(José Manuel Correia Pinto in Facebook, 04/10/2026, Revisão da Estátua)

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Lula perdeu o primeiro turno das eleições presidenciais e somou pesadas derrotas nas eleições para o governo dos 27 Estados brasileiros, bem como para o Congresso (senadores e deputados).
Algumas derrotas são irreversíveis (nos casos em que os vencedores tiveram mais de 50% dos votos) e tudo indica que no segundo turno da eleição presidencial se vai aprofundar ainda mais a diferença que o separa de Jair Bolsonaro.
As eleições brasileiras estão infelizmente cada vez mais parecidas com as norte-americanas, com a diferença de, no Brasil, o grande capital ter sido, em larga medida, substituído pelo “bas fond” sob cuja capa se movem os interesses mais escabrosos da sociedade brasileira.
Aparentemente, de positivo, no dia de hoje apenas a terceira vitória consecutiva da seleção sem Ronaldo e com mais uma exibição convincente contra uma das melhores equipas do Mundial deste ano (2026).
Mas só na aparência se tratou de uma vitória, pois ainda os festejos não tinham terminado e já Jesus capitulava vergonhosamente, escancarando as portas ao regresso de Ronaldo, cedendo aos interesses dos que fazem da selecção um negócio em que participam de mãos dadas a Federação, Ronaldo bem como todos aqueles que se sentam à volta da mesa farta da Federação.
A ignorância política de Jesus levou-o a cometer um erro de consequências imprevisíveis, com repercussões no seu próximo futuro como selecionador. A sua relação com os apoiantes da seleção, com a comunicação social, cuja maioria o apoiou sem reservas no “abandono de Ronaldo”, a confiança e autoridade que nele reconhecem e depositam os jogadores não podem deixar de ficar seriamente afectadas com a humilhação a que ele próprio se submeteu ao convidar, em modo de desculpa, para continuar na seleção um jogador que somente está interessado em nela participar com regras diferentes dos restantes.
Jesus reunia todas as condições para, com as vitórias, o apoio dos jogadores, o entusiasmo e a solidariedade dos adeptos criar as condições para uma profunda “limpeza” na Federação, que tem urgentemente de ser vigiada e fiscalizada por quem está realmente interessado no progresso do futebol português.