A vitória de Trump permite um otimismo cauteloso quanto à paz na Ucrânia

(Por S C F, in Resistir, 11/11/2024)

O manifesto “America First” de Trump sugere que é o que ele pretende fazer. Ao encerrar o esquema de guerra conduzido pela administração Biden, o conflito chegará a um fim rápido e muito necessário.


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À medida que a poeira assenta após uma tumultuosa eleição presidencial nos EUA, a magnitude da vitória de Donald Trump torna-se mais clara. A sua vitória decisiva para se tornar o 47º presidente da República Americana é um mandato popular enfático para a mudança.

Isto poderia permitir a Trump pôr fim, de forma pacífica, à desastrosa guerra por procuração liderada pelos EUA na Ucrânia contra a Rússia, como Francis Boyle, um respeitado professor americano de direito internacional, observou esta semana.

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17 pensamentos sobre “A vitória de Trump permite um otimismo cauteloso quanto à paz na Ucrânia

  1. Também faço votos por vida decente para todos. Mas infelizmente não é nesse sentido que o mundo vai e nos próximos quatro anos e tirar o cavalinho da chuva.
    Pessoalmente também não conto ir a um hotel de cinco estrelas mas sei que isso faz parte dos sonhos de muita gente que só não vai porque está a deixar dinheiro de lado para “uma fatalidade”.
    E como com um tipo imprevisível, que se esta a rodear dos mais fanáticos apoiantes do sionismo e de quem não ponho as maos na água quanto mais no fogo quanto ao modo como pensa resolver a guerra que o seu país move contra a Rússia via Ucrânia a “fatalidade” pode ser definitiva e chegar mais depressa do que esperamos talvez esteja na hora de passar umas noites num resort para quem sonhou com isso uma vida inteira.
    Cada um fará o que lhe aprouver.
    Por mim só fui uma vez a um restaurante gourmet e saí com uma fome de lobo. Foi a instâncias de uma criatura que não vale a água que bebe e que nunca mais terá oportunidade de me propor tal coisa.
    Lagosta pode se comer em muitos sítios no litoral e posso garantir que nem todos são os tais restaurantes gourmet de onde se sai faminto.
    Mas que estamos metidos num grande sarilho independentemente do que quisermos fazer na vida isso de certeza.

  2. O hilariante é ver alguma elite que se faz de bem pensante, pensando que a direcção ia mudar, depois de dois anos de puro belicismo, dizer que se calhar tem razão, era boa ideia aceitar que a guerra está perdida.
    Ops.

  3. E a nau dos loucos segue alegremente. Os Estados Membros da Uniao Europeia vão usar fundos europeus para comprar armas.
    Para que serviços de saúde e reformas. Fazemos a vacina COVID Pfizer obrigatória com reforços de seis em seis meses e se alguém chegar aos 70 anos já vai com sorte.
    A malta só tem de viver até para aí aos 60 anos porque depois começa a ter achaques e a dar despesa.
    E vamos lá a ser conservadores. Casar cedo, ter filhos cedo, pelo menos três e de preferência machos porque as guerras precisam de homens, mulheres sempre se podem importar da Colômbia, Argentina e por aí, desde que tenham uma brancura aceitável.
    Ter filhos cedo para que os pais possam cuidar deles até que estejam “maduros” para serem eles a trabalhar. E sem luxos como comida decente todos os dias, brinquedos, essas coisas. E muita porrada para bem obedecerem a professores e chefes.
    Educação superior só para alguns.
    E esse o risonho futuro que nos espera e quem não quiser morrer envenenado, a ter ainda alguma coisa que interesse a alguém so lhe resta fugir.
    Do outro lado do mar vamos ter para substituir aquela criatura inenarrável da Nikky Haley uma criatura abaleiada de sobrenome leste europeu e ferozmente pro estado genocida de Israel como embaixadora dos Estados Unidos junto da ONU.
    Adivinha se realmente um futuro negro, se e que terão algum futuro, para quem tem a desdita de ser vizinho daquela corja genocida.
    Mark Rubio, um feroz anti cubano de Miami, que até já chamou vigarista a Trump vai ser o novo chefe da diplomacia americana.
    Será que teremos uma nova Baia dos Porcos?
    Bloqueio de certeza será mais feroz que nunca e coisa boa nao pode esperar quem no quintal do Tio Sam se tenta libertar das correntes das oligarquias locais e da submissão ao Tio Sam.
    Para quem esperava que este porco gordo afrouxasse o garrote das guerras eternas e das agressões isto promete.
    Agora só falta o porco gordo dizer que a sua maneira de acabar com a guerra na Ucrânia em 24 horas e dar armas nucleares a Herr Zelensky para que a Rússia seja destruída de vez.
    E que em lado nenhum o porco gordo disse com as letras todas que fecharia a torneira a Herr Zelensky.
    Disse apenas que acabaria com a guerra e tendo em conta as ameaças que lançou contra a Rússia no primeiro mandato, nomeadamente prometendo “arrancar o topo do Kremlin” não me arrisco a tentar adivinhar o que fará para “acabar com a guerra”.
    O que ele sabe de certeza e que daqui a quatro anos não está capaz de se voltar a candidatar tendo em conta que tem 78 anos, e obeso e só come m*rda.
    Portanto tudo o que achar que e para fazer terá de fazer em quatro anos.
    Quem tiver algum dinheiro de lado para a velhice faça aquela viagem que nunca fez, coma aquela lagosta que nunca comeu, passe uns dias num hotel de cinco estrelas só para ver como vivem os ricos. Procure uma instituição de apoio social digna de confiança, não sao muitas mas ainda há, e alivie um pouco a miséria que por aí vai.
    E quem não tem leve a vida com mais calma, abrace os seus, sinta o calor do sol e a chuva como uma benção. Este último vale também para quem tem ainda alguma coisinha.
    Porque isto tem tudo para correr mal. Para uns mais que outros a princípio mas não arrisco tentar adivinhar quantos de nós e dos nossos estarão vivos daqui a quatro anos.
    E a nau dos loucos segue desgovernada.

    • Eu cá por mim, até devo confessar, mesmo que sem tendo dinheiro para um hotel de 5 estrelas, prefiro deita-me, depois de comer uma bela açorda, em vez de comida «grumet», que, suspeito, me deixaria com fome, deitar-me ao relento, em pleno mês de Agosto, sob um céu, não de, apenas, cinco estrelas, mas de milhões delas, vendo, até, cometas passarem e formular desejos do tipo: pão, paz, saúde, habitação e educação para todos!🥸

  4. E temos toda a nojenta classe política europeia a ladrar sobre antissemitismo porque elementos de uma claque israelita violenta, que tinha passado os dias anteriores a aterrorizar refugiados palestinianos e a queimar bandeiras em casas particulares, aproveitando um minuto de silêncio para louvar um genocídio, levaram no focinho.
    Que belas trapadas de m*rda no focinho que se perdem.

  5. Por mim nunca tive ilusões com nenhum dos bandalhos que se sentou na cadeira do poder do Império.
    Nem com Obama que toda a gente achava que ia mudar alguma coisa.
    Eu sempre disse que um dia que se alguém tivesse mesmo vontade de mudar alguma coisa por lá levava um tiro nos cornos, destino aliás sofrido por todos os que realmente tentaram mudar alguma coisa por lá.
    O mesmo aconteceria com Obama se quisesse mesmo mudar alguma coisa.
    Claro que não só não mudou nada como foi mais nefasto que outros. Destruiu a Libia, só não destruir totalmente a Siria porque a Rússia entrou no jogo e matou tanta gente com drones que no Afeganistão as crianças já rezavam a pedir dias nublados.
    Isto só para lembrar algumas aleivosias.
    Ia me agora iludir com um porco gordo que no primeiro mandato inaugurou o ano da Graça de Deus nosso Senhor de 2020 matando um desgraçado que não pode fugir a tropa só para criar uma provocação que lhe permitisse atacar o Irão.
    Porque e que recolheu as unhas não sei nem me interessa mas quem confia num sujeito desse calibre já não anda a bater bem.
    Não tenho ilusões e lamento pelos vizinhos do estado genocida de Israel que nos últimos dias se entretido a bombardear a Síria só para mostrar que pode.
    E se os mortos não são tantos como os de Gaza ou Líbano e certamente porque lá há umas anti aéreas um pouco melhores.
    E sim, esse estado genocida não tem direito a existir e nunca deveria ter sido criado.
    E se agora houvesse gente a querer Portugal dizendo se os legítimos descendentes dos suevos?
    Vão ver se o mar da choco todos quantos teem ilusões sobre este porco gordo.

  6. Apenas duas breves notas. A primeira diz evidentemente respeito à expressiva imagem que acompanha o texto. A segunda tem a ver com o tempo da guerra. Contrariamente ao afirmado aqui e em muitas outras publicações mainstream, é inteiramente falso que a guerra tenha começado há 2 ou 3 anos atrás. Esta guerra começou de facto em 2014, portanto há 10 anos, aquando do golpe da CIA que instaurou um novo governo nazi, de imediato reconhecido por todas as ditas democracias dos valores e dos princípios. Acto contínuo, os novos donos atacaram pesadamente as províncias do leste, matando muitos milhares de civis. No entanto, os media corporativos ocidentais decidiram ignorar esse conflito e continuam a asseverar que só começou com a invasão russa.
    Apelo a que ninguém faça concessões à propaganda NATO.

  7. Trump não quer propriamente paz na Ucrânia, e a vontade não é propriamente sua. Trump, ou melhor, o DeepState NeoCon mais ligado à facção Republicana, quer libertar recursos para as guerras proxy contra Irão e China.

    É por isso que nos documentos, quer do Trump, quer do Vance, quer dos NeoCon anti-China que já estão a ser convidados para esta administração, quer nos think tanks ligados a esta facção, a ilusiva expressão “America First” vem sempre acompanhada da verdade: uma viragem na direção da Ásia, i.e. o cerco, ameaça, provocação, e guerra híbrida (e em breve guerra de facto, via proxy de Taiwan ou Filipinas ou ambos) contra a China.

    Trump não é ameaça à NATO. Trump é a escolha do império para exigir ainda mais e mais depressa dos orçamentos europeus (dos contribuintes europeus) para a NATO, i.e. para garantir a produção e o lucro do MIC (sigla em inglês para Complexo Militar Industrial).

    Desiluda-se quem pensa que Trump é de fora do sistema, ou muito “diferente” da facção Liberal/Progressista do império. Não é. Muda muito no paleio, na demagogia, as manobras de diversão do povinho agora centram-se em “valores conservadores” e “anti-emigração”, mas a m*rda no essencial é exatamente a mesma.

    O império anglo-americano nazi-sionista genocida da guerra permanente continua exatamente na mesma.
    E vocês saberão bem no dia em que alguma coisa realmente mudar: a Casa (da Supremacia) Branca estará a arder, o Cogresso e o Pentágono em ruínas, Wall Street cheia de guilhotinas, as mais de 800 bases militares no estrangeiros encerradas, os oligarcas do DeepState e MIC pelo menos presos, a CNN e FOX e companhia invadidas pelo novo poder revolucionário e as PRESStitutas afastadas para sempre de um teclado.
    A NATO e a AUKUS desmanteladas, Guantánamo devolvida a Cuba, o projecto colonial racista e genocida de “israel” isolado e à beira do fim, um anti-Maidan a decorrer em Kiev, Leyens e Stoltenbergs presos na Europa, Seul e Pyongyang a fazerem as pazes, e o Médio Oriente em geral a colocar fim ao caos que dura desde o fim do Império Otomano i.e. desde que os imperadores racistas ocidentais lá puseram os pés.

    Nada disso está sequer perto de acontecer. O caos vai continuar, e a guerra é permanente. O imperador Trump simplesmente é a ferramenta escolhida pelo DeepState e MIC para melhor e mais depressa atingir os objectivos actuais: todos os vassalos na NATO a pagarem bem mais de 2% do seu PIB, e uma desculpa com aparência de “escolha” e “democracia” para se fazer a viragem da Rússia/Ucrânia para a China/Taiwan.

    Biden ou Kamala ou Obama ou Clinton ou outro fantoche qualquer também fariam isto. Simplesmente a narrativa e a criação de concenso seriam mais complicados. Mas a viragem para a Ásia iria sempre acontecer. O DeepState e o MIC do império já assim o tinham decidido. E como sabemos, ou devíamos saber, as eleições são uma farsa que nada decidem.
    Ou, como disse a Alexandra Ocasio Cortez, uma das mais recentes prostitutas em Washington, mas já com a rodagem bem feita em apenas 4 anos, a decisão “importantíssima” era se se permitem ou não mais abortos nos EUA enquanto se comete genocídio na Palestina. Nas palavras dela, “decide-se se se junta mais sofrimento às mulheres e LGBT nos EUA para além do já existente noutras partes do Mundo. E para esta prostituta, sim valia a pena fazer essa escolha caseira, mas não, não valia a pena parar qualquer tipo de sofrimento fora de portas. Se ela dissesse o contrário, acabava-se o pagamento na mesinha de cabeceira ao final de cada noite em Washington…

    É assim que funciona. Não se iludam com Trump só porque fala em “paz” na Ucrânia. A “paz” dele só significa mais guerra noutro lado. Foi assim com o Afeganistão. As duas administrações, de Trump e depois Biden, seguiram uma linha de continuidade geopolítica/bélica 100% alinhada: deixar de torrar recursos no Afeganistão, e passar a tê-los disponíveis para a guerra proxy que se estava a preparar/provocar na Ucrânia.
    Recomendo que leiam os artigos de Brian Berletic sobre isto.

    Além disso, que “paz em 24 horas” é que o imperador Trump propõe?
    Propõe continuar a não ouvir nada do que a Rússia diz, congelar o conflito na actual linha da frente (em vez de reconhecer as anexações feitas na totalidade dos 4 oblasts em causa: Lugansk, Donetsk, Zaporojie, e Kherson), colocar a neutralidade da Ucrânia com prazo de validade de 20 anos (para daqui a 20 anos tudo começar outra vez, já depois do re-armamento bem feito), e com tropas da NATO nos oblasts de fronteira: Nokolaev, Dnipropetrovsk, Kharkov, Sumy, Chernihov.
    Ou seja, o DeepState e o MIC esboçaram ao Trump (que apenas repete o que lhe dizem) um plano que apenas garante mais guerra, pois é igualmente uma ameaça contra a Rússia tal como os planos de Biden/Kamala. Ou seja, é exatamente o mesmo plano, mas com um embrulho aparentemente diferenre par enganar os tolos.
    E o plano, repito, é o império dos EUA agora concentrar-se na Ásia, enquanto os tolos/corruptos/vassalos na Europa financiam a continuação ad aeternum da guerra contra a Rússia.

    Os EUA são isto e nada mais que isto. São isto com um homem branco velho amigo de conservadores (Trump) ou com uma mulher preta mais jovem amiga de progressistas (Kamala).
    Obama, num famoso discurso na academia militsr de West Point que forma os porcos imperialistas do futuro, disse a única coisa que precisamos de saber sobre este império: “the United States is the one indispensable nation” – ou seja, eles consideram-se os maiores e os donos do Mundo, não têm sequer aliados, todos os restates são apenas coisas que os EUA podem usar ou espezinhar de acordo com os objectivos do império em cada momento.
    Se eles são a única nação “indispensável”, isso significa que as restantes nações são “dispensáveis”. O Vietname e a Palestina (só para dar dois entre muitos exemplos) sabem exatamente o que isto significa.

    Perante uma frase destas, que é unanimemente base da ideologia dos imperialistas de ambas as facções, e que está por trás de todas as guerras de agressão deste império, directas ou proxy, de todas as sanções e ameaças, golpes e interferência, propaganda e fake news, eu só posso chamar aos EUropeus fans da NATO de idiotas e atrasados mentais. Espero não ter de fazer o mesmo aos eurocépticos e anti-NATO que parecem agora estar a entrar numa ilusão em relação a Trump. Trump e Obama são uma e a mesma coisa. Ninguém tem autorização do DeepState e MIC para se sentar vivo durante muito tempo da sala oval se não tiver já antes garantido a sua total lealdade para com aquela frase, se não tiver já prometido em noma da sua vida e da vida da sua família que tudo fará para dar continuidade ao regime imperialista genocida da “única nação indispensável” na Terra.

    Para mim, que sou anti-racista, anti-fascista, anti-colonialista, anti-nazi, e anti-imperialista, ou seja, numa só definição sou anti-Liberal, todas as nações na Terra são indispensáveis. Todos os povos importam. Todas as soberanias são sagradas. Todas aa raças têm os mesmos Direitos Humanos. E ninguém está acima disto. A minha concepção do Mundo é absolutamente incompatível com a existência deste regime dos EUA, da NATO/UE, e de “israel”. Os meus valores são igualmente opostos aos de Obama e aos de Trump, que nada mais são do que duas faces da mesmíssima moeda.

    NÃO SE ILUDAM!!!

  8. Expresso:
    «Após uma investigação que durou seis anos e que se acredita ser a mais abrangente de todas as sondagens comparáveis em todo o mundo, a conclusão foi que os resultados mostravam uma “desgraça nacional”.

    Das 650.000 crianças e adultos vulneráveis que estiveram sob cuidados do Estado e da Igreja entre 1950 e 2019 – num país que tem hoje uma população de 5 milhões -, quase um terço sofreu abusos físicos, sexuais, verbais ou psicológicos e muitos mais foram explorados ou negligenciados.

    As vítimas foram, na sua maioria, Maori, o povo indígena da Nova Zelândia.»

    Serão estes os «jardins« apregoados por um Borrell?

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