800 biliões de euros de delirantes promessas

(Hugo Dionísio, in Strategic Culture Foundation, 08/03/2025)


A União Europeia deixou de ser um exemplo para o mundo. É apenas um território onde o delírio se cruza directamente com o fanatismo.


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Von der Leyen habituou-nos à sua enorme bravata, niilismo e desconexão com a realidade. Quem a ouve falar fica, às vezes, com a impressão que se sente como um qualquer deus criador, o qual, com a simples força do verbo, tudo transforma em matéria. Mas não é verdade, claro! Nem a economia russa ficou em cacos, mostrando, aliás, uma força invejável por qualquer uma das nações ocidentais, com os salários a crescerem em máximos de 16 anos (21,6% de crescimento face a março do ano passado e acima da inflação, com 11,3% de crescimento real – que sonho para um português), com o salário médio a atingir os 1,113 dólares em 2025, mas a pagarem tudo mais barato do que em qualquer país da UE.

Também não é verdade que os Russos tenham retirado semicondutores de máquinas de lavar, nem é verdade que o G7 tenha bloqueado as exportações de petróleo russo, com os seus oil caps. Com efeito, a Rússia nunca exportou tanto petróleo como hoje. A broker Úrsula também não acertou quando disse que os EUA tinham o GNL mais barato – porque raio haveria Trump de o querer baixar agora? – impelindo os países europeus a comprarem mais gás de xisto, violando, aliás, a diretiva europeia sobre sustentabilidade corporativa, que aponta para a necessidade do cumprimento de regras de sustentabilidade ambiental por parte dos fornecedores. Como se sabe, o gás de xisto é extraído através do método de fracking, altamente danoso para o meio ambiente e proibido na UE. Parece que, para a presidente não eleita da Comissão Europeia, as diretivas também se aplicam conforme a sua vontade.

Mas o último delírio da presidente da Comissão Europeia, consiste no anúncio de um “massive boost” (aumento massivo) – como ela gosta destes slogans propagandísticos americanizados com pretenso poder criador – das despesas europeias com armamento, as quais já têm vindo em crescendo ao longo do tempo, mas pretendendo aumentar estes gastos em mais 840 mil milhões de euros.

Propondo um plano de rearmamento da Europa (Rearm Europe Plan – já estou a ver os outdoors na rua a dizer “mais uma bomba para defender a democracia”; “mais um míssil para a igualdade”), ignorando a desgraça que foram os tempos em que a europa estava armada e quanto sofrimento nos custou, Von der Leyen, numa atitude tão desesperada como fanática e extremada, opta por deixar para segundo plano o desenvolvimento dos estados membros da UE e colocar todas as fichas na indústria da guerra e da morte. Não tivesse sido ela a responsável – enquanto Ministra da Defesa da Alemanha, no tempo do escândalo da venda dos submarinos Trident a Portugal -, pelo negócio que levou vários dos seus intermediários à prisão. Von Der Leyen havia perdido o telemóvel, o que a ajudou a safar-se das grades. Tal como sucedeu, uma vez mais, já na Comissão Europeia, a propósito da negociata das vacinas. Existem traços de caracter que nunca desaparecem e só é pena que sejam esses traços que determinem a escolha desta gente para estes cargos. Para nossa perdição.

Claro que a presidente da Comissão Europeia poderia propor, ao invés, uma imensa atividade diplomática, um efusivo e mobilizador movimento pela paz mundial, uma coleção de propostas de desarmamento e redução dos stocks militares. Não daria certo? Talvez não, mas como governante de uma imensa população e guardiã das chaves que abrem as portas da morte, era seu dever, em primeiro lugar, fazer todos os esforços por tentar negociar, não apenas a paz, mas uma relação de união e cooperação, de toda a Europa, que promovesse a prosperidade e a melhoria das condições de vida dos respectivos povos. Seria isto o exigível a qualquer governante que se diz democrata, humanista e amante das liberdades? O primeiro passo nunca poderia ser o aprofundamento da guerra.

Até poderia culpar Vladimir Putin, diaboliza-lo a níveis impensáveis, mas sempre mantendo os pés assentes no chão e assumindo a enorme responsabilidade de que diz ser depositária: a guardiã do mundo livre. Exige-se a uma “guardiã do mundo livre” que faça todos os esforços por manter intacta essa liberdade. Ao invés, Von der Leyen de tudo tem feito para a esboroar e a apagar do mapa. Ao invés de dar um exemplo de elevação e exaltação dos nossos valores civilizacionais, a Comissão Europeia e todos os figurantes que se passeiam pelo Conselho Europeu, optam por adotar uma conduta cristalizada, recuada, isolacionista e sectária. “Daqui não me movo”, “com aquela não falo”, “com aqueles nem pensar”! A UE é o único bloco, hoje em dia, que adota tal comportamento, à exceção de Israel com os palestinianos. O que nos deve dar muito que pensar.

Mas este nem é, sequer, o maior problema com a proposta de Von der Leyen. Já nem falo da arbitrariedade, por parte de uma Comissão composta por meros burocratas não eleitos, vir propor draconianos planos de rearmamento, que o Conselho aprova quase unanimemente, sem críticas, com exceção de Orban. É mais do que isso. É que Von der Leyen não tem competências para aprovar uma coisa dessas, nem tão pouco pode obrigar os estados membros a gastar esse dinheiro, ou obrigar os estados membros a aprovar eurobonds que permitam tal magnitude de endividamento.

Já referi noutros artigos que, em 2026, a UE e os seus estados-membros já estarão muito perto dos 5% do PIB em armamento, como pretende Trump – o tal com quem eles pretendem mostrar-nos que não alinham. Com este aumento, os 5% do PIB ficariam garantidos.

A verdade, contudo, é que quando olhamos para as propostas, verificamos que o que é posto em cima da mesa é uma linha de endividamento, a que os estados-membros podem recorrer, no valor de 150 mil milhões de euros, sendo que o restante montante virá, não da “União Europeia”, mas dos próprios estados-membros, para o que a UE discutirá propostas de exclusão, para efeitos das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento, do aumento do investimento em armamento. Ou seja, se for para armas, os estados podem endividar-se à vontade.

A contradição com discursos passados é absolutamente desconcertante. Quando foi para atenuar os efeitos da “crise das dívidas soberanas”, impedindo que a agiotagem ocidental fizesse esboroar os direitos fundamentais dos cidadãos europeus, à saúde, à educação, à habitação, a Comissão Europeia não abriu exceções. Segundo Durão Barroso, andávamos todos a viver acima das possibilidades e tínhamos de pagar tudo, e muito rápido. Ou seja, de nada valeu a Portugal ter um português na presidência da Comissão Europeia. Quem mandava era o Ministro das Finanças alemão, que queria salvar, acima de tudo, o Deutsche Bank.

Quando se trata de comprar armas e permitir que esse investimento venha diminuir a qualidade dos serviços públicos essenciais, aí a UE já está disponível para criar exceções ao endividamento, de nada valendo aos portugueses ter António Costa no Conselho Europeu. De cada vez que um português esteve numa posição proeminente na UE, os portugueses – e os europeus – bem passaram a ter razões para se queixar. O problema é dos portugueses? Claro que não! O problema é do tipo de pessoas que a oligarquia escolhe para esses lugares, sempre gente desprovida de espinha dorsal ou, como Von der Leyen ou Kaja Kallas, fanáticas missionárias que atuam como uma fação.

Se por aqui a proposta de Von der Leyen já era uma loucura, mais loucura é quando percebemos que, afinal, nem ela pode obrigar os estados-membros a gastar esse dinheiro, nem tão pouco o pode gastar ela. Os dinheiros dos Fundos Comunitários plurianuais, não podem ser gastos em armas, com exceção da pequena parcela do Fundo Europeu de Defesa. Podem ser usados em tecnologias de duplo uso, investigação e desenvolvimento, mas é só. O que não é pouco, como se viu com aquela tecnologia de reconhecimento facial desenvolvida em Israel, com fundos europeus, que ajudou a matar crianças e mulheres em Gaza.

Acresce que, é dos estados-membros a decisão de gastar, ou não, o referido valor, em armas. Uma vez que esse valor virá dos orçamentos de estado, serão os próprios governos e respectivos parlamentos a decidir. Por aqui torna-se legítimo suspeitar sobre a quem António José Seguro (putativo candidato a Primeiro-ministro do Partido “Socialista”) queria engraxar quando disse pretender que os orçamentos de estado fossem aprovados “em Bruxelas”. Vejam o que nos espera com tal gente! Tão democratas que eles são!

Por fim, a presidente da Comissão Europeia também não pode obrigar os governos a retirar fundos das rúbricas sociais para os colocar na defesa, até porque, de acordo com o Tratado que institui a União Europeia, as competências desta em matéria social, são apenas subsidiárias e sempre em complementaridade, nunca podendo substituir ou sobrepor-se às políticas nacionais. Assim, este anúncio é mera propaganda desesperada e fanatismo extremista, de quem quer ainda mostrar ao mundo que tem alguma importância, quando já pouca tem.

Mas se a desconexão entre tal proposta e as regras europeias e nacionais é grave; se a traição dos reais valores da democracia, da liberdade, que radicam na paz e na estabilidade, mostram a real cara desta gente; mais grave ainda é a desconexão entre a proposta e a realidade produtiva da própria União Europeia.

A União Europeia está com um índice de crescimento industrial anual, pós-Covid 19, na casa dos 1-2%, e com índices de produção industrial em queda, principalmente após a crise financeira de 2008. Esta queda dos índices de produção industrial, que está associada também ao fraco crescimento da indústria, é  agravada por políticas europeias como a Transição Verde, a Descarbonização e, mais recentemente, a crise energética provocada pela aventura ucraniana.

Associando a isto o facto de a UE estar com graves carências de mão-de-obra qualificada para a indústria que ainda tem, com uma população ativa em rápido envelhecimento, vítima de um mercado de trabalho cada vez mais desregulado e uma cultura económica que trata as crianças como empecilhos do sucesso individual e da carreira de sucesso, a União Europeia só ultrapassa isto com mais emigração ainda. Mas a emigração em excesso, associada ao desinvestimento em serviços públicos, provoca contradições sociais enormes e muita contestação.

Das duas, uma: ou a EU está preparada – como penso estar – para reprimir cada vez mais as naturais lutas sociais contra a degradação das condições de vida e de trabalho, ou aposta numa economia mais sustentável do ponto de vista social, demográfico, etc. O que demoraria mais de duas gerações a ter resultados palpáveis. Tal demora não parece ser coincidente com a urgência demonstrada por estes “líderes” europeus. A sua ansiedade é de curto prazo, apenas.

O problema demográfico ainda traz consigo um outro: que militares irão pegar nas armas? Os filhos da Von der Leyen e do António Costa? Pois… Não me parece. É que, ou se alteram as regras do serviço militar, passando-as de voluntário para obrigatório, ou ter-se-ão de construir exércitos de mercenários, normalmente derrotados por quem luta por causas.

Se isto não chega para se ter em conta o delírio de Von der Leyen, é preciso explicar que, de qualquer modo, a UE não tem capacidade industrial, humana, económica e política instalada para poder fazer face a tal aumento das despesas militares, a não ser que o objetivo seja pagar ainda mais caro por armas que, como se vê na Ucrânia, são tão caras como fraca é a sua qualidade. Essa pode ser também uma solução aprazível, para quem espera, simplesmente, por mais um jackpot. Os mercados de capitais já mostram que as acções das empresas militares europeias estão a subir de valor, o que também deve ser o objetivo pretendido.

Em conclusão, a Comissão Europeia dá-nos, com este anúncio, mais uma prova da sua desconexão com a realidade, da sua nocividade para os povos europeus e de que está ao serviço de obscuros poderes que colidem, frontalmente, com os interesses das populações europeias e mundiais.

Temos pena, mas a União Europeia deixou de ser um exemplo para o mundo. É apenas um território onde o delírio se cruza diretamente com o fanatismo. É fácil gastar o dinheiro de quem trabalha e combater com os filhos dos outros.

Até que todos percebam isto, teremos sob os nossos pescoços a lâmina da terceira guerra mundial.

Fonte aqui.


6 pensamentos sobre “800 biliões de euros de delirantes promessas

  1. https://rumble.com/v6q8l3s-se-re-porque-no-son-sus-hijos-quienes-van-al-frente.html?e9s=src_v1_ucp

    Os filhos desta criminosa nem sequer vão à tropa e ela confira e ri-se…mas, primeiro fingiu que os deixaria ir, só para enganar o povo. Maldita seja esta neonazi e psicopata não eleita que quer assassinar os filhos de milhões de europeus. E o costa também! Grande artigo de Hugo Dionísio. O meu agradecimento, mais uma vez, à Estátua de Sal. Sempre artigos magníficos!!

  2. E Kadhafi também teve sobre ele uma fatwa do TPI por alegados crimes contra a humanidade que o fariam ser caçado como um cão se tivesse tentado fugir e teria tido o destino do Milosevic que teve uma morte muito mal explicada em Haia.
    Ou seja, estava xaringado de uma maneira ou de outra.
    Viveria sempre a olhar por cima do ombro de uma maneira ou de outra.
    E pergunto para que serve a m*rda de um tribunal destes a não ser para lixar quem não faz o frete ao Ocidente e para que bandalhos se livrem de adversários políticos despachando os para lá do Sol posto como fez agora o filho do antigo ditador filipino.
    E o sujeito não foi despachado por causa das vítimas da guerra contra a droga que sempre prometeu que faria e nesses termos mas por andar a ladrar demasiado alto contra a tentativa de transformar o país no próximo proxy numa guerra americana, desta vez contra a China.
    O homem saiu do cargo em 2022, tinha a fatwa sobre a cabeça desde 2017 e só agora, com 79 anos e quase sem poder roer a água mas ainda capaz de chamar uns nomes a quem merece e que é despachado para lá do sol posto horas após a captura como acontece a quase todas as vítimas dessas fatwas que são capturadas.
    Mas esse tribunal bandalho e pelo menos tão desumano como as suas vítimas deixa a solta um monstro como esta mulher que fez tudo para que esta guerra acontecesse, que nos transformou em cobaias de um veneno e queria tornar a coisa obrigatória, se necessário com reforços de quatro em quatro meses, para escoar a porcaria que comprou em doses industriais por ser corrupta não interessava quantos morressem.
    Não deixa de ser irónico que Duterte tenha chegado a dizer que estava pronto a “apodrecer na cadeia” por conta da guerra as drogas pois que sabia o que lhe poderia acontecer se um opositor tomasse o poder.
    Não deve ter contado e que tal lhe aconteceria onde o diabo perdeu a grande p*ta da avó torta.
    Já agora, alguém sabe quantos morreram na war on drugs lançada por Bush pai e filho especialmente sobre a Bolívia e a Colômbia que incluiu desde bombardeamentos a campos de cultivo de coca, a garantia de impunidade de exército e polícia e ao pagamento de grupos paramilitares como “los pepes” na Colômbia que matavam a torto e a direito?
    E parem de dizer bojardas como que a cadeia de Haia tem boas condições porque a esse preço até podíamos mandar todos os bandalhos que dizem tal atrocidade passar lá uns seis meses de férias.
    E para um velho que passou toda a vida numa terra quente deve estar a ser uma experiência inesquecível.
    Enquanto isso assassinos como Biden, Scholz, Blair, Barroso, Netanyahu (toda a gente sabe que a fatwa lançada a medo contra ele e impossível de cumprir), Aznar, Obama, Van der Leyen, Kallas, Bolsonaro, em cujo reinado a polícia alvejava alegados criminosos a partir de helicópteros, e estou de certeza a esquecer me de muitos, continuam por aí e aí de quem diga que teem rios de sangue nas mãos.
    Vão ver se o mar da megalodonte.

  3. Mais um excelente texto de Hugo Dionísio, pleno de acuidade e espírito crítico. É muito importante para todos aqueles que precisam de um pouco de sanidade mental. face aos tempos conturbados e periclitantes em que vivemos. poder ler autores com a capacidade analítica e o raciocínio sério e fluente para desmontar a teia de falsidades, ilusões e armadilhas com que os nossos “grandes líderes europeus” nos presenteiam diariamente, apoiados nas suas redes de difusão de desinformação e propaganda.
    Ursula von der Leyen é sem dúvida uma pessoa mal formada, maquiavélica, e com interesses obscuros, servindo agendas sinistras. A Europa nunca irá voltar a ter proeminência, justiça e paz social com gente desta, que cooptou a UE para um projecto de expansionismo bélico e militarista, e que tem no seu rol de actuação apoio político, fornecimento logístico e financeiro a regimes como o de Jolani na Síria, Netanyahu ou mesmo Zelensky. Por menos do que fez Jolani, fizeram uma caça ao homem a Kadhafi, Milosevic e outros, simplesmente esses não estendiam tapetes vermelhos aos ingleses, franceses e alemães ou colaboravam com eles.
    E a tormenta parece que não acaba, pois estes líderes são pródigos em fugas para a frente e a sua estupidez nunca pára de nos surpreender… e pela negativa. Só mesmo pategos podem considerar que vão no rumo certo e que há que continuar com eles, a a(m)parar todos os golpes.

  4. Conquistar a Rússia sempre foi um velho sonho europeu tentado por suecos, polacos, Napoleão e Hitler.
    Sempre com resultados miseráveis.
    Sem recursos e nunca habituada a negociar com honestidade, habituada ao colonialismo que lhe dava os recursos de tantos outros povos a troco de nada, a Europa nunca arrepiou caminho nem nunca pensou em negociar honestamente.
    Com o fim da União Soviética, e natural que o sonho tenha renascido para gente como Van der Leyen, descendente directa de um oficial nazi morto justamente na Ucrânia.
    E desta vez não podia falhar. Desde vez os Estados Unidos estavam do seu lado, algo com que Hitler só podia sonhar.
    Com esta guerra a Rússia seria destruída, Hitler e o seu avô seriam vingados e os imensos recursos da Rússia seriam finalmente nossos.
    Três anos volvidos, a coisa não esta a correr como esperado mas a velha nazi não desiste.
    O problema e que esta gente não acorda.
    Van der Leyen e corrupta, psicopata e perigosa.
    Pessoalmente, sinto um terror gelado quando me lembro da sua ideia de tornar as vacinas COVID obrigatórias que só não foi para a frente porque os sequelados começarem a ser demais para ser escondidos.
    Nunca saberemos quantos foram mortos ou estropiados com as vacinas Pfizer.
    A guerra na Ucrânia, essa, já causou mais de um milhão de mortos.
    E se achamos que Duterte merece acabar os seus dias atrás do Sol posto por entre seis a 30 mil mortos também tenho o direito de achar que esta mulher diabólica deveria ser entregue a Rússia para acabar os seus dias no fundo da Sibéria.
    Se fosse julgada pelo TPI ficaria demasiado perto de casa.
    Não morreria a dezenas de milhares de quilómetros da sua terra como, por muito menos vai acontecer ao ex presidente filipino.
    Que sempre disse ao que ia, pelo que nunca enganou ninguém.
    Agora as políticas desta mulher cruel mataram muita, mas mesmo muita gente. E ela mentiu sempre, compulsivamente, desde a história das vacinas eficazes e seguras as máquinas de lavar desmontadas para construir mísseis.
    O que me dá verdadeiramente nojo e que nunca a veremos pagar pelos seus hediondos crimes.
    E ainda a temos a querer armar a Europa e imolar nos numa guerra contra a Rússia.
    Mas como esta gente não acorda que remédio se não continuar a viver sob a ameaça da última guerra mundial.

  5. A Úrxula em desespero por ter perdido a expansão a leste, como o seu ídolo tentou 22 de junho de 1941 e que causou milhões de vítimas soviéticas, pensa conseguir o desmantelamento da FR para poder salvar o seu modelo economico com novas terras férteis e matérias primas infindáveis onde os seus mandantes já gastaram uns milhões em aquisiçoes e agora em sério risco de se perderem todos os meios lhe exigem para os recuperar. Presa e julgados no TPI não sei se 50 anos de cadeia seriam suficientes

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