(Por S C F, in Resistir, 02/12/2024)

A tragédia da Europa não é algo misterioso ou malfadado. É o resultado direto de governantes elitistas que têm conduzido persistentemente políticas prejudiciais aos cidadãos europeus.
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Alguém poderia pensar que, depois de terem sofrido duas guerras mundiais com apenas algumas décadas de diferença, os políticos europeus seriam mais cautelosos em relação a iniciar outra. Mas, por incrível que pareça, os países da Europa estão a ser mergulhados numa nova conflagração.
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Do “mercado único” da CEE, passámos ao “pensamento único” da UE. A única convergência que existe é política: eliminar e/ou corromper a esquerda para promover a ascensão da (extrema-)direita. E era isto uma Comunidade Económica, de essência capitalista. Hoje em dia é uma Unidade Política de cariz Fascista.
A imagem do €uro a afundar com uns “sapatinhos de cimento” made in USA, ou por outras palavras, a “ir ver se o mar dá tubarão branco ou (megalodonte)”, não deixa de ser uma alegoria perfeita da forma irónica como os EUA retribuem à UE (políticos e corporações europeus) a sua submissão masoquista e o seguidismo acrítico e contraproducente, comprometedor mesmo.
Nunca os líderes europeus desde que surgiu a CEE foram tão reles e inaptos. E isso não é por acaso e reflecte-se na política externa comunitária, importada, de copy-paste.
E terão de ser todos julgados, não pela História quando as galinhas tiverem dentes, e sim pelos povos que arrastaram para o obscurantismo, a conflagração e a miséria.