáticas”, ou são filhos, sobrinhos e netos dos fundadores e militantes originais.

      No entanto, dizemos que a sociedade portuguesa é conservadora, atávica, e depois culpamos a “anarquia dos jovens”…

    • Para exemplo do paradoxo, temos um ex-primeiro-ministro faz pouco mais de uma década que foi também, antes, dirigente da juventude partidária.
      Hoje, Passos Coelho, mais velho, é tido como o mais conservador dos líderes do PSD, sempre na sombra à espreita de uma aberta para surgir, até um dia, talvez, regressar continuamente às pantalas e escaparates, às aberturas de telejornais e destaques de 1.ª página, como líder do PSD, PM ou PR. E não foram poucas as suas aventuras e desventuras na juventude, até um tal caso Tecnoforma faz parte do seu currículo. Hoje é uma referência de conservadorismo, não vê problema numa aliança entre PSD (AD) e Chega, e aparece em apresentações de livros sobre os valores basilares da família portuguesa. Só ainda não se apresentou como o 4.º ou 5.º pastorinho.

  8. Caros amigos e amigas! Estou extremamente preocupeidado e acredito que todo o país se devia preocupeidar comigo! Acabei de ver, em imagens do arraial pimbo-pornográfico de hoje em S. Bento, com os artistas Bobi Carteira e Montede€€€€€€, inúmeros membros do governo Spinumviva de cravo na mão! Receio que as unidades de queimados dos hospitais de Lisboa não sejam suficientes para tratar as graves queimaduras que esse corajoso acto colectivo de coragem e sacrifício provocará nas manitas de Suas Excelências. Oremos pela sua rápida recuperação!

  9. Vida fácil? Isso era para os meninos bem, os privilegiados, e sempre foi assim, muito antes do bandalho do Vicente Jorge Silva chamar geração rasca a geração que, nos anos negros do cavaquinho, se via a rasca para conseguir um trabalho que não fosse a recibo verde, com direito a horário e sem ter um patrão a dizer “aqui há horas para sair não há horas para entrar.
    No tempo em que quem falava mal era comunista e queria viver “naquela miséria da Europa de Leste” e poucos se atreviam a abrir pio por isso mesmo.
    Facilitismo? Onde. Estudei numa escola onde entre pavilhões de tijolo e telha carregada de amianto e contentores onde fazia um frio de rachar pedras no Inverno e um calor de morte a partir de Junho se amontoavam sete mil alunos.
    Havia polícia a porta da escola e um dos contínuos vendia droga.
    A polícia entetinha se a malhar qualquer um que tivesse um aspecto mais de “drogado” mesmo que o desgraçado não fumasse um charro e quem fosse apanhado na rua sem o malfadado bilhete identidade depois de escurecer podia ir parar a esquadra e sair dali em estado de nem a mãe o conhecer.
    Era esse o facilitismo a que havia direito na Margem Sul do Tejo no tempo em que esse bandalho decidiu meter todos os jovens no mesmo saco.
    Eles sao fruto sim da proteção que as elites sempre tiveram aqui e em todo o lado.
    Nunca souberam o que foi passar as férias de Verão a trabalhar no campo para custear estudos.
    Esses sim tiveram o facilitismo dos colégios privados.
    Agora tentem ver como é fácil estudar em turmas de 40 alunos onde se juntavam miudos e “repetentes” de as vezes tres anos no mesmo ano que só iam ali para armar confusão.
    Era uma facilidade louca.
    Já estes dois sai meninos betinhos do privado que a saída da Universidade já tinham um bom tacho a espera.
    Por isso uma banana para quem me enfia no mesmo saco. E se calhar enfia porque também ele viveu o tal facilitismo de que fala.
    O articulista que fale por si e va ver se o mar da choco do grande. Daquele que e bom para grelhar.

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